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Gama Livre: Janio Ferreira Soares: “uma usina batizada com o nome da mãe de Jesus ao cubo jamais medirá esforços para proteger o rio de um santo que, além de gente boa,
  CRÔNICA

 

  Pardais, secretários boçais e uma crônica de ouro

 

Janio Ferreira Soares

Assim que amanhece, eles chegam vorazes como as nobres excelências em busca das benesses parlamentares. Falo dos pardais, essa espécie de Centrão das cumeeiras, que em franca maioria partem pra cima da ração sem nenhuma consideração pela minoria composta por ternas rolinhas, pacatos bem-te-vis e um simpático casal de cardeais, cuja mãe, carinhosamente alimentando um filhote pelo bico, toda hora é intimidada por um titeludo que parece ser da bancada evangélica, louco pra denunciar “essa vagabunda da cabeça vermelha corrompendo um de menor!”.

Falando nisso, o velho psiquiatra e criminologista italiano Cesare Lombroso ligou-me do além pra me parabenizar. É que mais uma vez adaptei sua tese pra tentar descobrir se diante de mim havia um boçal e, embora tenha demorado, acertei em cheio. Explico.

Tempos atrás participei de uma reunião onde estava o agora ex-secretário de Saúde da Bahia. E sem querer entrar no mérito de sua competência profissional, o que mais me chamou a atenção à época fora sua boçalidade destoando totalmente do que canta Gilberto Gil, já que ali estava o avesso dos trejeitos que Deus costuma dar aos baianos e baianas que fazem por merecer uma caldeirada de lambreta.

Portanto, quando ele perdeu as estribeiras e chamou a chef de cozinha de vagabunda – só por ela não ter aberto seu restaurante para atendê-lo -, finalmente confirmei que por trás daquele terno bem cortado, dos óculos com lentes Zeiss e de uma barba milimetricamente aparada, estava, sim, o lado B de uma triste e desafinada Bahia.

Pra terminar, mais uma da série “Crônicas Que eu Gostaria de Ter Escrito”. Domingo passado, na Folha de São Paulo, Antônio Prata publicou um texto que, pela construção e atualidade, houvesse uma disputa de medalhas na modalidade e certamente teríamos um empolgado Galvão Bueno, gritando: “Pratinha subiu de categoria! Agora é ouro! É ouro do Brasiiiil!”.

Sob o título Dez Versos Livres Com Barreiras, ele simplesmente simulou, com direito a narração e comentários impagáveis, o que seria uma apresentação nas Olimpíadas do jovem Carlos Drummond de Andrade recitando o ainda inédito poema No Meio do Caminho, aquele onde uma pedra insiste em se repetir.

Confesso que desde os tempos de Ivan Lessa, Paulo Francis, Millôr, Sérgio Augusto e Tarso de Castro no Pasquim, depois Ubaldo, Veríssimo, João Pereira Coutinho e outros craques nos jornais e revistas, poucas vezes reli tanto um texto, que além do ouro merecia um troféu no formato das sobrancelhas de Rubem Braga em alto relevo.

No mais, se o golpe do merda-presa for com aqueles caminhões de romeiros escoltado pelo tanque fumacê, nada que as tropas dos generais Marley, Cliff e Tosh não resolvam. E pense no reggae quando o sargento Marcelo D2, com um caminhão carregado de rosquinhas Mabel, berrar: “Moçada, achei o depósito do leite condensado!”.

Janio Ferreira Soares, cronista, é Secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

“Comme Facetti Mamma”, Sergio Bruni: extraordinária interpretação da bela e clássica tarantela napolitana, para embalar com música italiana da melhor qualidade o domingo de agosto noa BP.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

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DO CORREIO BRAZILIENSE

A informação foi confirmada pela família do apresentador

CB
Correio Braziliense
 

 (crédito: Antonio Nehemias/SBT)

(crédito: Antonio Nehemias/SBT)

Silvio Santos, de 90 anos, teve alta a noite de sexta-feira (13/8), após ser internado com covid-19. A informação foi confirmada por Dory Abravanel, uma das sobrinhas do apresentador. “Ele já está em casa”, comemorou.

O apresentador “está bem e vai manter isolamento em local não revelado”, segundo informações da assessoria de comunicação do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão).

Silvio Santos chegou a ir para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einstein, no bairro do Morumbi, em São Paulo. Nas redes sociais, Patrícia Abravanel, filha de Silvio, deu a notícia.

“Nosso pai está clinicamente bem. Daquele jeito que a gente ama… brincando com todos, fazendo piadas, curioso, descontraindo o ambiente. Mas testou positivo para covid e, por conta da idade e necessidade de exames frequentes, os médicos decidiram interná-lo, informou na ocasião.

Silvio Santos foi um dos primeiros brasileiros imunizados contra a covid-19. Ele recebeu a primeira dose assim que os idosos começaram a ser vacinados, em fevereiro. E a segunda dose foi tomada algumas semanas depois.

Aos 90 anos, o veterano da TV brasileira voltou às gravações para o programa Roda Roda em junho. Ele chegou a ficar um ano e meio longe dos estúdios por causa da pandemia do novo coronavírus.

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Amarildo, no jornal

 

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Combatentes do Talibã a bordo de uma caminhonete, no dia 13 de agosto, em Kandahar.
Combatentes do Talibã a bordo de uma caminhonete, no dia 13 de agosto, em Kandahar.– / AFP
Madri

A milícia dos talibãs, grupo armado fundamentalista afegão, conseguiu em cerca de três meses pôr em xeque o Exército afegão, treinado e apoiado nas últimas duas décadas por contingentes internacionais, em uma ofensiva rápida que avança desde o perímetro das províncias em direção a capitais menores e, agora, a grandes cidades como Kunduz, Herat e Kandahar. Quase 20 anos depois da rendição do Talibã à campanha militar lançada pelos Estados Unidos e a Aliança do Norte (afegã) no país considerado santuário da rede terrorista Al Qaeda, o grupo armado insurgente ameaça retomar o controle total do Afeganistão. Estes são os pontos-chave para entender o que está acontecendo:

Quem são os talibãs?

O grupo armado Talibã, ou “estudantes” segundo a tradução da língua pashtun, tomou forma no início da década de 1990. Em 1989, os mujahedin —combatentes armados da jihad (guerra santa)—, seja afegãos ou estrangeiros, derrotaram as tropas da União Soviética no Afeganistão após uma década de guerra. Da fronteira do Afeganistão com o Paquistão, o Talibã, nascido em seminários religiosos fundamentalistas, prometia ordem e segurança em sua ofensiva para governar o país.

Em 1996, a guerrilha tomou o controle de Cabul e arrebatou o Governo e a presidência do líder mujahedi Burhanuddin Rabban, um dos heróis da vitória contra os soviéticos. Em seu avanço, o Talibã estabeleceu um regime fundamentalista na interpretação rigorosa da lei islâmica. Entre outras medidas, os talibãs impuseram castigos físicos, desde a pena de morte em praça pública até chicotadas ou amputação de membros por delitos menores; despojaram as mulheres de quaisquer direitos (foram obrigadas a se cobrir inteiramente com a burca, e as meninas proibidas de ir à escola depois dos 10 anos de idade); erradicaram toda a expressão cultural (cinema, música, televisão) e mesmo arqueológicas —destruíram, por exemplo, os Budas de Bamiyan em março de 2001. Após a tomada de Cabul, apenas três países reconheceram o Talibã: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Paquistão. Os serviços de inteligência deste último, aliás, apesar da negativa de seu Governo, foram acusados pelos Estados Unidos de apoiar a insurreição do Talibã. O Centro para o Combate ao Terrorismo de West Point estima que o Talibã tenha cerca de 60.000 combatentes, aos quais se juntariam dezenas de milhares de milicianos e colaboradores com ideias afins.

Por que os Estados Unidos declararam guerra ao Talibã em 2001?

Cinco anos depois da tomada de Cabul pelo Talibã, em 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos sofreram os ataques às Torres Gêmeas, que deixou cerca de 3.000 mortos. Washington culpou a rede terrorista Al Qaeda, nascida no final dos anos 1980 e então liderada pelo saudita Osama Bin Laden. O Governo do presidente republicano George W. Bush declarou guerra ao terrorismo e seus santuários, incluindo o Afeganistão do Talibã, onde Bin Laden teria encontrado refúgio e local onde a liderança da Al Qaeda estava sob o abrigo do mujahedin mulá Mohamed Omar.

Restos das Torres Gêmeas de Nova York, depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001.
Restos das Torres Gêmeas de Nova York, depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001.ALEXANDRE FUCHS / AFP

Em outubro de 2001, os Estados Unidos lançaram uma ofensiva (Operação Liberdade Duradoura) contra as forças do Talibã, em conjunto com a Aliança do Norte, uma coalizão de milícias rivais nascida após a queda de Cabul. Os fundamentalistas capitularam em Kunduz, na fronteira com o Tajiquistão, em apenas dois meses. No entanto, a invasão das tropas norte-americanas, posteriormente apoiadas por dezenas de países na administração do novo Afeganistão, não encontrou o paradeiro de Bin Laden e do mulá Omar.

O Talibã admitiu em 2015 que o mulá Omar havia morrido dois anos antes. O mulá Mansur, seu sucessor, foi atingido por um ataque aéreo dos EUA em 2016. Maulaui Hibatullah Akhundzada é o atual líder do Talibã. Bin Laden foi encontrado e morto pelas forças especiais dos EUA em maio de 2011 na cidade de Abbottabab, no Paquistão.

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O que os talibãs fizeram depois de 2001? 

Após a vitória das tropas norte-americanas e durante a fase de transição para um Governo afegão sob padrões democráticos, o Talibã manteve sua zona de influência nas áreas do interior e da fronteira com o Paquistão. O grupo fundamentalista não se rendeu, mas reposicionou seus membros em áreas montanhosas de difícil acesso ou fora do país. Os talibãs têm mantido estratégias diferentes, desde o avanço gradual de seus milicianos em uma guerra de guerrilha tradicional até ataques terroristas contra forças de segurança, funcionários, políticos —em 4 de agosto, tentaram chegar à residência do ministro da Defesa em Cabul—, mulheres, jornalistas… Tudo isso lhes rendeu a condenação das Nações Unidas em diferentes relatórios de violações dos direitos humanos.

Na triste rotina de sua violência estão, sem dúvida, os tiros contra a menina Malala Yousafzai, em Mingora, em outubro de 2012, por levantar sua voz na internet em defesa da educação das garotas, e o atentado em Peshawar, no território paquistanês, contra uma escola em dezembro de 2014, com 156 mortos. No entanto, a chegada do Estado Islâmico ao Afeganistão, por meio de deserções de outros grupos armados afegãos como os talibãs, complicou o trabalho das autoridades para apontar os responsáveis pelos atentados terroristas dos últimos anos. O Talibã costuma assumir a responsabilidade por seus ataques por meio de seu principal porta-voz na mídia social, Zabihullah Mujahid.

Malala Yousafzai foi a laureada mais jovem ao Nobel da Paz —tinha apenas 17 anos em 2014, quando foi premiada por sua defesa dos direitos das crianças e das mulheres.
Malala Yousafzai foi a laureada mais jovem ao Nobel da Paz —tinha apenas 17 anos em 2014, quando foi premiada por sua defesa dos direitos das crianças e das mulheres. Fairfax Media

A que se deve a atual guerra no Afeganistão? 

Em dezembro de 2014 —13 anos após o início da guerra—, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou o fim das principais operações de combate. O presidente democrata, que aumentou o número de soldados norte-americanos no terreno para quase 100.000, optou por concentrar os esforços de suas tropas no treinamento e na transferência de responsabilidades de segurança para as forças afegãs para poder encerrar a sua ação no Afeganistão. Seu sucessor no cargo, Donald Trump, apesar de defender o retorno dos soldados das guerras mais longas, finalmente concordou em manter o contingente no Afeganistão até que a situação do conflito permitisse. No entanto, em fevereiro de 2020, no âmbito das negociações de paz em Doha (Qatar), Trump acertou com o Talibã que retiraria as tropas do país em 14 meses.

Em abril passado, o atual inquilino da Casa Branca, Joe Biden, informou que os Estados Unidos removeriam suas tropas em uma retirada que começou em maio e que deverá ser concluída até 11 de setembro, data em que serão cumpridas duas décadas desde os ataques terroristas às Torres Gêmeas. Em maio, precisamente, o Talibã iniciou uma ofensiva para estender sua área de controle no sul, norte e na franja oeste do país, com uma estratégia de desgaste das capitais das 34 províncias do país em direção a grande cidades, como Herat, Kandahar e Kunduz.

Delegação do Talibã, em um hotel em Doha, Qatar, em 12 de agosto.
Delegação do Talibã, em um hotel em Doha, Qatar, em 12 de agosto.KARIM JAAFAR / AFP

Embora os serviços de inteligência dos EUA tenham estimado em junho que o país poderia cair nas mãos do Talibã seis meses após a retirada das tropas estrangeiras, essas mesmas fontes agora acreditam que Cabul poderá ser controlada pelo Talibã dentro de 90 dias. Somente entre julho e agora, em agosto, mil civis perderam a vida na violência desencadeada na ofensiva do Talibã, segundo dados da ONU. Cerca de 250.000 pessoas fugiram de suas casas desde maio. Apesar de, no papel, as forças afegãs, treinadas e apoiadas pela coalizão internacional nas últimas duas décadas terem mais tropas —cerca de 288 mil policiais e militares— o avanço do Talibã está sendo rápido.

Pode ser alcançado algum acordo entre as partes para deter a violência?

Em fevereiro de 2020, os Estados Unidos, sob o Governo de Donald Trump, e o Talibã chegaram a um acordo pelo qual Washington se comprometeu a retirar as tropas em maio de 2021 e a milícia insurgente a não atacá-las e iniciar o diálogo com o Governo de Cabul, comandado por Ashraf Ghani. O pacto foi assinado pelo embaixador dos EUA, Zalmay Khalilzad, e Abdul Ghani Baradar, cofundador da milícia talibã. Ainda no ano passado, as negociações entre as partes começaram em Doha, capital do Qatar, mas sem muito sucesso. No último dia 12 de agosto, precisamente por meio do Qatar, o Governo afegão enviou ao Talibã uma proposta de divisão do poder em troca do fim da escalada da guerra. Por enquanto, os insurgentes não decidiram sobre um possível acordo e mantêm sua ofensiva.

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