DO JORNALDO BRASIL ( COM ANSA)

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Foto: Folhapress / Lorando Labbe / Fotoarena
Credit…Foto: Folhapress / Lorando Labbe / Fotoarena

Por JORNAL DO BRASIL

Partidos de oposição organizaram neste sábado (2) uma nova onda de manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro.

Os protestos acontecem quase um mês depois dos atos antidemocráticos promovidos pelo presidente em 7 de setembro e miram a gestão da pandemia pelo governo federal e a disparada da inflação.

Também é o primeiro grande ato organizado pela oposição após a campanha de vacinação contra a Covid-19 ter chegado às faixas etárias mais jovens, que se sentiram mais confortáveis para ir às ruas.

As manifestações tiveram a presença de militantes de partidos como PT, PDT, PSB, Psol e Rede, além de sindicatos de trabalhadores. O presidenciável Ciro Gomes (PDT) discursou na Cinelândia, no Rio de Janeiro, e disse que o grito de “Fora Bolsonaro” deve “unir todos os democratas desse país”.

“O processo de impeachment exige que o presidente da República tenha cometido de caso pensado crime de responsabilidade, e Bolsonaro é um criminoso repetido, que atenta contra a democracia, que mata centenas de milhares de nacionais brasileiros, que não se comporta com o decoro inerente ao seu cargo”, afirmou.

Segundo Ciro, é preciso tirar o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), da “inércia criminosa de sentar em cima dos processos de impeachment”. “E isso, camaradas, não vai acontecer com doçura. Isso só vai acontecer com luta, com nosso povo organizado de forma plural e generosa, deixando nossas diferenças para depois que protegermos nossa democracia”, acrescentou.

Em São Paulo, o protesto se concentrou em frente ao Masp, na Avenida Paulista, que teve pelo menos oito quarteirões tomados pelos manifestantes. Os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (Psol) marcaram presença no ato na cidade mais populosa do país.

No entanto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera todas as pesquisas para 2022, tem mantido distanciamento das manifestações deste sábado, apesar da presença em massa de petistas nas ruas.

Ataque

Em Recife, um homem dirigindo um Jeep Renegade preto atropelou e arrastou uma manifestante de 29 anos que participava do protesto contra Bolsonaro.

O motorista, que segue em liberdade, fugiu sem prestar socorro à vítima, que chegou a ser levada a um hospital para atendimento médico.(com agência Ansa)

“Minha Missão”, João Nogueira: um samba referencial da grande obra musical do poeta e compositor Paulo Cesar Pinheiro, aqui na interpretação original de João Nogueira, assim commo no empolgante documentário “Paulo César Pinheiro: Fala e alma”, exibido neste sábado, 2, no canal privado Curtas, que este editor recomenda, vivamente, aos leitores e ouvintes do BP.

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

out
03
Posted on 03-10-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-10-2021

O dia em que o palhaço riu da nossa cara

.Por RICARDO A. FERNANDES

A gente podia passar sem essa. Um palhaço vestido de empresário usa a CPI como vitrine da sua empresa: mostra um vídeo institucional no início do depoimento e segue falando como se fizesse um discurso motivacional para a equipe de colaboradores.

Não era o caso de interromper o depoimento e mandar prendê-lo por desacato? Por usufruir de um bem público para fins particulares – fez propaganda na casa do povo? Ou levá-lo ao cárcere pelo bom humor descabido a um interrogado por incentivar “fake news”? Bom humor cujo pano de fundo é o otimismo forçado de um sujeito narcisista e bobo? Como se não estivéssemos no meio de uma das maiores crises sanitárias já presenciadas?

Não há como achar graça dos cerca de 600 mil brasileiros mortos pela covid. Ainda que a vacinação avance no Brasil, mais de 500 pessoas morrem por dia. Muito menos do que as 2 mil mortes diárias no país idolatrado pelo bobo da corte da semana, uma lástima. Mas, ainda assim, uma tragédia.

Em que pese a preferência pelos candidatos A, B ou C, é nosso dever exigir respeito quando entram na nossa casa. Pois o Congresso é, sim, nossa casa. Ou, em virtude dos problemas que lá existem, devemos abrir mão da Câmara e Senado e entregar as instituições a um bando de desqualificados sem qualquer censo de civilidade?

Talvez a tropa de choque mobilizada para proteger o pateta da semana queira mesmo é criar confusão e ganhar com isso, perpetuar as negociatas e encher o bolso com dinheiro desonesto. Mas creio haver outro motivo, além do pragmatismo vigarista.

Bandidos originários, incapazes de se organizar em torno de um objetivo social comum, resta aos inquilinos do Governo Federal e adjacentes, como o farsante de empresário, externar sua raiva acumulada em décadas de alijamento. Devolvem, agora no poder, todo o desprezo que a sociedade lhes impôs. Por esse motivo, zombam das instituições, tentam enfraquecê-las. Espertalhões cuja máxima habilidade é uma boa lábia, querem fazer crer que essas instituições não funcionam para ninguém pelo simples fato de não legitimarem seus objetivos pessoais.

A inoperância do Governo Federal segue uma lógica parecida. Não basta não saber fazer políticas sociais, econômicas, sanitárias, ambientais, de educação e cultura. É necessário destruir qualquer projeto que promova o bem-estar da população. Não sei fazer, não quero saber fazer e tenho raiva de quem sabe. Quando o proeminente mandatário da república disse que queria acabar com tudo que está aí, não é estranho a ausência de políticas construtivas.

Mas há outro aspecto a se considerar, esse talvez o calcanhar de aquiles da turma que ocupa o Palácio do Planalto: bandido anseia por reconhecimento. Assim como o depoente da CPI se vangloria de empregar milhares de pessoas, como se os colaboradores lhe devessem um favor e não apenas trabalhassem para sua empresa, o mandatário do Executivo precisa de aplausos. Por enquanto, compra meia dúzia de fantoches para bater palmas a qualquer bobagem que fala. E ele, ao que parece, se agarra desesperadamente à crença de que aquelas poucas mãos reproduzem o barulho das multidões.

Mas a popularidade do governo caiu, e muito. Hoje, por volta de 4 em 5 brasileiros não aprovam seu trabalho. Ou, pior: sua pessoa. E pelo andar da carruagem real, há, à frente, pedras gigantes que devem causar danos irreversíveis aos eixos da nave cambaleante: inflação, desemprego, fome, centenas de milhares mortes.

O carro ganha velocidade. O magnânimo, ao volante, perde o controle. Na próxima curva, haverá alguém que o ajude? Ou ao menos um, unzinho e derradeiro, abraço amigo? Cadê aquele palhaço sem graça? Trocou de picadeiro, o infeliz?

out
03
Posted on 03-10-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-10-2021



 

 J. Bosco, NO JORNAL

 

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Darcianne Diogo
 

Cleudiliz da Cruz Rodrigues de Oliveira morreu aos 47 anos - (crédito: Sinpro-DF/Divulgação)

Cleudiliz da Cruz Rodrigues de Oliveira morreu aos 47 anos – (crédito: Sinpro-DF/Divulgação)

A comunidade escolar do Distrito Federal perdeu mais uma professora para a covid-19. Cleudiliz da Cruz Rodrigues de Oliveira, 47 anos, morreu em decorrência da doença mesmo depois de ter recebido as duas doses da vacina contra o novo coronavírus.

A docente dava aulas de Atividades na sala de leitura da Escola Classe 18 de Ceilândia. Segundo o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Cleudiliz adoeceu após o retorno presencial das aulas na rede pública. “Infelizmente, nem todos os que a cercavam estavam imunizados, e ela acabou sendo vitimizada por essa terrível doença”, destacou o sindicato.

Em nota oficial, a entidade lamentou a morte da professora e a homenageou. “Mesmo com as restrições causadas pelos prejuízos na voz, Cleudiliz se dedicava de corpo e alma à escola por acreditar que poderia fazer a diferença através da Educação. Ela de fato fez. Participava de assembleias e piquetes, e lutava com amor por um mundo melhor.” Cleudiliz deixa o esposo e uma filha, de 6 anos.

 

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