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Postado em 08-08-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 08-08-2021 00:17

alhas

DO CORREIO BRAZILIENSE

Até o momento, o Brasil tem 7 ouros, 4 pratas e 8 bronzes, totalizando 19 medalhas. A marca ainda pode crescer com mais duas chances de ouro neste domingo (8)

CB
Correio Braziliense
 

 (crédito: AFP)

(crédito: AFP)

A um dia para o fim dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Brasil chegou ao sétimo ouro, equiparando com a marca da Rio-2016. Só neste sábado (7/8), foram três medalhas de ouro, um feito inédito na história do país na competição.

O dia de ouro começou com Isaquias Queiroz, na categoria C1 1.000m da canoagem. Depois foi a vez de Hebert Conceição triunfar no boxe sobre o ucraniano Oleksandr Khyzhniak. E por fim, a seleção brasileira de futebol brilhou contra a Espanha, venceu por 2×1 e conquistou o bi Olímpico.

Até o momento, o Brasil tem 7 ouros, 4 pratas e 8 bronzes, totalizando 19 medalhas. No Rio, a delegação verde-amarela conquistou 7 ouros, 6 pratas e 6 bronzes.

A marca ainda pode crescer neste domingo com mais duas chances de ouro. O Brasil está na final do vôlei feminino contra os Estados Unidos, à 1h30 (de Brasília). No boxe, Beatriz Ferreira está na decisão da categoria até 60kg com a irlandesa Kellie Anne Harrington, às 2h. O Brasil também três representantes na maratona, mas os africanos, especialmente os quenianos, são favoritos nessa categoria.

Ouro na canoagem

“Eu tô na raiva”. As palavras ditas após a classificatória do C1 1.000m demonstravam bem o espírito de Isaquias Queiroz para o último dia de provas da canoagem de velocidade na Olimpíada de Tóquio. Ele fez o melhor tempo das preliminares, mas não estava satisfeito. Sabia que podia mais – e conseguiu. Em final disputada no fim da noite desta sexta-feira (manhã de sábado no Japão), o baiano de 27 anos confirmou o favoritismo, percorreu o trajeto no Sea Forest Waterway em 4:04:408 para conquistar a medalha de ouro e reforçar o status de lenda do esporte olímpico brasileiro.

Em 2016, Isaquias Queiroz fez história ao se tornar o primeiro (e até aqui único) atleta nascido no Brasil a conquistar três medalhas em uma mesma edição dos Jogos. Naquele ano, no Rio de Janeiro, ganhou prata no C1 1.000m e no C2 1000m (ao lado de Erlon de Souza) e bronze no C1 200m. Mas ao campeão mundial ainda faltava ao sonho olímpico dourado. Não falta mais.

O brasileiro foi dominante durante toda a competição. Nas eliminatórias, fez o melhor tempo entre todos os competidores e avançou diretamente à semifinal, sem a necessidade de disputar as quartas. Quando voltou ao barco, remou os 1.000m em 4m05s579 e conseguiu vaga na decisão também com a marca mais baixa. Apontado como o grande rival de Isaquias, o alemão Sebastian Brendel não conseguiu classificação para a final. E na prova decisiva o baiano conquistou a medalha que tanto perseguia.

Ouro no boxe

Nem os melhores roteiristas de Hollywood poderiam imaginar o enredo da vitória e título de Hebert Conceição. O pugilista brasileiro perdeu os dois primeiros rounds e foi para o terceiro e decisivo precisando encaixar um nocaute para decidir a luta. E assim foi, o baiano não desistiu, mostrou garra e colocou o adversário ucraniano no chão.

Hebert Conceição entra para a galeria dos grandes esportistas do Brasil. A conquista em Tóquio foi apenas a segunda dourada da história do boxe brasileiro em Jogos Olímpicos. A primeira havia sido com o conterrâneo Robson Conceição, na Rio-2016. Agora, Hebert compartilha mais do que apenas o sobrenome com Robson, divide o reinado de campeão olímpico pelo país.

Ouro no futebol masculino

O Brasil é bicampeão olímpico no futebol. Na manhã deste sábado, a Seleção sofreu, mas derrotou a Espanha por 2 x 1 na prorrogação no Estádio Internacional de Yokohama, cenário da conquista do pentacampeonato mundial, em 2002, e repetiu os feitos de Grã Bretanha (1908 e 1912), Uruguai (1924 e 1928), Hungria (1964 e 1968) e Argentina (2004 e 2008). É o quinto país a conquistar dois títulos consecutivos na modalidade, que passou a a integrar o programa do maior evento esportivo do mundo em Paris-1900, na segunda edição da Era Moderna.

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