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Postado em 21-10-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 21-10-2021 00:39

DO CORREIO BRAZILIENSE

Conhecida por histórias de protagonismo feminino a autora foi a a primeira mulher moçambicana a publicar um romance

CB
Correio Braziliense
 

A moçambicana Paulina Chiziane palestrou na 1ª Bienal do Livro e da Leitura de Brasília - (crédito: Oswaldo Reis/Esp. CB/D.A Press)

A moçambicana Paulina Chiziane palestrou na 1ª Bienal do Livro e da Leitura de Brasília – (crédito: Oswaldo Reis/Esp. CB/D.A Press)

Paulina Chiziane, escritora moçambicana, é a escolhida como vencedora do 33º Prêmio Luís de Camões. Conhecida por dar papel central a figura da mulher africana em seus livros e por obras como Niketche: uma história de poligamia, publicada no Brasil, a autora é a primeira mulher africana a ser laureada com essa que é uma das principais honrarias da literatura em língua portuguesa.

A escritora não é apenas pioneira no prêmio, ela é um marco para o próprio país já que foi a primeira mulher moçambicana a publicar um romance na história, com o livro Balada de amor ao vento de 1990, porém nunca editado no Brasil.

O principal foco da autora é a mulher africana, dando protagonismo e voz a histórias de personagens como a própria Rami, do livro Niketche, uma mulher que descobre que o marido mantém relacionamento com várias amantes e opta por conhecer cada uma delas. Outros trabalhos conhecidos da autora são O alegre canto da perdiz, também publicado no Brasil; Ventos do apocalipse; e o ensaio Eu, mulher… Por uma nova visão de mundo.

Paulina foi escolhida por um júri composto por 6 membros, sendo dois brasileiros, dois portugueses e dois que fazem parte dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPS). Os representantes do Brasil foram orge Alves de Lima e Raul Cesar Gouveia Fernandes, o restante da comissão julgadora foi composta pelos portugueses Carlos Mendes de Souza, Ana Maria Martinho; por Tony Tcheka, de Guiné-Bissau e Teresa Manjate, de Moçambique.

O prêmio que chega a 33ª edição é uma parceria entre Brasil e Portugal e dá € 100 mil para o vencedor. Este é considerado o principal prêmio da literatura em língua portuguesa e teve vencedores do cacife de José Saramago, Jorge Amado e Mia Couto. Paulina sucede o professor português Vítor Aguiar e Silva, e segue a tradição de variar o prêmio entre Brasil, Portugal e os chamados PALOPS.

O último brasileiro a vencer o prêmio foi Chico Buarque em 2019, escolha que se tornou tópico de discussão após o presidente Jair Messias Bolsonaro se recusar a assinar o diploma de atribuição.

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