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Posted on 01-09-2021
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Estados Unidos divulgam imagem do último soldado a deixar o Afeganistão | GZH

General Cristopher Donahue, último a deixar Cabul.

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Presidente do PTB foi detido há quase três semanas devido a ofensas contra ministros do STF. Moraes foi contra prisão domiciliar por entender que a medida seria “absolutamente temerária”

 AF
Augusto Fernandes
 

 (crédito: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

(crédito: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido feito pela defesa do ex-deputado federal e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, para que a prisão preventiva do político fosse substituída por prisão domiciliar.

Jefferson foi detido em 13 de agosto devido a uma decisão de Moraes. O ministro decretou a prisão do político por conta de ameaças e ofensas que ele fez a ministros do STF. Nesta semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o presidente do PTB por incitação ao crime, homofobia e outros dois delitos.

Os advogados de Jefferson alegaram que ele “se encontra debilitado por motivo de doença grave, além de possuir comorbidades que podem ser fatais diante da insalubridade do sistema prisional” para pedir a prisão domiciliar.

A PGR se manifestou favorável à medida, desde que Jefferson utilizasse tornozeleira eletrônica. Mesmo assim, Moraes negou o recurso. Segundo o ministro, antes da prisão, Jefferson nunca demonstrou qualquer debilidade física e que as alegações apresentadas pela defesa surgiram “coincidentemente” após a decretação de sua prisão preventiva e das denúncias feitas pela PGR.

Na decisão, Moraes ainda revelou que Jefferson ameaçou não respeitar a prisão domiciliar e disse que não utilizaria tornozeleira eletrônica, caso fosse obrigado. O político escreveu as declarações em uma carta, após ter sido preso.

“Não aceito a coleira de tornozelo. E para mim, como para outros conservadores, prisão domiciliar com tornozeleira, transformando meu lar num canil. Não aceito. É desonra. Não me fará outra humilhação e afronta a abominável e lombrosiana figura do Alexandre de Moraes. Fico onde estou”, disse Jefferson. O texto escrito por ele foi compartilhado nas redes sociais pela filha, a ex-deputada Cristiane Brasil.

Desrespeito e mais ameaças

No dia da prisão, segundo Moraes, Jefferson desrespeitou a equipe policial que cumpriu a decisão judicial. O político deveria ter entregue o celular dele à Polícia Federal, mas antes de a corporação chegar ao seu endereço ele pediu que alguém jogasse o aparelho em um rio.

Além disso, o presidente do PTB divulgou um áudio nas redes sociais condenando a atitude de Moraes e chamando o ministro de “cachorrão”. “O Supremo é um partido político comunista que tem condições de expedir mandados de prisão em inquéritos que não tem o Ministério Público, inquéritos no vazio. Penso que eles chegaram no limite do limite do limite da inconstitucionalidade da agressão à ordem jurídica nacional. Hoje o Supremo é uma “orcrim”, uma organização criminosa”, reclamou o político.

Mesmo depois de ter sido detido, Jefferson não cessou as críticas ao STF. Em outra carta escrita dentro da prisão, ele diz que os ministros do Supremo são “abutres” e incita a população a participar de uma manifestação em Brasília, no feriado da Independência, contra a Corte.

“Há que haver um ponto final a esse estado tematológico de monstruosidades jurídicas. Xô urubus! Vocês traíram o povo do Brasil. Traíram nossa nação. Traíram a pátria amada. Escarneceram do espírito santo, pois defraudaram a nossa fé. Supremo é o povo. Sete de setembro rugirá a nossa indignação. Xô urubus! Vão pousar noutra comarca”, escreveu.

“Absolutamente temerária”

Devido a esses episódios, Moraes definiu que a manutenção da prisão preventiva de Jefferson “é imprescindível” e alertou que a conversão em prisão domiciliar seria “absolutamente temerária”, visto que ela representaria risco para a ordem pública.

“O custodiado insiste em suas graves ofensas e ameaças ao Supremo Tribunal Federal, incentivando a população, inclusive, à prática de atos criminosos nas manifestações programadas para o próximo dia  7/9/2021, e exigindo a destituição inconstitucional dos ministros da Suprema Corte”, observou Moraes

“A recalcitrância de Roberto Jefferson, mesmo já denunciado, demonstra a absoluta necessidade de manutenção da prisão preventiva decretada, também em razão da necessidade de garantia da ordem pública, consideradas todas as graves condutas criminosas já praticadas, inclusive no que diz respeito às ameaças e incitação criminosa da população contra o Supremo Tribunal Federal e seus ministros para o feriado nacional do dia 7 de setembro”, acrescentou o ministro.

September song”, Tony Bennett: formidável interpretação de un clássico da canção romântica norte-america, para receber no BP o mês da primavera. Cante quem souber cantar e não precisa caprichar na letra. O sentimento é o que importa.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

 

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 DO CORREIO BRAZILIENSE

Rei Pelé é internado em São Paulo para exames de rotina

Em publicação no Twitter, ex-jogador rechaçou problema sério de saúde e informou estar passando por exames rotineiros

DQ
Danilo Queiroz
 

 (crédito: Frank Fife/AFP)

(crédito: Frank Fife/AFP)

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, foi internado nesta terça-feira (31/8) em um hospital da cidade de São Paulo para passar por exames de rotina. Segundo a assessoria de imprensa do Rei do Futebol, os procedimentos médicos estavam previstos para o ano passado, mas não foram realizados devido à quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus.

Inicialmente, foi levantada a hipótese de internação após um desmaio. Porém, através de sua conta oficial no Twitter, o próprio Rei do Futebol desmentiu uma possível perda súbita de consciência. “Pessoal, eu não desmaiei e estou muito bem de saúde. Fui fazer meus exames de rotina, que não havia conseguido fazer antes por causa da pandemia. Avisem que eu não jogo no próximo domingo!”, escreveu o ex-camisa 10.

Nos últimos anos, Pelé passou por alguns problemas de saúde. Em 2019, ele passou alguns dias internados após sofrer infecção urinária na França. Em algumas aparições públicas, como no sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, o ex-jogador do Santos e da Seleção Brasileira usou cadeira de rodas e de andador para facilitar a locomoção.

Interação com CR7

Na manhã desta terça-feira (31/8), Pelé interagiu com Cristiano Ronaldo pelas redes sociais. O Rei do Futebol desejou um bom retorno do português ao Manchester United. “Não há sensação melhor do que conquistar o mundo e voltar para casa”, escreveu. “É sempre muito bom regressar a uma casa onde já fomos felizes… muito obrigado pelo seu apoio, Pelé”, respondeu CR7.

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Ricardo Manhães , no jornal

 

DO EL PAÍS

No entanto, a grave situação econômica e humanitária enche de incertezas o futuro do país

Talibãs patrulham Cabul nesta terça-feira, depois que as tropas dos Estados Unidos concluíram sua retirada do Afeganistão após 20 anos.
Talibãs patrulham Cabul nesta terça-feira, depois que as tropas dos Estados Unidos concluíram sua retirada do Afeganistão após 20 anos.STRINGER / Reuters

 Ángeles Espinosa

ENVIADA ESPECIAL, Islamabad

Os talibãs comemoraram com tiros para o alto, nesta terça-feira, a saída do último avião norte-americano do aeroporto de Cabul. Imediatamente, tropas da milícia tomaram o controle do local, um símbolo final da retirada dos Estados Unidos após 20 anos de presença no Afeganistão. “É um dia histórico, um momento histórico, estamos muito orgulhosos”, declarou o porta-voz do novo regime, Zabihullah Mujahid. Eliminado o pretexto para sua luta armada, os extremistas islâmicos se deparam, agora, com a tarefa mais trivial: a de governar. No entanto, as numerosas dificuldades do país enchem o futuro de incerteza.

Mujahid aproveitou a ocasião para dar uma entrevista coletiva no próprio aeroporto. “Parabéns ao Afeganistão. Esta vitória é de todos”, afirmou, com evidente satisfação. “Estamos muito orgulhosos deste momento, de ter libertado nosso país de uma grande potência. (…) É uma grande lição para outros invasores e para nossas futuras gerações, e também uma lição para o mundo”, acrescentou.

Os sentimentos dos afegãos são mais complexos. A alegria de uma parte convive com o medo que a vitória da guerrilha fundamentalista islâmica causou entre a população urbana e educada. Dezenas de milhares de pessoas já abandonaram o país. Outras tantas gostariam de fazer isso. “A situação piora a cada dia e temos medo de ser identificadas. É muito perigoso”, confidencia uma jornalista que se esconde em Cabul com outras ativistas que não conseguiram entrar nos voos de evacuação dos Estados Unidos e seus aliados. “Acordamos com os disparos e tivemos muito medo”, acrescenta, referindo-se à celebração da madrugada.

Muitos afegãos, principalmente os jovens, as mulheres e as minorias, temem que a volta dos fundamentalistas ao poder anule as liberdades civis e os avanços sociais das últimas duas décadas. Lembram que, durante seu Governo anterior, entre 1996 e 2001, os talibãs impuseram uma interpretação extremamente rigorosa da lei islâmica (Sharia). Com base nessa interpretação, as mulheres eram confinadas em casa, sem acesso à educação nem direito ao trabalho; as mãos dos ladrões eram cortadas; e os adúlteros eram mortos por apedrejamento.

Desde 15 de agosto, quando o Talibã entrou em Cabul praticamente sem resistência, seus líderes têm procurado transmitir uma imagem de moderação que causa ceticismo. Suas palavras e gestos de tolerância dirigidos aos funcionários do Governo anterior, às mulheres e às minorias contrastam com as notícias de como suas tropas agem. Notícias de execuções sumárias de ex-oficiais dos serviços de segurança, artistas e outras pessoas críticas alertaram organizações de direitos humanos.

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“Dizem as coisas adequadas, mas é cedo para saber suas intenções”, diz uma analista. O primeiro teste será a formação do Governo, que o Talibã promete ser inclusivo. No vizinho Paquistão, que mantém bons laços históricos com os talibãs, o chanceler Shah Mehmood Qureshi espera que “seja formado nos próximos dias um Governo de consenso” no Afeganistão, como afirmou nesta terça-feira em uma conferência de imprensa em Islamabad.

A dificuldade de distribuir as pastas de uma forma que satisfaça a todas as sensibilidades do movimento talibã é menor do que a tarefa que os futuros ministros terão pela frente. O novo Governo enfrentará o desafio de reanimar uma economia destruída pela guerra, que não terá os bilhões de dólares de ajuda externa que seus antecessores receberam, embora parte desse dinheiro tenha sido engolida pela corrupção. A ONU alertou para o risco de uma catástrofe humanitária nas áreas rurais, onde a situação é agravada pela recente seca.

Ciente disso, Mujahid reiterou nesta terça-feira que o novo regime quer “ter boas relações com o mundo todo, incluindo os Estados Unidos”. O porta-voz talibã também fez um chamado inusitado aos investidores internacionais. “Convido todos vocês a investir no Afeganistão”, disse ele à imprensa.

Por enquanto, os países ocidentais optaram por congelar seu reconhecimento, passo-chave para que o regime talibã possa ter acesso às reservas afegãs no exterior e a créditos internacionais. Eles esperam que o incentivo de lhe oferecer legitimidade sirva para obter compromissos de respeito aos direitos humanos. No momento, o Ocidente busca garantias para que os afegãos que quiserem sair do país possam fazer isso de forma segura, assim como para a proteção dos colaboradores afegãos que não puderam ser evacuados dentro do prazo estipulado pelo presidente Joe Biden para a retirada das tropas americanas.

Os talibãs não precisaram nem esperar o fim desse prazo para recuperar o aeroporto. Com 24 horas de antecedência, o general Chris Dohahue, chefe da 82ª Divisão Aerotransportada, tornou-se o último militar americano a deixar o solo afegão, segundo uma foto tirada com câmera de visão noturna e divulgada pelo Pentágono.

Vídeos que os talibãs se apressaram em divulgar mostram milicianos entrando no aeroporto, além de um hangar cheio de material destruído pelos soldados americanos. A câmera para diante de dois helicópteros que não puderam ser levados. O Pentágono logo informou que esses helicópteros estão inoperantes.

Os Estados Unidos entraram no Afeganistão em 2001 para derrubar do poder os talibãs por estes terem dado abrigo a Osama Bin Laden, responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001 e chefe da Al-Qaeda. Alcançaram o primeiro objetivo, mas Bin Laden acabou se escondendo no Paquistão, onde foi morto por um comando dez anos depois. Embora a intervenção militar tenha contado com o apoio da ONU e com forças de vários países aliados, entre eles a Espanha, ela se transformou, a partir de 2014, em uma missão para treinar o Exército afegão, agora desmantelado.

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