Publicitário Duda Mendonça morre em SP aos 77 anos | São Paulo | G1
PARTIU DUDA MENDONÇA: E a nova semana de agosto começa nesta segunda-feira, 16, com a notícia de morte de Duda Mendonça, em um hospital de São Paulo, que apanhou de surpresa o mundo político e do marketing no Brasil. Internado para tratamento de um câncer no cérebro, o marqueteiro baiano de fama internacional -vencedor de um prêmio em Cannes, Duda se contaminou com a covid-19 e se curou.Mas não resistiu ao câncer. O corpo do publicitário será trazido para Salvador, onde será cremado amanhã, 17. R.I.P.

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Posted on 16-08-2021
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O ex-ministro afirmou que Bolsonaro usa o STF como “Judas” para atrair sua base
Mandetta: “Nunca estivemos tão próximos de uma ruptura”
 

Luiz Henrique Mandetta disse neste domingo que vê o Brasil muito próximo de uma ruptura democrática. Na avaliação do ex-ministro, os ataques recorrentes de Jair Bolsonaro ao STF mostram que o presidente da República decidiu usar a Corte como “Judas” para atrair sua base.

Durante live promovida pelo grupo Parlatórios, Mandetta afirmou também que parte do país “assiste a essas demonstrações achando que é simplesmente blefe a mobilização de uma base radical”.

Esse problema não me parece próximo de uma solução. Acho que nunca estivemos tão próximos de uma ruptura da ordem democrática brasileira.”

 

“Estácio Holly Estácio, Luiz Melodia: a fabulosa interpretação de Melodia, ao vivo, de um de seus maiores sucessos, na carreira de tantos êxitos, mas tão precocemente encerrada. Confira neste começo de semana no Bahia em Pauta, para matar a saudade.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Com direção de Marco Abujamra e depoimentos de Jads Macalé, Waly Salomão, Gal Costa e Arnaldo Antunes, filme mostra a trajetória de Melodia no meio de um rico acervo

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» Irlam Rocha Lima
 

Luiz Melodia: ele era carismático e deixou a voz registrada em 16 discos, com muitas obras-primas - (crédito: André Correio/CB/D.A Press)

Luiz Melodia: ele era carismático e deixou a voz registrada em 16 discos, com muitas obras-primas – (crédito: André Correio/CB/D.A Press)

O legado de um dos nomes mais expressivos da música popular brasileira contemporânea, o cantor e compositor carioca Luiz Melodia, morto em 4 de agosto de 2017, é o tema do documentário dirigido por Marco Abujamra, que depois de ser apresentado em alguns festivais, inclusive fora do Brasil, pode ser apreciado agora no Canal Curta.

Intitulado Todas as melodias, o filme dirigido por Marco Abujamra e produzido pela Dona Rose Filmes, que celebra os 70 anos do artista, mostra a trajetória de Melodia no meio de um rico acervo que inclui momentos do seu cotidiano e de suas performances musicais, além de entrevistas com pessoas que conviveram com ele — algumas gravadas exclusivamente para este projeto.

A narrativa foi conduzida pela viúva Jane Reis, com quem o cantor foi casado por 40 anos. Por meio desse olhar íntimo e afetivo, o público pode conhecer a história do artista negro e pobre, nascido no morro de São Carlos, no centro do Rio de Janeiro, que enfrentou diversos percalços — devido à cor e a origem —, mesmo após o reconhecimento artístico.

“Sempre ouvi muito o Melodia, desde a adolescência. De certa forma foi a admiração pela sua obra que originou esse filme. Mas a experiência desse mergulho, contextualizando as músicas e épocas em que foram feitas, trouxe também uma perspectiva histórica bem interessante. Reconectou-me também com meu próprio passado de compositor”, destaca Abujamra.

Produzido pela Dona Rose Filmes e viabilizado pelo Canal Curta, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), Todas as melodias contam com a participação de artistas que o conheceram de perto e que se tornaram grandes admiradores do homenageado, que deram depoimentos ou são vistos em shows — entre eles Jards Macalé, Waly Salomão (já falecido), Gal Costa, Zezé Motta, Arnaldo Antunes, Céu e Leniker.
Mariana Marinho, da Dona Rose, conta que o documentário foi produzido em 2019 e filmado em em 2020. “A participação de Jane Reis foi fundamental para a realização. O filme já foi exibido em alguns festivais e mostras, entre os quais o de Paris, São Paulo, Tiradentes (MG); e obteve ótima acolhida por parte da crítica”.

Elegância poética

Melodia teve a obra conhecida por meio de músicas — samba, blues, rocks soul — que se caracterizam pela elegância poética. Foi a partir de 1971, após Gal Costa gravar a canção Pérola negra, que Melodia passou a ter o trabalho valorizado. Carismático, de personalidade marcante, deixou sua voz registrada em 16 discos, dos quais saíram incontáveis sucessos.

Até os 20 anos, a popularidade de Luiz Carlos dos Santos (nome registrado em cartório), não ia além do bairro do Estácio, na região central do Rio de Janeiro. Tudo mudou na vida do filho do sambista Haroldo Melodia, quando em 1971, ao subirem ao morro de São Carlos, o poeta Waly Salomão e o artista plástico Hélio Oiticica conheceram o talento daquele jovem compositor e o apresentaram a Gal Costa, quase à véspera da estreia do show Fa-Tal, considerado um marco na carreira da cantora baiana, musa do Tropicalismo.

Waly, que dirigia o espetáculo, no Teatro Teresa Raquel, em Copacabana, incluiu Pérola Negra, no repertório, lado a lado com clássicos da obra de Luiz Gonzaga e Ismael Silva e de novas canções de Caetano Veloso, Roberto Carlos e Erasmo Carlos, além de uma dele, em parceria com Jards Macalé. A composição inédita transformou-se em sucesso imediato.

Surgia ali uma das grandes revelações da MPB naquele período. Em 1973, Melodia daria início a carreira musical como cantor ao lançar LP Pérola negra, e a partir do qual construiu uma sólida e relevante trajetória na MPB, compondo samba, rock, blues e soul e emplacando incontáveis sucessos, como por exemplo, Dores de amores, Estácio Holly Estácio, Fadas, Juventude transviada e Magrelinha, além, obviamente, da clássica Pérola negra.

De sua discografia constam 16 títulos — o último álbum, Zerrima, é de 2014. O artista carioca fez várias apresentações na Europa, tendo participado inclusive do lendário Festival de de Montreux, na Suíça. Em Brasília, Melodia fez vários shows, sendo o primeiro, em 1977, no Teatro da Escola Parque, ao lado de Zezé Motta e Marina Lima. O último foi na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.

Zezé foi quem mais gravou músicas do compositor, a quem prestou tributo com o álbum Negra Melodia, em 2018. No mesmo ano, ele foi o grande homenageado na 29ª edição do Prêmio da Música Brasileira, realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, quando suas músicas foram ouvidas na voz de vários intérpretes.

Todas as melodias
Documentário sobre Luis Melodia, dirigido por Marco Abujamra. Disponível no Canal Curta

» Entrevista// Jane Reis

O que a levou a se aproximar dele e depois se tornarem marido e mulher?
Nos aproximamos naturalmente em uma festa na minha casa, em Salvador, bairro da Boca do Rio, em 7 de março de 1977. E, naturalmente, continuamos apaixonados.

Na longa relação afetiva de 40 anos, o que mais destaca?
Amor.

Se houve perrengues, como conseguiu contorná-los?
Duas pessoas que se amam, juntas conseguem qualquer coisa, inclusive ganhar dinheiro.

Por qual das facetas dele tinha mais admiração?
Honestidade.

Entre tantas belas canções de Melodia, qual é a sua preferida e porquê?
Sigo e vou, porque é ele falando a respeito de si mesmo.

Alguma foi mais marcante e porquê?
Fadas, pois descobri que estava grávida no dia da gravação.

Que sentimento norteou sua atuação no documentário como narradora?
Revisitar uma história com uma saudade imensa e a certeza de que estive onde queria e devia estar, junto com ele.

Qual sua avaliação do filme e da direção do Marco Abujamra?
Agradeço ao Marco, a Mariana e todos que participaram da realização desse filme delicado e poético.

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Posted on 16-08-2021
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Fred, NO PORTAL DE HUMOR

 

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Saúde

DO CORREIO BRAZILIENSE

Profissionais de saúde, que enfrentaram o medo e a fase mais aguda da crise sanitária provocada pela covid-19, dividem histórias e alegrias vividas nas filas de imunização no DF

AM
Ana Maria da Silva
 

 (crédito: Ed Alves e Marcelo Ferreira )

(crédito: Ed Alves e Marcelo Ferreira )

Pelas mãos de técnicos e enfermeiros, a esperança de dias melhores é aplicada, diariamente, no Distrito Federal. Os mesmos olhos que viram pacientes intubados, familiares aflitos e equipes inteiras correndo contra o tempo para enfrentar um vírus letal e salvar vidas, hoje carregam a missão de imunizar a população brasiliense contra a covid-19.

Já são 1.784.763 pessoas vacinadas com a primeira dose na cidade. O número demonstra a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde e dos seus profissionais. Pessoas anônimas, com histórias e particularidades, mas que têm em comum a missão de atuar no combate à maior crise sanitária e hospitalar vivida no Brasil.

Acúmulo de histórias

A enfermeira Camila Rangel Freire Rezende, 37 anos, está acostumada com seringas e agulhas. Ela está no ramo há 14 anos e, atualmente, trabalha na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2, do Guará. Gaúcha, casada e mãe dos gêmeos de três anos Luísa e Matheus, ela conta que, antes do início da campanha de imunização, viveu dias de verdadeiro terror no centro de saúde.

“O primeiro atendimento é na atenção primária, então, a gente recebe os pacientes e, de acordo com a gravidade, encaminhamos aos hospitais ou não. Foi muito tenso, a gente tinha que enfrentar o medo de levar o vírus para casa todo dia. Trabalhamos porque fizemos um juramento e amamos a profissão. Estamos aqui por isso”, explica.

A chegada das doses da vacina contra a covid-19 a Brasília foi um momento de emoção e festa. O primeiro pensamento da enfermeira foi em seus filhos e em todas as pessoas que, assim como ela, perderam parentes. “Eu perdi colegas, amigos aqui no posto e, inclusive, fui contaminada. Para mim, é difícil deixar meus filhos em casa todo dia, mas, ao mesmo tempo, tenho que cumprir minha missão. Estudei para isso, passei em concurso para isso e venho todos os dias por eles e por tantos outros que precisam de nós”, completa.

A oportunidade de imunizar a população do Guará fez com que a gaúcha vivesse momentos especiais, como o dia em que se deparou com um conterrâneo. “Eu sou do interior do Rio Grande do Sul, minha cidade é São Gabriel. Quando estava vacinando os idosos, chegou um senhor com o sotaque de lá. Eu perguntei de onde ele era, e ele disse que era da cidade dos meus avós, Dom Pedrito. Quando falei que minha família era de lá e citei os nomes dos meus parentes, ele contou que trabalhou num banco junto com meu avô”, lembra Camila. Para a profissional de saúde, o momento foi especial. “Ele se emocionou muito, e eu também. Meu avô faleceu há dois anos, então me fez recordar muita coisa. Fotografamos o momento. Foi uma coincidência enorme da vida”, afirma.

Ato de amor

A farmacêutica residente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Bárbara de Medeiros Lima, 26, conta que sempre foi apaixonada por saúde e iniciou o período de residência junto com a pandemia, em março do ano passado. “Eu moro com meus pais e irmãos e, para eles, era um mix de sentimentos, porque era difícil morar com alguém que estava em hospital todos os dias, mas, ao mesmo tempo, era gratificante por saberem que eu estava ajudando nesse momento, batalhando na linha de frente”, diz.

A brasiliense conta que ver o início da imunização dos idosos foi um dos momentos mais marcantes de sua atuação profissional. “Eu achei muito bonito ver as pessoas trazendo os idosos para receberem a vacina. Eles ficaram bem emocionados, porque foram privados do convívio com os familiares”, ressalta. O momento fez com que Bárbara se lembrasse de sua avó. “De certa forma, nós estamos dando a oportunidade de que famílias voltem a se reunir também”, completa.

O trabalho com a imunização também deu a Bárbara a oportunidade de reencontrar amigos, quando as doses foram disponibilizadas para o público a partir de 25 anos, na última terça (10). “Eu pude ver a felicidade dos meus avós, meus pais e, agora, foi a vez dos meus irmãos, primos e amigos. Consegui encontrar gente que não via há muito tempo. Ver as pessoas que a gente ama podendo ter um brilho no olhar de volta, dá um gás, sabe? Além do alívio”, conta a jovem.

Dor da partida

Um consolo esteve entre os sentimentos do enfermeiro e gerente da UBS 2, do Guará, Paulo César de Azevedo, 53, desde o início da pandemia. Atuando com pacientes com covid-19, ele viveu dias de tensão e incerteza que, aos poucos, viram memórias que ele não pretende esquecer. Com a chegada da vacina, agora, ele é o responsável pela animação no centro de saúde e não deixa que o cansaço desanime o trabalho. Com uma caixa de som, um microfone e muita cantoria, o enfermeiro garante a alegria para quem será imunizado.

Para ele, que viu a partida de tantos pacientes, é a esperança que o ajuda a encarar os momentos difíceis. “Eu busco me renovar sempre”, ressalta. “A UBS tem pacientes que são amigos. Pessoas que, mesmo sem ter problema algum, fazem questão de vir aqui. Eles têm um vínculo muito forte. Tem paciente que a gente vai comer feijoada em suas casas. As UBSs aproximam muito a população do servidor. Nós sentimos muito quando vimos tantas mortes. Isso abalou muito a equipe”, explica.

Uma de suas memórias mais vívidas é a de um paciente que não acreditava na pandemia e morreu. “Ele era muito querido por nós mas, infelizmente, não acreditava na covid-19. Ele não utilizava máscara, se aglomerou muito. A gente atendeu ele em uma semana e estava super bem. Na segunda semana, ele retornou com a saturação em torno de 85%, com falta de ar. Solicitamos tomografia, ele estava com pneumonia. Mandamos para o hospital, acompanhamos o quadro dele e, infelizmente, veio a óbito”, recorda.

Para o gerente, isso deixa como ensinamento que devemos viver cada dia como se fosse o último. “Não dá para esperar para fazer ou falar algo. Se hoje é possível sorrir, brincar, abraçar, vá e faça. A pandemia levou muitos e rapidamente. Algumas vezes não conseguimos nos despedir”, acrescenta.

Meta dos 10 mil

Wellington Antonio da Silva, 55, é enfermeiro e gerente da UBS 5, de Taguatinga, há 37 anos. “Estou prestes a me aposentar, mas não tenho coragem. Enquanto tiver gente para vacinar, eu não aposento”, assevera. Essa determinação rendeu fama ao seu trabalho. A meta dele é chegar a 10 mil pessoas contra a covid-19 em um único dia. Por enquanto, ainda não conseguiu atingir o número. Até agora, o recorde do centro de saúde foi 7.260 pessoas. Mas ele não desanima e acredita que um dia chegará na meta, ainda mais com a ampliação da vacinação.

Wellington decidiu dedicar a vida aos cuidados em saúde após perder o irmão, em 1977, aos 13 anos, vítima de negligência médica no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Desde então, seu objetivo de vida é salvar cada vez mais pessoas e, durante a pandemia, ele redobrou o intento. “Quando vi meu irmão ser enterrado, a única coisa que pensava era em como isso estava errado. Tinha que existir uma forma de salvar mais pessoas. Agora, em fim de carreira, trabalho no HRT para mostrar que é possível sim salvar pessoas”, avalia.

Ao ser questionado sobre o início da vacinação, Wellington não conseguiu conter a emoção. “Não esqueço a alegria das pessoas na fila quando falei que iríamos iniciar a aplicação. Eu vi nos olhos delas a emoção, todos os idosos começaram a chorar. Porque ali viam a esperança, a possibilidade de voltar a ter uma vida”, recorda. Entretanto, nem todos os momentos foram apenas de felicidade. “Quando tínhamos a xepa (sobra de imunizantes que não foram aplicadas durante o dia no grupo determinado), às vezes, eram só duas aplicações, e víamos 10 pessoas na fila esperando pela chance de receber. Tudo por uma gota de vacina. Era difícil ver o choro, o desespero”, diz.

À medida que as novas doses foram chegando, a equipe colocava metas. “Isso começou a entusiasmar a gente. E agora surgiu o objetivo dos 10 mil. Não é por mim. É por todos que não tiveram chance, entende?”. “Cada profissional de saúde está batalhando, entrando para a história. Estamos em uma guerra. Não vamos receber medalhas, mas vamos dizer, lá na frente, que fomos nós que lutamos, com as armas que tínhamos, contra esse vírus”, ressalta.

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