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DO CORREIO BRAZILIENSE

Imortal: Gilberto Gil é eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL)

O músico concorria ao posto com poeta Salgado Maranhão e o escritor Ricardo Daunt e foi eleito com 22 votos para a cadeira 20 da Academia Brasileira de Letras

PI
Pedro Ibarra
 

 (crédito: photo © @hallit/Divulgacao. Cultura. Cantor e compositor Gilberto Gil.)

(crédito: photo © @hallit/Divulgacao. Cultura. Cantor e compositor Gilberto Gil.)

A Academia Brasileira de Letras agora está um pouco mais musical. O cantor, compositor, ex-ministro e revolucionário Gilberto Gil foi eleito para ocupar a cadeira 20 da ABL nesta quinta (11/11). Gil entra para ser o único músico profissional no corpo da Academia atualmente.

Gilberto Gil ocupa o lugar de Murilo Melo Filho, morto em maio de 2020. Ele disputava o posto com o poeta Salgado Maranhão e o escritor Ricardo Daunt, e saiu vencedor com um total de 22 votos. A cadeira 20 já foi de nomes como Joaquim Manuel de Macedo, Emílio de Meneses e de Salvador de Mendonça, um dos fundadores da ABL.

Essa é a segunda eleição da Academia em duas semanas. Na quinta-feira (4/11), a atriz Fernanda Montenegro foi eleita para a cadeira 17 com um total de 32 votos dos 34 possíveis.

“Super Homem (A Canção). Gilberto Gil: Letra ( e música) realmente dignas de um imortal da Academia Brasileira de Leitras. Com todos os méritos. Saudemos Gilberto Gil.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

nov
12
Posted on 12-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-11-2021

DO  CORREIO BRAZILIENSE

AGU reitera validade de depoimento de Bolsonaro e rebate defesa de Moro

Advogados do ex-ministro da Justiça afirmam que não foram comunicados sobre o andamento do inquérito, nem sobre o depoimento do presidente à Polícia Federal

LP
Luana Patriolino
 

 (crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil)

(crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil)

Em resposta a uma petição apresentada pela defesa do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a validade do depoimento prestado pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada. O chefe do Executivo foi ouvido pela Polícia Federal no inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a suposta interferência política na corporação com o objetivo de proteger parentes e aliados.

 

Os advogados de Moro pedem que a Procuradoria-Geral da República (PGR) opine a respeito do depoimento, que ocorreu sem a presença de integrantes do Ministério Público ou da defesa do ex-juiz — alvo do mesmo inquérito.

Segundo a AGU, nesta fase da apuração, “cabe ao delegado de polícia a condução da investigação criminal e a definição de diligências que interessem à elucidação dos fatos, sendo, precisamente, a autoridade competente quem conduziu os trabalhos no dia 03/11/2021, pelo que não se pode atribuir, tão-somente pela ausência de advogados ou do MPF, a pecha de nulidade”.

O documento é assinado pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco, e mais dois integrantes do órgão. A AGU sustentou que o inquérito policial “detém natureza jurídica de procedimento administrativo”, e não de processo penal. “Por derradeiro e não menos importante, observe-se que não houve participação de representantes da defesa do Senhor Presidente da República na oitiva realizada pela PF do Senhor Sergio Moro, de modo que sequer pode ser invocada quebra de paridade de armas (outro argumento que, frise-se, não seria pertinente na fase investigativa)”, diz trecho do documento protocolado.

Depoimento Bolsonaro

 No depoimento à PF, Bolsonaro atacou Sergio Moro e disse que o ex-ministro teria condicionado aceitar o delegado Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal caso fosse indicado para o cargo de ministro do STF. “Ao indicar o DPF Ramagem ao ex-ministro Sergio Moro, este teria concordado com o presidente desde que ocorresse após a indicação do ex-ministro da Justiça à vaga no Supremo Tribunal Federal”, disse Bolsonaro.

Segundo Moro, Bolsonaro queria trocar o diretor-geral da PF para ter acesso a informações e relatórios confidenciais de inteligência. A demissão de Maurício Valeixo trouxe a crise que levou à demissão de Moro, em maio do ano passado. Sendo homem de confiança do ex-juiz, ele foi levado à direção da PF por ele. Quando Bolsonaro pediu a substituição, Moro tentou evitar a troca, mas acabou pedindo demissão.

Com o imbróglio, Jair Bolsonaro desistiu de colocar Alexandre Ramagem no comando da corporação após o ministro do STF Alexandre de Moraes suspender a nomeação do delegado.

nov
12
Posted on 12-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-11-2021



 

Amarildo, NA

 

Jornalista e colunista de política Cristiana Lôbo morre aos 64 anos

Jornalista e colunista de política Cristiana Lôbo morre aos 64 anos

O Brasil perdeu nesta quinta-feira (11) uma das mais importantes e influentes jornalistas de política do país. Cristiana Lôbo tinha 64 anos e foi lembrada com imenso carinho por colegas, artistas e políticos de todas as tendências.

Cristiana Lôbo completou uma carreira de mais de 40 anos de jornalismo. Sabia mesclar o tom duro e incisivo com o humor irônico nos textos, nos comentários, nas entrevistas. Uma incansável repórter em busca da notícia, desde os tempos de jornal impresso.

“A gente ficava telefonando para as pessoas, conversando, eu ia para o Congresso todo dia, circulava pelo Palácio do Planalto, como eu faço até hoje. Vou ao Congresso, vou ao Palácio, vou a cerimônias no Executivo, no Legislativo, no Judiciário e conversando com as pessoas para obter notícias”, disse Cristiana Lôbo em depoimento ao Memória Globo em 7 de maio de 2011.

Ela nasceu em Goiânia. Ainda na faculdade, começou cobrindo a política do estado, até se mudar para Brasília. No jornal O Globo, acompanhou os ministérios da Saúde e da Educação e trabalhou na coluna Panorama Político. Depois de 13 anos foi para o jornal O Estado de S.Paulo, onde assumiu a coluna política. Aí, veio a transição, do impresso para a televisão.

A estreia de Cristiana Lôbo foi na GloboNews, em 1997. Era parte do time de comentaristas do Jornal das Dez. Analisava os principais fatos da política e os bastidores do poder.

Logo parecia uma veterana nas entradas ao vivo. E o tempo foi revelando uma Cristiana Lôbo multimídia: sua densidade jornalística estava no blog “Bastidores da Política”, no g1, e no formato inovador em “Fatos e Versões”, programa da GloboNews. Ao lado de jornalistas convidados, Cristiana passava a limpo os fatos da semana e projetava os da semana seguinte.

Cristiana Lôbo estreou na GloboNews em 1997 — Foto: Reprodução/JN

Cristiana Lôbo estreou na GloboNews em 1997 — Foto: Reprodução/JN

No quadro “Papo no Cafezinho”, uma referência a conversas no café do Congresso, onde políticos transitam e a informação circula sem reservas, Cristiana revelava as “versões” dos fatos em Brasília.

“A gente faz tudo para o programa ser o mais quente possível. A gente abre mão do sábado, abre mão do que for para o programa sair bem quente e ter umas histórias bacanas dos bastidores para contar, que é o que o povo gosta de ouvir, o tal do cafezinho”, contou em depoimento ao Memória Globo em 7 de maio de 2011.

“Ela tinha um sorriso de Monalisa, ela tinha uma coisa assim, tão bonita, tão assertiva, serena. Sempre de uma calma, e de uma maneira de falar maravilhosa, e passava uma simpatia, ela passava comigo uma coisa fraterna”, disse Jô Soares.

Um dos lugares preferidos de Cristiana Lôbo era o Salão Verde da Câmara, onde em dias de efervescência política a informação circula como um raio. Lá era possível ver o bastidor da notícia, a destreza com que Cristiana distribuía simpatia, contava causos com fina ironia, apurava os fatos, conversando informalmente com as fontes e corria para frente da câmera para informar os telespectadores em primeira mão.

A jornalista, sem papas na língua, tinha um jeito peculiar de criticar, denunciar e cobrar as autoridades. Era respeitada entre os políticos.

Ministros, governadores de diferentes partidos, senadores, deputados federais e prefeitos lamentaram a morte da jornalista. O presidente da Câmara, Arthur Lira, do Progressistas, falou sobre Cristiana Lôbo: “Quando da minha chegada em Brasília, em 2011, já fui acolhido pela Cristiana e batíamos papo semanalmente. É uma perda, infelizmente. Muito nova e todos nós lamentamos.”

Cristiana Lôbo tinha um jeito peculiar de criticar, denunciar e cobrar as autoridades — Foto: Reprodução/JN

Cristiana Lôbo tinha um jeito peculiar de criticar, denunciar e cobrar as autoridades — Foto: Reprodução/JN

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, do PSD, também se manifestou: “Era sempre muito presente na cobertura de política, com muito profissionalismo, muita educação no trato. Portanto, uma grande perda para o jornalismo e para o Brasil.”

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, lamentou a morte de Cristiana na sessão desta quinta-feira (11).

“Uma jornalista extremamente séria, corajosa, independente, sempre elegante. E, portanto, em meu nome e, estou certo, em nome dos integrantes do Tribunal Superior Eleitoral gostaríamos de mandar a nossa mensagem de solidariedade a toda família, aos colegas, ao viúvo, Murilo Lôbo. E todos guardaremos na memória a atuação de uma grande profissional que honrou o jornalismo independente brasileiro”, disse Barroso.

À tarde, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, abriu a sessão com uma homenagem à jornalista: “Todos hão de lembrar que ela cobria os atos desta Corte e cobria com muita excelência a política brasileira, sempre com muita distinção, com zelo, com informação.”

O vice-presidente Hamilton Mourão também se manifestou. Ele disse em rede social que, além de profissional séria e competente, era extraordinária figura humana. E desejou condolências à família.

O ex-presidente e ex-senador José Sarney lembrou os primeiros anos de Cristiana Lôbo na cobertura política, em Brasília.

“Quando ela chegou novinha, estreando, eu já era senador há muitos anos, e ela estabeleceu uma relação de confiança, uma relação de respeito, uma relação de amizade. E, ao mesmo tempo, de simpatia, de inspirar confiança na gente”, disse Sarney.

O ex-presidente Lula disse, numa rede social: “Meus sentimentos à família, amigos e amigas da jornalista Cristiana Lôbo. Que Deus lhes dê forças neste momento tão triste.”

Também numa rede social, a ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que “Cristiana Lôbo sempre foi uma interlocutora confiável e dotada de muito rigor técnico na apuração de notícias”.

Cristiana Lôbo recebeu homenagens de colegas jornalistas.

“Por ser muito profissional, ela falava com todas as correntes ideológicas. E ao mesmo tempo ela fazia comentários. É difícil fazer isso, você manter relacionamento com fontes de áreas diferentes, que pensam diferente, e que você vai ter que ir para a televisão falar o que você acha, se isso vai dar certo, se está errado, se está certo. Mas ela conseguiu. Conseguiu com o profissionalismo dela passar por todos esses polos dessa sociedade tão dividida do Brasil e buscar informação em todas as áreas”, afirmou a jornalista Miriam Leitão.

Cristiana era intensa e lutou intensamente nos últimos anos contra um mieloma múltiplo, agravado, agora, por uma pneumonia. Tinha 64 anos e estava internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ela deixa marido, Murilo, filhos, Gustavo e Bárbara, e netos, Antonio e Miguel.

No fim de 2019, a filha de Cristiana Lôbo, Bárbara Lôbo, contou na GloboNews que tinha uma mãe jornalista desde sempre: “Eu cresci num ambiente de jornalismo 24 horas. A gente aprendeu, eu e meu irmão aprendemos, que é isso desde cedo. Ela é jornalista desde sempre, e eu posso garantir que ela é jornalista desde que eu sou criancinha.”

“Eu estava saindo de casa, toca o meu telefone. Foi no telefone da cozinha. Era o presidente Itamar Franco: ‘O presidente está te chamando para comer um pão de queijo’. Eu falei: ‘Eu estou indo viajar com a família inteira’. Entro no avião, aperto o cinto, eu olhei e falei: ‘Eu não vou não. Eu vou sair, eu vou lá conversar com o presidente’”, contou Cristiana, ao lado da filha.

O enterro vai ser nesta sexta-feira (12), em Brasília, restrito à família.

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