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 DO CORREIO BRAZILIENSE

 
NG
Nathalia Galvani*/Estado de Minas
 

Ciro Gomes (PDT), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Alessandro Vieira (Cidadania) participaram de debate na noite deste domingo (26/9) - (crédito: GloboNews/Reprodução)

Ciro Gomes (PDT), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Alessandro Vieira (Cidadania) participaram de debate na noite deste domingo (26/9) – (crédito: GloboNews/Reprodução)

Um debate promovido pelo canal GloboNews na noite deste domingo (26/9) entre Ciro Gomes (PDT), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Alessandro Vieira (Cidadania), considerados a ‘terceira via’ para as eleições presidenciais de 2022, está causando repercussão nas redes sociais.

Apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Jair Bolsonaro (sem partido), além de reprovarem críticas feitas pelos políticos aos seus respectivos candidatos para o próximo ano durante o programa, também apontam uma tentativa da emissora de desviar atenção do possível embate isolado entre o petista e do atual chefe do Executivo.

Questionados ao longo do debate sobre o petista, os três destacaram as polêmicas de corrupção ocorridas no seu governo. E em relação a Bolsonaro, acerca da sua gestão carregada de controvérsias, principalmente durante a pandemia do novo coronavírus.

“Eu não gosto do termo terceira via. É a melhor via. Você tem um passado, representado pelo Lula, que como todo passado você tem a relevar a parte ruim. E o presente a gente não precisa nem sequer fazer comentários. A rejeição ao atual governo é muito alta”, disse, na entrevista, Luiz Henrique Mandetta, que foi ministro da Saúde na gestão de Bolsonaro.

Até o momento, Lula e Bolsonaro se destacam nas pesquisas de intenção de voto percentuais entre os demais concorrentes. São nos eleitores indecisos que Ciro, Mandetta e Alessandro tentam reverter esse cenário para o próximo ano e se garantirem na disputa.

Comentários como ‘não foi um debate, foi um programa de fofocas contra o Lula’, por parte dos petistas, e ‘debate fora de época’ usado para promover ‘a queda de Bolsonaro’ tomaram conta das mídias.

Veja a repercussão nas redes sociais

Petistas

Bolsonaristas

 DO EL PAÍS

Nova seleção da mítica revista atualiza a de 2004 sob a influência do movimento Black Lives Matter

Aretha Franklin nos estúdios Atlantic Records de Nova York em janeiro de 1969.
Aretha Franklin nos estúdios Atlantic Records de Nova York em janeiro de 1969.Michael Ochs Archives
 Diego A. Manrique
Madri 

Foi planejada para causar alvoroço e conseguiu. Assim é possível definir a nova lista das 500 melhores músicas de todos os tempos, que domina a discussão musical desde a nova divulgação pela revista Rolling Stone dias atrás. Ecoou em todo o mundo, apesar de se tratar, mais até do que sua estreia em 2004, de uma listagem orientada ao mercado norte-americano (a primeira colocada tem edições nos cinco continentes).

 

O debate se manifesta no topo. Like a Rolling Stone, de Bob Dylan (a vencedora da lista de 2004), cede seu lugar a Respect, canção de Otis Redding dinamizada por Aretha Franklin. Um conflito de casal, sobre a divisão de papéis no lar, com subtexto sexual, substitui uma história de ressentimento: Dylan comemorava a previsível queda aos infernos de uma garota (geralmente identificada com Edie Sedgwick, do círculo de Andy Warhol). Um adendo: sempre foi inquietante escutar Like a Rolling Stone em um estádio, cantada por dezenas de milhares de vozes, como se aquele vingançaa (o prato-que-se-come-frio) fosse interpretada como hino da liberdade roqueira.

Com a importância da maior relevância outorgada às mulheres, talvez o principal vetor dominante seja um derivado do Black Lives Matter: o reconhecimento da dívida dos Estados Unidos com sua população negra. Não é circunstancial que se elimine Hound Dog, de Elvis (antes na posição 19), e aterrisse a versão original, de Big Mama Thornton. Do top ten da lista desaparecem o narcisista número 2 (Satisfaction, dos Rolling Stones) e o utopista número 3 (Imagine, de John Lennon), substituídos por músicas que fazem referência às lutas afro-americanas, tanto com retórica estridente (Fight the power, do Public Enemy) como em versão conciliadora (A Change Is Gonna Come, de Sam Cooke). Em geral, os rappers adquirem maior visibilidade com as ascensões de Missy Elliott (agora número 8) e Outkast (número 10).

No quesito Beatles, é intrigante que Hey Jude caia e apareça Strawberry Fields Forever: passamos, então, do comunal ao introspectivo. Poderíamos argumentar que a preferência pela obra prima psicodélica de Lennon obedece à crescente respeitabilidade das substâncias psicotrópicas, cada vez mais afastadas do estigma “das drogas”. Pelo contrário, se desvanece uma prima irmã, a gloriosa Good Vibrations, dos Beach Boys, talvez submergida por seu léxico hippie. Os matizes da linguagem importam tanto como a modernidade do canal de divulgação: Dreams, editada pelo Fleetwood Mac e anteriormente desprezada, irrompe arrasadora na indicação das grandes graças a um vídeo do TikTok, concebido em 2020, como publicidade de um refrigerante.

Para os que desejam certa estabilidade na listagem, o consolo de que o novo top ten ainda mantém Smells Like Teen Spirit, do Nirvana, e What’s Going On, de Marvin Gaye. A invasão do pop latino não chegou ao topo, mas o reguetón, estrelas juvenis e country estilizado mudaram o perfil das 500 Melhores Músicas de Todos os Tempos. Esses consumidores fazem parte da audiência de leitores da nova Rolling Stone, que até dedicou uma capa ao fenômeno coreano BTS.

Na revista, explicam essas mudanças sísmicas por sua vontade de fazer um ranking mais inclusivo: se os eleitores em 2004 foram 170, agora se orgulham de ter tabulado as opiniões de 250 artistas, jornalistas e figuras da indústria. Mas já sabem que o sabor final da mistura obedece aos ingredientes conscientemente escolhidos. Também não revelamos nada de novo se avisamos que essas listas são, para dizer de modo educado, retocadas na etapa final, às vezes até com a participação dos departamentos de publicidade e mercadotecnia.

Jann Wenner, o fundador da Rolling Stone, demonstrou maestria nessas artes obscuras. Ainda que não fosse realmente um profundo conhecedor de música, entendia o conceito do capital simbólico. Sua revista ajudou a estabelecer o cânone do rock, com abundantes números especiais e volumosos livros históricos, reforçando a hegemonia cultural de sua própria geração, a dos baby boomers. Sua grande jogada foi se apropriar, com o fundador da gravadora Atlantic Records, Ahmet Ertegun, de uma ideia alheia e muito comercial: o Rock & Roll Hall of Fame. No começo, antes da materialização de sua sede-mausoléu em Cleveland, um computador participou de algumas das votações e tudo aquilo, da seleção de candidatos à revelação dos ganhadores, dava um aspecto de inesperado a decisões pré-concebidas. Com o tempo, à medida que esse particular Hall of Fame crescia em importância, cada anúncio anual provocava um escândalo, ao reiterar sua antipatia ao heavy metal e ao rock mais popular (ainda que a organização tenha prometido se desprender desses preconceitos).

Mas Jann Wenner, desde 2017, já não é o proprietário da Rolling Stone. A revista mudou de periodicidade (antes quinzenal, agora mensal), de papel, de tamanho e, evidentemente, de conteúdos. Agora tenta cativar a geração Z sem incomodar muito os grupos demográficos anteriores. Missão impossível, dizia aquele.

LISTA DE 2021

1. Respect, de Aretha Franklin.

2. Fight the Power, do Public Enemy.

3. A Change Is Gonna Come, de Sam Cooke.

4. Like a Rolling Stone, de Bob Dylan.

5. Smells Like Teen Spirit, do Nirvana.

6. What’s Going On, de Marvin Gaye.

7. Strawberry Fields Forever, dos The Beatles.

8. Get Ur Freak On, de Missy Elliott.

9. Dreams, do Fleetwood Mac.

10. Hey Ya!, do Outkast.

LISTA DE 2004

1. Like a Rolling Stone, de Bob Dylan.

2. (I Can’t Get No) Satisfaction, dos The Rolling Stones.

3. Imagine, de John Lennon.

4. What’s Going On, de Marvin Gaye.

5. Respect, de Aretha Franklin.

6. Good Vibrations, dos Beach Boys.

7. Johnny B. Goode, de Chuck Berry.

8. Hey Jude, dos The Beatles.

9. Smells Like Teen Spirit, do Nirvana.

10. What’d I Say, de Ray Charles.

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BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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27
Posted on 27-09-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-09-2021
  • Redação O Antagonista
A deputada Tabata Amaral transcreveu várias das agressões que recebe diariamente por militantes da esquerda e direita
Tabata: “Ataques vieram também de militantes de esquerda”
 

Ofendida pelo ator José de Abreu na semana passada, a deputada Tabata Amaral transcreveu várias das agressões que recebe diariamente. Em artigo para a Folha, ela disse que os ataques partem não apenas de bolsonaristas, mas também de militantes de esquerda, filósofos, jornalistas, entre outros.

Seu pai deve ter fugido ao ver a bosta de filha que se tornaria. Com uma filha desse tipo, entendo ele ter se matado. A pessoa sai do lixo, mas o lixo não sai dela. Volta pro esgoto!

 

Ninguém pode servir a dois senhores. Mocinha bancada por bilionários. Marionete de globalistas. Quem é o sugar daddy dela? Eu comia. Ela é a sugar girl daquele banqueiro lá. Ela gosta de ver outra coisa entrando. Puta, vadia, vagabunda, imbecil. Puta. Puta. Puta.”

E completa:

Sei que essas ofensas e ameaças não estão restritas a mim. Todas as mulheres que ousaram se posicionar politicamente já sofreram alguma forma de violência política de gênero.”

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Posted on 27-09-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-09-2021



 

Sid, DO PORTAL DE HUMOR

 

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Posted on 27-09-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-09-2021

DO CORREIO BRAZILIENSE

Há indícios de que serão necessárias três legendas para formar uma maioria, o que não acontece na Alemanha desde a década de 1950

 
AF
Agência France-Presse

(crédito: Ina Fassbender / AFP)

Berlim, Alemanha – Os eleitores alemães participam neste domingo (26/9) do primeiro pleito em mais de uma década sem Angela Merkel como candidata. No entanto, ainda levará algum tempo até que fique claro quem será seu substituto no cargo de chanceler.

Na Alemanha, o cargo de chefe de governo não é escolhido em eleição direta, mas através de uma votação na Bundestag, a Câmara baixa do Parlamento, depois que um partido ou coalizão conseguir as cadeiras necessárias para formar um governo. Por isso, Merkel poderá continuar à frente do Executivo durante semanas ou meses, de forma interina.

Conversas exploratórias

Após anos de coalizões de dois partidos, agora há indícios de que serão necessárias três legendas para formar uma maioria, algo comum nas assembleias regionais da Alemanha, mas que não acontece em nível nacional desde a década de 1950.

 Na maioria dos sistemas parlamentaristas, o chefe de Estado nomeia um partido para que forme o governo, geralmente o que tem mais votos. Contudo, na Alemanha, todos os partidos podem participar do que é conhecido como “conversas exploratórias”.

Nesta fase inicial, que não tem prazo, nada impede que os partidos mantenham negociações paralelas para formar coalizões, mas a tradição determina que o partido que recebeu mais votos convide as legendas menores para conversar.

Nesse sentido, os Verdes já convocaram um congresso do partido para o dia 2 de outubro, no qual poderão decidir com quem deverão manter as conversas exploratórias.

“Quem chegar com uma maioria na Bundestag será o chanceler”, disse na semana passada Armin Laschet, da aliança conservadora CDU-CSU, de Merkel, ao sugerir que o segundo partido mais votado também poderia abrir negociações.

Primeiras reuniões

Nesta segunda-feira (27/9), após o pleito, os partidos terão reuniões de seus dirigentes. Além disso, os legisladores recém-eleitos de cada partido farão suas primeiras reuniões na próxima semana, enquanto o Partido Social-Democrata (SPD) e a união conservadora CDU-CSU pensam em se reunir na terça-feira (28). O novo Parlamento deverá realizar sua sessão inaugural no máximo até 30 dias depois do pleito, em 26 de outubro.

 

Se dois ou três partidos chegarem a um princípio de acordo para formar uma aliança, deverão iniciar negociações formais para estabelecer uma coalizão, com várias reuniões de diferentes grupos para definir os temas de política.

Ao final dessas negociações, os partidos decidirão quem ficará a cargo de qual ministério e firmarão um contrato de coalizão, um documento que define os termos do acordo.

Essa fase não tem prazo definido e, enquanto as negociações se desenvolvem, o governo vigente permanece no poder de forma interina.

Em seguida, os partidos indicam quem postulará como chanceler antes da votação oficial na Bundestag. No último pleito ocorrido no país, em 24 de setembro de 2017, Merkel só foi confirmada como chanceler em uma coalizão da união CDU-CSU com os social-democratas (SPD) em 14 de março de 2018.

 

O pior cenário

De acordo com o artigo 63 da Constituição alemã, o chefe de Estado deve propor um potencial chanceler para a Bundestag. Se não houver uma aliança entre os partidos, o presidente do país, Frank-Walter Steinmeier, do SPD, poderá indicar um possível chanceler, que poderá ser um nome do partido com a maior quantidade de votos.

Para escolher o chefe de governo, os parlamentares votam em segredo e o vencedor deverá obter maioria absoluta. Caso isso não aconteça, uma segunda votação será feita duas semanas depois. Contudo, se ainda assim não houver uma maioria absoluta, acontecerá de imediato uma terceira votação, na qual o ganhador poderá ser definido com uma maioria relativa.

Após isso, o presidente deverá decidir se nomeia o chanceler como chefe de um governo de minoria, ou se dissolve a Bundestag e convoca novas eleições.

Este último cenário seria o pior, que foi evitado em 2017. Na época, como as negociações estavam bloqueadas, Steinmeier instou os partidos a se reunirem outra vez e os pressionou a renovar a chamada grande coalizão entre CDU-CSU e SPD.

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