“Il pleut sur Santiago” (Chove sobre Santiago), Astor Piazzolla: extraordinariamente bela e pungente composição de do argentino Astor Piazzolla, em seu exílio de Nova York, quando os aviões a serviço da ditadura do sanguinário general Augusto Pinochet disparavam chuvas  de bombas e balas sobre o Palácio La Moneda, no centro de Santiago, no golpe da derrubada do governo democrático de Salvador Allende. Na grande noite de horror aue se abateria sobre o Chile a América Latina. Que viva Chile e seu povo resistente , heroico e realizador.

Vai dedicada ao compadre e amigo do peito, chileno de Valparaiso, Oscar Vallejos de Ayalla, e a mais que querida afilhada, Fernanda Gabriela Vallejos Permenter, Gabbee, em Montecinos, Califórnia

BOA TARDE E BOA NOITE

(Vitor Hugo Soares)

 

 

 

aciae P

set
11
Governadores apoiam STF e repudiam rompantes golpistas do Planalto - Hora do Povo
Alexandre e Barroso: barreiras do STF contra golpe bolsonarista do 7 de setembre.

ARTIGO DA SEMANA

Alexandre e Barroso(STF), os grandes contra o “setembraço”

Vitor Hugo Soar­­es

Mesmo com o ambiente carregado de eletricidade negativa e das ameaças ainda latentes para a vida e a estabilidade democrática do País – diante dos atos de insurgência, afronta e desacato às decisões judiciais, promovidos pelo presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores, no 7 de Setembro – há de se destacar as ágeis e firmes reações da sociedade e de suas instituições. A começar pelo presidentes, do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, que saiu em defesa do STF e  seus membros atacados (“ninguém fechará esta Corte”) e do presidente do TSE, Luis Roberto Barroso, pela urna eletrônica de voto livre e apuração segura, em aviso duro e direto ao inverter o lema do agressor (“conhecerás a mentira e ela o aprisionará”). Veio então a carta de “retratação” escrita pelo cordato  ex-presidente Michel Temer, trazida no bolso do colete a Brasília para o “durão” do Planalto assinar. Mansamente

E chegamos ao momento do “quem ganhou e quem perdeu” neste episódio bizarro e exemplar. Há destaques relevantes e meritórios no plano pessoal, profissional e cívico, do enfrentamento do estupro da lei e  desprezo aos princípios basilares da convivência democrática, feridos por um governante desesperado, (“farsante” na expressão do ministro Barroso, em discurso pedagógico). Incapaz de responder aos desafios reais – a pandemia que já tirou quase 590 mil vidas; inflação de quase dois dígitos ; a fome que volta a milhões de lares e de famílias; a crise hídrica e de energia que avança – mas aferrado ao mando. Em permanente estado de ódio e campanha eleitoral.
Entre outros destaques, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco e o vice-governador do DF, Pacco Brito, quando o governador Ibaneis Rocha sumiu, na tensa véspera da tentativa vil de ocupação de Brasília na calada da noite.

Mas Alexandre de Moraes foi, sem dúvida, o grande nome em firmeza e ações decisivas frente a tentativa de sítio e auto-golpe . Foi Moraes a figura central da ira do mandatário (até no seu discurso “para o Brasil e para o mundo,” na Avenida Paulista) e de seus arautos. Alguns deles presos previamente, – a exemplo do ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. E Jason Miller (ex-conselheiro do ex-presidente americano derrotado, Donald Trump) criador da rede social direitista GTTER, de estranha presença no Brasil, detido na hora do embarque de volta aos  EUA, para depor na PF.  A “detenção do americano desestabilizou por  completo o presidente quando discursava em SP.
 
O ministro, condutor do inquérito das fake news, encarnou o perfil de fiel cumpridor de dois mandamentos do Decálogo do Estadista, segundo o apóstolo da resistência democrática à ditadura.  Ulysses Guimarães: a Autoridade e a Ordem. O 9° Mandamento reza: “A autoridade é um atributo inato… A competência funcional é dada pelo cargo, a autoridade é pessoal, o homem público é gratificado por ela…”. No 10º mandamento, Ordem, como preceito político e moral, Ulysses cita São Tomaz de Aquino: “a ordem é as coisas no seu lugar… É a capacidade de escolher. Quem confunde as coisas, desconhece prioridades, não tem senso de ordem. O estadista discrimina o essencial e o urgente para praticá-los. Kennedy afirmou que “governar é dirigir pressões”. Quem cuida de coisas pequenas acaba anão”. Precisa desenhar quem ganhou e quem perdeu?.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br­­

“Forró em Caruaru” e “Forró de Zé Tatu”, Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga: dois gigantes e gênios consagrados da música verdadeira do Nordeste duelam em composições famosas sobre valentões de mentira. Raridade imperdível no sábado musical do Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

set
11

Sampaio sofria de graves problemas cardíacos e estava hospitalizado desde o final de agosto

AF
Agência France-Presse
 

 (crédito: Eitan ABRAMOVICH / AFP)

(crédito: Eitan ABRAMOVICH / AFP)

O ex-presidente português Jorge Sampaio, um socialista que também ocupou vários cargos na ONU, faleceu nesta sexta-feira (10/9) em Lisboa, aos 81 anos – anunciou a sua família à agência de notícias Lusa.

Secretário-geral do Partido Socialista, prefeito de Lisboa e depois chefe de Estado entre 1996 e 2006, Sampaio sofria de graves problemas cardíacos e estava hospitalizado desde o final de agosto.

Nascido em Lisboa em 1939, em uma família de recursos, entrou para a política durante seus estudos de direito, quando liderou as greves universitárias de 1962 contra a ditadura de António Salazar (1932-1968). Assim que se tornou advogado, defendeu vários presos políticos.

Em 1978, quatro anos depois da Revolução dos Cravos que pôs fim à ditadura, Sampaio se filiou ao Partido Socialista fundado por Mário Soares (1986-1996), seu antecessor na presidência de Portugal.

Foi deputado durante muitos anos e, em 1989, tornou-se secretário-geral do partido. Neste mesmo ano, foi eleito prefeito de Lisboa com o apoio dos comunistas.

Derrotado nas eleições legislativas de 1991, vence, no entanto, a disputa presidencial de 1996 no primeiro turno. Supera Aníbal Cavaco Silva, que depois irá suceder-lhe na presidência (2006-2016).

Quando terminou seu segundo mandato como chefe de Estado, Sampaio, então com 66 anos, tornou-se enviado especial de uma iniciativa da ONU contra a tuberculose.

Depois disso, foi alto representante da Aliança das Civilizações, cujo objetivo era promover iniciativas para superar incompreensões entre culturas e religiões.

Nos últimos anos, Sampaio liderou uma rede internacional de apoio a estudantes sírios.

set
11
Posted on 11-09-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-09-2021



 

Amarildo, NA

 

set
11
 

Foto: Carolina Antunes/PR/reprodução

Queda da popularidade de Bolsonaro está relacionada com aumento da inflação

– Economia

ROSANA HESSEL

O aumento da inflação e a piora na qualidade de vida dos brasileiros é o principal motivo da redução da popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de acordo dados da pesquisa do banco digital Modalmais realizada pela consultoria AP Exata junto às redes sociais. 

“A queda de popularidade de Bolsonaro não vem de tendências ideológicas. A credibilidade do presidente foi caindo e a confiança diminuiu bastante desde o aumento da inflação”, destacou o CEO AP Exata, Sergio Denicoli, durante a apresentação virtual dos principais dados da pesquisa Modalmais-Exata, nesta sexta-feira (10/9). Ele reforçou esse resultado está relacionado com a piora da economia, de forma geral, e se isso persistir em 2022, as chances de reeleição diminuem. Mas, se houver melhora na conjuntura econômica, o cenário ficará favorável para o chefe do Executivo.

De acordo com Denicoli, a confiança no presidente vem atrás dos sentimentos de tristeza e raiva, e, quando se perde a credibilidade de uma fatia da população que perde poder econômico, é mais difícil recuperar essa confiança perdida. “O presidente vai ter que trabalhar a economia para poder recuperar essa confiança”, afirmou.

 

“Esta semana intensamente política, pautas de reformas e recuperação econômica ficaram em suspenso. A inflação de agosto veio acima do esperado, puxada pela alta da gasolina. Internautas continuam reclamando dos preços de alimentos, gás, combustíveis e energia”, destacou o documento. “O consenso nas redes é de que a inflação real já ultrapassou os dois dígitos há muito tempo. Desemprego e fome são outras preocupações dos internautas e constantemente usadas pela oposição para atacar o governo e o ministro da Economia, Paulo Guedes”, acrescentou.

 

Na avaliação do executivo, atualmente, inflação e emprego são as principais preocupações dos internautas nas redes quando o assunto está relacionado às eleições. Contudo, devido ao recente atraso no fornecimento de vacinas contra a covid-19, o tema saúde deverá voltar entre as prioridades.

 

Conforme os dados da pesquisa, a popularidade de Bolsonaro chegou a cair 3% com o recuo dos ataques feitos nas manifestações de 7 de Setembro com a divulgação da carta pacificadora, “mas se recuperou em menos de 12 horas”.

 

O levantamento mostra ainda que as menções positivas a Bolsonaro nas redes sociais variam entre 30% e 40%, patamar que não foi ultrapassado mesmo durante as manifestações pró-governo em 7 de Setembro. Antes da saída do governo do ex-juiz Sergio Moro, em abril de 2020, essa taxa girava em torno de 50%. Naquela época, o executivo lembrou que a popularidade chegou a cair 10% e levou dois dias para voltar ao patamar anterior.

 

Denicoli avaliou que, ao contrário do que afirmou a oposição, as manifestações de 7 de Setembro não floparam. Para ele, os eventos mostraram que Bolsonaro tem grande capacidade de mobilização e o grande diferencial das manifestações foi concentrar pessoas de outros estados em Brasília e na Avenida Paulista, em São Paulo, que eram os locais com a participação do chefe do Executivo. “O presidente conseguiu mobilizar muito bem os convertidos mas não conseguiu sair da bolha”, afirmou.

 

“Acredito que a movimentação serviu para mostrar ao país que Bolsonaro é capaz de mobilizar forças que podem criar um certo caos ao país”, disse. Para ele, Bolsonaro deverá reduzir as ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas deverá manter o discurso de fraude eleitoral, porque ele insiste em afirmar que não confia nas urnas eletrônicas.

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