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Posted on 20-08-2021
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No programa “Liberdade de Opinião”, o comentarista afirmou nesta quinta-feira que jovens não precisariam se vacinar contra a Covid
CNN desmente ao vivo fake news de Alexandre Garcia sobre vacinação
 

A CNN Brasil precisou desmentir uma fake news do comentarista Alexandre Garcia nesta quinta-feira (19). No quadro “Liberdade de Opinião”, o bolsonarista afirmou, sem qualquer embasamento, que jovens não precisam se vacinar contra a Covid.

Alguns minutos depois, a apresentadora Elisa Veeck leu um comunicado da emissora, contrariando as informações dadas por Garcia.

“O jornalista Alexandre Garcia disse que jovens não precisariam tomar a vacina segundo as estatísticas. Para esclarecer esse tema, nós, da CNN Brasil, procuramos o infectologista Renato Kfouri. Segundo o médico, a medida previne mortes em adultos e idosos com formas graves. Ou seja, a proporção maior de casos graves irá acometer as pessoas que não tomaram a vacina. No caso das crianças, que eram 0,35%, poderão, sem vacina, chegar a 15%.” 

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BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares).

Foto: Sérgio Lima/ AFP

ROSANA HESSEL

O ministro da Economia, Paulo Guedes, partiu novamente em defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios — dívidas judiciais da União — e afirmou que, sem o adiamento no pagamento dos R$ 89,1 bilhões que estão previstos para 2022, até os salários dos servidores, inclusive o dele, poderão não ser pagos no ano que vem.

“Vai faltar para todos, inclusive, para salários”, afirmou Guedes, nesta quinta-feira (19/8), em defesa da proposta que visa parcelar por 10 anos o pagamento de precatórios com valores superiores a R$ 66 bilhões, mas que é vista como uma medida na contramão da austeridade fiscal a proposta, inclusive, vem sendo chamada de PEC das pedaladas.  “É inexequível pagar precatório de R$ 90 bilhões com leis vigentes, vai parar Brasília”, acrescentou.

 

Até o próximo dia 31, o Ministério da Economia precisa enviar ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2022 e a previsão para o pagamento de sentenças judiciais deverá consumir a totalidade da folga de R$ 30,4 bilhões prevista pela pasta no limite para o cumprimento do teto de gastos — emenda constitucional que limita o aumento das despesas pela inflação, mas que poderá ser menor devido à inflação cada vez mais alta. Em 2020, essa dívida somou R$ 54,7 bilhões e, de acordo com o secretário do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, o governo estava estimando R$ 57 bilhões para o pagamento dessa rubrica. Inicialmente, o governo dizia que essa PEC seria importante para abrir espaço no Orçamento para o novo Bolsa Família prometido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

 

“Nós oferecemos essa alternativa. Se essa alternativa não passar, não tem problema. Nós mandamos o Orçamento com R$ 90 bilhões para precatórios e faltando tudo mais, inclusive, para salários nossos: salário no Executivo, no Congresso, no Supremo, no  Judiciário… Se tiver que descumprir uma lei, você descumpre a outra”, afirmou.

 

Segundo o ministro, esse “meteoro” dos precatórios veio das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo não tem como pagar essa quantia sem quebrar a Lei de Responsabilidade Fiscal e o teto de gastos. O ministro fez as declarações nesta quinta-feira (19/8)  durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores (CRE), do Senado Federal, para falar sobre Mercosul e redução da Tarifa Externa Comum (TEC) no bloco, mas ele não evitou tocar espontaneamente nesse assunto polêmico que vem ajudando a aumentar a desconfiança de investidores no país.

 

Guedes contou que os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes foram consultados para a elaboração da PEC.  “Eu tenho que sofrer alternativas e foram oferecidas em uma conversa com os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Eles já criaram a jurisprudência porque parcelaram o precatório de estados e municípios”, disse.

 

Pessimismo

 

Em relação às críticas e o aumento do pessimismo no mercado, o ministro minimizou a crise institucional provocada pelo presidente. “O barulho é natural e há excesso em todos os poderes. Mas tem VAR. Todo mundo vê quem tá cometendo excesso e sociedade é quem pede moderação”, afirmou ele, fazendo analogia a futebol.

 

O ministro da Economia ainda afirmou que o governo tem plano de abrir a economia como forma do plano do governo para o país recuperar a competitividade. “Negacionistas não reconhecem que temos um programa de governo”,  afirmou.

 

Apesar de afirmar que o Brasil ficou preso em “uma armadilha ideológica” do Mercosul nos últimos anos, ele defendeu uma modernização do bloco, que vem negociando a redução de 10% na TEC. De acordo com o ministro, essa redução é o um passo pequeno em direção à abertura que o Brasil pretende dar e tem o apoio do Uruguai e, provavelmente, do Paraguai, que deverá sair do muro.  Já a Argentina, ter um tratamento especial para “se adaptar com maior liberdade”.  “Estamos preparados para fazer esse movimento”, afirmou.

 

 

Ataque às críticas 

 

Guedes também atacou os críticos da reforma do Imposto de Renda, o PL 2337/2021, que está travada no Congresso, a exemplo da primeira fase da reforma tributária do Executivo, que previa a unificação de PIS-Cofins, criando a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o PL  3887/2020, parado há mais de um ano. E, nesse sentido, centrou fogo na Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defende uma reforma tributária ampla. “Isso não acontece. É preciso dar o primeiro passo”, afirmou.

 

Para o ministro, para se preparem para a abertura comercial, os empresários vão ter que “sair do sofá” em frente à televisão e “começarem a correr na esteira”. “A CNI tem que tirar essa fantasia de ataques amistosos e colocar os acadêmicos para conversarem, de um lado, e vamos para o jogo real. A inflação está subindo. A abertura vai começar e esses 10% é só o primeiro passo. É uma atitude de respeito à indústria nacional, que vai levantar e ir para a estira e não ficar sentado”, disse.

 

De acordo com o ministro, essa redução da TEC vai ajudar a combater a inflação, porque deverá baratear o custo de vários produtos importados. “Interessa ao brasileiro comprar carro mais barato, mas vamos fazer a abertura com equilíbrio”, afirmou. “Pequenos passos não devem assustar ninguém”, acrescentou.

 

 

Ao defender a aprovação as duas fases da reforma tributária proposta pelo Executivo, Guedes reforçou que a tributação sobre a pessoa física, por meio da taxação de 20% sobre os dividendos, e redução dos impostos pagos pelas empresas como um forma de melhorar a competitividade do setor produtivo. Ele ainda voltou a pedir apoio para desonerar a folha de pagamentos. “Precisamos tornar o Brasil bom ambiente de negócio”, frisou.

 

A estratégia do governo, segundo Paulo Guedes, é conversar com todos os países para fazer parcerias, como Canadá, Coreia do Sul e Indonésia. Contudo, principalmente, com os da Ásia e do Oriente Médio, onde a “demografia é favorável”.  “A demografia é cruel na Europa, enquanto isso, é generosa na Índia e no Oriente Médio e na Ásia, onde os fluxos de comércio são crescente. O eixo de crescimento do mundo está se mudando para a Ásia. E vamos em busca do fenômeno da criação de riqueza”, disse.

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Posted on 20-08-2021
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Sid, NO PORTAL DE HUMOR

 

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Posted on 20-08-2021
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DO CORREIO BRAZILIENSE

Presidente do TSE fez a declaração ao cumprimentar magistrado que determinou bloqueio dos repasses de dinheiro de redes sociais para canais bolsonaristas investigados por fake news contra o sistema eleitoral

JV
Jorge Vasconcellos
 

 (crédito: Evaristo Sá/AFP)

(crédito: Evaristo Sá/AFP)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou, durante sessão da Corte nesta quinta-feira (19/8), que agressões e posições anticientíficas que levam à morte não são liberdade de expressão.

Barroso tratou do assunto ao cumprimentar o ministro Luís Felipe Salomão, também presente à sessão e que, na segunda-feira (16), ordenou o bloqueio dos repasses de dinheiro de redes sociais para canais bolsonaristas investigados por propagação de fake news contra o sistema eleitoral.

“A mentira deliberada, o ódio, as teorias conspiratórias e a difusão da desinformação incentivando a agressão são posições anticientíficas que levam à morte das pessoas. Isso não é neutro, isto não é protegido pela liberdade de expressão. Não há dinheiro que se possa ganhar com isso que justifique uma neutralidade que, na verdade, é um proveito financeiro do mal que nós precisamos enfrentar”, disse o presidente do TSE.

Barroso declarou ainda ser preciso “pacificar o Brasil contra o ódio” e que “a democracia tem espaço para todos”, menos para a disseminação do ódio e para a difusão de mentiras deliberadas e de agressões às instituições.

“Precisamos virar esse jogo e fazer com que o bem prevaleça sobre o mal. Eu repito, tem espaço para todas as visões de mundo que não sejam baseadas na violência e na intolerância. E é isso que o Tribunal Superior Eleitoral defende”, afirmou o magistrado.

Ele também pediu atenção para eventual legislação sobre o tema. “Plataformas tecnológicas: dinheiro não é tudo na vida. É preciso cultivar valores que mantenham o tecido social com um mínimo de civilidade e de urbanidade numa democracia.”

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