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DO JORNAL DO  BRASIL

Comissão aprovou texto por 7 votos a 4

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Credit…Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por JORNAL DO BRASIL

 
Depois de um dia todo de debates, os senadores aprovaram nesta terça-feira (26) o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), por 7 votos a 4.

Um dos principais pontos do documento de 1.299 páginas sugere o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por nove crimes que vão desde delitos comuns, previstos no Código Penal; a crimes de responsabilidade, conforme a Lei de Impeachment. Há também citação de crimes contra a humanidade, de acordo com o Estatuto de Roma, do Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia.

Além do presidente da República, mais 78 pessoas, entre elas três filhos do presidente, ministros, ex-ministros, deputados federais, médicos e empresários estão na lista. Há ainda duas empresas: a Precisa Medicamentos e a VTCLog.

De acordo com o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), o relatório será entregue pessoalmente ao procurador-geral da República, Augusto Aras, nesta quarta-feira (27) às 10h.

Como votaram os membros da CPI

Favoráveis ao relatório: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Omar Aziz (PSD-AM).

 
 Contrários: Luis Carlos Heinze (PP-RS), Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Melo (PL-SC).

Exclusão
O nome do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) chegou a ser incluído na lista de indiciados do relatório final da comissão a pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). No entanto, o próprio parlamentar solicitou ao relator Renan Calheiros a retirada do nome de Heinze.

A decisão de excluir o nome ocorreu após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmar, por meio de nota, que os senadores reavaliassem a proposta de indiciamento, o que considerou um “excesso”.

Para o senador Alessandro Vieira, prevaleceu o entendimento de que o senador tem imunidade parlamentar ao se manifestar na CPI. Durante os trabalhos da CPI, Heinze defendeu o uso de medicamentos ineficazes para o tratamento da covid-19, além de divulgar estudos sem base científica.

Consequências
Sob protestos de senadores da base governista, no parecer aprovado hoje, Renan também detalha o atraso na aquisição de vacinas contra o coronavírus e a demora na resposta do governo brasileiro à Pfizer e ao Instituto Butantan, que em 2020 ofereceram doses de imunizantes ao Programa Nacional de Imunização.

O texto destaca ainda as repercussões das possíveis irregularidades em empresas que negociaram vacinas e a aquisição mais célere de imunizantes como consequência dos trabalhos da comissão de inquérito. Entre os pontos positivos destacados por Renan está ainda a abertura de uma CPI específica sobre a Prevent Senior na Câmara Municipal de São Paulo. Entre as várias denúncias, a operadora de saúde é acusada de obrigar médicos a prescreverem medicamentos comprovadamente ineficazes para tratamento da covid-19 a seus pacientes.

Próximos passos
Por ser um tribunal político, uma comissão parlamentar de inquérito não pode por si punir qualquer cidadão. Na prática, ao final dos trabalhos a CPI pode recomendar indiciamentos, porém o aprofundamento das investigações e o eventual oferecimento de denúncia dependem de outras instituições. Apesar da votação do relatório marcar o fim dos trabalhos da comissão, a cúpula da CPI garante que pretende acompanhar de perto os desdobramentos do que foi apurado pelo colegiado.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues ( Rede-AP), disse que a análise de crimes imputados ao presidente da República, Jair Bolsonaro, cabe ao procurador-geral da República, Augusto Aras. Nesse sentido, ele reafirmou hoje que espera que Aras “cumpra seu papel” e dê encaminhamento às conclusões do relatório final. Rodrigues avaliou ainda que no caso de omissão do PGR ou, ainda, do Ministério Público, em relação a outros indiciados, a legislação brasileira sinaliza outros caminhos. Um deles seria levar o documento diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de ação penal subsidiária da pública.

“Iremos acompanhar as consequências desse relatório e vamos exigir que as responsabilidades sejam apuradas”, disse Randolfe. “No caso da ação penal subsidiária da pública, e isso só pode ocorrer em caso de omissão por parte do Ministério Público, ele será levado diretamente ao STF”.

No caso de deputados federais cabe ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), abrir um processo por crime de responsabilidade. Já para denunciados por crime contra a humanidade, o andamento depende do Tribunal Penal Internacional. O vice-presidente da CPI confirmou que a partir desta quarta-feira (27) começará uma “agenda de entregas” do relatório. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (sem partido-MG), e Aras serão os primeiros a receberem o texto. (com Agência Brasil)

 
 

Os 80 indiciados
• Jair Bolsonaro;
• Eduardo Pazuello;
• Marcelo Queiroga;
• Onyx Lorenzoni;
• Ernesto Araújo;
• Wagner Rosário;
• Élcio Franco;
• Mayra Pinheiro;
• Roberto Dias;
• Cristiano Carvalho;
• Luiz Dominghetti;
• Rafael Francisco Carmo Alves;
• José Odilon Torres Silveira Junior;
• Marcelo Blanco;
• Emanuela Medrades;
• Túlio Silveira;
• Airton Antonio Soligo;
• Frncisco Maximiano;
• Danilo Trento;
• Marcos Tolentino;
• Ricardo Barros;
• Flávio Bolsonaro;
• Eduardo Bolsonaro;
• Bia Kicis;
• Carla Zambelli;
• Carlos Bolsonaro;
• Osmar Terra;
• Fabio Wajngarten;
• Nise Yamaguchi;
• Arthur Weintraub;
• Carlos Wizard;
• Paolo Zanotto;
• Antônio Jordão de Oliveira Neto;
• Luciano Dias Azevedo;
• Mauro Luiz de Brito Ribeiro;
• Walter Braga Netto;
• Allan dos Santos;
• Paulo de Oliveira Eneas;
• Luciano Hang;
• Otávio Fakhoury;
• Bernardo Kuster;
• Oswaldo Eustáquio;
• Richards Pozzer;
• Leandro Ruschel;
• Carlos Jordy;
• Filipe Martins;
• Técio Tomaz;
• Roberto Goidanich;
• Roberto Jefferson;
• Hélcio Bruno de Almeida;
• Raimundo Nonato Brasil;
• Andreia da Silva Lima;
• Carlos Alberto de Sá;
• Teresa Cristina Reis de Sá;
• José Ricardo Santana;
• Maconny Nunes Ribeiro Albernaz de Faria;
• Daniella de Aguiar Moreira da Silva;
• Pedro Benedito Batista Junior;
• Paola Werneck;
• Carla Guerra;
• Rodrigo Esper;
• Fernando Oikawa;
• Daniel Garrido Baena;
• João Paulo Barros;
• Fernanda de Oliveira Igarashi;
• Fernando Parrillo;
• Eduardo Parrillo;
• Flavio Cadegiani;
• Heitor de Freire Abreu;
• Marcelo Bento Pires;
• Alex Lial Marinho;
• Thiago Fernandes da Costa;
• Regina Célia de Oliveira;
• Hélio Angotti Netto;
• José Alves Filho;
• Amilton Gomes de Paula;
• Precisa Medicamentos;
• VTCLog

“Todo sentimento”, Elizeth Cardoso: divinamente Elizeth em notável interpretação de um dos seus maiores sucessos na carreira de grandes êxitos. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Moro monta sua equipe
Foto: Adriano Machado/Crusoé

 

Sergio Moro “tem procurado pessoalmente empresários que gostaria de ter na equipe de sua pré-campanha rumo ao Palácio do Planalto em 2022”, diz O Globo.

“O perfil buscado por Moro é de técnicos que apresentem soluções para a crise econômica, desemprego e inflação alta que vive o Brasil”. 

É uma boa notícia. Eu já dei meu pitaco: Moro precisa urgentemente de uma equipe.

Mas não é só isso.

Um Arminio Fraga, por exemplo, pode não fazer parte da campanha ou da pré-campanha, mas é imprescindível ouvi-lo sobre os rumos do governo. Eu já dei outro pitaco: “o Brasil foi devastado, e precisa de um plano, muito mais do que de um presidente”.

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Amarildo, NO JORNAL

 

DO PORTAL G1

Por Elisa Soupin, g1


Relembre algumas das novelas mais marcantes da carreira de Gilberto Braga
 

Relembre algumas das novelas mais marcantes da carreira de Gilberto Braga

Autor de novelas clássicas da TV brasileira como “Dancin’ Days” (1978), “Vale Tudo” (1988) e “Celebridade” (2003), e criador de vilões inesquecíveis, Gilberto Braga morreu nesta terça-feira (26), aos 75 anos, no Rio.

Ao g1, o sobrinho do autor Bernardo Araújo disse que o tio estava internado desde sexta-feira (22) e sofreu uma septicemia. O novelista estava no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

De acordo com Bernardo, o tio “vinha há alguns anos com vários problemas de saúde e passou por uma cirurgia na coluna, uma no coração e uma hidrocefalia”, além de já apresentar dificuldades para andar.

“Aí ele acabou indo para o hospital na semana passada. Ele foi internado já bem mal, e lá foi constatada uma infecção generalizada”, explicou.

Entre outros trabalhos marcantes de Braga, estão também as novelas “Corpo a Corpo” (1984), “Rainha da Sucata” (1990), da qual foi colaborador, e “O Dono do Mundo” (1991), além das minisséries “Anos Dourados” (1986) e “Anos Rebeldes” (1992).

Ele venceu o Emmy Internacional de melhor telenovela por “Paraíso Tropical” (2008). Sua última produção foi “Babilônia” (2015), exibida pela TV Globo.

Gilberto era casado com o decorador Edgar Moura Brasil, companheiro dele por quase 50 anos.

Até a ultima atualização da reportagem, não haviam sido divulgadas informação de velório e enterro do corpo do autor.

Relembre a vilã Odet Roitman

Gilberto Braga, que criou Odete Roitman, diz que escreveu papel pensando em Beatriz Segall
 

Gilberto Braga, que criou Odete Roitman, diz que escreveu papel pensando em Beatriz Segall

Tony Ramos lamenta a morte

Autor de ‘Vale Tudo’, ‘Dancin’ Days’ e outros sucessos, Gilberto Braga morre aos 75 anos
 

Autor de ‘Vale Tudo’, ‘Dancin’ Days’ e outros sucessos, Gilberto Braga morre aos 75 anos

Perfil de Gilberto Baga

Gilberto Braga nasceu no Rio de Janeiro, no dia primeiro de novembro de 1945. Cursou a faculdade de Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e começou a trabalhar dando aulas na Aliança Francesa.

Posteriormente, trabalhou como crítico de teatro e cinema do jornal “O Globo”. Estreou na Globo como autor em 1972, com uma adaptação de “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas, para um “Caso Especial”.

Sua primeira experiência em telenovela foi com Corrida do Ouro, em 1974, quando dividiu a autoria com Lauro César Muniz e Janete Clair. O primeiro sucesso veio dois anos depois, com “Escrava Isaura”.

Em 1978, estreou no horário nobre, com um dos seus maiores sucessos: “Dancin’ Days”. Sua estreia em minisséries foi com “Anos Dourados”, em 1986.

Trabalhos na Globo

Veja, abaixo, a lista de novelas de Gilberto Braga exibidas na TV Globo:

  • “Corrida do Ouro” (1974)
  • “Helena” (1975)
  • “Senhora” (1975)
  • “Bravo!” (1975)
  • “Escrava Isaura” (1976)
  • “Dona Xepa” (1977)
  • “Dancin’ Days” (1978)
  • “Água Viva” (1980)
  • “Brilhante” (1981)
  • “Louco Amor” (1983)
  • “Corpo a Corpo” (1984)
  • “Vale Tudo” (1988)
  • “Rainha da Sucata” (1990) – colaboração
  • “Lua Cheia de Amor” (1990) – supervisão
  • “O Dono do Mundo” (1991)
  • “Pátria Minha” (1994)
  • “Força de um Desejo” (1999)
  • “Celebridade” (2003)
  • “Paraíso Tropical” (2007)
  • “Insensato Coração” (2011)
  • “Lado a Lado” (2012) – supervisão
  • “Babilônia” (2015)

Veja, abaixo, as minisséries de Gilberto Braga exibidas na Globo:

  • “Anos Dourados” (1986)
  • “O Primo Basílio” (1988)
  • “A, E, I, O… Urca!” (1990) – produção musical
  • “Anos Rebeldes” (1992)
  • “Labirinto” (1998)

Veja, abaixo, outras produções de Gilberto Braga exibidas na Globo:

  • “Dama das Camélias” (1973)
  • “As Praias Desertas” (1973)
  • “O Preço de Cada Um” (1973)
  • “Mulher” (1974)

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