“Forró da Bahia”, Zelito Miranda: para balançar o esqueleto! Ou não!

BOM DIA!!!

bom dia!!!

(Gilson Nogueira)

AF
Augusto Fernandes
 

 (crédito: TSE/Divulgação)

(crédito: TSE/Divulgação)

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reagiu, mais uma vez, às constantes críticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral do país. Segundo o magistrado, dizer que o sistema é fraudulento “é um discurso quem não aceita a democracia”.

“O discurso de que ‘se eu perder houve fraude’ é de quem não aceita a democracia, porque a alternância no poder é um pressuposto dos regimes democráticos”, ponderou Barroso, nesta quinta-feira (29/7), ao participar da inauguração da nova sede do Tribunal Regional Eleitoral do Acre.

Barroso destacou que “o sistema atual consagra a democracia e que uma das características da democracia é reconhecer que outro que pensa diferente de mim pode ganhar”. Apesar de não citar Bolsonaro nominalmente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) lamentou a maneira como o sistema eleitoral brasileiro passou a ser desmerecido nos últimos meses.

“Uma causa que precise de ódio, mentira, desinformação, agressividade e grosseria não pode ser uma causa boa”, reclamou Barroso.

O magistrado ainda comentou que o voto impresso, tão defendido por Bolsonaro para as eleições do ano que vem, não é mais seguro do que a urna eletrônica. Barroso disse que “há uma crença de pessoas de boa fé de que o voto impresso traria mais uma possibilidade de auditoria”, mas opinou que, “a despeito disso parecer lógico, isso não é verdadeiro”.

“Ele (voto impreso) é menos seguro porque precisa ser transportado. Estamos falando de 150 milhões de votos. Há regiões com milícias, roubo de cargos. Transportar votos, armazenar votos. Isso é um filme de terror. Vai dar inconsistência. Dá no caixa do banco, que não quer perder dinheiro. Imagine num país polarizado”, alertou.

“Paixão por eleições livres e limpas”

Barroso ainda fez menção à derrota do deputado Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014, quando ele disputou a Presidência da República e perdeu para Dilma Rousseff (PT). Bolsonaro afirma que o tucano deveria ter saído vitorioso, apesar de o próprio Aécio reconhecer que perdeu o pleito.

“Em 2014, o candidato derrotado pediu auditoria e o próprio partido reconheceu que não houve fraude. Nunca se documentou fraude. No dia que se documentar, a Justiça Eleitoral vai apurar imediatamente. Ninguém tem paixão por urnas, mas, sim, por eleições livres e limpas”, destacou Barroso.

jul
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Neste momento passa muita coisa na cabeça. Eu tinha colocado estar na Olimpíada como meu grande objetivo e acho que todos que já passaram pela ginástica se veem um pouco nessa medalha”, comentou a atleta

AE
Agência Estado
 

 (crédito: Martin BUREAU / AFP)

(crédito: Martin BUREAU / AFP)
Rebeca Andrade chegou na área de entrevistas para os jornalistas e enquanto esperava todos se posicionarem no local, atendeu um chamado em seu telefone: “Oi mãe, espera um pouco que vou dar entrevista aqui e já ligo para a senhora. Te amo”, disse a atleta de 22 anos, vice-campeã olímpica no individual geral da ginástica artística.
O ouro não veio, mas ela nem se importou com isso. Preferiu enaltecer o resultado histórico e dedicou aos atletas de sua modalidade. “Neste momento passa muita coisa na cabeça. Eu tinha colocado estar na Olimpíada como meu grande objetivo e acho que todos que já passaram pela ginástica se veem um pouco nessa medalha”, comentou.
“Essa medalha não é só minha, é de todo mundo. Todos sabem da minha trajetória, o que eu passei. Se eu não tivesse cada pessoa dessa na minha vida, isso aqui não teria acontecido. Tenho certeza disso. Sou muito grata a todo mundo mesmo”, celebrou Rebeca.
A história da ginasta de Guarulhos (SP) é de superação. A primeira delas é por se manter no esporte mesmo diante de todas as dificuldades na vida, como falta de dinheiro até para se locomover ao ginásio onde treinava. De família humilde, foi uma lutadora desde o começo, quando iniciou aos 4 anos na modalidade.
Aos poucos foi mostrando seu talento e contando com a ajuda de muitas pessoas, de sua família e dos treinadores. “Minha mãe ia trabalhar a pé para me dar o dinheiro da condução para eu poder ir treinar. Ela acompanhou todo o meu processo, então está muito orgulhosa do que eu conquistei aqui”.
Rebeca até pensou em desistir algumas vezes da carreira por causa das lesões. Foram muitas que castigaram seu corpo, incluindo três cirurgias no joelho. Até por isso, só pensou em mostrar seu talento no Japão. “Eu queria fazer uma boa apresentação para ser inspiração para outras crianças”, comentou.
Sobre o abandono da americana Simone Biles da prova por causa da pressão psicológica por ser o principal nome da modalidade atualmente, Rebeca apoiou a decisão da colega de tablado.
“Não foi nada negativo, as pessoas têm que entender que o atleta é um humano, não um robô. A decisão que ela tomou foi a mais sábia que ela podia tomar por ela, não pelos outros, porque não se brinca com a cabeça. Eu trabalho muito com a psicóloga por causa disso”, afirmou a brasileira. “A pressão nela era constante e muito difícil. Ela se cobra muito. Fiquei orgulhosa pela atitude”, concluiu

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Posted on 30-07-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-07-2021



 

Amarildo, na

 

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DO JORNAL DO BRASIL

Brasileira conquista a medalha de prata na ginástica artística

Foto: Jonne Roriz/COB
Credit…Foto: Jonne Roriz/COB

Por JORNAL DO BRASIL

A brasileira Rebeca Andrade se tornou nesta quinta-feira (29) a primeira brasileira a conquistar uma medalha na ginástica artística feminina dos Jogos Olímpicos. A atleta de 22 anos de idade ficou com a prata do individual geral em Tóquio, atrás apenas da americana Sunisa Lee.

No Centro de Ginástica Ariake, Rebeca somou 57,298 pontos, mas ficou atrás de Lee, que fez 57,433 pontos. O bronze foi conquistado pela russa Angelina Melnikova, com 57,199 pontos.

Simone Wiles, grande estrela das Olimpíadas de Tóquio, que abriu mão do megaevento esportivo para cuidar da sua saúde mental, acompanhou as provas e até aplaudiu a brasileira.

Rebeca, que chegou aos Jogos depois de se recuperar de uma série de lesões, avançou para a final do individual na segunda posição, atrás somente de Biles. A ginasta brasileira teve atuações seguras nas provas e conseguiu se consagrar no solo ao som do funk “Baile de Favela”.

Com a prata, Rebeca conseguiu se juntar aos medalhistas olímpicos brasileiros Arthur Zanetti, Diego Hypolito e Arthur Nory. No feminino, os melhores resultados da ginástica do país eram os quintos lugares de Daiane dos Santos no solo em 2004, na Grécia, e de Flavia Saraiva na trave em 2016, no Rio de Janeiro.

Além disso, a ginasta ajudou o Brasil a conquistar sua sétima medalha na atual edição das Olimpíadas, com um ouro, três pratas e três bronze.

Incentivada por tia

A brasileira Rebeca Andrade, 22 anos, se tornou nesta quinta-feira (29) a primeira ginasta da história do país a conquistar uma medalha olímpica. A prata no individual geral nos Jogos Olímpicos de Tóquio coroou uma carreira repleta de desafios e que só não teve um fim precoce por insistência da mãe, Rosa Santos.

Andrade nasceu na periferia de Guarulhos, em São Paulo, em uma família com mais sete irmãos. Por incentivo de uma tia, aos quatro anos, a menina entrou em um projeto social da prefeitura da cidade.

A atleta relatou, em diversas entrevistas, que a mãe e o irmão mais velho a levavam para os treinos, mas que por conta do pouco dinheiro que a família tinha, sua frequência não era a ideal e ela faltava muito.

Por conta do talento, sua treinadora, Keli Kitaura, propôs à família que Andrade ficasse na casa dela nos fins de semana, assim ela não perderia mais os treinamentos. Dona Rosa aceitou e sempre incentivou a filha a continuar no esporte.

Aos 9, outra mudança, dessa vez maior: ela foi convidada para ir ao centro da ginástica brasileira em Curitiba. Logo depois, foi contratada pelo Flamengo – clube que defende até hoje – e se mudou para o Rio de Janeiro.

O primeiro título profissional de Andrade foi com apenas 13 anos. Ela conquistou o Troféu Brasil de Ginástica Artística, em prova que tinha outros grandes nomes da ginástica brasileira como Jade Barbosa e Daniele Hypólito.

Em sua primeira prova internacional, em 2015, ela ficou em terceiro lugar nas paralelas assimétricas na Copa do Mundo de Ginástica, na Eslovênia.

Um outro problema enfrentado por Andrade, e que quase a fez desistir das competições, foi a quantidade de lesões graves sofridas. Não fosse pelas broncas da mãe, a ginasta teria abandonado o esporte.

Ela passou por três cirurgias no joelho, que demandaram longos tempos de recuperação e perdas de competições importantes, além de uma cirurgia no pé em 2015.

Em 2016, Andrade viralizou nas redes sociais por conta da apresentação de uma coreografia ao som de Beyoncé. Em Tóquio, não foi diferente. A mistura do clássico “Tocata e Fuga”, de Johann Sebastian Bach, com “Baile de Favela”, de MC João, viralizou e animou os brasileiros.

Agora, depois da vitória no individual geral, Andrade ainda disputará as finais individuais de salto – onde recebeu a maior nota nesta quinta-feira – no domingo (1º) e no solo na segunda-feira (2).(com agência Ansa)

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