“Cancion para un nino en la calle”, Mercedes Sosa: uma voz poderosas e uma poesia dolorosa para lembrar que neste “Dia da Criança”  que “nesta hora, exatamente, há um menino na rua”. Na Argentina como no Brasil. Pense nisto.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DO CORREIO BRAZILIENSE

A selva de Darien, de 266 km, tornou-se um corredor para migrantes que, da América do Sul, tentam cruzar a América Central e o México a caminho dos Estados Unidos

AF
Agência France-Presse
 

 (crédito: Raul ARBOLEDA / AFP)

(crédito: Raul ARBOLEDA / AFP)

Em torno de 19 mil crianças migrantes cruzaram este ano a selva inóspita e perigosa do Darien, entre a Colômbia e o Panamá, a caminho dos Estados Unidos – alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), nesta segunda-feira (11).

“O número de crianças migrantes que cruzaram a selva de Darien a pé atingiu seu máximo histórico”, apesar de ser “um dos lugares mais perigosos para os migrantes que tentam chegar à América do Norte”, informa um relatório do Unicef.

O fluxo de crianças “até agora este ano é quase três vezes maior que o registrado nos cinco anos anteriores somados”, acrescentou o Fundo.

A selva de Darien, de 266 km, tornou-se um corredor para migrantes que, da América do Sul, tentam cruzar a América Central e o México a caminho dos Estados Unidos.

Em meio a uma densa vegetação que às vezes dificulta a visão do sol, a viagem é cheia de perigos, com animais selvagens – até cobras venenosas -, rios caudalosos e grupos criminosos.

Mais de 91 mil migrantes passaram pela floresta virgem, de 575 mil hectares, em 2021, segundo o cadastro atualizado até outubro do Sistema Nacional de Migração do Panamá. Este número equivale ao total dos cinco anos anteriores.

Eles são, em sua maioria, haitianos e cubanos, embora também haja cidadãos de vários países da Ásia e da África.

Segundo o Unicef, um em cada cinco desses migrantes é criança, principalmente do Haiti, ou de pais haitianos, que os tiveram durante estadas no Chile, ou no Brasil. Metade dos 19 mil tem menos de cinco anos.

“É um aumento vertiginoso e sem precedentes. Nunca registramos, ou vimos um número tão alto” de crianças migrantes cruzando o Darien, disse à AFP o chefe de comunicação regional do Unicef para a América Latina e o Caribe, Laurent Duvillier.

Morte, abusos sexuais e doenças

A agência da ONU alertou sobre os enormes perigos que enfrentam na viagem e observou que muitos sofrem de diarreia, doenças respiratórias, desidratação e outras doenças que requerem atenção médica imediata.

“Semana após semana, mais crianças morrem, perdem seus pais, ou são separadas de seus parentes durante esta viagem perigosa. É espantoso que grupos criminosos se aproveitem dessas crianças”, afirmou o diretor do Unicef para a América Latina e o Caribe, Jean Gough.

Entre janeiro e setembro de 2021, o Unicef registrou 20 casos de abuso sexual de meninas e adolescentes. Além disso, há muito mais mulheres que denunciaram abusos durante a viagem.

“Há relatos alarmantes sobre o aumento no número de assédio sexual de meninas, às vezes muito jovens, com 11 anos de idade”, relatou Duvillier.

“Nas profundezas da selva, roubos, estupros e tráfico de seres humanos são tão perigosos quanto animais selvagens, insetos e a total falta de água limpa”, acrescentou Gough.

O Unicef também alertou sobre um aumento do número de crianças que cruzam Darien sozinhas. Em 2020, oito crianças estavam desacompanhadas, contra 153, em 2021.

“A maioria não viaja sozinha, viaja acompanhada dos pais, mas acontece muita coisa no caminho pela selva. Às vezes, os pais ficam para trás, a mãe se machuca, ou se separam na travessia de um rio”, explicou.

O “fluxo crescente” de crianças migrantes “deve ser tratado com urgência, como uma grave crise humanitária em toda região”, frisou.

O Unicef também exortou os governos a garantirem a proteção das crianças durante a viagem e a coordenarem uma resposta humanitária entre todos os países envolvidos.

O Fundo defendeu ainda a promoção da integração das famílias de migrantes nas comunidades de acolhimento e a abordagem das causas da migração.

“Esta é uma crise de magnitude regional que requer uma resposta humanitária coordenada”, concluiu Duvillier.

DO SITE O ANTAGONISTA
 

Ao ser questionado sobre as 600 mil mortes por Covid no Brasil, Jair Bolsonaro (foto) afirmou hoje que não quer se aborrecer. A declaração do presidente foi dada a apoiadores no Guarujá, no litoral paulista, onde ele “dá um arejada na cabeça” neste feriadão prolongado.

“Qual país não morreu gente? Qual país não morreu gente? Qual país não morreu gente? Responda! Olha, não vim me aborrecer aqui, por favor.”

 Bolsonaro ainda não havia se pronunciado sobre a triste marca, atingida na última sexta-feira (8). Naquele mesmo dia, em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, relativizou as 600 mil mortes por Covid. Ele citou outras doenças e disse que a infecção pelo novo coronavírus não é a única causa de morte no país.
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Posted on 12-10-2021
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 J. Bosco, NO JORNAL

 

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DO CORREO BRAZILIENSEE

Após marca das 600 mil mortes pela covid-19, a apresentadora Xuxa falou sobre o vírus e protestou nas redes sociais

VO
Victória Olímpio
 

 (crédito: Xuxa/Instagram/Reprodução)

(crédito: Xuxa/Instagram/Reprodução)

A apresentadora Xuxa Meneghel se manifestou após marca de 600 mil mortes por covid-19 no Brasil e protestou criticando o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na tarde deste domingo (10/10), a apresentadora publicou uma série de fotos comparando a quantidade de mortes com a lotação do estádio Maracanã, a população de Cuiabá e a capacidade de passageiros do Boing 747.

“Não adianta dizer que é culpa do covid, do jornalismo, do mundo que critica ‘ele’. Quando as pessoas vão ver que estão sendo enganadas? Assinem já o impeachment”, escreveu Xuxa. Em uma das imagens também é possível ver a logo do Governo Federal com uma crítica escrita: “Minha especialidade é matar. Governo Funeral”.

Xuxa publicou vídeo ainda criticando a ida de Bolsonaro ao jogo do Santos. Na ocasião, o presidente reclamou de fora do estádio que não pôde entrar e assistir ao jogo por não apresentar o passaporte de vacina, documento exigido em algumas cidades para eventos grandes: “Eu lhe respondo porque Sr Presidente, porque estamos em uma pandemia”.

“Porque a lei serve pra todos, porque assim protegemos as pessoas, porque já morreram 600 mil pessoas, porque precisamos seguir o que os cientistas, médicos e a Organização Mundial da Saúde (OMS) pede e exige a todos no mundo porque… quem não faz isso, não segue as regras mundiais é genocida… (e ainda tem gente que vai querer argumentar)… por favor deixe de me seguir, deixe de falar comigo. E você que é a favor da vida, assine o impeachment agora”, desabafou

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