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Posted on 17-10-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-10-2021

Sombra é um filme obviamente marcado por referências trágicas a que todos somos sensíveis. Resta saber se isso basta para que aconteça algum cinema.

Na percepção social do cinema (português e não só), muito por ação de algum imaginário televisivo (sobretudo de telenovela), instalou-se uma noção “redentora” do que seja um filme: o seu valor e a sua importância seriam uma consequência direta da seriedade do seu “tema”. O que, inevitavelmente, instala uma clivagem insolúvel entre os que veem um filme como uma “mensagem” purificadora para a “sociedade” e os que encaram um filme como… um objeto de cinema.

Este preâmbulo é importante para situar o filme Sombra, de Bruno Gascon, em função dos fatos que o inspiram. A saber: o desaparecimento nunca esclarecido de um menino de 11 anos, em Lousada, no ano de 1998. Podemos, por certo, encontrar um espaço comum em que reconhecemos as marcas de uma tragédia a que ninguém é indiferente. Resta saber se, para falar de cinema, faz sentido omitir a sua vulgaridade dramática e narrativa.

Estamos, de fato, perante uma antologia de clichês que, curiosamente, envolve um “estilo” que a atual saturação de produções nas plataformas de streaming tornou mais visível. Há, assim, um novo academismo que se apoia em três componentes fundamentais: primeiro, a dilatação arbitrária da duração das sequências, como se mais “longo” fosse necessariamente mais “intenso”; depois, o triunfo de um estilo visual enraizado nos recursos das novas tecnologias, gerando imagens cujo polimento técnico não decorre de qualquer pertinência dramática; enfim, a utilização da música como um “fundo” que, independentemente das suas qualidades específicas, apenas serve para tentar compensar o permanente

Tudo isto se agrava através de uma direção de atores que parece procurar tão só ritmos, olhares e esgares típicos de telenovela, para mais sujeitando-os a diálogos de insuperável banalidade. Observe-se o exemplo da cena em que um inspetor da polícia (João Cabral) interroga uma prostituta (Ana Cristina de Oliveira) que viu a criança pouco antes do seu desaparecimento – por mais talentosos que sejam os intérpretes envolvidos, não é possível superar o simplismo dos diálogos que têm de defender. Isto sem esquecer o fato de, no papel central da mãe, o empenho de Ana Moreira não poder salvar o estereótipo de sofrimento da personagem (decorrente de uma retórica emocional que, todos os dias, as telenovelas ilustram e consagram).

Num plano ideológico – de ideologia comunicacional, entenda-se -, há qualquer coisa de profundamente perturbante no fato de Sombra terminar com uma lista de nomes de crianças desaparecidas, referindo a data do seu desaparecimento e a idade que tinham nessa data. Perturbante porque tal opção confirma que já não se trata tanto de contar histórias, mas sim de fornecer inventários “temáticos” suscetíveis de garantir ao filme uma determinada legitimação pública. Nesse aspecto, Sombra é apenas um detalhe no interior da cultura mediática em que vivemos.

“Trilha Sonora”, João Bosco: Poderosa poesia, melodia fulgurante e uma magistral interpretação do autor desta rara canção. Nada melhor para preencher com delícias um domingo de outubro. Confira!

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 17-10-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-10-2021
O afunilamento da Terceira Via

“Devem sobrar dois candidatos: Sergio Moro, se ele decidir disputar o Palácio do Planalto, ou Eduardo Leite, se ele for capaz de vencer as prévias do PSDB.”

De lá para cá, o funil estreitou-se ainda mais.

A expectativa da turma de Sergio Moro é de que ele entre em campanha isolado em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Lula e Jair Bolsonaro, apesar de estar longe do Brasil há mais de um ano, sem redes sociais e sem aparecer na TV.

Enquanto isso, a candidatura de Eduardo Leite foi crescendo dentro e fora do PSDB, e já não é tão improvável que ele derrote João Doria no fim de novembro.

A coisa só vai ser decidida no ano que vem, mas a Terceira Via já conseguiu se depurar.

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Posted on 17-10-2021
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Fred NO PORTAL DE HUMOR

 

DO JORNAL DO BRASIL

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Foto: Miguel Schincariol/AFP
Credit…Foto: Miguel Schincariol/AFP

Por JORNAL DO BRASIL

Em depoimento que causou grande polêmica e resposta virulenta de Lula e da direção do PT, o candidato do PDT à Presidência da República declara, também, que Lula é responsável pela corrupção no Brasil, ao entregar Furnas, dentre outros exemplos, para Eduardo Cunha.

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