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Grupo de baluartes da Azul e Branco de Madureira realiza evento com ingressos limitados, feijoada e transmissão gratuita em formato live

Foto: divulgação
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Por CADERNO B,

Majestade do samba carioca, a Velha Guarda da Portela voltará ao palco no próximo sábado (18), a partir das 15h, com um show especial comemorando os 120 anos de Paulo da Portela, fundador da Azul e Branco de Madureira, que faria aniversário em 18 de julho. O evento será realizado de maneira híbrida, com camarotes limitados já à venda e transmissão gratuita em formato live. Os que preferirem acompanhar in loco, poderão desfrutar da tradicional feijoada da escola, a partir das 13h.

Destinado não apenas aos portelenses, mas a todos que não dispensam um bom samba, o evento celebrará o legado de Paulo da Portela e a trajetória do grupo que segue sendo comandado por Monarco e Tia Surica, duas lendas vivas do cânone da Águia. A apresentação será transmitida simultaneamente através dos canais no YouTube da produtora audiovisual Fitamarela e no da escola, a Portela TV .

A Velha Guarda da Portela tem sua origem em 1970, quando o sambista Paulinho da Viola reuniu os baluartes mais representativos da escola para gravar o álbum “Portela Passado de Glória”. A iniciativa foi tomada para preservar os fenomenais sambas que eram tocados nos eventos da escola e que não tinham registro para além das memórias dos presentes. A Portela foi a primeira escola a ter uma velha guarda show organizada em grupo musical, abrindo precedentes para a valorização dos integrantes que fizeram história também em outras agremiações. É tempo de celebrarmos a música brasileira em vida – como bradam no hino da Velha Guarda da Portela: “Estamos aí, como vocês estão vendo / Estamos velhos, mas ainda não morremos.”

Além de ter sido um dos fundadores da Azul e Branco de Madureira, Paulo da Portela lutou para mudar a imagem estereotipada e preconceituosa que se tinha dos sambistas. Foi o primeiro presidente da escola e também uma das figuras mais importantes do samba.

O cantor, compositor e escritor Nei Lopes, em seu livro “Guimbaustrilho”, definiu Paulo da Portela como “uma das maiores personalidades do mundo do samba em todos os tempos. Foi, em sua época, como compositor e dirigente, e a seu modo, um dos grandes defensores e propagadores da cultura dos negros. Movimentando-se entre as fronteiras que separavam as classes mais favorecidas da sua e, assim, levando políticos e artistas e intelectuais burgueses até o mundo do samba e conduzindo as escolas até a proximidade do poder, foi um dos maiores alavancadores do processo de aceitação do samba pela cultura dominante”.

O evento conta com os apoios da Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Lupa Comunicação, Fitamarela e Pitú.  As vendas de mesas e camarotes são realizadas exclusivamente através do telefone: 21 3217 1604, das 9 às 17h. Não haverá venda de ingressos no local.

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