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DO CORREIO BRAZILIENSE

Em tom de brincadeira, o presidente comentou sobre o jantar com líderes do G20, no dia 30. Ele pisou acidentalmente no pé da primeira-ministra da Alemanha, que reagiu: “Só podia ser você”

IS
Ingrid Soares
 

 (crédito: Aris Oikonomou/AFP - Marcelo Camargo/Agência Brasil )

(crédito: Aris Oikonomou/AFP – Marcelo Camargo/Agência Brasil )

O presidente Jair Bolsonaro comentou, nesta segunda-feira (1º/11), sobre o jantar com os líderes do G20, ocorrido no último dia 30. Na data, ele pisou acidentalmente no pé da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, que reagiu com a frase: “Só podia ser você”. Em entrevista a jornalistas em Anguillara Veneta, na Itália, o chefe do Executivo brincou que, “em 30 minutos, quase que fomos dançar no meio do salão, um apaixonado pelo outro”.

“Foi excelente, né. Começou naquela tarde, estávamos numa sala, muita gente. E eu dei uns passos retaguarda e acabei pisando no peito do pé dela. Daí ela olhou para mim e falou: ‘Só podia ser você’. Ela já me conhecia, tá? Conhecia bastante. Eu não sou um cara grosso. Sou um cara direto, objetivo. E à noite, quis o destino que eu ficasse, entre eu e ela… estivesse o colega da Coreia e daí ela me chamou para conversar e, em 30 minutos, quase que fomos dançar no meio do salão, um apaixonado pelo outro”, relatou rindo.

O presidente também disse não ter encontrado o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o comparou com seu ex-aliado, Donald Trump.

“Não consegui falar com o Joe Biden. Ele parece estar bastante reservado para todo mundo. Fala muito pouco, diferentemente do (Donald) Trump. Mas, para nós, interessa sim uma política cada vez maior de aproximação com os EUA como se fosse uma continuidade do que fazíamos com Trump”.

“Naked City”, Nelson Riddle & His Orchestra: Para lembrar o tempo em que Salvador não assustava tanto como hoje assusta. O motivo? A violência.

BOM DIA!!! Em casa, se possível!

(Gilson Nogueira)

 

Foto: Alan Santos/PR
Economia

ROSANA HESSEL

 

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (sem partido) Sergio Moro é o nome da terceira via com maior condição de ser uma opção contra a polarização em curso para a eleições presidenciais de 2022, que indicam um embate entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. No entanto, Moro só conseguirá se consolidar se houver menos nomes na disputa. Pelas estimativas do cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor da Quaest, Felipe Nunes, Moro pode chegar a 30%, se houver uma aglutinação das candidaturas atuais.

 

“Moro é a terceira via mais bem colocada até o momento. Ele consegue atrair quem odeia Bolsonaro e quem odeia Lula. O ex-juiz tem potencial de chegar a 30% dos votos, o que pode cacifa-ló como a melhor alternativa. Mas tudo depende do número de candidatos disponíveis”, explicou Nunes, em entrevista ao Blog nesta segunda-feira (1º/11). Atualmente, existem, pelo menos, 10 prováveis candidatos para disputar votos com Lula e Bolsonaro. “Com esse alto número de concorrentes, é muito difícil que qualquer nome desponte para ir ao segundo turno no lugar de Lula e Bolsonaro”, acrescentou.

 

A Quaest é responsável pelas pesquisas divulgadas pela Genial Investimentos. Na mais recente, apontou que 54% dos entrevistados não acreditam que o Auxílio Brasil, programa do governo que pretende substituir o Bolsa Família, não deve dar votos a Bolsonaro. A próxima edição da pesquisa da instituição que trata dos cenários para as eleições de 2022 será divulgada no próximo dia 10.

 

No levantamento anterior, divulgado em outubro, a avaliação negativa do presidente Jair Bolsonaro chegou a 53%, acima dos 48% registrados anteriormente. Já a fatia que considera a gestão do presidente positiva caiu de 26% para 24% na mesma base de comparação, refletindo que a percepção dos brasileiros de que a economia só piorou aumentou, o que poderá ser um problema para Bolsonaro quando subir nos palanques no ano que vem e pedir voto dos brasileiros.

 

O jornal britânico Financial Times revelou que o presidente brasileiro é “incapaz”.  Bolsonaro liderava o ranking de rejeições, com 65% dos entrevistados afirmando que não votariam nele. Em segundo lugar, ficou João Dória Jr., com 61%. Sergio Moro fica em terceiro lugar nessa lista, com 59% de rejeição, seguido por Ciro Gomes (PDT), com 54%.

 

Na avaliação do cientista político, outro nome vem sendo cogitado para concorrer em 2022, o do presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ainda tem um caminho longo para frente se realmente for candidato.”Pacheco pode ter a vantagem de unificar Minas Gerais, mas sofre do mesmo problema que os outros: a concorrência é grande”, explicou Nunes. Na pesquisa de outubro, Pacheco tinha 39% de rejeição enquanto Lula, ficou com 43%. A menor rejeição ficou com o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), de 20%.

 

Vale lembrar que Pacheco saiu do DEM e filiou-se ao PSD de Gilberto Kassab, um dos piores prefeitos de São Paulo e dono de uma das maiores legendas no Congresso.

Candidatura 

Sergio Moro desembarcou hoje no Brasil vindo dos Estados Unidos para oficializar a candidatura para 2022. A filiação de Moro ao Podemos está marcada para o próximo dia 10, em cerimônia no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília.

 

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Posted on 02-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-11-2021



 

 Sid, NO PORTAL DE HUMOR

 

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  DA AGÊNCIA BRASIL

Um dos mais talentosos do mundo, foi estudar na Europa aos 12 anos

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Morreu na madrugada de hoje (1º) o pianista Nelson Freire, aos 77 anos. Ele estava em sua casa, no Rio de Janeiro, e as causas ainda não foram reveladas. A notícia foi divulgada por diversos veículos, com a confirmação atribuída à empresária do artista.

O site da rádio France Musique, especializada em música clássica, que pertence à rede pública Rádio França, noticiou que “é um monumento, um monstro sagrado do piano que nos deixa”. 

“Com ele, uma extravagância incomum no teclado se extingue, misturada com uma rara sensibilidade e expressividade”, destacou a France Musique.

Mineiro de Boa Esperança, Freire começou a tocar piano aos três anos. O talento fez a família se mudar para o Rio de Janeiro, onde ele pudesse aprimorar os estudos. Aos 12 anos, foi finalista do Primeiro Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro e ganhou uma bolsa de estudos na Europa, se mudando para Viena em 1959, onde estudou com o pianista Bruno Seidlhofer.

Com diversas premiações, Nelson Freire trilhou uma brilhante carreira internacional, tendo se apresentado em mais de 70 países, com orquestras como as filarmônicas de Berlim, Londres, Nova York e Israel, a Orquestra Real do Concertgebouw de Amsterdam, a Gewandhaus de Leipzig e as Orquestras de Munique, Paris, Tóquio, São Petersburgo, Viena, Boston, Filadélfia, Cleveland, Los Angeles, Chicago e Montreal.

Em sua extensa discografia, estão gravações desde Chopin, feita aos 12 anos, passando por Schumann, Brahms, Liszt, Grieg, Tchaikovsky e Villa-Lobos. Na década de 1980, ao lado da pianista argentina Martha Argerich, gravou obras de Rachmaninoff, Lutoslawski e Ravel, além das Bachianas Brasileiras número 3, de Villa-Lobos, com a Orquestra Sinfônica Brasileira, regida por Isaac Karabtchevsky.

Segundo o Instituto Piano Brasileiro, Nelson Freire é o único artista do país incluído no projeto Great Pianists of the XXth Century (Grandes pianistas do século XX, em tradução livre), uma coleção de 200 CDs lançados pela Phillips.

Já nos anos 2000, lançou álbuns com gravações dos Estudos e Noturnos de Chopin; seleções de obras de Liszt, Schumann, Beethoven, Bach e Debussy; e dois Concertos de Brahms, gravados com a Orquestra Gewandhaus, de Leipzig, sob regência de Ricardo Chailly. O álbum recebeu o prêmio de melhor disco do ano, pela revista Gramophone, de Londres.

Em 2012, Freire lançou o álbum Brasileiro, com obras de compositores como Villa-Lobos, Camargo Guarnieri, Lorenzo Fernandez, Henrique Oswald, Alexandre Levy, Barrozo Netto, Claudio Santoro e Francisco Mignone, sendo vencedor do Grammy Latino.

Sua trajetória artística foi registrada pelo pelo cineasta João Moreira Salles, em 2003, no documentário Nelson Freire.

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