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DO CORREIO BRAZILIENSE

Desgastado, o ministro da Economia disse que permanece no cargo. Ele defendeu o furo no teto e disse que a saída de secretários da pasta “é natural”

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Israel Medeiros
 

 (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, negou, nesta sexta-feira (22/10), que tenha pedido demissão ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) após a debandada dos secretários Bruno Funchal (Tesouro e Orçamento), e Jeferson Bittencourt (Tesouro Nacional), e dos secretários Gildenora Dantas e Rafael Araújo. Ele se encontrou com Bolsonaro no início da tarde para tratar da crise envolvendo sua permanência no cargo.

Segundo Guedes, não houve nenhuma sinalização por parte dele ou de Bolsonaro nesse sentido. “Eu não pedi demissão. Em nenhum momento pedi demissão, em nenhum momento o presidente insinuou qualquer coisa semelhante”, disse ele, após conversar com o presidente a portas fechadas.

Ele também disse que durante o período em que estava na reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), fora do país, houve uma movimentação política por parte de “fura tetos”, que inclui ministros do governo. Em um ato falho, ele citou o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, como substituto do secretário Bruno Funchal, mas se corrigiu na sequência.

“Quando me referi ao André Esteves é porque eu soube que enquanto estava lá fora [do país] houve uma movimentação política aqui, normalmente não digo que sejam ministros, existe uma legião de fura tetos. O teto é desconfortável”, disse.

Ele também criticou falas de ex-ministros da Fazenda que têm dito que a permanência dele no cargo é prejudicial ao país, e disse que continua acreditando no governo, nas reformas e na democracia.

“Eu vim acreditando no presidente, que tem boas intenções no Congresso, que é reformista. Eu estou esperando que todo mundo mantenha as posições originais, acho que o presidente me apoia, acho que a mídia apoia as reformas corretas. Eu acredito na democracia brasileira, ponto. Agora, me chamam de extremista por servir um presidente democraticamente eleito”, afirmou.

O ministro também disse que é necessário gastar mais e ir além do teto de gastos para evitar que os mais pobres passem fome.

Encontro com Bolsonaro

Bolsonaro chegou ao Ministério da Economia por volta das 14h30 e entrou pela garagem do bloco P, sem falar com a imprensa. O encontro não estava na agenda das autoridades. A ideia era conversar com o ministro Paulo Guedes para tentar segurá-lo no cargo após a debandada de secretários da Economia ontem (21).

Na ocasião, Bruno Funchal, Secretário do Tesouro e Orçamento, pediu demissão do cargo e foi acompanhado do secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, e dos secretários Gildenora Dantas e Rafael Araújo. Eles eram considerados parte importante do que Guedes já chamou de “coração da política econômica”.

Eles não concordaram com a mudança de posicionamento de Guedes que, pressionado e enfraquecido, sinalizou que cederia e poderia romper o teto de gastos.

Depois do anúncio da demissão, o ministro cancelou a participação em um evento que ocorreria à noite e não se pronunciou desde então. Em uma entrevista à CNN, Bolsonaro garantiu que Guedes ficaria no cargo e lamentou a saída dos secretários.

Ao longo desta sexta, diversos boatos e informações falsas circularam entre membros do mercado financeiro. A maioria dizia respeito ao suposto pedido de demissão que, no fim das contas, não se confirmou.

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Posted on 22-10-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-10-2021
Auxiliares de Paulo Guedes pediram demissão por não concordar com orgia fiscal para bancar o Auxílio Brasil e tentar impulsionar a candidatura de Bolsonaro
Quatro secretários da Economia pedem demissão após gambiarra no teto de gastos

Quatro secretários do Ministério da Economia pediram demissão após o governo atestar uma gambiarra no teto de gastos. Bruno Funchal (foto), secretário especial de Tesouro e Orçamento, Gildenora Batista Dantas Milhomem, secretária especial adjunta de Tesouro e Orçamento, Jeferson Bittencourt, secretário do Tesouro Nacional, e Rafael Araújo, secretário-adjunto do Tesouro Nacional, alegaram questões de ordem pessoal.

Todos nós sabemos que eles não concordaram com a orgia fiscal do governo chancelada por Paulo Guedes, para bancar o Auxílio Brasil e tentar impulsionar o projeto de reeleição de Jair Bolsonaro.

 

Como mostramos, no caso da PEC dos Precatórios, o governo espera garantir um espaço fiscal de R$ 83 bilhões com a aprovação da proposta para bancar o Auxílio Brasil. Desse total, R$ 44 bilhões vem da decisão de adiar o pagamento das sentenças judiciais. Os outros R$ 39 bilhões de folga orçamentária serão garantidos com a mudança do período acumulado de inflação usado para corrigir o teto de gastos.

A norma em vigor determina que a despesa de cada ano deve se limitar à do ano anterior, corrigida pela inflação acumulada entre julho e junho. Pela proposta de Hugo Motta, a regra levará em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado entre janeiro e dezembro. A medida é uma vitória da ala política contra a equipe econômica, que era contra essa mudança.

“Mais um Adeus”, Quarteto em Cy e MPB4: poesia, melodia e afinação em harmonia mais que perfeita de dois conjuntos vocais insuperáveis da música popular brasileira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Ataques à democracia

DO CORREIO BRAZILIENSE

Ministro também determinou extradição do bolsonarista, que está nos Estados Unidos com o visto de permanência vencido. STF também solicitou o bloqueio de todas as redes do homem, que é acusado de participar de milícia digital

LP
Luana Patriolino
 

 (crédito: Roque de Sá/Agência Senado)

(crédito: Roque de Sá/Agência Senado)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do blogueiro Allan dos Santos e acionou o Ministério da Justiça para iniciar o processo de extradição do bolsonarista. Com o visto vencido, Allan está nos Estados Unidos.

Moraes ainda ordenou que a Polícia Federal inclua o mandado de prisão na lista da Difusão Vermelha da Interpol e acionou a embaixada americana.

A decisão do magistrado atende a um pedido da Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a prisão. Segundo a PF, o blogueiro, “a pretexto de atuar como jornalista”, assumiu a condição de um dos organizadores de um movimento responsável por ataques à Constituição, aos Poderes de Estado e à Democracia.

A suspeita é de que essas ações podem ter sido financiadas com recursos públicos a partir de sua interlocução com a família Bolsonaro e parlamentares alinhados ao governo.

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22
Posted on 22-10-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-10-2021



 

 Amarildo, NA

 

 

Por g1


Brian Laundrie e a namorada Gabby Petito, em foto de 2 de julho de 2020 — Foto: Reprodução/Instagram

Brian Laundrie e a namorada Gabby Petito, em foto de 2 de julho de 2020 — Foto: Reprodução/Instagram

O FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, confirmou nesta quinta-feira (21) que os restos mortais encontrados na quarta (20) em um parque da Flórida eram mesmo de Brian Laundrie, noivo da influencer Gabby Petito, morta semanas atrás (leia mais sobre o caso abaixo).

A informação foi divulgada por jornais e emissoras americanas e põe fim às buscas a Laundrie, que estava desaparecido havia cinco semanas e estava na lista de suspeitos pela morte de Petito, embora formalmente não fosse tratado como acusado. Ele estava sendo investigado por ter usado o cartão de débito da influencer após a morte dela, o que é considerado fraude.

FBI encontrou restos mortais de Brian Laundrie, namorado de Gabby Petito
 

FBI encontrou restos mortais de Brian Laundrie, namorado de Gabby Petito

Reconhecimento por arcada dentária

Mais cedo, os policiais foram à casa da família de Laundrie para informar a morte do rapaz. Segundo o FBI, o reconhecimento foi feito por arcada dentária.

Na tarde de quarta, a polícia da Flórida tinha encontrado objetos pertencentes ao noivo da influencer. Segundo o FBI, uma mochila e um notebook estavam em uma área alagada.

Gabby Petito, em imagem de 2019 publicada em seu perfil em uma rede social — Foto: Reprodução/Instagram

Gabby Petito, em imagem de 2019 publicada em seu perfil em uma rede social — Foto: Reprodução/Instagram

A influenciadora foi estrangulada entre três e quatro semanas antes de seu corpo ser encontrado, segundo o chefe do departamento legista do condado de Teton, Brent Blue.

Petito deixou o emprego em julho para viajar e documentava a viagem principalmente no Instagram. Um vídeo publicado no YouTube, em que ela e Laundrie aparecem sorrindo, se beijando e correndo na praia, já foi visto mais de 2,3 milhões de vezes.

Oito dias depois, o corpo da jovem foi encontrado no Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming.

Brian Laundrie e Gabby Petito — Foto: Reprodução / Redes Sociais

Brian Laundrie e Gabby Petito — Foto: Reprodução / Redes Sociais

Em 12 de agosto, a polícia de Utah atendeu a um suposto caso de violência doméstica. Além disso, veio à tona um vídeo com Petito chorando e reclamando de sua saúde mental a um policial. Laundrie alegou que Petito o agrediu depois de uma discussão (veja o VÍDEO sobre a discussão abaixo).

Brian Laundrie voltou sozinho para casa, na Flórida, no dia 1º de setembro, sem falar sobre o paradeiro de Petito. Ele saiu de casa de novo no dia 14 de setembro, dizendo que ia fazer uma trilha na reserva Carlton, no mesmo estado.

Laundrie saiu de casa sem levar a carteira e o celular. Seus pais temiam que ele fizesse algo contra si mesmo.

VÍDEO: Gabby Petito falou da briga que teve com o namorado a policiais
 

VÍDEO: Gabby Petito falou da briga que teve com o namorado a policiais

Repercussão

A morte de Petito e o desaparecimento de Laundrie geraram grande repercussão nos EUA e até fora do país. As operações de busca pelo noivo desaparecido mobilizaram policiais do FBI e autoridades locais da Flórida.

Gabby Petito: sumiço e morte de influenciadora causam comoção nos EUA
 

Gabby Petito: sumiço e morte de influenciadora causam comoção nos EUA

Havia a expectativa de encontrar Laundrie com vida.

Por enquanto, o mistério que fica é: quem matou Gabby Petito e por qual razão? As autoridades ainda não têm como dizer se Laundrie é o responsável pelo assassinato, mas as investigações continuarão

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