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Amarildo, NA

 

Georg Wilhelm Friedrich Hegel - ppt video online carregar
OAB : Seccional entrega carteiras da OAB-BA a 160 advogados
ARTIGO

 

Com sua habitual agudeza, o filósofo alemão Friedrich Hegel afirmou que ‘a Coruja de Minerva só levanta voo no crepúsculo’. Efetivamente, o abismo do tempo é obscuro, mas nos dá luz suficiente para uma avaliação definitiva.

Vale dizer, com segurança, que os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio/2016 se desenvolveram em clima de paz e alegria, contrariando as profecias, que anunciavam, com tenebrosas e lôbregas visões, a aproximação das horas de cataclismo, como a explosão de artefatos terroristas nos estádios.

Os estádios regurgitavam de gente, mas a efusão dos extravasamentos, não comprometeu o grande e marcante evento. Longe de sua desestruturação, as Olimpíadas demonstraram ao mundo que, em nosso país, se vive civilizadamente e se recepciona, indistintamente, a todos, com acolhimento afetivo e espírito hospitaleiro.

A dissonância ficou por conta de desportistas alienígenas: nadadores americanos praticando danos patrimoniais e anúncios de falsos crimes, que sabiam não terem ocorrido, e atletas australianos apanhados com credenciais falsas, querendo entrar nos jogos de basquete.

Historicamente, os estrangeiros foram os pioneiros na perpetração de crimes no espaço compreendido pelas nossas fronteiras geográficas. Com as caravanas lusitanas, em 1500, vieram 450 degredados, não dando aos brasileiros a oportunidade do cometimento, pela primeira vez, de qualquer modalidade delituosa. Tudo nos foi importado e ensinado. É o que se depreende dos estudos históricos, desde o primeiro historiador do Brasil, o baiano Frei Vicente do Salvador, ‘baiano da Bahia’, como registara Afrânio Peixoto.

Oportuno assinalar que, quando o Brasil ganhou na Suécia o primeiro campeonato mundial de futebol, naquele ano, em Estocolmo, havia registros de apenas dois homicídios, um dos quais de estrangeiro contra sueco. A falsificação de ingressos para o jogo final, no estádio Razunda, foi inusitada.

Essas invocações servem para ilustrar a observação do criminólogo italiano Enrico Altavila, no sentido de que a tendência geral da criminalidade não aponta para seu desaparecimento, como imaginaram, dentre outros, o espanhol Pedro Dorado Montero. A linha evolutiva mostra uma variação, saindo da forma primitiva e sanguinária do homicídio, para o jogo inteligente da fraude.

O criminoso de hoje não é só o leão rompente, mas, principalmente, a raposa matreira, astuciosa, que usa métodos sofisticados e técnicas poderosas. Criminologistas abalizados negam, entretanto, essa evolução e afirmam a existência de alterações de estilo, até a encenação do estelionato.

Há fraude para ocultar a violência e há violência para ocultar a fraude. A discussão não é ociosa, entretanto, o fenômeno misterioso e antissocial do crime tem uma combinação múltipla de fatores, que não cabem, aqui, expostos.

Acode-me à memória, ao tocar nessa matéria, episódio acontecido no Rio de Janeiro, ao tempo do governador Carlos Lacerda, quando um chefe de Polícia, ao tomar posse, declarou enfaticamente que ‘doravante não haverá mais crimes nessa cidade’ e que ‘a população pode dormir tranquila, porque tem quem vele pelo seu sono’. Resultado: a onda de delinquência recrudesceu e ele foi demitido.

Sendo certo que é impossível à comunidade viver sem os crimes que estão na sua base, imperioso é mantê-los em níveis de tolerabilidade. Épocas há em que determinadas manifestações têm maior incidência que outras. Esse fenômeno é universal e vem ocorrendo particularmente em alguns países.

O Japão reduziu a idade penal de 18 para 16 anos, em razão dos estupros coletivos de mulheres. Ainda assim, esses atentados sexuais não diminuíram. O mesmo sucedeu na Índia. Na Argentina, vem aumentando a incidência de crimes dessa natureza, com a agravante brutal do empalamento, fato que rendeu ensejo a protestos, greves e paralisação do Parlamento.

Quanto ao nosso país, a violência sexual também é de grande monta. Revelam dados atuais da Organização das Nações Unidas que 11% dos homicídios do mundo ocorrem no Brasil e que a nossa taxa de feminicídio é a quinta maior do mundo.

Toda essa casuística põe em evidência que a pretensão de erradicar totalmente as condutas criminosas é, efetivamente, utópica. Conforme realça, com visos de erudição, Enrique Cury Urzúa, penalista e membro da Corte Suprema de Justiça do Chile, ‘uma sociedade sem delito é tão inimaginável como uma vida sem dor, angústia ou enfermidade e, provavelmente, nem sequer seja desejável’.

O que se aspira é manter um estado de coisas tolerável, uma situação de paz na qual os indivíduos possam desenvolver, tanto quanto possível, as capacidades de que estão dotados, em que a dignidade da natureza humana seja reconhecida e na qual a convivência não se transforme em campo de batalha, onde ‘o homem seja um lobo para o homem’.

Retornando aos Jogos Olímpicos no Brasil, eles não decepcionaram, à parte os aspectos econômico-financeiros, que necessitam de mais tempo para serem avaliados, quando do voo crepuscular da coruja de Minerva. Cumpre ressaltar que as condutas antidesportivas e criminosas de americanos e australianos foram exemplarmente punidas em seus países.

Apesar de infrequentes, tem de se louvar essas decisões, que reintegram a ordem e o sistema jurídico violentados, pois nenhuma sociedade pode subsistir de abrir mão desses recursos (limites). É que o sentimento de justiça é tão arraigado e essencial à convivência humana, que deve ser respeitado universalmente por todos.

*Thomas Bacellar é ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil/Seccional Bahia em quatro mandatos, professor de Direito Penal e de Processo Penal da UCSal e advogado nas áreas Criminal e Eleitoral.

“Coração Cigano”, maravilhosa composição do aniversariante da semana, Edo Lobo, em perfeita e competente interpretação de Mônica Salmaso – acompanhamento no piano e vocal primoroso de Edu – para começar com o melhor da música brasileira a última semana de agosto no Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Cantor e compositor, referência da melhor música brasileira, celebra 78 anos com disco ao vivo lançado nas plataformas digitais

IR
Irlam Rocha Lima
postado em 29/08/2021 06:27
 

 (crédito: Nana Moraes/Divulgação)

(crédito: Nana Moraes/Divulgação)

Edu Lobo era um adolescente quando, em 1960, influenciado pela Bossa Nova, estreou na música, compondo com ninguém menos que Vinicius de Moraes a canção Só me faz bem. A partir de meados daquela década, a carreira artística do jovem cantor e compositor carioca ganhou maior dimensão ao vencer o Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Excelsior, com Arrastão (outra parceria com o Poetinha), interpretada por Elis Regina; e o icônico Festival da Record, dois anos depois, no qual, ao lado de Marília Medalha, defendeu Ponteio, de sua autoria e José Carlos Capinan.

Ao longo de 60 anos de carreira, Edu produziu uma das obras mais relevantes da MPB, registrada em 30 discos. Em alguns ele teve ao seu lado companheiros de ofícios, entre os quais Tom Jobim, Chico Buarque, Milton Nascimento, Dori Caymmi, Marcos Valle, Romero Lubambo e Maria Bethânia. Incontáveis clássicos do nosso cancioneiro têm a sua assinatura e ganharam registros também na voz de outros artistas.

Parte deles foi reunida no repertório de espetáculo apresentado em 29 de agosto de 2013 — dia em que Edu celebrou 70 anos — no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tendo ao seu lado Chico Buarque, Maria Bethânia, Mônica Salmaso e Bernardo Lobo. O show ganhou registro em CD e DVD, que estão sendo lançados, ONTEM, 29, nas plataformas digitais pela Biscoito Fino.

Não foi aleatória a data escolhida para o lançamento. A gravadora quis com isso festejar os 78 anos de um dos nomes de maior representatividade do seu elenco, no dia em que ele aniversaria. Em solos, Edu canta Chegança, Canção do amanhecer, Upa neguinho, Zambi, Canto triste, Beatriz, Zanzibar — todas de sua autoria — além de O boto (Tom Jobim) e O trenzinho do caipira (Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar). Com o filho Bernardo Lobo, faz No cordão da saideira e Ponteio.

Ele e Bethânia revisitam Cirandeira e Pra dizer adeus, registradas num LP que lançaram em 1996. A história de Lili Braun, Lábia e Choro bandido, parcerias com Chico Buarque, os levam a juntar as vozes. Num dos melhores momentos do projeto, Edu e Mônica Salmaso dialogam nas canções A mulher de cada porto, Coração cigano e Valsa brasileira.

A banda que acompanha Edu é formada por Cristovão Bastos (piano e direção musical), Carlos Malta (flautas e saxofones), Lula Galvão (violão), Jorge Helder (contrabaixo acústico), Jurim Moreira (bateria) e Mingo Araújo (percussão) fecham o repertório a versão instrumental de Pé de vento.

Bernardo Lobo celebra a participação no espetáculo. “Foi uma grande emoção participar da quela celebração dos 70 anos do meu pai e dos 50 anos de uma carreira tão bonita e vitoriosa; além de dividir o palco com Chico Buarque, Maria Bethânia e Mônica Salmaso, que são meus ídolos; e de alguns dos melhores instrumentistas do país”. Mônica Salmaso diz que viveu “momento de Cinderela naquela noite, ao cantar no Theatto Municipal a convite de Edu Lobo, ao lado de Chico Buarque, Maria Bethânia e Bernardo Lobo. Edu merece todas as honras do mundo”.

Edu Lobo 70 Anos
CD e DVD com 26 faixas, lançamento, hoje, da Biscoito Fino nas plataformas digitais.

Entrevista// Edu Lobo

 (crédito: Nana Moraes/Divulgação)

crédito: Nana Moraes/Divulgação

A ideia de celebrar seus 70 anos com um show no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 2013, com a participação de Chico Buarque, Maria Bethânia, Mônica Salmaso e Bernardo Lobo foi sua, ou houve a sugestão de alguém?
Não me lembro mais quem foi o autor da ideia, mas sei que concordei imediatamente em comemorar os meus 70 anos no palco, com pessoas queridas e importantes em minha vida e em minha carreira. Foi um trabalho, é claro, mas com um jeito de festa.

Foi difícil selecionar 27 canções de sua vasta obra para o repertório do show?
Difícil não acho que tenha sido, houve só um pouco de cuidado. Contei com a participação do jornalista Hugo Sukman, que dirigiu o espetáculo. Fomos fazendo a lista das canções, chegando a uma ordem sem obedecer a qualquer critério cronológico. Acho que as próprias canções indicam a sua ordem de uma forma natural, sem grandes significados ou mistérios.

Com o devido distanciamento, acredita que a vitória no Festival da Record de 1967, com Ponteio, foi determinante para impulsionar sua trajetória artística?
Sendo bem sincero, não acredito que uma vitória num festival possa vir a ser determinante para a carreira de qualquer compositor. Você vê, por exemplo, canções vitoriosas que desapareceram e, ao mesmo tempo, canções que foram desprezadas ou até mesmo severamente vaiadas, que se transformaram em clássicos, com o passar do tempo. Posso contar que inscrevi o meu Canto triste (com a letra do Vinícius), que foi cantada pela Elis Regina e que, felizmente para todos nós, não chegou a ser classificada. Digo felizmente porque, imagine essa canção em primeiro lugar no Maracanãzinho e o volume de vaias que abafariam qualquer comemoração! Num festival, você tem aproximadamente três minutos para convencer o público de que o seu trabalho é bom e merece uma boa quantidade de aplausos. Mas a plateia está ali para julgar e pode começar a vaiar cruelmente, antes mesmo que termine a introdução…

Parceiro de Vinicius de Moraes, Chico Buarque, José Carlos Capinan, como vê a contribuição desses letristas e poetas ao seu trabalho de melodista?
Todos os meus parceiros, que não foram poucos, tiveram uma enorme importância para o meu trabalho. Cada um com o seu estilo, sua maneira de ver as coisas. Não tenho, nem nunca tive, uma ordem de preferência. Costumo mandar a melodia e, algum tempo depois, receber o que foi decodificado por eles. Às vezes (na verdade, muitas) costumo interferir com uma ou outra palavra ou verso, e isso nunca foi motivo de desconforto ou briga. Apenas, algumas boas e necessárias discussões.

Beatriz, parceria com Chico Buarque, é tida como uma joia rara da MPB. Como foi o processo de criação desse clássico?
O processo da Beatriz foi exatamente igual ao de todos que fiz na minha vida: um tempo de procura e especulação no piano, até que o resultado parecesse agradável. Depois, as dúvidas de sempre (sou do signo de Virgem), das idas e voltas no critério e pronto. Mais uma canção.

A aversão que você teria aos holofotes é real, ou uma lenda?
Acho que há um exagero nessa afirmação. Não sou uma pessoa que corre atrás dos holofotes, mas que, ao mesmo tempo, não chega a fugir deles, em nenhum momento.

Qual é sua visão dos tempos de agora, com a interminável pandemia e o sufoco vivido pelos brasileiros?
Não posso dizer que estamos todos passando por um bom momento em nossas vidas, nem aqui ou nem qualquer parte do mundo. Aqui, além da covid-19, temos um desgoverno absurdo, cheio de posturas e poses malsucedidas, defendendo o uso de remédios comprovadamente ineficazes pela medicina, sendo ferozmente contra o uso das vacinas e das máscaras, achando maricas os que tomam todos esses cuidados fundamentais. Então, não posso dizer que lidei muito bem com essa mistura de pandemia com tirania.

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Posted on 30-08-2021
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Luciano Huck troca o sábado pelo domingo a partir da semana que vem.
O ibope do último “Caldeirão do Huck”
Reprodução/Globo

 

A despedida do “Caldeirão do Huck” registrou média de 16 pontos na pesquisa preliminar da Kantar Ibope Media em São Paulo.

O programa, que a partir do próximo sábado passará a se chamar “Caldeirão” e será comandado por Marcos Mion, atingiu picos de 18 pontos.

 

Luciano Huck estreia no domingo que vem, dia 5 de setembro, o “Domingão com Huck”.

Para turbinar a audiência da estreia, a Globo vai exibir Brasil x Argentina, jogo válido pelas Eliminatórias da Copa, antes do show de Luciano.

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