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Posted on 24-09-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-09-2021
Ex-juiz da Lava Jato chega hoje ao Brasil para uma nova rodada de conversas políticas que poderão ser decisivas para o seu futuro
Leia o que senadores do Podemos pensam sobre possível decisão de Moro
Foto: Adriano Machado/Crusoé
 

Como este site antecipou, Sergio Moro, que está morando nos Estados Unidos, chega hoje ao Brasil para, além de visitas familiares, uma nova rodada de conversas políticas que poderão levá-lo a decidir sobre eventual candidatura em 2022.

O Antagonista conversou na manhã de hoje, em reservado, com seis dos nove senadores do Podemos, partido ao qual o ex-juiz da Lava Jato prometeu se filiar, caso opte pela vida partidária.

 Embora haja uma torcida para que Moro abrace o projeto presidencial, parte dos senadores reconhece, nos bastidores, que já estiveram mais animados com essa possibilidade.

Se decidir por não tentar chegar ao Planalto, Moro poderá optar por concorrer ao Senado, (como também antecipamos) a uma vaga na Câmara ou mesmo ao governo do Paraná. No próximo fim de semana, o ex-juiz se reunirá com a cúpula do Podemos e a expectativa é a de que alguma decisão seja tomada.

“A verdade é que ninguém sabe nada sobre o que ele vai decidir. Vamos esperar a reunião dos próximos dias. Ele tem mostrado interesse pela vida política, está acompanhando tudo o que está acontecendo no Brasil. Eu estou com a desconfiança de que ele vai ter a preferência pelo Senado, mas é minha percepção pessoal. A definição, esperamos, será conhecida até a semana que vem”, disse um senador.BLICIDADE

“Sinto que ele está em dúvida se tenta ser presidente ou se vai para o governo ou o Senado. Os familiares, a mulher, parece, não querem que ele tente a Presidência. Foi em razão disso que o Podemos sugeriu alternativas. Acho que ele vai acabar se filiando, mas, para presidente, sinceramente, agora já acho menos possível. Percebo um pouco de desânimo”, afirmou outro senador.

Outros dois senadores fazem leitura semelhante do cenário, mas preferem ainda acreditar que Moro será o nome do partido ao Planalto.

“Eu tenho essa esperança ainda. Gosto muito dele, admiro muito o que ele fez, a coragem que ele teve. Mas sei que, para onde ele for dentro da política, a gente vai ganhar, o partido vai ganhar. Eu torço para que ele opte pela Presidência, porque, caso contrário, a gente vai ficar órfão. Eu mesmo não apoio mais ninguém além dele ou do próprio Alvaro Dias”, disse um senador.

“Vamos esperar, vamos deixar que ele decida. Estou torcendo para que ele tope disputar a Presidência. Espero que ele seja reanimado para isso, porque ele precisa terminar o que começou, em outro âmbito. O Brasil precisa disso”, afirmou outro.

Um outro senador do Podemos disse que sente Moro “arrependido” por ter largado a magistratura para virar ministro da Justiça e da Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro — Moro acabou saindo da pasta, ao denunciar a tentativa do presidente de interferir na Polícia Federal.

“Ele tem, sim, um arrependimento fortíssimo por conta disso. Acho que hoje ele admitiria que foi um erro. Sem esse erro, hoje o Moro estaria em uma posição privilegiada para ser a tal Terceira Via. Para mim, ele não vai ser candidato ao Planalto. Deve tentar Senado, governo ou mesmo deputado, e vai ganhar com facilidade.”

Para um outro senador, Moro poderá ter um pouco mais de tempo para decidir.

“Tem muita gente querendo que ele decida agora nesta vinda ao Brasil, mas calma, não sei por que ele tem que decidir agora. Eleição no Brasil é decidida mais para frente.”

“Primavera”, Carlos Lyra: poesia e melodia em bossa nova na esplendorosa composição de Carlinhos Lira e Vinícius de Moraes, para lembrar que não há amor sozinho.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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LP
Luana Patriolino
 

 (crédito: Sérgio Lima/AFP)

(crédito: Sérgio Lima/AFP)

O juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), afirmou que identificou “indícios rotundos de atividade criminosa em regime organizado” cometidos pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos). O filho 02 do presidente Jair Bolsonaro também é citado como chefe de organização criminosa. O magistrado analisou os dados apresentados pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ), depois da quebra de sigilo autorizada pela Justiça.

A 3ª Promotoria de Investigação Penal investiga a existência da prática de rachadinha, entrega ilegal de salários dos assessores, e da nomeação de pessoas que eram “funcionários fantasmas” no gabinete de Carlos Bolsonaro. Na decisão, Rubioli disse haver “indícios rotundos de atividade criminosa em regime organizado” e que “Carlos Nantes [Bolsonaro] é citado diretamente como o chefe da organização”. As informações foram reveladas pelo Uol.

O Ministério Público reforça também que, “para operacionalizar o desvio, é necessária a convergência da atuação do vereador, que se encarrega da indicação dos assessores “fantasmas” (e figura como beneficiário final do peculato), dos chefes de gabinete que atestam falsamente o desempenho da atividade profissional dos assessores, e finalmente dos ocupantes de cargos comissionados, concordam em ser nomeados formalmente na Câmara Municipal, sob compromisso de repassar mensalmente parte da remuneração do cargo aos demais integrantes da organização criminosa, contribuindo para o desvio da verba orçamentária”.

O órgão alega que a organização criminosa comandada por Carlos Bolsonaro teria seis núcleos de atuação. O primeiro – e mais numeroso – seria o de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-chefe de gabinete do vereador, e segunda esposa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Além de Carlos Bolsonaro e Ana Cristina, outras 24 pessoas tiveram o sigilo bancário e fiscal quebrado pela Justiça, em maio deste ano na investigação sobre o esquema de rachadinha.

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Posted on 24-09-2021
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Bira NO PORTAL

 

DO JORNAL DO BRASIL

O diretor falou com exclusividade ao JB

Foto: Mariana Vianna
Credit…Foto: Mariana Vianna

Por MYRNA SILVEIRA BRANDÃO

 

“O Silêncio da Chuva”, inspirado no primeiro romance policial do escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza, é um thriller que segue o delegado Espinosa (Lázaro Ramos) e a investigadora Daia (Thalita Carauta) tentando solucionar o mistério sobre a morte do executivo Ricardo (Guilherme Fontes), encontrado baleado ao volante de seu carro, no bairro da Urca, Rio de Janeiro.

Enquanto eles buscam pistas e decidem procurar a viúva, Bia (Cláudia Abreu), as coisas se complicam quando ocorre outro assassinato, e pessoas envolvidas no caso começam a sumir.

O livro de Garcia-Roza, publicado em 1996 e primeiro da série do emblemático policial Inspetor Espinosa, recebeu os prêmios Nestlé e Jabuti, e foi publicado em vários países.
Para fazer a transposição para as telas, o diretor realizou adaptações no roteiro que incluiu trazer a história para 2018 e a participação de mulheres na polícia.

Macaque in the trees
Claudia Abreu também está no elenco (Foto: Mariana Vianna)

O ótimo elenco inclui ainda Pedro Nercessian, Bruno Gissoni, Mayana Neiva e a participação especial de Anselmo Vasconcellos.

Lázaro Ramos – que tem uma excelente atuação vivendo o personagem principal – volta a trabalhar com Daniel Filho, para quem só tem elogios: “O trabalho de atualização do filme é sensacional, principalmente no que diz respeito às mulheres. É um filme policial, mas que utiliza muito o humor”, define o cultuado ator.

Em entrevista exclusiva ao JORNAL DO BRASIL o cineasta carioca, de 84 anos, falou sobre a motivação para fazer “O Silêncio da Chuva, reafirmou sua parceria com Lázaro e revelou preferências em sua carreira, que inclui filmes de sucesso como “A Partilha” (2001), “Se eu fosse Você” (2006) e “Chico Xavier” (2010); e séries históricas como “Carga Pesada”, “Plantão de Polícia” e “Malu Mulher” (1979).

JORNAL DO BRASIL: Sabemos que em qualquer projeto há sempre uma motivação mais forte para realizá-lo. No caso de “O Silêncio da Chuva”, qual foi?

DANIEL FILHO: Quis comprar os direitos desde que o livro foi lançado, mas outras pessoas se anteciparam. Mas há 12 anos tive a possibilidade de ter os direitos para as filmagens. É uma história que poderia ser contada no cinema.

Na história do cinema há personagens que não conseguimos imaginar outro ator interpretando, caso do Lázaro no filme. Como foi o caminho para essa escolha?

Eu já estava trabalhando com o Lázaro em outros projetos (ele atuou no meu filme “Sorria, Você Está Sendo Filmado”; sou o produtor do primeiro filme dele na direção, “Medida Provisória”, entre outros). Quando pensamos em ter um Espinosa negro, já imaginei o Lázaro. Há diversos outros ótimos atores, mas eu já tinha essa cumplicidade com o Lázaro. E ele formou uma bela dupla com a Thalita Carauta, uma atriz extraordinária. Essa minha “sociedade” com o Lázaro é para sempre.

A transposição – de local, tempo, diferente no livro de Garcia-Roza – foi necessária ou teve um motivo específico?

No livro, a história era passada em 1996. E muitas coisas mudaram até hoje. Por exemplo, hoje em dia é muito difícil não ter uma câmera gravando. No livro, a morte do personagem Ricardo (interpretado pelo Guilherme Fontes) acontece no estacionamento do Menezes Cortes, no Centro do Rio. Fui até lá e atualmente não há um ponto cego, sem nenhuma câmera. Claro que em 1996 existiam câmeras, mas não tantas e com a precisão de que se tem hoje. Outro ponto é que seria muito custoso fazer um filme passado há 25 anos, e não tínhamos este investimento. Também mexemos na estrutura, aumentando o potencial das mulheres. Foram mudanças necessárias.

Você tem uma carreira marcante em várias áreas: cinema – e neste, atuação, direção, produção… – teatro, televisão, literatura. Tem alguma que você prefira, enfim, alguma para a qual o coração bata mais forte?

Atualmente, cinema. Eu gosto mesmo é de um platô, de um set. O set é o local que eu mais me identifico, que eu gosto de estar. Pode ser de cinema, série…

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