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Posted on 06-08-2021
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STF

Presidente criticou nesta quinta-feira (5/8) o ministro, após ele ter incluído Bolsonaro no inquérito que apura fake news e ataques contra a Corte. Mandatário afirmou que o ministro “é a mentira em pessoa” e que “sua hora vai chegar”

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Ingrid Soares
postado em 05/08/2021 16:28 / atualizado em 05/08/2021 16:28
 

 (crédito: rosineiCoutinho/SCO/STF)

(crédito: rosineiCoutinho/SCO/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes respondeu aos ataques do presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (5/8). Por meio das redes sociais, o magistrado citou indiretamente o mandatário apontando que “ameaças vazias e agressões covardes não afastarão o Supremo Tribunal Federal de exercer, com respeito e serenidade, sua missão constitucional de defesa e manutenção da Democracia e do Estado de Direito.”

Horas antes, Bolsonaro criticou o ministro após ele ter incluído o mandatário no inquérito que apura fake news e ataques contra a Corte. No despacho, Moraes enviou à Polícia Federal link da live do presidente em que ele alega que as eleições foram fraudadas, sem apresentar provas. O mandatário afirmou que o ministro “é a mentira em pessoa” e que “sua hora vai chegar”.

Bolsonaro reforçou a ameaça avisando que “o momento de sair das quatro linhas da Constituição está chegando” e chamou Moraes de ditatorial. “Eu não pretendo sair das 4 linhas para questionar essas autoridades, mas acredito que o momento está chegando. Não dá para continuarmos com um ministro arbitrário, ditatorial, que não respeita a democracia, que não leu a Constituição. Se leu, aplica de acordo com o seu entendimento para cada vez mais agredir não só a democracia, bem como atingir os seus objetivos dessa forma. Isso é inadmissível numa democracia”, acrescentou.

“Granada”, Meninas Cantoras de Petróopolis: canção magistral de Agustin Lara em louvor a Espanha, aqui em primorosa e afinada interpretação das meninas cantoras da região serrana do Rio de Janeiro.

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

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DO CORREIO BRAZILIENSE

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mais uma vez está com sua imagem estampada pelas ruas de Governador Valadares, na campanha pelo voto impresso

TF
Tim Filho – Especial para o Estado de Minas
postado em 05/08/2021 14:34
 

 (crédito: Tim Filho/Esp. EM)

(crédito: Tim Filho/Esp. EM)

A campanha bolsonarista pela implantação do voto impresso e auditável no Brasil a partir das eleições de 2022, como forma combater as supostas fraudes na apuração dos votos das urnas eletrônicas, ganhou um novo garoto propaganda.

É o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mais uma vez aparece em outdoors nas ruas de Governador Valadares, a cidade mais americana do Brasil.

Um grupo de evangélicos de Valadares produziu um outdoor manifestando apoio ao presidente Jair Bolsonaro, na sua cruzada pelo voto impresso auditável.

Um Donald Trump de punho cerrado e expressão confiante, típica de um vencedor, ilustra a peça publicitária, que está ao lado do prédio da prefeitura, com a mensagem de apoio dos valadarenses.

“Trump ganhou, e o mundo todo sabe disso! Não deixem acontecer no Brasil o que aconteceu nos USA. Voto auditável já! Direita Cristã.”

Essa não é a primeira vez que a Direita Cristã recorre a imagem de Donald Trump para expor suas ideias. Em novembro de 2019, às vésperas das eleições presidenciais nos Estados Unidos, Trump recebeu apoio de imigrantes valadarenses em outdoor, cuja foto viralizou nas redes sociais.

A peça publicitária veiculada antes das eleições americanas foi bancada por Edson Delana, 56 anos, mineiro de São Geraldo da Piedade, município do Leste de Minas distante 71 quilômetros de Governador Valadares. Quase toda a família de Delana mora em Valadares.

Embora não tenha pago a campanha que está nas ruas de Valadares agora, com o Trump “vencedor”, Delana concorda com as ideias expressas no outdoor. “Sim, eu concordo e digo mais: Trump ganhou disparado, com mais de 10 milhões de votos sobre o segundo colocado”, comentou.

Ele disse que os democratas armaram um esquema pesado para fraudar as eleições em Chicago, Detroit, Filadélfia, Atlanta e outras cidades gigantes. E que a esquerda americana, representada pelos democratas, é corrupta.

Evangélico, Delana disse que está orando para que a verdade venha à tona e que não aconteça o mesmo no Brasil, “em nome de Jesus”, disse.

Mais um outdoor vem aí?

Quando Joe Biden foi reconhecido oficialmente como presidente dos Estados Unidos da América, não demorou muito para brotar nas ruas de Governador Valadares outros outdoors, com um Trump derrotado, de costas, empurrado pela frase “Tchau, querido!”

A provocação foi bancada por um imigrante valadarense, Rogério Brasil, que mora em Marlboro, pertinho de Boston. Nesta quarta-feira (04/8), ele viu a foto do outdoor da Direita Cristã e disse: “Será que vou ter de mandar fazer outro outdoor em Valadares?”.

“O Trump lutou exatamente contra o voto impresso, enviado pelos Correios, com o argumento de fraude. Infelizmente, o radicalismo e o populismo cresceram desde Trump, mas vão ficando para trás. Resta esperar o que fará o povo brasileiro”, lamentou Rogério Brasil.

Justiça eleitoral e transparente

O juiz de direito, Amaury Silva, da Comarca de Governador Valadares, vê com preocupação o acirramento dos ânimos daqueles que debatem o tema acerca da lisura do processo eleitoral no Brasil. “Infelizmente, estamos em risco de retrocesso”, disse.

Em artigo recente, publicado do Jornal da Cidade GV, o magistrado, que já atuou como juiz eleitoral na Comarca de Governador Valadares, afirmou que nas últimas três décadas não houve nenhum setor do serviço público no Brasil que tenha atuado mais sob a referência da transparência e eficiência do que a Justiça Eleitoral.

A transparência e eficiência da Justiça Eleitoral, segundo o juiz Amaury Silva, se manifesta na sua atuação administrativa de organizar, proteger e administrar o banco de dados referentes aos eleitores e partidos brasileiros e as diversas relações decorrentes dos direitos políticos.

“O mérito dessa conquista é o arranjo estruturado pelo entrosamento entre servidores e magistrados, abnegados, competentes e probos, com a tecnologia incorporada nas práticas eleitorais de forma gradativa, responsável e aberta às críticas dos atores próximos ao processo eleitoral e segmentos afins, como imprensa e academia”, afirmou Amaury Silva.

Para ele, o padrão do processo eletrônico eleitoral, inclusive a votação, apuração e proclamação dos resultados, não é ideia fixa de qualquer autoridade, capricho ou personalismo.

“Trata-se de um marco civilizatório para a vida republicana do Brasil, não pertence a ninguém de modo individual e, sim, à sua coletividade, ao seu povo que anseia e busca a trajetória democrática, sem arroubos autoritários que interditem a manifestação da escolha eleitoral, tão fundamental para o Estado Democrático de Direito, quanto a luz para a visão”, afirmou.

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Posted on 06-08-2021
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Amarildo, NA

 

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Dois agentes tiraram a própria vida no último mês. Comandantes incentivam os colegas a procurarem ajuda profissional em caso de necessidade

 Antonia Laborde

Washington
Agentes da polícia jogam gases lacrimogêneos para dispersar os seguidores de Trump durante a invasão do Capitólio.
Agentes da polícia jogam gases lacrimogêneos para dispersar os seguidores de Trump durante a invasão do Capitólio.Shannon Stapleton / Reuters

O departamento de polícia do Distrito de Colúmbia (onde fica Washington) informou nesta segunda-feira que dois policiais que confrontaram a invasão do Capitólio em 6 de janeiro se suicidaram no último mês. Com isso, chega a quatro o número de agentes que tiraram a própria vida depois de participarem da reação ao ataque perpetrado por simpatizantes do então presidente Donald Trump. A CPI da Câmara de Representantes (deputados) que investiga o incidente, instaurada na semana passada, está abordando as sequelas psicológicas dos agentes que trabalharam naquele trágico dia. “O que todos passamos nesse dia foi traumático”, afirmou na terça-feira passada o agente Harry Dunn à comissão, e “não há absolutamente nada de mau em procurar ajuda profissional”, acrescentou.

Gunther Hashida, de 43 anos, agente do Departamento de Polícia Metropolitana (MPD, na sigla em inglês), foi achado morto em sua casa na quinta-feira passada. Ele servia na Equipe de Resposta a Emergências, dentro da divisão de Operações Especiais do departamento de polícia, para o qual entrou em 2003. “Estamos em luto como departamento. Nossos pensamentos e orações estão com a família e amigos do agente Hashida”, afirmou em nota o porta-voz do MPD, Kristen Metzger.

Horas antes desse anúncio, a polícia informou que o agente Kyle DeFreytag, de 26 anos, se suicidou em 10 de julho. O jovem passou cinco anos como agente do MPD, sendo em 6 de janeiro um dos responsáveis por impor o toque de recolher em Washington e proteger o Capitólio quando a multidão trumpista já havia se dispersado. Ao todo, 140 agentes ficaram feridos naquele dia, e quatro pessoas morreram por causa das agressões que foram vistas no mundo todo pela televisão.

O anúncio das mortes de DeFreytag e Hashida ocorreu uma semana depois de quatro agentes deporem na CPI da Câmara sobre o que viveram naquela violenta jornada de 6 de janeiro. “Assim é como vou morrer, defendendo esta entrada”, pensou em meio à confusão o sargento Aquilino Gonell, do corpo que protege o Congresso. “Nunca na vida tinham me chamado nigger [termo pejorativo para negros] vestindo este uniforme”, afirmou Dunn à comissão composta por sete deputados democratas e dois republicanos, cuja tarefa é investigar os fatos e razões da invasão, paralelamente à apuração da Justiça, e fazer recomendações aos corpos de segurança.

As duas novas mortes anunciadas se somam às de Jeffrey Smith, que atuou como policial durante 12 anos, e do agente do Capitólio Howard Liebengood, que se matou em janeiro, depois da invasão. Um relatório recente do Senado sobre as falhas de segurança que impediram a contenção da multidão trumpista menciona Smith e Liebengood entre os que “finalmente perderam a vida” devido à insurreição no Capitólio. O Departamento de Justiça já abriu processos contra mais de 550 pessoas relacionadas com os violentos protestos que – com base em infundadas alegações de fraude lançadas por Trump – buscavam impedir a ratificação do resultado das eleições presidenciais que deram a vitória a Joe Biden.

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