Sérgio Moro vai assinar filiação com o Podemos em novembro - meionorte.comMoro de volta: filiação ao Podemos, lançamento de livro e pré-campanha para enfrentar Bolsonaro e Lula.
 ARTIGO DA SEMANA

Moro vem aí: no Podemos contra Bolsonaro e Lula

 Vitor Hugo Soares

Sim, é possível. Pesquisas mostram e o ex-juiz Sérgio Moro, – condutor da Lava Jato a mais ampla e eficiente investigação, julgamento e punição de corruptos e corruptores na história do País – se convenceu de que deve ser ele o candidato, de centro (ou Terceira Via), para enfrentar o presidente Jair Bolsonaro, à direita, (já em promove comícios e aglomerações fora da lei, a título de entrega de obras ou assinatura de ordens de serviço) e o ex, Lula (PT), à esquerda, que faz articulações de bastidores aqui e ali,  mas ainda sem força e coragem para assumir as ruas, como em tempos idos.

No vácuo, o ex-ministro, já sem as amarras do contrato de trabalho com empresa nos EUA, onde mora atualmente, trata de pegar a carruagem de impetuosos cavalos arreados que passa à sua porta, para trazê-lo de volta com um pré-projeto de governo, um foco e um sonho: ser eleito presidente da República em 2022. Parte do dever de casa a que se atribuiu – em recente vinda ao Brasil para consultas familiares e políticas (além de ouvir amigos, empresários e prováveis aliados de confiança) antes da construção de um plano de pré-campanha – também já foi cumprido. Moro digitou o ponto final no livro que estava escrevendo desde que deixou o governo e anuncia o lançamento para começo de dezembro, com eventos políticos e de autógrafos já agendados para quatro capitais, tambores de ressonância em suas respectivas regiões: São Paulo (Sudeste), Curitiba (Sul), Brasília (Planalto Central) e Recife (Norte e Nordeste).

Com expressivo e referencial título “Contra o sistema de Corrupção”, o livro pretende ser uma espécie de registro histórico de um tempo no Brasil e na América Latina, documento de fatos de bastidores e de princípios da vida do paranaense de Maringá em sua caminhada política e eleitoral. Não terá foco em passado romantizado, mas no presente, factual e intensamente vivido pelo ex-juiz federal, e do qual ele se tornou um símbolo (admirado por muitos e odiado de outros tantos). Assim, além da sua pré-agendada filiação ao Podemos, dia 10 de novembro, em ato político no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o ex-juiz terá outros compromissos relevantes. O principal deles é espalhar e discutir pontos que considera essenciais, de seu livro. Diga-se ainda, por relevante, que embora o relato de sua presença e atuação no governo do capitão faça parte da obra, Moro aponta para a frente e pensa também planos para a Nação.

Em recente artigo, na coluna que mantém na revista digital Crusoé, ele  finca algumas vigas mestras de sua plataforma política e econômica: “Controlar a inflação, como se fez com o Plano Real, assim como prevenir e combater a corrupção, como se fez durante a Lava Jato, são conquistas civilizatórias. Essas ações não pertencem a governos ou a autoridades públicas específicas, pois só foram possíveis com amplo apoio da sociedade civil organizada e da população. Já os responsáveis pelo descontrole da inflação e pelo desmantelamento dos controles sobre a corrupção são mais facilmente identificáveis, já que a responsabilidade não é aqui coletiva, mas sim localizada em políticas públicas equivocadas e cujos autores são nomináveis”. Ponto.
Tudo indica que, com Sérgio Moro de volta ao Brasil, a ilusão binária Bolsonaro x Lula vai acabar ou diluir-se. E logo saberemos, como dizia Brizola, “quem de fato tem farinha para vender na feira”.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail:vitors.h@uol.com.br

“Malandro do Brasil”, Baby do Brasil: um samba digno de antologia, aqui em soberana interpretação da rainha dos Novos Baianos. Para ouvir, cantar junto e dançar no sábado de quase fim de outubro. Vivá!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DO CORREIO BRAZILIENSE

O jornalista e escritor Ruy Castro ganhou o Prêmio Machado de Assis 2021 pelo conjunto da obra, ele foi escolhido pelos imortais da Academia Brasileira de Letras

AE
Agência Estado
 

 (crédito: Companhia das Letras/Divulgacao)

(crédito: Companhia das Letras/Divulgacao)

O jornalista e escritor Ruy Castro ganhou o Prêmio Machado de Assis 2021 pelo conjunto da obra. Ele foi escolhido pelos imortais da Academia Brasileira de Letras nesta quinta-feira, 28, e vai ganhar R$ 300 mil.

Biógrafo premiado e profundo conhecedor da história da música brasileira, Ruy Castro é autor de livros como Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova, O Anjo Pornográfico: A Vida de Nelson Rodrigues, A Onda que se Ergueu no Mar, Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha, Carmen – Uma Biografia, A Noite do Meu Bem – A História e as Histórias do Samba-Canção, e Metrópole à Beira-Mar – O Rio Moderno dos Anos 2, entre outras obras.

“Ruy Castro é um escritor de alta qualidade literária, biógrafo consolidado que permitiu o redesenho de grandes figuras de nossa história e de nossa literatura. Um escritor de múltiplas facetas, forte sensibilidade, marcado por um sentimento lírico que não abandona jamais a dimensão crítica”, disse o presidente da ABL Marco Lucchesi em comunicado.

Ruy Castro nasceu em Caratinga (MG), em 1948. Começou como repórter em 1967, no Correio da Manhã, do Rio, e passou por todos os grandes veículos da imprensa carioca e paulistana – ele é, hoje, colunista da Folha de S.Paulo.

Criado pela ABL em 1941, o Prêmio Machado de Assis é entregue a autores que se destacam pelo conjunto de sua obra. Suspenso desde 2017 por questões econômicas, ele foi retomado este ano com o patrocínio da Light. Entre os vencedores mais recentes do maior prêmio da Academia Brasileira de Letras estão o escritor e cronista do Estadão Ignácio de Loyola Brandão (2016), o historiador João José Reis (2017) e o escritor Rubem Fonseca (2015).

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Posted on 30-10-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-10-2021


 

 

Amarildo. NO JORNAL

 

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       DO SITE O ANTAGONISTA
O tapa na cara de Moro nos advogados de Lula
 

Advogados de Lula disseram à porta voz informal de Lula que a candidatura presidencial de Sergio Moro é “um escárnio e um tapa na cara”.

A tese de um deles é a seguinte:

 “Como juiz, ele interferiu no resultado das eleições de 2018 e trabalhou como ministro para o candidato que ajudou a ganhar. Teve seu trabalho como magistrado desmoralizado. Mas jamais foi punido. E agora será candidato?”

Isso mesmo. Moro será candidato para dar um tapa na cara de todos aqueles que escaparam da cadeia com a ajuda do STF. E de seus advogados também.

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