Daniel Alves comemora o gol que abriu a decisão por pênaltis para o Brasil. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Especialista em finais contra a Espanha, Daniel Alves tentará o terceiro título pessoal contra a Fúria

Esporte

O Brasil tem um especialista em decisões contra a Espanha. Aos 38 anos, o lateral-direito e capitão Daniel Alves é uma espécie de amuleto do técnico André Jardine para a final de sábado, às 8h30, no Estádio Internacional de Yokohama. A Seleção eliminou o México nos pênaltis por 4 x 1 depois do empate por 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação. A Fúria avançou contra o Japão graças a um gol de Asensio a dois minutos do fim do tempo extra.

Daniel Alves era o lateral-direito do Brasil na final do Mundial Sub-20 de 2003, nos Emirados Árabes Unidos. A Seleção disputou o título justamente contra a Espanha no Zayed Sports City Stadium, em Abu Dhabi. As duas trupes tinham gerações promissoras em campo.

Liderado por Marcos Paquetá, o Brasil contava à época com Daniel Alves, Daniel Carvalho, Dudu Cearense, Nilmar, o goleiro Jefferson, o lateral-esquerdo Adriano Correia e o volante Fernandinho. Do outro lado, o treinador José Ufarte liderava o meia André Iniesta e o lateral Juanfran, o volante Gabi e o atacante Igor Angulo.

Em 19 de dezembro de 2003, o Brasil derrotou a Espanha por 1 x 0 na finalíssima com um gol do volante Fernandinho aos 42 minutos do segundo tempo. Daniel Alves cobrou o escanteio perfeito na cabeça do jogador do Athletico-PR, que só agachou para marcar.

Daniel Alves e companhia brindaram o Brasil com o tetracampeonato do Mundial Sub-20 e estabeleceram à época uma soberania inédita. A Seleção conquistou a tríplice coroa. Em 2002, o país havia conquistado a Copa do Mundo. Um ano depois, os mundiais Sub-17 e Sub-20.

 

 

Dez anos depois, Daniel Alves bateu de frente novamente com a Espanha. Depois de fazer carreira no país ibérico com as camisas do Sevilla e do Barcelona, disputou o título da Copa das Confederações de 2013 no Maracanã e o Brasil derrotou os então campeões mundiais por 3 x 0. Dani era o dono da lateral direita na partida do quarto título na competição.

Pé-quente contra a Espanha, Daniel Alves disputará no sábado a terceira decisão contra os espanhóis. “Falta um (jogo). Temos que manter o foco, a concentração. É muito difícil ganhar os jogos enfrentando adversários tão diferentes. Isso exige uma adaptabilidade muito grande. Temos um estafe que controla muito bem isso, que passa as informações, tem dado resultado. Só falta mais um passo”, comentou o capitão em entrevista ao SporTV.

O jogador mais experiente do elenco também falou sobre a dificuldade do Brasil na semifinal contra o México. “É um adversário que a gente respeita muito, pela escola de futebol, como luta nos jogos. Sofremos com esse adversário. Mas esse é o futebol. Tivemos uma atuação muito boa, sofremos quando tivemos que sofrer, mas acredito que merecemos estar nessa final”, comentou o veterano.

Daniel Alves só reclamou da qualidade do estado do gramado do Kashima Stadium. “Para uma equipe como a nossa, que propõe o jogo, um campo irregular assim (atrapalhou), tem que dar um toque a mais na bola, a condução foi atrapalhada. Tivemos chances de ganhar o jogo, mas não foi possível. Acho que o destino queria que fosse desse jeito. Respeito muito a equipe do México, gosto muito. Mas só pôde passar um e, felizmente, foi a gente”, disse.

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