DO EL PAÍS

Presidente condecorou ditadores em viagem oficial a Dubai, enquanto petista foi aplaudido em evento de esquerdistas no Parlamento Europeu

O presidente Jair Bolsonaro em Dubai, nesta segunda-feira.
O presidente Jair Bolsonaro em Dubai, nesta segunda-feira.– (AFP)
Brasília –
 
 
 O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) viajou neste final de semana para o Oriente Médio, onde visita três países — Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar. Com o ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro tenta atrair investimentos para o Brasil. O presidente chegou com uma comitiva de ministros no sábado a Dubai, nos Emirados Árabes, onde participou da Expo 2020, e de um encontro com investidores nesta segunda. Ele também entregou uma das principais comendas brasileiras, o Grande Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, ao príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Mohammed bin Zayed. Nesta terça, segue para Bahrein, onde deve inaugurar a Embaixada brasileira na capital Manama.

A viagem de Bolsonaro coincide com o giro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana pela Europa, onde se reúne com diversos líderes de esquerda. O petista é a pedra no sapato de Bolsonaro para o ano que vem, como mostram as pesquisas, a um ano da eleição presidencial. Nesta segunda, Lula discursou durante um evento promovido por partidos de esquerda no Parlamento Europeu, onde arrancou aplausos.

O ministro Paulo Guedes enalteceu que o Brasil está crescendo acima da média mundial, uma informação incompatível com a realidade. As projeções da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico são de que em 2021, o Brasil crescerá 5,2%, e o mundo, 5,7%. Já em 2022 as taxas de crescimento do produto interno bruto (PIB) seriam, respectivamente de 2,3% e 4,5%. O otimismo de Guedes contrasta com o pessimismo do mercado brasileiro. Pesquisa semanal do Banco Central do Brasil com mais de 100 instituições financeiras revela uma projeção ainda mais modesta para o PIB brasileiro este ano, de 4,93%, e de 1% para 2022.

A agenda árabe de Bolsonaro segue até quinta-feira, quando ele retornará ao Brasil. Após visitar os Emirados Árabes Unidos ele ainda passará pelo Bahrein e pelo Catar, onde também homenageará autoridades locais. Sua disponibilidade com o mundo árabe contrasta com a reticência apresentada durante os encontros do G20, na Itália, e da COP26, na Escócia. No G20, Bolsonaro teve poucas reuniões bilaterais, e preferiu passear pelas ruas de Roma, após ficar isolado entre outros líderes mundiais. O presidente também não foi à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021, deixando seu ministro do Meio Ambiente, Jorge Leite, como seu representante.

Já Lula aproveitou da rede de partidos progressistas alinhados ao PT para participar de uma série de encontros com dirigentes sindicais, parlamentares, empresários e acadêmicos na Alemanha, Bélgica, França e Espanha. Lula, que já foi recebido pelo futuro chanceler alemão Olaf Scholz, em Berlim, pelo vice-presidente da União Europeia, Josep Borrell, ainda se encontrará com a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, será homenageado no Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po) e terá reuniões com lideranças políticas espanholas.

Nesta segunda, o petista participou de uma entrevista coletiva em Bruxelas, sucedida por um discurso no evento “Juntos durante a crise para uma nova agenda progressista”. Na ocasião, o petista criticou Bolsonaro por ter acabado com o Bolsa Família, reclamou que os pobres continuam pagando muitos impostos, prometeu aumentar a cobrança para os mais ricos e empenho em reduzir o desastre ambiental brasileiro que tem devastado a floresta amazônica.

Ao pedir que haja uma maior colaboração com os países em desenvolvimento, ele criticou o governo norte-americano. “É preciso lembrar também que os Estados Unidos gastaram oito trilhões de dólares nas guerras pós-11 de setembro. Quantia suficiente para eliminar a fome no mundo e preparar o planeta para lidar melhor com as mudanças climáticas. E que, no entanto, foi usada para causar a morte direta de mais de 900.000 pessoas em países como Iraque, Afeganistão, Síria, Iêmen e Paquistão”.

Quando perguntado duas vezes por jornalistas sobre os protestos contra o Governo de Cuba, do qual é um apoiador, e sobre a cassação de credenciais de repórteres da Agência EFE pela gestão de Miguel Díaz-Canel, Lula saiu pela tangente. Primeiro cobrou o fim do embargo dos EUA à economia cubana. Depois disse que não tinha se inteirado sobre as notícias locais e que, se necessário, mais tarde seu assessor daria uma resposta aos repórteres. Lula também encarou uma saia justa na semana passada, quando dirigentes de sua legenda celebraram a fraudada eleição da Nicarágua. O ex-presidente manteve o silêncio, e o PT retirou a nota apoiando a eleição nicaraguense.

O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso no Parlamento Europeu.
O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso no Parlamento Europeu.Ricardo Stuckert/Divulgação

Bolsonaro sem PL e Alckmin como vice de Lula

Mesmo fora do país, Bolsonaro e Lula precisaram responder a perguntas relacionadas às candidaturas deles. O presidente disse, por exemplo, que ainda não definiu se irá se filiar ao Partido Liberal, como havia sido anunciado pelas lideranças da legenda na semana passada. Em 2019, o presidente abandonou o partido que o elegeu, o PSL, tentou criar a sua Aliança pelo Brasil, mas não conseguiu. Promete que até março de 2021 ele teria um novo partido, mas ainda não encontrou uma que o abrigue.

No domingo, Bolsonaro e o presidente do PL, o ex-deputado Valdemar Costa Neto, se desentenderam em função de alianças que o partido já tem e que o presidente rejeita. O centro da celeuma é a eleição para o Governo de São Paulo. Costa Neto tem um acordo para apoiar um candidato do PSDB para a sucessão e João Doria (PSDB), e Bolsonaro diz que quer ter um nome próprio na disputa, além de que seu filho Eduardo Bolsonaro, deputado pelo PSL, comande a sigla no Estado mais rico e populoso do país. “Não vou aceitar em São Paulo o partido apoiar alguém do PSDB. Não tenho candidato em São Paulo, ainda. Talvez o Tarcísio [Freitas, ministro da Infraestrutura] aceite esse desafio.” O ingresso no PL será decidido dentro de três semanas, disse o presidente.

Já Lula precisou responder às especulações sobre a união com o ex-governador tucano Geraldo Alckmin, que poderia ser vice na sua chapa em 2022. “O meu partido vai ter candidato à presidência da República. “Eu tenho 22 vices, oito ministros da Economia quando eu nem decidi ser candidato”, disse ao ser questionado, garantindo que somente entre fevereiro e março ele vai decidir se será candidato. Em 2006, Lula e Alckmin se enfrentaram em uma dura disputa pelo Palácio do Planalto. “Não há nada que aconteceu entre mim e o Alckmin que não pode ser reconciliado. Política é como jogo de futebol, você dá uma ‘botinada’ no cara, depois vai tomar uma cerveja e se acertam”, declarou o ex-presidente.

“There Will Never Another like you”, Chris Montez Rock românti na veia em clássico do jazz na música americana. Para ouvir, cantar e dançar.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

nov
17
Posted on 17-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-11-2021
A raiva de muitos jornalistas com a candidatura de Sergio Moro é tanta que a coisa chega a ser engraçada
Os moristas e os humoristas
Foto: Saulo Rolim / Sérgio Lima / Danilo Martins – Podemos
 

Na imprensa, a oposição aos moristas é a dos humoristas. Porque a raiva de muitos jornalistas com a candidatura de Sergio Moro é tanta que a coisa chega a ser engraçada. Acusam-no de ser quase tudo o que é ruim: parcial, autoritário, traidor, sem palavra, falso, radical, fraudador, maquiavélico, ilegítimo e por aí vai. Só não o acusam de ladrão, porque, bem, você sabe.

Os ataques partem de petistas, bolsonaristas e aqueles que podem ser definidos como temeristas (para os quais o Estado de Direito equivale a manter isso aí, viu?). Mas, como são bem mais numerosos nas redações e adjacências, os petistas fazem mais barulho. Tudo sempre sob o manto da imparcialidade jornalística, claro, porque petista não é besta de dizer que tem lado.

 Todos batem tanto que qualquer crítica razoável ao ex-juiz se tornará suspeita. Tanto batem que Sergio Moro poderá virar bolo e crescer ainda mais por causa da oposição da imprensa.

nov
17
Posted on 17-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-11-2021



 

Amarildo , NO JORNAL

 

nov
17
Posted on 17-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-11-2021

DO CORREIO BRAZILIENSE

Índice de vacinação brasileira vem crescendo e supera o dos americanos, mesmo com o Brasil enfrentando problemas na compra e escassez dos imunizantes

BL
Bernardo Lima*
 

 (crédito: Minervino Júnior/CB)

(crédito: Minervino Júnior/CB)

O Brasil superou os Estados Unidos na taxa de população totalmente vacinada contra o covid-19. De acordo com a plataforma Our World in Data, vinculada à Universidade de Oxford, atualmente 59,75% dos brasileiros receberam duas doses ou dose única, contra 57,62% dos americanos.

A vacinação começou mais cedo nos Estados Unidos. A primeira vacina aplicada foi em 14 de dezembro de 2020, quando uma enfermeira de um hospital do Queens, em Nova York, recebeu a aplicação da primeira dose da Pfizer. Enquanto isso, no Brasil, a primeira dose contra a covid-19 foi aplicada em 17 de janeiro, pouco mais de um mês após, quando a funcionária do Hospital Emílio Ribas Mônica Calazans foi vacinada com a CoronaVac, produzida no país pela farmacêutiva Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Em números absolutos o Brasil aplicou menos doses do que os EUA. A diferença na proporção acontece porque a população americana é maior.

O Brasil tem 127,9 milhões de pessoas que receberam as duas doses ou o imunizante de dose única. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira é de 213,2 milhões. Já nos Estados Unidos , 195.275.904 de cidadãos foram imunizados completamente, com uma população de 331,8 milhões, segundo o censo americano US Census Bureau.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

  • Arquivos

  • novembro 2021
    S T Q Q S S D
    « out   dez »
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    2930