DO CORREIO BRAZILIENSE

Apesar de não possuir vasta produção literária, cantora baiana é conhecida por interpretar poesias durante as performances no palco

AO
 

 (crédito: Vera Donato/ Divulgação)

(crédito: Vera Donato/ Divulgação)

A cantora baiana Maria Bethânia foi eleita a mais nova imortal da Academia de Letras da Bahia com 26 votos, na tarde desta segunda-feira (11/10). Ela é a quinta titular a ocupar a cadeira de número 18, cujo patrono foi o advogado Zacarias de Góes e Vasconcelos. A posição foi ocupada anteriormente pelo historiador, ensaísta e professor Waldir Freitas Oliveira, que morreu aos 92 anos, em junho deste ano.

A artista com 56 anos de carreira possui forte relação com a literatura, mais especificamente com a poesia. Conhecida por interpretar poesias de autores como Fernando Pessoa, Clarice Lispector e Guimarães Rosa durante performances no palco, Bethânia é considerada pela academia uma “defensora das letras”.

“Além disso, [Maria Bethânia] também escreveu e divulgou textos de própria autoria, tendo pontuais incursões na composição. A cantora recebeu da Universidade Federal da Bahia, o título de Doutora Honoris Causa, por sua contribuição a música brasileira”, reflete a Academia.

A indicação do nome da cantora foi feita por um grupo de acadêmicos liderado pelo compositor e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Paulo Costa Lima. “Além da força e excelência da sua trajetória, enxergamos Bethânia como a criadora de uma linguagem, alguém que está envolvida com a invenção. Sua interpretação é a criação de um mundo”, destaca.

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Irmã de Caetano Veloso, um dos maiores criadores autorais da música brasileira, com livro publicado, Maria Bethânia é irmã de Mabel Veloso, poeta e escritora com livros publicados.

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