Moro diz que Brasil precisa escapar dos extremos ao se filiar ao Podemos - ISTOÉ DINHEIRO

Moro no ato de filiação ao Podemos, em Brasília;

ARTIGO  DA SEMANA

Moro no Podemos: Coragem, signos e planos na 3ª Via

Vitor Hugo Soares 

Certamente não foi obra do acaso a escolha do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, para receber, na quarta-feira, 10, a expressiva festa política de filiação, ao Podemos, do ex-juiz federal Sérgio Moro – viga mestra de sustentação e prestígio da Lava Jato. Quem estuda e analisa os signos da comunicação e do poder – jornalistas, marqueteiros e políticos, principalmente – observou, de saída: nada da linguagem e da representação simbólica escapou aos organizadores do evento e à sua maior atração. Do jeito de corpo e da fala (severo mas sóbrio e leve), ao local da cerimônia, e nome do partido escolhido para a difícil e desafiadora empreitada que o ex-magistrado acaba de assumir.

“Não tenho uma carreira política e não sou treinado em discursos políticos (…) o Brasil não precisa de líderes que tenham voz bonita. O Brasil precisa de líderes que ouçam a voz do povo brasileiro… Precisamos falar sobre corrupção. Muitos me aconselharam a não falar sobre o assunto, mas isso é impossível (…) Está tudo conectado (…) Todo mundo sabe que o dinheiro desviado é o hospital e a escola sucateados (…) As estruturas do poder foram capturadas. A busca do interesse público foi substituída pela busca egoísta dos interesses próprios e dos interesses pessoais e partidários”, disse Moro nos trechos mais simbólicos e aplaudidos de sua fala.

Assim ele entra nas presidenciais de um tempo temerário, até esta semana polarizadas nos nomes do atual presidente, Jair Bolsonaro (pelo PL do notório Waldemar da Costa, de contas a acertar na polícia e na justiça), à direita, e do ex, Lula, à esquerda, que dispensa comentários sobre sua folha corrida, e dificuldades de sair dos bastidores, para encarar palanques e falar para multidões como é do seu gosto e talento.

Moro entrou para valer na corrida de 2022. Diga-se, a bem dos fatos: outro signo que assenta à perfeição no novo perfil (o político) do ex-condutor da Lava Jato é o Decálogo do Estadista, de Ulysses, senhor da Constituição de 1988 (agora atacada por todos os flancos pelo governo Bolsonaro e seus seguidores no Congresso).A começar pelo primeiro mandamento: A Coragem.
Já o citei  outras vezes, mas não custa  repetir o ditame da tábua do doutor Ulysses, – até para contextualização dos fatos: “O pusilânime nunca será estadista. Churchill afirmou que das virtudes a coragem é a primeira. Porque sem ela, todas as demais, a fé, a caridade, o patriotismo desaparecem na hora do perigo. Há momentos em que o homem público tem que decidir, mesmo com risco de sua vida, liberdade, impopularidade ou exílio. Sem coragem não o fará… O medo tem cheiro. Os cavalos e cachorros sentem-no, por isso, derrubam ou mordem os medrosos. Mesmo longe, chega ao povo o cheiro corajoso de seus líderes. A liderança é um risco, quem não assume não merece esse nome”. Precisa desenhar?

O ex-ministro da Justiça desenhou plataforma de campanha, defendeu princípios e a Lava Jato, que irá levar às urnas, anunciou prioridades de governo. Mas acima de tudo fez do seu discurso um testamento de coragem e espírito público: “O Brasil pode confiar que este teu filho não fugirá à luta e que jamais deixará o seu interesse pessoal, ou de seus filhos ou de sua família, ou mesmo de seus amigos ou de seu partido político, acima do interesse do povo brasileiro”, disse Moro ao encerrar sua fala sob intensos aplausos. O resto a conferir.
Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

nov
13
Posted on 13-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-11-2021

DO CORREIO BRAZILIENSE

Dentro de seu novo partido, Moro já desperta a admiração de aliados atuais de Bolsonaro, como os senadores Eduardo Girão (CE) e Marcos do Val (ES)

AE
Agência Estado

 (crédito: AFP)

(crédito: AFP)

No ato de filiação de Sérgio Moro, realizado nesta quarta-feira, 10, em Brasília, dois ex-ministros de Jair Bolsonaro prestavam atenção ao discurso que o antigo colega de equipa ministerial fazia, repletos de críticas ao presidente. O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que comandou a pasta da Secretaria de Governo, e Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, eram dos principais nomes entre os ex-aliados de Bolsonaro que se aproximaram de uma possível candidatura presidencial do ex-ministro da Justiça. Mas nas primeiras filas do auditório Ulysses Guimarães, parlamentares eleitos na onda do bolsonarismo, em 2018, já ocupavam as primeiras filas para ouvir as palavras de Moro, deixando o presidente Bolsonaro de lado.

Nessa plateia de ex-bolsonaristas, além dos ex-ministros estavam, por exemplo, os deputados federais Júnior Bozzella (PSL-SP), Professora Dayane Pimentel (PSL-BA), Julian Lemos (PSL-PB) e Luis Miranda (DEM-DF).

“Todos têm o direito de apoiar e votar em quem quiser. Mas ninguém tem boas justificativas para votar em Lula ou em Bolsonaro. Dito isso, estamos no jogo da democracia e cada um defenderá quem melhor lhe representa. Eu me sinto representada por Moro”, disse a deputada Professora Dayane.

“Moro é o herói de toda uma geração cansada de ver o Brasil ser saqueado por corruptos. Ele representa o significado mais genuíno do patriotismo. Deixou a toga e o ministério por convicção, por comprometimento com o país, e isso está na memória de todo brasileiro”, disse Bozzella nas suas redes sociais.

Pivô de uma crise direta com o presidente Bolsonaro, por conta de denúncias feitas pelo seu irmão em relação à pressão para aquisição de vacinas contra a covid, o deputado Luis Miranda fez questão de posar para fotos ao lado de Moro.

“Nós continuamos combatendo a corrupção. Nós não nos aliamos a corruptos de nenhum lado. Nós não fechamos os olhos para os erros de ninguém. Nós pagamos um preço alto por isso. Nós temos a consciência tranquila. Nós vamos construir um país verdadeiramente diferente”, afirmou o deputado.

O general Santos Cruz concorda que Moro pode se tornar a opção preferencial para quem, como ele, ficou decepcionado com o governo Bolsonaro.

“Na campanha de 2018, existia um entusiasmo muito grande para encerrar aquele período do PT. O PT estava desgastado por escândalos financeiros, escândalos de corrupção. Então, existia um entusiasmo geral para terminar aquele período e começar um novo. E Bolsonaro se apresentou com um discurso do qual não cumpriu nada”, lembra o general.

Dentro de seu novo partido, Moro já desperta a admiração de aliados atuais de Bolsonaro, como os senadores Eduardo Girão (CE) e Marcos do Val (ES), que atuaram na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid alinhados ao governo Bolsonaro. Os dois compareceram ao ato de filiação. Girão considerou o discurso de Moro “sereno e forte”.

“Participei do ato de filiação do ex-ministro Sérgio Moro ao Podemos. Em seu discurso sereno e forte, ele ressaltou a necessidade de diálogo para unir o País, a importância de enfrentar a corrupção, o retorno da prisão em 2ª instância, o fim da reeleição e do foro privilegiado”,

“No dejes que te olvides”, Bola de Nieve: o notável músico e intérprete cubano de fama mundial, aqui em performance extraordinária de uma pérola cubana do bolero. Viva.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

nov
13
Durante lançamento de um programa de combate à fome, o presidente da República disse que deu um “bom dia muito especial” para a primeira-dama
Com piada de conotação sexual, Bolsonaro constrange Michelle; assista
 

Jair Bolsonaro constrangeu a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, durante um evento realizado ontem no Palácio do Planalto.

Durante o lançamento de um programa de combate à fome, o presidente da República fez uma piada de conotação sexual e deixou a primeira-dama visivelmente consternada com a insinuação.

 

“Bom dia a todos, menos para a primeira-dama, porque eu já dei um bom dia muito especial para ela hoje. Acredite se quiser”, afirmou Bolsonaro.

A piada arrancou risos de todos.

Menos da primeira-dama.

Assista:

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Posted on 13-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-11-2021


 

Geraldo Passofundo, no portal

 

nov
13
Posted on 13-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-11-2021

DO  JORNAL DO BRASIL

Ex-presidente passará por Alemanha, Bélgica, França e Espanha

Foto: Epa
Credit…Foto: Epa

Por JORNAL DO BRASIL

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nessa quinta-feira (11) um tour por quatro países da Europa.

Já de olho nas eleições de 2022, o petista passará por Alemanha, Bélgica, França e Espanha e se reunirá com diversas lideranças políticas.

O principal compromisso deve ser na próxima segunda-feira (15), quando Lula participa de uma reunião de alto nível no Parlamento da União Europeia, a convite da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), grupo que detém a segunda maior bancada no Legislativo do bloco.

O encontro reunirá líderes da Europa e da América Latina, incluindo o ex-primeiro-ministro da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero e as prefeitas da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, e de Bogotá, Claudia López Hernández.

O ex-presidente também dará uma coletiva de imprensa ao lado da líder do S&D no Europarlamento, a espanhola Iratxe García. “Nós, progressistas da Europa e da América Latina, estamos unidos por nosso compromisso pela solidariedade, pela igualdade, pelos direitos humanos e pela democracia”, disse García.

“Denunciamos com força a politização dos direitos humanos por parte da direita. As tentativas sistemáticas de minar as instituições democráticas, violar a separação dos poderes e alimentar o ódio encontrarão nossa mais firme resistência”, acrescentou a socialista.

Já na terça-feira (16), Lula dará uma palestra no Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po) sobre o “lugar do Brasil no mundo de amanhã”. Na quarta (17), o ex-presidente receberá o prêmio Coragem Política 2021, concedido pela revista Politique

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