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Por JORNAL DO BRASIL

A Justiça de São Paulo autorizou nesta segunda-feira (30) que grupos de oposição se manifestem no feriado do Dia da Independência (7), no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. O grupo pleiteava em São Paulo a realização de protestos contra o governo na mesma data em que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro pretendiam realizar manifestações em apoio à gestão.

Segundo a decisão do juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara de Fazenda Pública, está claro que ninguém tem poder para vetar reuniões, e, conforme prega a Constituição, todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização. De acordo com a ação, caberia à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo garantir o cumprimento da decisão.

A região central da capital vinha sendo disputada como espaço para a realização de manifestações públicas no feriado tanto por apoiadores do presidente Bolsonaro quanto pela oposição. De um lado, apoiadores do governo devem seguir o tom do Executivo de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Já a oposição deve manter as críticas à atuação do governo durante a pandemia da covid-19.

Caso não haja mudança no entendimento tomado, opositores do presidente devem se reunir no Vale do Anhangabaú, enquanto que os apoiadores realizarão sua manifestação a cerca de 2,5 km dali, na Av. Paulista, região central da capital.

A fim de impedir conflito entre os grupos antagônicos, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), havia proposto, na última quinta-feira (26), que a Secretaria de Segurança Pública vetasse a realização dos protestos contra o presidente, ainda que em locais distintos. A determinação valeria tanto para a capital quanto para outras cidades paulistas, e o secretário de Segurança Pública em exercício, coronel Álvaro Batista Camilo, disse que deve chamar os coordenadores da campanha contra o presidente para um diálogo sobre os atos.

Segundo o acordo, a oposição teria direito a realizar atos no dia 12 de setembro, data sem a mesma relevância que o feriado da Independência, mas em alternância com o grupo de apoio. Organizadores do evento contrário ao governo, entretanto, contestaram a definição das datas alegando que seria a vez deles se manifestarem, uma vez que os grupos favoráveis teriam se reunido por último nas ruas.

Nesta manhã, em entrevista à rádio Rede Fonte, de Goiás, o presidente Bolsonaro afirmou que a “grande pauta” dos atos em seu apoio deve ser a liberdade de expressão, em especial contra as recentes decisões tomadas pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Não pode uma pessoa do STF e uma do TSE se arvorarem como donas do mundo”, defendeu o presidente.(Pedro Caramuru e Matheus de Souza/Agência Estado)

“Coqueiro de Itapuã”, MPB4: belíssima canção praieira de Dorival Caymmi em bela interpretação do cojunto MPB4, com direito a solo especial de Magro. Para ouvir e repetir. Muitas vezes.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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BB e caixa ameaçam romper com Febraban, em caso de divulgação do documento com críticas indiretas ao governo Bolsonaro
Manifesto apoiado por Fiesp e Febraban vaza e presidente do BB pede reunião de emergência
Divulgação

 

 

Apesar da decisão da Fiesp de adiar a divulgação do manifesto de apoio à democracia — e críticas indiretas a Jair Bolsonaro –, o documento vazou para a imprensa. Nele, entidades representantes da indústria, dos bancos, além de comércio e serviços, reafirmam a independência dos Três Poderes e pedem “serenidade e diálogo” diante da “escalada de tensões e hostilidades entre as autoridades públicas”.

Em reação ao vazamento, conforme apurou O Antagonista, o Banco do Brasil enviou email aos demais bancões solicitando uma reunião emergencial para as 15h. Como registramos mais cedo, BB e Caixa ameaçaram deixar a Febraban, em caso de divulgação do manifesto.

Os dois bancos públicos representam mais de 22% do orçamento da entidade.

Além de Febraban e Fiesp, haviam assinado o documento mais de 200 associações empresariais, como Fenabrave, Fecomércio, Abag (agronegócio), Instituto Brasileiro da Árvore (celulose e papel), Abinee (indústria elétrica e eletrônica), Alshop (lojistas de Shopping), Sociedade Rural Brasileira e o IDV (varejo).

O trecho que desagradou a cúpula da Caixa e do BB é o que fala em “foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer, a gerar empregos”.

No entendimento do governo e dos dirigentes dos bancos públicos, “há um erro básico em dizer que o país não está gerando empregos, pois o Caged está há pelo menos 7 meses com saldo positivo”.

Leia a íntegra do manifesto intitulado “A praça é dos três poderes”:

“A praça dos três poderes encarna a representação arquitetônica da independência e harmonia entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, essência da República. Esse espaço foi construído formando um triângulo equilátero, cujos vértices são os edifícios-sede de cada um dos poderes.

Esta disposição deixa claro que nenhum dos prédios é superior em importância, nenhum invade o limite dos outros, um não pode prescindir dos demais. Em resumo, a harmonia tem de ser a regra entre eles.

Este princípio está presente de forma clara na Constituição Federal, pilar do ordenamento jurídico do país. Diante disso, é primordial que todos os ocupantes de cargos relevantes da República sigam o que a Constituição nos impõe.

As entidades da sociedade civil que assinam este manifesto veem com grande preocupação a escalada de tensões e hostilidades entre as autoridades públicas. O momento exige de todos serenidade, diálogo, pacificação política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer, a gerar empregos e assim possa reduzir as carências sociais que atingem amplos segmentos da população.

Mais do que nunca, o momento exige do Legislativo, do Executivo e do Judiciário aproximação e cooperação. Que cada um atue com responsabilidade nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna. Este é o anseio da Nação brasileira.”

ago
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Posted on 31-08-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-08-2021



 

 J. Bosco, NO JORNAL

 

 

Mourão: “Todo mundo tem estratégia até levar um murro na cara”

Por Samanta Sallum

Em almoço-debate com um grupo de lideranças femininas do setor produtivo, em Brasília, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, disse: “Todo mundo tem estratégia até levar um murro na cara“.

“Sabem quem foi o filósofo que disse isso? Mike Tyson. E a Covid-19 foi um grande murro na cara de todo o mundo“, completou Mourão, na palestra que deu a cerca de 60 empresárias do Distrito Federal, no Lago Sul. Os anfitriões do evento, no espaço La Porta, foram Livia de Moura Faria e Paulo Octavio. Ela é presidente do Lide Mulher e ele, do Lide DF.

“Mas quem acha que não estamos navegando em mares tranquilos deve olhar para trás na história“, apontou, lembrando da gripe espanhola.

Crítica ao grande número de partidos 

O vice-presidente contou ser difícil manter um “presidencialismo de coalizão” com o grande número de partidos que existem no país e com representação no Congresso. “É muita gente que o governo tem de negociar para aprovar medidas importantes”, apontou.

Estado de Direito 

Mourão defendeu a democracia como melhor sistema político e o capitalismo como sistema econômico. Ressaltou a importância do Estado de Direito. “Mas sem prisões arbitrárias, sem diferenciação entre os cidadãos. O que não pode é na base do eu posso, eu faço, eu quero e pronto. Não sem pode olhar nome e sobrenome. Que pague quem cometeu o erro e pronto”, afirmou Mourão. O que pode ser uma mensagem para o STF.

O general exaltou o bicentenário de Anita Garibaldi em homenagem às mulheres presentes no evento.

“O Brasil é muito maior que os obstáculos que existem. Com a união do povo brasileiro, é possível. O que queremos é a democracia e a paz social no Brasil”, encerrou.

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