Viver Bahia - Nº09 by Secretaria de Turismo da Bahia - issuu
Gama Livre: Jânio Ferreira Soares, no Bahia em Pauta: O Rio São Francisco, mesmo com milhões de metros cúbicos sem oxigênio, manda de Paulo Afonso um recado de vida e resistência

CRÔNICA

            A primavera de 2007 e a nova cepa aftosa

Janio Ferreira Soares

Sábado passado, enquanto arrumava uns trecos ao som de Anjos Tronchos, a nova e genial canção de Caetano, achei uma edição de outubro de 2007 da Viver Bahia!, revista que era publicada pela Bahiatursa pra divulgar nossas potencialidades turísticas e culturais mundo afora. E pra ela se encontrar tão bem guardada em meio à valiosas fotos, cartas e rabiscos manchados pelos tintos que os gerou, era porque em suas páginas haveria de ter qualquer coisa que merecesse tamanho cuidado.

E aí, depois de espanar a capa e passar pelas praias de Itacaré, pelo adro da igreja de Santo Amaro através dos traços da professora Zilda Paim e pela nobreza do sorriso de Mãe Stella, finalmente cheguei aos 110 anos da guerra de Canudos, onde finalmente descobri o motivo de tanto zelo. Trata-se da crônica “É primavera no sertão de Conselheiro”, escrita por este ribeirinho em atenção a um carinhoso pedido do amigo ZédejesusBarreto, à época um dos editores da publicação.

Pois bem, depois disso, eis que vejo a simpática moça do tempo do Jornal Nacional – com suas animadas roupas lembrando as cores dos minichicletes Adams -, dizendo que a primavera estaria oficialmente entre nós na quarta-feira, 22/09/21, embora já desse pra notar seus sinais nas flores que há dias adornam mandacarus e caraibeiras, na suavidade do verde bebê revestindo baraúnas e catingueiras e na algazarra da passarinhada fornicando mato adentro, nem aí se a Pfizer é melhor do que a vacina de Doria, nem pra paraibana macheza que finalmente justificou o motivo da nomeação do doutor Queiroga, muito menos se ele e Eduardo Bolsonaro pegaram a Covid normal ou se, no tocante a gado que são, contraíram a fatal cepa aftosa, já que sua transmissão se dá pela baba da mucosa de quem, por exemplo, aglomera comendo pizza nas calçadas.

Voltando ao texto, relendo-o vi que quase nada mudou nas características físicas do ambiente, a não ser as ausências de uma goiabeira que anualmente acolhia um casal de vim-vim que chegava pra perpetuar a espécie e de uma algaroba ao lado do meu quarto, onde casacas-de-couro se acasalavam em seus ninhos de espinhos, provando que o amor, no tempo certo, tem o dom de superar qualquer dor.

Mas felizmente novas árvores cresceram e hoje abrigam lavandeiras, rolinhas, pêgas, bem-te-vis e afins, todos descendentes dos passarinhos que há exatos 14 anos, nem aí pra Lula e os 40 denunciados no mensalão, seguiram à risca a letra de Façamos (Vamos Amar), magistral tradução de Carlos Rennó pra Let’s Do it (Let’s Fall In Love), canção de Cole Porter, que foi gravada por Elza Soares e Chico Buarque.

Ela é aquela que diz que um bilhão de chineses fazem; nisseis, gays e hindus fazem; libélulas, pulgas, centopeias e até bicho-do-pé fazem. A propósito, agora pintou uma dúvida. Será que o constipado do Alvorada faz? Bom, a julgar pela tez sem viço de dona Michelle, é melhor perguntar lá no posto Ipiranga.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de cultura de Paulo Afonso, na beira baiana do Rio São Francisco.

Anjos Tronchos”, Caetano Veloso: a mais recente composição lançada pelo artista santamarense, ginial como no início, para acompanhar a leitura das líricas e amorosas recordações de Janio, na crônica deste domingo no Bahia em Pauta. Formidáveis, artigo e canção. 

BOM DOMINGO A TODOS

(Vitor Hugo Soares)

 

set
26
 
 
  DO PORTAL UOL/FOLHA
 

Prefeitura inaugura placa de homenagem a Artur Xexéo em Copacabana, na zona sul do Rio - Reprodução/Globonews
Prefeitura inaugura placa de homenagem a Artur Xexéo em Copacabana, na zona sul do Rio Imagem: Reprodução/Globonews

Do UOL, no Rio

O

O escritor e jornalista Artur Xexéo foi homenageado na manhã deste sábado, 25, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Morto em junho por um linfoma não-Hodgkin de células T, o escritor morava no bairro que agora tem uma placa com seu nome e um resumo de sua trajetória.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), foi o idealizador da homenagem. Além de Paes, estiveram presentes na inauguração da placa os irmãos mais velhos de Xexéo e o viúvo, Paulo Severo.

 Em entrevista à Globonews, emissora em que Xexéo trabalhava, Severo comentou a importância da escolha do Bairro Peixoto, uma localidade de Copacabana, como local de instalação da placa.

“Eu acho que essa homenagem encerra o ciclo de luto, porque é uma homenagem bonita, para cima. Ele morou no Bairro Peixoto por 40 anos, estava sempre presente nas crônicas dele. Eu morei com ele 30 anos aqui. Claro que a ausência é grande, é um recomeço de vida para mim agora”, disse.

Xexéo - Globonews - Globonews
 
Imagem: Globonews

Na placa, lê-se “Escritor, jornalista, dramaturgo e grande entusiasta da programação cultura da cidade do Rio de Janeiro. Amante do teatro, da literatura, do cinema, da música e da televisão. Morador do Bairro Peixoto por 40 anos”.

Amigos de profissão, como Arthur Dapieve e Flávia Oliveira, que dividiram a bancada do programa Estúdio I, da Globonews, com Xexéo, também participaram da homenagem.

Carreira na cultura e no jornalismo

Artur Xexéo era carioca e formado em jornalismo pela Facha. Seu primeiro estágio na área foi no Jornal do Brasil. Passou também pelas revistas Veja e IstoÉ. Foi editor do Segundo Caderno, do jornal O Globo, até tornar-se colunista.

Desde 2015, após a morte do ator José Wilker, Xexéo era comentarista da premiação do Oscar na TV Globo. É autor de “Janete Clair: a usineira de sonhos”, biografia sobre a autora de novelas. Também escreveu o livro “O torcedor acidental”, uma série de crônicas sobre suas coberturas das Copas do Mundo de futebol masculino.

Xexéo também era um profissional do teatro. Escreveu os musicais “A Garota do Biquíni Vermelho” (2010), “Nós Sempre Teremos Paris” (2012) e “Minha vida daria um bolero” (2018). Foi responsável pela dramaturgia do musical “Cartola – O mundo é um moinho”. No Brasil, foi responsável pela adaptação da peça estadunidense “A cor púrpura”. As informações são do acervo Memória Globo.

set
26
Posted on 26-09-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-09-2021



 

Amarildo, NA

 

set
26
 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Neder estava internado no hospital São Camilo, em São Paulo, desde 8 de agosto devido à doença.

AE
Agência Estado
 

 (crédito: Reprodução / Internet)

(crédito: Reprodução / Internet)

O médico e fundador do PT Carlos Neder, morreu na noite desta sexta-feira (24) após complicações decorrente da covid-19. Neder estava internado no hospital São Camilo, em São Paulo, desde 8 de agosto devido à doença.

Em nota oficial, o Coletivo Cidadania Ativa, do qual o médico fazia parte, confirmou a morte. Na mensagem, o coletivo destaca que Neder “trilhou um caminho de lutas e sonhos” e “deixou seu legado na história do Estado de São Paulo, defendendo a educação, a ciência e a reforma agrária popular”. O coletivo informou ainda que não haverá velório do líder político devido à pandemia. “Que nossos pensamentos de paz e gratidão alcancem todos os familiares e amigos”, concluiu.

Carlos Neder nasceu em Campo Grande (MS). Ele veio para São Paulo em 1970 e ingressou na Faculdade de Medicina da USP em 1973. Formou-se em 1979 e em agosto de 1980 assumiu como médico no Centro de Saúde de Cidade A. E. Carvalho, na zona leste da capital paulista. Em 1985 foi diretor de Planejamento do Módulo de Saúde de Itaquera. Convidado pela prefeita Luiza Erundina, foi chefe de gabinete (1989-1990) e secretário de saúde (1990-1992).

Neder foi eleito vereador pela primeira vez em 1996 e exerceu quatro mandatos na Câmara Municipal. Posteriormente, em 2005, assumiu pela primeira vez como deputado estadual, na condição de suplente em exercício, tendo sido reeleito para um terceiro mandato estadual na legislatura 2015-2018.

Covid de Queiroga carimba o passaporte de Bolsonaro na ONU - Andrei Meireles - Os Divergentes
Bolsonaro e comitiva na rua em Nova York.

 

ARTIGO DA SEMANA

Macunaíma em NY: Mico na ONU e Covid de Queiroga

Vitor Hugo Soares

Ao rever cenas protagonizadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, à frente de sua comitiva, em Nova York, às vésperas da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, onde o chefe de estado brasileiro, por praxe, fez o discurso de abertura, esta semana, restou inevitável a comparação com a cena inicial de “Macunaíma”, aclamado filme de Joaquim Pedro de Andrade, com Grande Otelo no primoroso papel do “herói sem caráter”, baseado na obra prima homônima do escritor Mário de Andrade: o dono de um caminhão pau-de-arara estaciona na periferia de uma metrópole, cobra o dinheiro da passagem de cada um dos párias, viajantes ilegais, e ordena: “Sumam todos, rápido. Agora é cada um por si, e Deus contra”.

De pronto vêm imagens do atual dono do mando e sua comitiva –  impedidos de entrar nos restaurantes, por falta de comprovante de vacinas contra Covid 19 – repartindo e comendo pedaços de pizza, com as mãos, no meio da rua, na mais cosmopolita capital do planeta. E do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tal qual um boneco de teatro mamulengo, com o dedo médio em riste – (cotoco, no dizer do senador amazonense, Omar Aziz, na CPI da Covid) – em gesto obsceno e grotesco dirigido aos manifestantes que vaiavam a comitiva. 
 
Difícil não associar este espetáculo  – antes, durante e depois da abertura da reunião anual das Nações Unidas – a uma (re)encenação de Macunaíma, o livro e o filme, com os novos e surreais personagens dos trágicos e perversos dias que correm. Triste show de fanfarronices e  mentiras do próprio mandatário em seu discurso, sobre a política desastrada (que ele tenta jogar nas costas de governadores e prefeitos); do meio ambiente de números falsos sobre queimadas, desmatamentos, saques e ações em terras indígenas; da economia degringolada e da vida severina da parte mais pobre e desprotegida da população. 

A fala do “mito”, farsa completa aos olhos do mundo, parecia ser o desfecho reles reservado à comitiva brasileira e ao seu chefe, durante os dias que frequentou NY, na expressão do diário espanhol El País. Mas nada disso pareceu o bastante nesta viagem constrangedora de Bolsonaro e sua trupe. O incrível desfecho veio quase na hora do embarque de volta ao Brasil: o ministro Queiroga testou positivo para covid-19, e teve de ficar isolado no quarto do hotel em quarentena. E voltamos a Macunaíma, o livro, o filme e as semelhanças  dos nossos governantes em Nova York, com figuras macunaímicas.
Neste caso me socorro da brilhante análise crítica de Noemi Jaffe, sobre o livro, de 1928, e o filme, de 1969. No primeiro caso, Jaffe assinala que Mário de Andrade, “ao trazer Macunaíma de volta ao Uraricoera, deixá-lo ser devorado por Vei, a Sol, e, finalmente ao transforma-lo numa constelação que só pode ser vista no hemisfério Norte, ainda dá margem a alguma especulação. Afinal, antes de virar estrela, o herói diz: “Não vim ao mundo para ser pedra”, num grito que, se aponta para a sua derrocada, também mantém  sua potência”. No filme de Joaqu im Pedro de Andrade, pontua Jaffe, na Folha, “ao contrário do livro, não resta essa dúvida. Apesar do ritmo de chanchada e das alusões ao tropicalismo, ali a antropofagia só tem sentido negativo: o mais forte engole o mais fraco, o moderno engole o arcaico, o útil engole o inútil, e Macunaíma fracassa”. Ponto. O resto a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Trista Pena”, Gipsy King: romântica e envolvente canção cigana no sábado de setembro do Bahia em Pauta. Confira.

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

set
25
Posted on 25-09-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-09-2021

DO CORREIO BRAZILIENSE

Em uma postagem no Twitter, Bill de Blasio rechaçou o comportamento de Bolsonaro em relação à vacinação contra a covid-19 e disse que as pessoas devem utilizar o príncipe Harry e Meghan Markle, como exemplo

CB
Correio Braziliense
 

 (crédito: Michael M. Santiago/Getty Images/AFP e Evaristo Sá/ AFP)

(crédito: Michael M. Santiago/Getty Images/AFP e Evaristo Sá/ AFP)

A postura negacionista do presidente Jair Bolsonaro segue rendendo críticas na esfera pública internacional. Em uma postagem no Twitter, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, rechaçou o comportamento de Bolsonaro em relação à vacinação contra a covid-19 e disse que as pessoas devem utilizar o príncipe Harry, do Reino Unido, e sua esposa, Meghan Markle, como exemplo.

“Não seja como Jair Bolsonaro, seja como Harry e Meghan. Vacine-se”, escreveu o prefeito de Nova York em uma rede social junto com a publicação de uma foto em que aparece ao lado do casal.

No início da semana, o prefeito de Nova York disse que Bolsonaro não deveria ir até Nova York para participar da abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas caso não tivesse sido vacinado contra o novo coronavírus. “Se você não quer se vacinar, nem precisa vir.”

“Com os protocolos em vigor, precisamos enviar uma mensagem a todos os líderes mundiais, principalmente Bolsonaro, do Brasil, que se você pretende vir aqui, você precisa estar vacinado”, afirmou o prefeito de Nova York. Bolsonaro era o único líder das maiores economias do planeta que declaradamente não se imunizou.

Já Harry e Meghan participarão, neste sábado (25/9)), do Global Citizen Live, uma transmissão de 24 horas no Central Park, em Nova York, iniciativa cujo intuito é pressionar os países por igualdade na distribuição de vacinas, segundo a revista Vogue.

set
25
Posted on 25-09-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-09-2021



 

Sid, DO PORTAL DE HUMOR

 

set
25
Posted on 25-09-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-09-2021
 

A artista contou ter sentido raiva por ter julgado a mãe, mas que a situação foi complicada de entender por ser muito criança na época

VO
Victória Olímpio
 

 (crédito: Arquivo CB/D.A Press e Maria Rita/Instagram/Reprodução)

(crédito: Arquivo CB/D.A Press e Maria Rita/Instagram/Reprodução)

Maria Rita surpreendeu ao falar sobre a morte da mãe, Elis Regina, que faleceu em 1982, quando ela tinha apenas quatro anos. Durante participação ao programa Drag me as a queen, do canal E!, ela contou sobre não ter entendido a situação como as coisas aconteceram. 

“Era confuso, porque eu não entendia o que era morrer. Achava que tinha acontecido alguma outra coisa. Achava que tinha alguma coisa errada, fora da ordem ali. Foi confuso também porque pintavam que estava tudo bem, normal, e isso alimentava minha sensação de confusão. Isso num viés de uma criança que perdeu a mãe cedo”, contou.

A cantora explicou que após entender a situação, tornou-se ainda mais complicado lidar com tudo.”Eu achava que ela tinha ido embora. Foi um negócio confuso até eu entender de fato. Aí depois foi a confusão de como ela morreu. Bagunçou a cabeça mais ainda, eu tinha uns 12 anos”.

“Senti muita raiva, porque eu julguei a minha mãe. A forma como ela morreu não tá certo, todo mundo sabe que isso é errado. Tá em tudo quanto é anúncio de campanha de televisão, capas de revistas. Então entrei num conflito de ‘como assim, isso aconteceu tão perto de mim’, sabe? Até eu entender o que é. É sempre um processinho, com o tempo. Eu guardava muito, interiorizava muito”, afirmou. O laudo médico de Elis Regina atestou que a cantora morreu em decorrência de uma “intoxicação exógena, causada por agente químico – cocaína mais álcool etílico”. Familiares e amigos chegaram a contestar o laudo, afirmando que a cantora não tinha histórico de abuso de drogas. 

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