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Postado em 02-08-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 02-08-2021 00:07

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Ouro no salto! Rebeca Andrade faz história com 2 pódios na mesma Olimpíada

Atleta de 22 anos brilha na manhã deste domingo (tarde/noite no Japão) e leva a medalha no Ariake Gymnastics Centre; na quinta, foi prata no individual geral

JV
João Vítor Marques – Enviado especial a Tóquio
 
 

 (crédito: Miriam Jeske/COB )

(crédito: Miriam Jeske/COB )

Rebeca Andrade não se cansa de fazer história. No início da manhã deste domingo (tarde/noite no Japão), a paulista de 22 anos foi ao Ariake Gymnastic Centre, em Tóquio, com a pressão de ser uma das favoritas ao pódio na final do salto da ginástica artística. Mas ela não sentiu a responsabilidade. Estava leve e feliz após a prata no individual geral, conquistada na última quinta-feira. E agora está no seleto grupo dos brasileiros com mais de uma medalha numa mesma edição de Jogos Olímpicos. Com uma nota média de 15.083, ela saltou para o ouro. 

A estadunidense Mykayla Skinner, com 14.916, ficou com a medalha de prata. O pódio foi completo pela sul-coreana Yeo Seo-Jeong, que fez 14.733. Tida como principal adversária da brasileira, a também estadunidense Jade Carey errou seu salto e terminou na oitava e última posição da final, com nota de 12.416.

Apenas seis brasileiros conseguiram mais de uma medalha numa mesma Olimpíada. Rebeca é a única mulher. Antes dela, conseguiram o feito o canoísta Isaquias Queiroz (único nascido no Brasil com três premiações em uma só edição), os ex-nadadores Cesar Cielo e Gustavo Borges, além de Guilherme Paraense e Afrânio Costa, que, em 1920, levaram a bandeira nacional ao pódio pela primeira vez na centenária história olímpica. 

Rebeca Andrade, ouro olimpíadas de Tóquio
Rebeca Andrade, ouro olimpíadas de Tóquio (foto: Miriam Jeske/COB )

Brasileiros com mais de uma medalha na mesma edição de Jogos Olímpicos

  • Isaquias Queiroz – duas pratas e um bronze na canoagem no Rio de Janeiro, em 2016
  • Rebeca Andrade – um ouro e uma prata na ginástica artística em Tóquio, em 2021
  • Cesar Cielo – ouro e bronze na natação em Pequim, em 2008
  • Gustavo Borges – prata e bronze na natação em Atlanta, em 1996
  • Guilherme Paraense – ouro e bronze no tiro esportivo na Antuérpia, em 1920
  • Afrânio Costa – prata e bronze no tiro esportivo na Antuérpia, em 1920

Melhor ginasta destes tempos, a lenda Simone Biles não participou da final do salto, em que era favorita ao ouro. A estadunidense de 24 anos abdicou também da disputa por medalhas nas barras assimétricas e no solo. Na última quinta-feira, ela já havia ficado fora do individual geral. Ela tomou a decisão que pudesse cuidar da saúde mental. 

O batalhão de jornalistas e atletas na arena viu Rebeca brilhar mais uma vez. A brasileira já havia recebido a terceira maior nota na fase classificatória do salto, atrás apenas de Biles e da também estadunidense Jade Carey. Na final, cumpriu as expectativas por mais um pódio para o Brasil.

Vem mais medalha?

A coleção de medalhas de Rebeca Andrade em Tóquio pode aumentar nesta segunda-feira. A ginasta nascida em Guarulhos tem mais uma final a disputar: a do solo, marcada para 5h57. Ao som de “Baile de Favela”, funk de MC João, ela lutará para igualar Isaquias Queiroz como os brasileiros com três pódios numa mesma Olimpíada. O canoísta levou duas pratas e um bronze nos Jogos do Rio de Janeiro, há cinco anos.

Antes de Rebeca pisar no solo, um outro brasileiro pode escrever mais um capítulo vitorioso na história olímpica. Arthur Zanetti disputará a final das argolas a partir das 5h desta segunda-feira. A diferença para os concorrentes é pequena, mas o paulista tem boas chances de pódio. Seria a terceira medalha no aparelho em Olimpíada – ele ganhou o ouro em Londres (2016) e a prata no Rio (2016). 

* João Vitor Marques é o enviado especial dos Diários Associados a Tóquio 

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