General defendeu ainda não ser “questão de arrefecer ou colocar lenha na fogueira” e relatou que não considera Roberto Jefferson uma “ameaça à democracia”

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Ingrid Soares
 

 (crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

(crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse nesta segunda-feira (16/8) “achar difícil” que o Senado acate o pedido de impeachment que o presidente Jair Bolsonaro pretende acionar contra magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF). O general defendeu ainda que “não é questão de arrefecer ou colocar lenha na fogueira”.

“O presidente tem a visão dele, ele considera que esses ministros estão passando dos limites aí em algumas decisões que têm sido tomadas, e uma das saídas dentro da nossa Constituição, que prescreve ali no artigo 52, seria o impeachment, que compete ao Senado fazer. Então, ele vai pedir para o Senado, vamos ver o que que vai acontecer. Acho difícil o Senado aceitar”, apontou a jornalistas na chegada ao Palácio do Planalto.

Mourão também voltou a criticar a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes de mandar prender o ex-deputado Roberto Jefferson por ataques às instituições democráticas democráticas e relatou que não o considera uma “ameaça à democracia”.

“Eu acho que o ministro Alexandre de Moraes poderia ter tomado outra decisão, tão importante e tão coercitivo, sem necessitar mandar prender por algo que é uma opinião que o outro vem externando. Não considero que o Roberto Jefferson seja uma ameaça à democracia, tão latente assim”, acrescentou.

Ele repetiu que a alternativa para quem se sentir ofendido seria o registro de uma queixa. “Acho que está extrapolando os limites nisso aí. Se eu sou ofendido, o que que eu faço? Eu registro um boletim de ocorrência e abre-se um processo contra a pessoa que me ofendeu. Então, eu acho que esse é o caminho”.

Por fim, destacou que Roberto Jefferson tem feito críticas pesadas a alguns ministros do STF, mas que “está no direito dele de fazer a crítica”. “A partir do momento em que ele, por exemplo, montar uma milícia aí com 5 mil homens e vier cercar o Congresso, aí ele vira uma ameaça. Mas enquanto ele está aí expressando as palavras, não vejo…”

Ao ser questionado sobre se a parte do “colocar homens” já não seria a prática da ameaça, ele rebateu: “Isso é que é o problema. Agora, a opinião é uma opinião!”

No último dia 13, o general também comentou a prisão do ex-deputado e disse que “mandar prender é complicado”, caracterizou as críticas realizadas por ele como sendo “pesadas”, mas defendeu que “quem se sentir ofendido, deveria buscar outros meios, como um processo”.

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