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Postado em 17-09-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 17-09-2021 00:15

 DO CORREIO BRAZILIENSE

“Só temos que tratar de eleição quando estiver faltando um ano para ela, já estamos quase nesse prazo”, afirmou senadora, cotada como candidata à presidente da legenda nas eleições de 2022

BL
Bernardo Lima*

 (crédito: Reprodução/YouTube)

(crédito: Reprodução/YouTube)

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) disse que o MDB deve decidir em “no máximo em três semanas” se irá participar da corrida presidencial de 2022 e qual candidato lançará. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (16/9) em entrevista ao CB.Poder, programa do Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília.

“Conversaremos até o final de setembro sobre essas duas possibilidades: primeiro, se o MDB vai apresentar uma candidatura como terceira via; e se serei eu essa candidata. Acredito que no máximo em três semanas teremos essa resposta”, garantiu a parlamentar.

Simone confirmou ter sido sondada, mas pontuou que ainda não existe nada oficial. “Ainda não conversei com o MDB, mas já fui sondada por alguns líderes do partido. Entendo que, primeiro, a (comissão) executiva tem que se manifestar”.

CPI da Covid

Segundo a senadora, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19 já cumpriu a sua função, comprovando uma omissão dolosa do governo federal no combate ao coronavírus. Para a parlamentar, a CPI precisa dar uma resposta à população e, por isso, não deve se alongar muito.

 “Infelizmente, não teremos tempo hábil para avançar em toda a teia de trama que foi armada no combate à pandemia. Acho difícil a gente abrir mais uma frente, a CPI precisa dar uma satisfação à sociedade. Mas nada impede que no relatório tenham elementos presentes para que se tenha uma nova CPI, ou que se encaminhem as responsabilidades para o Ministério Público, para que o órgão faça seu papel”.

Impeachment

Na entrevista, Simone destacou ainda a importância que  manifestações populares em um possível processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. A senadora diz que o Congresso precisa de uma resposta do povo, para aceitar e dar andamento a um possível processo de impedimento.

“Precisamos do povo na rua, manifestações populares, se não temos a noção se a população quer ou não impeachment, dificilmente a Câmara dos Deputados vai se mover (…) Se tivermos uma grande mobilização em outubro e em novembro, com a oposição unida, é muito difícil que o Congresso Nacional consiga segurar o impeachment”, opinou. 

Confira a entrevista completa

(a partir de 9min40seg)

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