Originalidade e pioneirismo ofuscados pelo preconceito: a história de Gentil Cardoso
Gentil Cardoso (com Garrincha): treinador
e frasista do futebol brasileiro.
 
 AOS NAVEGANTES DO BAHIA EM PAUTA: Texto de análise política brilhante e diferenciado de Zé Américo Silva (amigo do peito destes site blog Bahia em Pauta e de seu editor) , destacad oespecialista em marketing e primoroso estilista das palavras e das estratégias da política e de sua profissão. BP reproduz com autorização do autor e nossos agradecimentos . Confira , se delicie e reflita. (Vitor Hugo Soares)
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ARTIGO
“QUEM DESLOCA RECEBE, QUEM PEDE TEM PREFERÊNCIA”
 
 José Américo Silva
 
 
Essa máxima do futebol se encaixa como uma luva na política.
Apesar de contarmos hoje com o “deslocamento” virtual proporcionado pelo fenômeno das redes sociais, a cartilha básica do Marketing Político ensina que o povo quer ver e sentir seu candidato de perto. Mesmo levando em consideração as restrições impostas pela pandemia do Coronavírus, se um candidato quer ser conhecido e divulgar suas ideias, tem que percorrer o país. Isso não quer dizer que deve – e não deve – promover aglomerações neste momento de novas cepas da Covid19. Mas, uma coisa é falar para a rádio de Xique-xique no sertão da Bahia. A outra é ir lá e falar nos estúdios de uma emissora e visitar um projeto de irrigação, por exemplo. Dizer o que pensa sobre agronegócios e agricultura familiar. Isso gera o fato e a foto do dia ou da semana. Gera conteúdos os mais diversos, para o analógico e o digital, criando memória para a sua campanha, principalmente no horário eleitoral gratuito.
Hoje, 1 de agosto de 2021, começa o segundo mês do segundo semestre do ano e, se os que querem enfrentar Bolsonaro e Lula – candidaturas dadas como certas – não começaram a se deslocar no grande tabuleiro formado por estados e municípios do Brasil, vão chegar atrasados no funil de entrada do 2º turno.
Não basta ficar tagarelando nas redes ou indo a alguns locais só para gravar inserções para as redes sociais. Isso faz parte, mas já não é suficiente. Urge andar, ver e ser visto, sentir e ser sentido. Outra coisa é achar que o maior adversário está com sua popularidade em queda e que suas andanças de moto e suas falas destabacadas não tem mais efeito. Não acreditaria nisso como certeza absoluta. Lembre que o candidato à reeleição tem a chave do cofre na mão. E o outro já foi duas vezes presidente e é mais conhecido que feijão com arroz. Menosprezar o inimigo é o caminho mais curto para a derrota.
 
Muito menos se achar o máximo é certeza de que os outros também o achem.
Seja paulista, gaúcho, cearense, mineiro ou maranhense, o candidato tem que começar já a gastar sola de sapato. Sua equipe tem que articular – com visão geopolítica – a agenda de maneira a criar os fatos e as fotos que pautarão a imprensa e as redes sociais. Tem que saber escolher os assuntos e as ‘teclas’ a serem batidas e repetidas, onde, como, porque e quando. Repito: “Quem desloca recebe, quem pede tem preferência”.
 
É possível ter mais opções que as já conhecidas para a disputa de 2022. Mas é preciso estratégia de marketing para fazer acontecer.

 

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“Imagem”, Tamba: !!! PARA CELEBRAR A VIDA (E OS FEITOS DE  REBECA ANDRADE EM TOKIO)!!!

BOM DIA E BOA SEMANA !!!

(Gilson Nogueira)

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Ouro no salto! Rebeca Andrade faz história com 2 pódios na mesma Olimpíada

Atleta de 22 anos brilha na manhã deste domingo (tarde/noite no Japão) e leva a medalha no Ariake Gymnastics Centre; na quinta, foi prata no individual geral

JV
João Vítor Marques – Enviado especial a Tóquio
 
 

 (crédito: Miriam Jeske/COB )

(crédito: Miriam Jeske/COB )

Rebeca Andrade não se cansa de fazer história. No início da manhã deste domingo (tarde/noite no Japão), a paulista de 22 anos foi ao Ariake Gymnastic Centre, em Tóquio, com a pressão de ser uma das favoritas ao pódio na final do salto da ginástica artística. Mas ela não sentiu a responsabilidade. Estava leve e feliz após a prata no individual geral, conquistada na última quinta-feira. E agora está no seleto grupo dos brasileiros com mais de uma medalha numa mesma edição de Jogos Olímpicos. Com uma nota média de 15.083, ela saltou para o ouro. 

A estadunidense Mykayla Skinner, com 14.916, ficou com a medalha de prata. O pódio foi completo pela sul-coreana Yeo Seo-Jeong, que fez 14.733. Tida como principal adversária da brasileira, a também estadunidense Jade Carey errou seu salto e terminou na oitava e última posição da final, com nota de 12.416.

Apenas seis brasileiros conseguiram mais de uma medalha numa mesma Olimpíada. Rebeca é a única mulher. Antes dela, conseguiram o feito o canoísta Isaquias Queiroz (único nascido no Brasil com três premiações em uma só edição), os ex-nadadores Cesar Cielo e Gustavo Borges, além de Guilherme Paraense e Afrânio Costa, que, em 1920, levaram a bandeira nacional ao pódio pela primeira vez na centenária história olímpica. 

Rebeca Andrade, ouro olimpíadas de Tóquio
Rebeca Andrade, ouro olimpíadas de Tóquio (foto: Miriam Jeske/COB )

Brasileiros com mais de uma medalha na mesma edição de Jogos Olímpicos

  • Isaquias Queiroz – duas pratas e um bronze na canoagem no Rio de Janeiro, em 2016
  • Rebeca Andrade – um ouro e uma prata na ginástica artística em Tóquio, em 2021
  • Cesar Cielo – ouro e bronze na natação em Pequim, em 2008
  • Gustavo Borges – prata e bronze na natação em Atlanta, em 1996
  • Guilherme Paraense – ouro e bronze no tiro esportivo na Antuérpia, em 1920
  • Afrânio Costa – prata e bronze no tiro esportivo na Antuérpia, em 1920

Melhor ginasta destes tempos, a lenda Simone Biles não participou da final do salto, em que era favorita ao ouro. A estadunidense de 24 anos abdicou também da disputa por medalhas nas barras assimétricas e no solo. Na última quinta-feira, ela já havia ficado fora do individual geral. Ela tomou a decisão que pudesse cuidar da saúde mental. 

O batalhão de jornalistas e atletas na arena viu Rebeca brilhar mais uma vez. A brasileira já havia recebido a terceira maior nota na fase classificatória do salto, atrás apenas de Biles e da também estadunidense Jade Carey. Na final, cumpriu as expectativas por mais um pódio para o Brasil.

Vem mais medalha?

A coleção de medalhas de Rebeca Andrade em Tóquio pode aumentar nesta segunda-feira. A ginasta nascida em Guarulhos tem mais uma final a disputar: a do solo, marcada para 5h57. Ao som de “Baile de Favela”, funk de MC João, ela lutará para igualar Isaquias Queiroz como os brasileiros com três pódios numa mesma Olimpíada. O canoísta levou duas pratas e um bronze nos Jogos do Rio de Janeiro, há cinco anos.

Antes de Rebeca pisar no solo, um outro brasileiro pode escrever mais um capítulo vitorioso na história olímpica. Arthur Zanetti disputará a final das argolas a partir das 5h desta segunda-feira. A diferença para os concorrentes é pequena, mas o paulista tem boas chances de pódio. Seria a terceira medalha no aparelho em Olimpíada – ele ganhou o ouro em Londres (2016) e a prata no Rio (2016). 

* João Vitor Marques é o enviado especial dos Diários Associados a Tóquio 

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Posted on 02-08-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-08-2021



 

Adnael, NO PORTAL

 

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Posted on 02-08-2021
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DO CORREIO BRAZILIENSE

A cada dez brasileiros, oito dizem acreditar que há uma tensão elevada no País entre pessoas que defendem bandeiras partidárias diferentes.

AE
Agência Estado
postado em 01/08/2021 10:19
 

 (crédito: Marcos Correia/PR - Carl de Souza/AFP)

(crédito: Marcos Correia/PR – Carl de Souza/AFP)
No Brasil, nem quando a reivindicação é a mesma, alguns grupos políticos conseguem andar juntos. Uma bandeira do PSDB foi incendiada por militantes do PCO na Avenida Paulista num protesto contra Jair Bolsonaro no início julho, num sinal claro de que, para alguns, os tucanos não eram bem-vindos ali, mesmo se fosse para lutar pela mesma coisa. A confusão foi um dos motivos que fizeram grupos não alinhados à esquerda marcarem um ato próprio contra o presidente em setembro. Cada um no seu canto – e os dois lados parecem aprovar a ideia.
A polarização política no Brasil supera até as diferenças entre classes sociais e religiões quando o assunto é “tensão social”, de acordo com o levantamento “Guerras Culturais”, da Ipsos. A cada dez brasileiros, oito dizem acreditar que há uma tensão elevada no País entre pessoas que defendem bandeiras partidárias diferentes.
O porcentual supera a média global de 28 países e coloca a polarização política como o principal catalisador de tensão por aqui, na percepção dos próprios brasileiros. Ou seja, briga-se mais por política partidária do que por qualquer outro assunto. Exemplos dessa tensão e da violência política não faltam, e vão de bate-boca em grupos de família até casos extremos, como as ameaças de morte recebidas por lideranças de esquerda eleitas em 2020.
Conversar com quem pensa diferente é apontado como um dos maiores desafios no Brasil de 2021 de acordo com quem tenta fazer política mesmo sem estar num cargo eleito. “O diálogo é obviamente necessário, mas está cada vez mais difícil promover o debate público em meio a tantas narrativas e fanatismo”, disse a empresária Amanda Vettorazzo, de 32 anos, filiada ao Patriota. “Chegamos ao ponto em que a verdade e a lógica não importam mais para boa parte das vozes ativas na política brasileira, o que deixa nossa democracia fragilizada.”
Para o professor Rafael Parente, 44 anos, ligado ao PSB, o ódio e as mentiras são as principais razões do problema. “Ficou mais difícil conversar. Muito da polarização é baseado em mentira e ódio, mas, ao mesmo tempo, o acirramento criou uma força contrária ao radicalismo, de relembrar que a diversidade brasileira é uma das nossas forças e que crescemos na diversidade e com a verdade.”
Diretor de Public Affairs da Ipsos no Brasil, Helio Gastaldi acredita que se trata de uma guerra de narrativas. “Na medida em que os polos políticos opostos apropriam-se de temas que supostamente agregam simpatizantes para suas fileiras, as opiniões sobre estes temas tornam-se também mais radicais e até sectárias, uma vez que teríamos cada grupo defendendo incondicionalmente determinadas posições e condenando enfaticamente outras, sem possibilidades para um olhar mais contemporizador.”
Falas de Bolsonaro e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que por enquanto protagonizam o debate antecipado pela disputa presidencial de 2022, têm ajudado a aumentar o clima de “Fla-Flu” político. O presidente já afirmou que o adversário, que lidera as pesquisas de intenção de voto, só ganhará a eleição se for na “fraude”. Já o petista disse que sempre “polarizou” contra candidatos do PSDB, mas nunca em “baixo nível”, justificando que vê a disputa com Bolsonaro como a “democracia” contra o “fascismo”.
“Um elemento fundamental para a diminuição da polarização e dos ânimos dos eleitores seria uma pactuação política, em que os próprios candidatos assumam uma posição de diálogo e não de confronto”, disse o cientista político Creomar de Souza, da consultoria Dharma. “(Mas) Acredito que isso não será feito. Os candidatos estão alimentando a lógica do confronto porque diminui a racionalidade do processo. O prognóstico é uma eleição tumultuada e com violência em 2022.”
Terceira via. A tentativa de consolidação de uma “terceira via” para 2022 acumula nomes: de governadores, como os tucanos João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS), além do senador Tasso Jereissati (CE); os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM); parlamentares como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e sua colega de Casa Simone Tebet (MDB-MS); a “outsiders”, como o apresentador José Luiz Datena (PSL).
Na pesquisa Ipec divulgada pelo Estadão em junho, Lula tinha 49%; Bolsonaro, 23%; e Ciro abria o bloco da terceira via com 7% das intenções de voto. “O principal dilema da terceira via passa por escolher um nome e buscar voto”, disse Souza.
A tendência, na avaliação da Ipsos, é de que o clima “bélico” da disputa eleitoral seja transmitido para o eleitor. “A estratégia adotada pelos grupos políticos que se antagonizam neste momento é justamente tratar os adversários políticos como inimigos mortais e buscar a aniquilação destes inimigos, justamente como ocorre em uma guerra”, afirmou Gastaldi. “A proximidade com a eleição deverá fazer a temperatura subir ainda mais, acentuando a polarização e a belicosidade dos participantes. Espero que haja uma saída, mas, qualquer que seja, ela está ainda muito distante.”
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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