DO JORNAL DO BRASIL

Dona de um extenso currículo de conquistas, nadadora baiana faturou inédita medalha na Olimpíada de Tóquio, sua terceira participação em edição de Jogos Olímpicos

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Por JORNAL DO BRASIL

Sob o sol da manhã desta quarta-feira (4) no Japão (noite do dia 3 no Brasil), Ana Marcela garantiu mais uma medalha de ouro para o Brasil. A nadadora começou liderando a prova dos 10km de maratona aquática em Odaiba Marine Park em Tóquio e terminou em primeiro com o tempo de 1h59m30s8a. A holandesa Sharon van Rouwendaal ficou com a prata com a marca de 1h59m31s7 e a australiana Kareena Lee, com o bronze, 1h59m32s5

A campeã olímpica Ana Marcela Cunha também é tetracampeã mundial (2011, 2015, 2017 e 2019) na prova de maratona aquática de 25km. Eleita seis vezes a melhor atleta do mundo nas maratonas aquáticas, Ana Marcela compete em provas de águas abertas desde os 14 anos. Em 2018, a nadadora passou a morar no Rio de Janeiro e a treinar diariamente no CT Time Brasil.

A baiana, de 29 anos,  é tetracampeã mundial em provas de 25 km (2011, 2015, 2017 e 2019) e campeã pan-americana em Lima (2019) na prova de 10 km.(com Ascom COB e Agência Brasil)

“Saudade Querida”, Tito Madi: a especial batida em bossa nova do gaúcho Madi, para alegrar a comemoração da conquista da baiana Marcela nas águas da baía de Tókio. Muitos vivas e salves para ela, que ela merece.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

Daniel Alves comemora o gol que abriu a decisão por pênaltis para o Brasil. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Especialista em finais contra a Espanha, Daniel Alves tentará o terceiro título pessoal contra a Fúria

Esporte

O Brasil tem um especialista em decisões contra a Espanha. Aos 38 anos, o lateral-direito e capitão Daniel Alves é uma espécie de amuleto do técnico André Jardine para a final de sábado, às 8h30, no Estádio Internacional de Yokohama. A Seleção eliminou o México nos pênaltis por 4 x 1 depois do empate por 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação. A Fúria avançou contra o Japão graças a um gol de Asensio a dois minutos do fim do tempo extra.

Daniel Alves era o lateral-direito do Brasil na final do Mundial Sub-20 de 2003, nos Emirados Árabes Unidos. A Seleção disputou o título justamente contra a Espanha no Zayed Sports City Stadium, em Abu Dhabi. As duas trupes tinham gerações promissoras em campo.

Liderado por Marcos Paquetá, o Brasil contava à época com Daniel Alves, Daniel Carvalho, Dudu Cearense, Nilmar, o goleiro Jefferson, o lateral-esquerdo Adriano Correia e o volante Fernandinho. Do outro lado, o treinador José Ufarte liderava o meia André Iniesta e o lateral Juanfran, o volante Gabi e o atacante Igor Angulo.

Em 19 de dezembro de 2003, o Brasil derrotou a Espanha por 1 x 0 na finalíssima com um gol do volante Fernandinho aos 42 minutos do segundo tempo. Daniel Alves cobrou o escanteio perfeito na cabeça do jogador do Athletico-PR, que só agachou para marcar.

Daniel Alves e companhia brindaram o Brasil com o tetracampeonato do Mundial Sub-20 e estabeleceram à época uma soberania inédita. A Seleção conquistou a tríplice coroa. Em 2002, o país havia conquistado a Copa do Mundo. Um ano depois, os mundiais Sub-17 e Sub-20.

 

 

Dez anos depois, Daniel Alves bateu de frente novamente com a Espanha. Depois de fazer carreira no país ibérico com as camisas do Sevilla e do Barcelona, disputou o título da Copa das Confederações de 2013 no Maracanã e o Brasil derrotou os então campeões mundiais por 3 x 0. Dani era o dono da lateral direita na partida do quarto título na competição.

Pé-quente contra a Espanha, Daniel Alves disputará no sábado a terceira decisão contra os espanhóis. “Falta um (jogo). Temos que manter o foco, a concentração. É muito difícil ganhar os jogos enfrentando adversários tão diferentes. Isso exige uma adaptabilidade muito grande. Temos um estafe que controla muito bem isso, que passa as informações, tem dado resultado. Só falta mais um passo”, comentou o capitão em entrevista ao SporTV.

O jogador mais experiente do elenco também falou sobre a dificuldade do Brasil na semifinal contra o México. “É um adversário que a gente respeita muito, pela escola de futebol, como luta nos jogos. Sofremos com esse adversário. Mas esse é o futebol. Tivemos uma atuação muito boa, sofremos quando tivemos que sofrer, mas acredito que merecemos estar nessa final”, comentou o veterano.

Daniel Alves só reclamou da qualidade do estado do gramado do Kashima Stadium. “Para uma equipe como a nossa, que propõe o jogo, um campo irregular assim (atrapalhou), tem que dar um toque a mais na bola, a condução foi atrapalhada. Tivemos chances de ganhar o jogo, mas não foi possível. Acho que o destino queria que fosse desse jeito. Respeito muito a equipe do México, gosto muito. Mas só pôde passar um e, felizmente, foi a gente”, disse.

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Posted on 04-08-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-08-2021



 

Bira, NO PORTAL DE HUMOR GRÁFICO

 

AE
Agência Estado
 
 

 (crédito: Nelson Almeida/AFP)

(crédito: Nelson Almeida/AFP)
O filho do ex-prefeito Bruno Covas, Tomás Covas, reagiu às críticas do presidente Jair Bolsonaro feitas contra seu pai, falecido em maio. “Não é certo atacar quem não está mais aqui para se defender”, escreveu, em nota divulgada pelo governador do Estado de São Paulo João Doria no Twitter na tarde desta terça-feira, 3.
“Meu pai sempre foi um homem sério. Fez questão de me levar ao Maracanã no fim da sua vida para curtirmos seus últimos momentos juntos. Isso é amor! Bolsonaro nunca entenderá esse sentimento”, finaliza Tomás.
Bolsonaro se referiu ao ex-prefeito de São Paulo como “o outro, que morreu”, ao conversar com apoiadores no Palácio da Alvorada na manhã desta segunda-feira, 2. “Um fecha São Paulo e vai para Miami. O outro, que morreu, fecha São Paulo e vai ver Palmeiras x Santos no Maracanã”, disse o presidente, em ataque a Doria e Covas. O governador de São Paulo e o PSDB responderam ao ataque.
Doria definiu a fala como “desumanidade” de Bolsonaro e o partido parafraseou Covas em imagem publicada no Twitter. “É possível fazer política sem ódio, fazer política falando a verdade”.
Torcedor do Santos, Covas assistiu, em janeiro, à final da Copa Libertadores disputada entre Palmeiras e Santos no Maracanã ao lado do filho.
Bruno Covas morreu no dia 16 de maio, em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica. Ele lutou contra a doença por um ano e meio e durante a campanha eleitoral.

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Morreu hoje (3) o jornalista, crítico musical e pesquisador José Ramos Tinhorão, de 93 anos. Ele estava internado há dois meses, com pneumonia, e a saúde combalida pela idade e por um acidente vascular cerebral (AVC) que sofreu há três anos. O sepultamento será nesta quarta-feira (4), às 13h, no Cemitério dos Protestantes, na Rua Sergipe, em São Paulo.

A morte do jornalista foi confirmada pela Editora 34, de São Paulo, que editou a maioria dos 20 livros escritos por Tinhorão, entre os quais destacam-se História Social da Música Popular Brasileira, As Origens da Canção Urbana e A Música Popular no Romance Brasileiro.

Em nota, a editora manifestou pesar pela morte de Tinhorão,que classificou de grande crítico e pesquisador da cultura popular e da música brasileira. “Tinhorão publicou, pela Editora 34, 18 títulos: desde Música Popular: Um Tema em Debate, em 1997, até Música e Cultura Popular: Vários Escritos sobre um Tema em Comum, lançado em 2017. Em suas pesquisas, Tinhorão reuniu um importante acervo de discos, partituras, periódicos, livros e fotos, hoje disponível no Instituto Moreira Salles’, diz o texto.

Nascido em Santos (SP), mudou-se para o Rio de Janeiro aos 9 anos de idade. Formado em direito e jornalismo, começou sua vida como jornalista em 1951, na Revista da Semana, na qual assinava os textos como J. Ramos. Em 1952, aos 24 anos, ainda estudante de direito e de jornalismo, foi levado por Armando Nogueira, colega de faculdade, para o Diário Carioca como revisor. Foi nesse jornal que José Ramos ganhou o apelido Tinhorão, que foi incorporado ao nome artístico.

No Jornal do Brasil, onde foi redator do Caderno B, entre os anos de 1975 e 1980, cultivou uma série de inimigos, entre compositores e cantores. Houve polêmicas com Paulinho da Viola, Chico Buarque e Tom Jobim. Tinhorão afirmava que aquele tipo de música não era  brasileiro. Além do JB e do Diário Carioca, passou pelas redações dos jornais Última Hora e O Globo, das revistas Veja e Senhor e das TVs Rio, Excelsior e Globo.

Acervo

José Ramos Tinhorão passou mais de 40 anos juntando raridades, entre discos, livros, fotografias, folhetos e periódicos que ajudaram a contar a história de fatos e personagens da  música popular brasileira.

Em 2001, vendeu seu acervo ao Instituto Moreira Salles (IMS). Na sede da entidade, em São Paulo, a Coleção Tinhorão começou a ser trabalhada: foi feita a digitalização dos discos de 78 rotações e a catalogação dos livros. Em fevereiro de 2010, a coleção foi transferida para o IMS do Rio de Janeiro, na Gávea.

O acervo acumulado ao longo de décadas por Tinhorão vai muito além da discoteca formada por cerca de 10 mil itens; é a soma de uma grande variedade de coleções indispensáveis aos estudiosos da evolução da cultura urbana brasileira em geral, e não apenas da música popular. Inclui fotos, filmes, scripts (roteiros) de rádio, programas de cinema e teatro, cartazes e uma biblioteca especializada em obras sobre música, crônica e memórias, além de 11 coleções de suplementos literários de jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo, publicados a partir da década de 1940.

 Completam o acervo fitas de áudio com depoimentos de personalidades, gravações de palestras e programas de televisão de que o próprio Tinhorão participou. No quadro geral, o período histórico coberto vai da segunda metade do século 19 ao final do século 20.

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