DO G1

Por G1

Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, na tarde deste sábado (24), na Avenida Paulista em São Paulo (SP) — Foto: RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, na tarde deste sábado (24), na Avenida Paulista em São Paulo (SP) — Foto: RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Manifestantes foram às ruas neste sábado (24) para protestos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e em defesa da vacinação contra a Covid-19.

Até por volta das 19h20, haviam sido registrados protestos em pelo menos 120 municípios, localizados em 26 estados e o Distrito Federal, incluindo as 27 capitais.

Esta é a quinta vez no ano em que há um dia de protestos pelo país contra o governo Bolsonaro. As demais foram em janeiro, maio, junho e início de julho, sendo que, em janeiro, foi realizada uma carreata.

Assim como as manifestações anteriores, os protestos deste sábado ocorreram de forma pacífica. A maioria dos manifestantes usavam máscara como medida de proteção contra o coronavírus. Em alguns momentos, porém, houve aglomeração, apesar dos alertas sobre distanciamento social.

Além do impeachment de Bolsonaro, a pauta dos protestos também incluiu pedido de aumento do valor do auxílio emergencial pago durante a pandemia e mais recursos para educação. Houve manifestações contra a privatização da Eletrobras e dos Correios.

Veja a situação das manifestações pelo país:

São Paulo

VÍDEO: Protesto contra Bolsonaro na Av. Paulista tem bandeiras verde e amarela e do Brasil
 

Em São Paulo, manifestantes realizaram um ato contra o governo Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, região central da cidade de São Paulo.

A concentração começou por volta das 14 horas deste sábado, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A via foi completamente fechada para o trânsito de veículos por volta das 15 horas.

Os manifestantes levaram cartazes com dizeres como “Vamos celebrar a vida: viva a vacina e #ForaBolsonaro”, “Amazônia em pé, abaixo Bolsonaro”, “Correios ficam, Bolsonaro sai”.

O ato também teve grandes faixas com as cores vermelha e preta com os dizeres “Fora Bolsonaro”, além de uma longa bandeira verde e amarela. Carros de som se posicionaram ao longo da Paulista, sendo o principal em frente ao Masp.

VÍDEO: Ato contra Bolsonaro na Avenida Paulista tem confusão e cenas de vandalismo
 
RIO DE JANEIRO
Vista aérea mostra manifestantes ao longo da avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio — Foto: TV Globo

Vista aérea mostra manifestantes ao longo da avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio — Foto: TV Globo

Manifestantes se reuniram no Centro do Rio de Janeiro em protesto contra o governo Bolsonaro. A grande maioria deles usava máscara facial. O ato foi encerrado por volta das 15h.

A concentração do ato teve início por volta das 10h na Avenida Presidente Vargas, em frente ao monumento em homenagem a Zumbi dos Palmares. De lá, eles seguiram em caminhada rumo à Praça da Candelária.

O ato foi convocado por centrais sindicais e partidos políticos, que formaram um grupo batizado de Bloco Democrático. A pauta de reinvindicações era diversa. O próprio grupo denominou a manifestação como “dia de unir o país em defesa da democracia, da vida dos brasileiros e do fora Bolsonaro”.

A manifestação terminou por volta das 15h. No fim do protesto, a Polícia Militar abordou alguns manifestantes e houve um princípio de tumulto nas imediações do ato.

Um homem foi detido por PMs na Rua Nilo Peçanha e levado para a 5ª DP (Mem de Sá). Em outro momento, os policiais também usaram spray de pimenta para dispersar integrantes do protesto.

VÍDEO: PM lança spray de pimenta contra manifestantes no Rio; homem foi detido
 
 

VÍDEO: PM lança spray de pimenta contra manifestantes no Rio; homem foi detido

Distrito Federal

Grupo protesta contra Jair Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios — Foto: TV Globo/Reprodução

Grupo protesta contra Jair Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios — Foto: TV Globo/Reprodução

Em Brasília, o protesto fechou a Esplanada dos Ministérios em Brasília. A concentração começou por volta das 15h deste sábado, no Museu Nacional da República.

O grupo pede o impeachment do presidente, defende mais vacinas contra a Covid-19 e critica a gestão do governo na pandemia. Os participantes também cobram medidas de distribuição de renda, como o aumento do auxílio emergencial.

O grupo iniciou marcha até o Congresso Nacional por volta das 16h30. Em seguida, os manifestantes percorreram a Esplanada dos Ministérios no sentido contrário até o Teatro Nacional e começaram a dispersar por volta das 17h30.

A Polícia Militar acompanha o ato. Até a última atualização desta reportagem, não houve registro de ocorrências.

Minas Gerais

Manifestantes protestam contra governo Bolsonaro em Belo Horizonte — Foto: Thiago Phillip/TV Globo

Manifestantes protestam contra governo Bolsonaro em Belo Horizonte — Foto: Thiago Phillip/TV Globo

Em Minas Gerais, houve registro de protesto em Belo Horizonte e em outras cidades, como Governador Valadares e Timóteo. Também teve manifestação em Montes Claros.

Foram levadas bandeiras diversas, como a do Brasil, de movimentos sociais, de partido políticos e do movimento LGBTQIA+. Os manifestantes também exibem um boneco inflável gigante, fazendo alusão a Bolsonro, vestido de morte e portando a faixa presidencial suja de sangue e uma caixa de medicamento nas mãos. O remédio foi chamado de “cloropina”.

Pelo estado, a pauta de reivindicações foi diversa. Além de pedirem o impeachment de Bolsonaro, os manifestantes também protestaram contra a privatização da Eletrobrás e dos Correios e os cortes na área de educação.

Manifestantes protestaram contra o governo em Governador Valadares — Foto: Divulgação

Manifestantes protestaram contra o governo em Governador Valadares — Foto: Divulgação

Pernambuco

Manifestantes protestam contra o governo Bolsonaro no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Manifestantes protestam contra o governo Bolsonaro no Recife, neste sábado (24) — Foto: Priscilla Aguiar/G1

Na capital pernambucana, o protesto contra o governo reuniu manifestantes no Centro do Recife. O ato foi convocado por movimentos sociais e estudantis, partidos políticos e centrais sindicais.

Os manifestantes protestavam pela agilidade na vacinação para prevenir a Covid-19, contra a fome e para pedir ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que dê andamento ao processo de impeachment de Bolsonaro.

Bahia

Protesto em Salvador contra o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Divulgação/SINDJUFE-BA

Protesto em Salvador contra o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Divulgação/SINDJUFE-BA

Manifestantes também foram às ruas protestar contra o governo Bolsonaro e em defesa da vacinação contra a Covid-19 em Salvador e outras cidades baianas.

A Bahia registra, desde o início da pandemia, 25.457 mortes por Covid-19. Já são 1.182.673 casos confirmados da doença no estado.

Ceará

Manifestantes pedem impeachment de Bolsonaro e vacinas contra Covid-19 em protesto em Fortaleza. — Foto: Thiago Gadêlha

Manifestantes pedem impeachment de Bolsonaro e vacinas contra Covid-19 em protesto em Fortaleza. — Foto: Thiago Gadêlha

Em Fortaleza, a concentração ocorreu na Praça Portugal, no Bairro Aldeota, de onde os participantes seguiram para a Praia de Iracema. Pela manhã, também houve protesto em Juazeiro do Norte, no Sul do Ceará.

As pessoas começaram a se reunir na Praça Portugal, na capital, no início da tarde. Além de o protesto pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, os manifestantes querem mais vacinas contra a Covid-19. O ato deve terminar no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Em Juazeiro do Norte, no Sul do Ceará, a manifestação ocorreu de 8h às 11h, com um percurso que começou na praça da prefeitura e seguiu até a Praça Padre Cícero.

O ato foi convocado por movimentos sociais, sindicatos e teve participação de manifestantes independentes, segundo a organização. Entre as reivindicações estavam pautas nacionais, como o impeachment do presidente e o avanço da vacinação.

Espírito Santo

Manifestantes fecham avenida em manifestação contra governo Bolsonaro em Vitória, ES — Foto: Rodrigo Gavini/ Rede Gazeta

Manifestantes fecham avenida em manifestação contra governo Bolsonaro em Vitória, ES — Foto: Rodrigo Gavini/ Rede Gazeta

Em Vitória, a concentração para o ato teve início por volta de 14h, na praça do bairro Jucutuquara. De lá, os manifestantes seguiram para a Praça do Papa, na Enseada do Suá.

A manifestação terminou por volta de 17h. Os participantes pediam o impeachment de Bolsonaro, mais recursos para educação e também houve manifestações contra a privatização dos Correios.

A manifestação foi convocada por partidos políticos, sindicatos e movimentos estudantis. A maioria dos manifestantes usava máscara e houve registro de aglomeração.

Goiás

Manifestantes em ato contra o presidente Jair Bolsonaro em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Manifestantes em ato contra o presidente Jair Bolsonaro em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Em Goiânia, o protesto começou por volta de 9h, na Praça do Trabalhador, no Setor Central, e se encerrou por volta das 12h, na Praça da Bíblia. O protesto foi organizado por estudantes e centrais sindicais.

Assim como em manifestações semelhantes realizadas em outras datas, os protestos ocorreram de forma pacífica. A maioria dos manifestantes usava máscara como medida de proteção contra o coronavírus. Em alguns momentos, porém, houve aglomeração, apesar dos alertas sobre distanciamento social.

Maranhão

Manifestantes realizam ato contra presidente Jair Bolsonaro pela Rua Rio Branco em São Luís — Foto: Cainã Oliveira/Grupo Mirante

Manifestantes realizam ato contra presidente Jair Bolsonaro pela Rua Rio Branco em São Luís — Foto: Cainã Oliveira/Grupo Mirante

Em São Luís, a concentração aconteceu por volta das 9h, na Praça Deodoro, situada na região central da cidade, onde faixas e cartazes pediam ampliação da vacinação contra a Covid-19, comida no prato, educação de qualidade, além do impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

As manifestações tiveram início às 10h17 e foram encerradas às 11h41.

Medidas sanitárias como o uso de máscaras foram utilizadas pelos manifestantes, mas em alguns momentos o distanciamento social não foi respeitado e houve aglomeração.

A manifestação foi convocada pelo partido PSTU com o apoio de entidades sindicais, partidos políticos, movimentos estudantis e organizações. Os manifestantes gritaram palavras de ordem como fascismo, corrupção na compra de vacinas e o aumento no gás e também dos alimentos.

Mato Grosso

Manifestação se concentra na Praça Alencastro, em Cuiabá — Foto: Assessoria Adufmat

Manifestação se concentra na Praça Alencastro, em Cuiabá — Foto: Assessoria Adufmat

Assim como as manifestações anteriores, os protestos deste sábado ocorreram de forma pacífica. A maioria dos manifestantes usavam máscara como medida de proteção contra o coronavírus.

Pela manhã, também houve manifestações em Cuiabá e em outras cidades de Mato Grosso, como Cuiabá, Barra do Garças, Juína, Rondonópolis e Tangará da Serra.

Mato Grosso do Sul

Protesto contra Jair Bolsonaro, em Campo Grande — Foto: Carla Salentim/TV Morena

Protesto contra Jair Bolsonaro, em Campo Grande — Foto: Carla Salentim/TV Morena

Em Campo Grande, manifestantes com faixas e cartazes se concentraram em uma praça na área central e depois seguiram em carreata pelas principais ruas durante a manhã deste sábado. No movimento, representantes de diversas classes trabalhadoras.

Em Corumbá, a 415 quilômetros de Campo Grande, o grupo ficou concentrado na praça Jardim da Independência, no Centro. Também houve manifestação em Jardim.

Pará

Manifestação contra presidente Bolsonaro percorre ruas de Belém
 
 

Manifestação contra presidente Bolsonaro percorre ruas de Belém

Em Belém, a passeata saiu por volta das 8h30 da manhã da Praça da República no centro de Belém e seguiu até o Mercado de São Brás. Com faixas, o grupo protestou em defesa da vacina, emprego, pela volta do auxílio emergencial de R$ 600 e ações contra a fome.

O protesto foi acompanhado pela Polícia Militar. Manifestantes usaram máscaras durante o ato, mas imagens registram aglomeração de pessoas.

Paraíba

Protesto contra Jair Bolsonaro em João Pessoa, na Paraíba, neste sábado (24) — Foto: Lara Brito/G1 Paraíba

Protesto contra Jair Bolsonaro em João Pessoa, na Paraíba, neste sábado (24) — Foto: Lara Brito/G1 Paraíba

Pelo menos cinco cidades paraibanas registraram atos contra o presidente da República Jair Bolsonaro. Os atos foram registrados na capital João Pessoa, em Campina Grande, no Agreste, e em Patos, Cajazeiras e Sousa, no Sertão da Paraíba.

Em João Pessoa, os manifestantes se concentraram no Mercado Público de Mangabeira, de onde saíram em passeata, empunhando faixas e cartazes com críticas ao presidente Jair Bolsonaro. Eles saíram com destino à Praça da Paz, nos Bancários, onde realizaram mais manifestações.

Piauí

Manifestação em Teresina pede impeachment de Bolsonaro, mais vacinas e auxílio de R$ 600 — Foto: Naftaly Nascimento / G1 PI

Manifestação em Teresina pede impeachment de Bolsonaro, mais vacinas e auxílio de R$ 600 — Foto: Naftaly Nascimento / G1 PI

Em Teresina, a concentração começou por volta de 8h na Praça Rio Branco, no Centro da cidade. Em seguida, às 10h, eles saíram em caminhada pelas ruas do Centro, com cartazes e carros de som.

O grupo passou por diversas ruas do centro e por volta das 10h30 chegou à sede do executivo estadual, o Palácio de Karnak. Depois, seguiu rumo à avenida Frei Serafim, a principal via da capital, que ficou parcialmente interditada no sentido Centro-Leste. Os manifestantes deixaram livre a faixa de passagem de ônibus.

Paraná

Em Curitiba, o protesto ocorreu durante a tarde e foi convocado por partidos de oposição ao governo, sindicatos e movimentos sociais — Foto: Rafael Trindade/RPC

Em Curitiba, o protesto ocorreu durante a tarde e foi convocado por partidos de oposição ao governo, sindicatos e movimentos sociais — Foto: Rafael Trindade/RPC

Em Curitiba, o protesto ocorreu durante a tarde e foi convocado por partidos de oposição ao governo, sindicatos e movimentos sociais. Os manifestantes se reuniram na Praça Santos Andrade, no Centro da capital.

A maioria respeitou o distanciamento social e usou máscara. Eles ocuparam parte da praça com faixas e bandeiras.

Também houve protestos contra Bolsonaro em cidades do interior, como Guarapuava, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Maringá, Londrina, Umuarama e Cascavel.

Os protestos foram pacíficos e os manifestantes percorreram vias com cartazes pedindo mais vacinas e o impeachment do presidente.

Rio Grande do Norte

Em Natal, manifestantes protestaram contra o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi

Em Natal, manifestantes protestaram contra o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi

Houve protesto em pelo menos três cidades do Rio Grande do Norte: Natal, Parnamirim e Caicó. Atos também cobraram mais vacinas contra a Covid-19.

Em Natal a concentração começou às 15h na esquina das avenidas Salgado Filho e Nevaldo Rocha. Por volta das 16h os manifestantes saíram em caminhada em direção à Praça de Mirassol.

Os manifestantes usavam máscaras de proteção e também houve distribuição de máscaras do tipo PFF2, que têm maior eficácia na proteção contra a Covid, e de álcool a 70% para os participantes.

Apesar das orientações dos organizadores no carro de som, imagens mostram que houve aglomerações em alguns momentos do protesto.

Rio Grande do Sul

Manifestação contra Bolsonaro no Centro de Porto Alegre — Foto: Reprodução/RBS TV

Manifestação contra Bolsonaro no Centro de Porto Alegre — Foto: Reprodução/RBS TV

Em Porto Alegre, os manifestantes se reuniram às 15h em frente à prefeitura e saíram em passeata pelas ruas do Centro Histórico até o Largo Zumbi dos Palmares, onde deve encerrar a manifestação no entardecer. Na série de pautas levantadas estavam desde as denúncias de corrupção do governo federal e do atraso na compra de vacinas até críticas à Reforma Administrativa e ao teto de gastos.

Uma reprodução de um gado na cor branca com a faixa verde e amarela foi exposta para que as pessoas escrevessem os motivos de sua manifestação. Depois, ele saiu puxados por dois manifestantes pelas ruas.

Manifestações contra Bolsonaro foram expressas em uma reprodução de um gado — Foto: Reprodução/RBS TV

Manifestações contra Bolsonaro foram expressas em uma reprodução de um gado — Foto: Reprodução/RBS TV

A maioria das concentrações respeitou o distanciamento entre as pessoas e quase todos os manifestantes usavam máscaras. Porém, em alguns casos, foram registradas aglomerações e uso errado dos equipamentos de proteção individual.

Rondônia

Roraima

Santa Catarina

Manifestação contra o presidente em Criciúma, no Sul de Santa Catarina — Foto: Giovane Marcelino/Divulgação

Manifestação contra o presidente em Criciúma, no Sul de Santa Catarina — Foto: Giovane Marcelino/Divulgação

Cidades de Santa Catarina também tiveram manifestações favoráveis à vacinação mais rápida contra a Covid-19 e ao impeachment do presidente da República. Os atos ocorreram em Joinville e Jaraguá do Sul, no Norte, e em Criciúma, no Sul catarinense.

Sergipe

Manifestantes passam pelo Bairro Jardins , em Aracaju. — Foto: Michele Costa/ TV Sergipe

Manifestantes passam pelo Bairro Jardins , em Aracaju. — Foto: Michele Costa/ TV Sergipe

Em Aracaju, o ato começou por volta das 15h, com concentração na praça do Conjunto Leite Neto, no Bairro Grageru, onde grupos com bandeiras e faixas também se mostraram contrários ao avanço da fome no país e a reforma administrativa.

Os manifestantes seguiram em caminhada pelas ruas da cidade, passando pelo Bairro Jardins. O encerramento está marcado para acontecer na praia Formosa, no Bairro Treze de Julho.

Valsa de Um Cudade”, Rita Lee: a mais completa tradução de São Paulo, no dizer da Caetano Veloso, fala e canta sobre o seu amor  à Cidade Maravilhosa, em emocionante performance ao vivo. Viva!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
25
 

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Parlamentares acreditam que a PEC para mudar o sistema eleitoral perdeu qualquer chance de avançar no Congresso após supostas ameaças de Braga Netto às eleições. Bolsonaro, no entanto, mantém defesa da proposta e segue no ataque às urnas eletrônicas

LC
Luiz Calcagno
ST
Sarah Teófilo
IS
Ingrid Soares
 

Alessandro Molon: ''A rejeição do voto impresso pela comissão da Câmara tornou-se praticamente certa'' - (crédito: pablo valadares)

Alessandro Molon: ”A rejeição do voto impresso pela comissão da Câmara tornou-se praticamente certa” – (crédito: pablo valadares)

A crise provocada pelo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, complicou ainda mais a situação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135, de 2019, que prevê a mudança do sistema de votação para incluir a impressão do voto com fins de auditagem. Se a derrota do relatório na comissão especial já era dada como certa antes do recesso, as chances de avançar minguaram de vez depois das supostas ameaças do militar de que não haverá eleições em 2022 se o texto não passar no Congresso. O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, é enfático na defesa da proposta e segue no ataque às urnas eletrônicas.

Parlamentares afirmaram que Braga Netto acabou trabalhando contra a PEC do governo. Cálculos de partidos do Centrão chegam a apontar uma proporção de quatro votos contrários para cada dois favoráveis.

O tema já era alvo de articulação de DEM, MDB, PSDB, PP, PSD, PSL, Avante, Republicanos, Solidariedade, Cidadania e PL, contrários à proposta. O texto seria votado na comissão especial antes do recesso, mas, diante da iminente derrota, o governo manobrou para adiar. Agora, mesmo integrantes dessas siglas que ainda defendiam a PEC começam a mudar de opinião.

Deputados mais cautelosos disseram, ainda, não ser possível sustentar que a proposta está enterrada. Na condição de anonimato, um articulador pregou cautela. Já um parlamentar do Republicanos minimizou a crise, mas frisou que deputados querem acabar logo com a discussão: se for aprovada na comissão, que siga ao plenário.

Vice-líder do MDB, o deputado Hildo Rocha (MA) não vê possibilidade de o texto passar. “Eu acho que ela vai ser enterrada. Vai ser arquivada. Ele (Braga Netto) jogou uma pá de terra na PEC. Já estava difícil ser aprovada. Com essa mensagem do Braga Netto, ficou impossível”, cravou.

Fábio Trad (PSD-MS), que assinou requerimento de convocação de Braga Netto pela Câmara, está entre os que veem como uma questão de honra derrubar a PEC. “O Congresso não pode abaixar a cabeça. Se a Câmara votar favorável à PEC, a sociedade vai imaginar que foi por conta da ameaça feita pelo Braga Netto”, argumentou. “Assim, estaríamos nos submetendo a um relacionamento com domínio e submissão, com ameaças e chantagens. Isso fulminaria e aniquilaria o princípio da tripartição dos Poderes. Seria a declaração de um regime ditatorial.”

O deputado João Marcelo Souza (MDB-MA) reforçou que o Congresso “não pode, nunca, se deixar intimidar”. “Temos de peitar o Executivo, no sentido de que cabe a nós resolver o que é de ordem do Legislativo. Não podemos nos deixar levar pela forma açodada com a qual somos tratados”, afirmou. “Qualquer opinião do Executivo sobre se vai ter ou não eleição, com ou sem voto impresso, é inválida no regime democrático. Vai depender do Congresso Nacional decidir.”

O líder da oposição, Alessandro Molon (PSD-RJ) vai na mesma linha. “A rejeição do voto impresso pela comissão da Câmara já era bem provável antes do recesso. Agora, tornou-se praticamente certa”, afirmou. Para o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a derrubada da matéria deve ser uma resposta aos militares. “Isso vai ser importante”, destacou.

“Exército”

Ontem, Bolsonaro investiu novamente contra o atual sistema eleitoral. Ele afirmou que a população não aceitará as eleições de 2022 sem o voto impresso. O mandatário ainda comparou os eleitores a um “exército” e voltou a criticar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso.
“O Barroso…sem comentários. Mas tudo bem. O nosso exército, que são vocês, não vai aceitar acontecer o que ocorreu em outros países, porque depois, para retornar, pessoal… O que a gente quer é jogar dentro das quatro linhas da Constituição, e queremos eleições limpas”, disse a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. “Eleições que não sejam limpas não são eleições. É uma coisa simples de entender. Eleição fraudada não é eleição, isso não é democracia.”

Bolsonaro reconheceu que se o projeto de voto auditável fosse colocado em votação hoje, “não passaria”. “Fico me perguntando por que não querem voto impresso. (…) De repente, Barroso foi para dentro do Congresso, conversou com líderes, e eles trocaram as composições dos seus representantes nas comissões. Hoje, na comissão, não passa.”

O presidente repetiu que Barroso tem interesse nas eleições do próximo ano. “Qual é o interesse dele? Tinha de ser o primeiro a dizer: ‘Presidente, o voto impresso é mais uma segurança’ e dar um motivo qualquer para não ter. Não essa desculpa esfarrapada de ‘não tem dinheiro’. O dinheiro quem trata sou eu, não é ele. Não vai faltar dinheiro para comprar a maquininha para imprimir o voto.”

Pelo Twitter, Barroso explicou a ida ao Congresso: “A verdade, no Brasil de hoje, precisa ser restabelecida a cada dia. Estive na Câmara dos Deputados, após insistentes convites da própria comissão de voto impresso, para explicar que temos voto seguro, transparente e auditável”, escreveu.

jul
25
Posted on 25-07-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-07-2021


 

Tacho, NO

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Moro manda recado para os caminhoneiros
 

Às vésperas de uma possível nova paralisação de caminhoneiros, programada para ocorrer a partir da meia-noite de domingo, Sergio Moro mandou um recado para a categoria.

Em vídeo feito a pedido de Wanderlei Alves, o Dedeco, um dos líderes dos caminhoneiros, Moro falou da importância da categoria e disse torcer pelo fim da pandemia.

 “Nós sabemos das dificuldades de exercer esses trabalhos durante a pandemia. Sabemos da relevância do trabalho dos caminhoneiros pelo país. Não pode parar essa atividade, que acaba se expondo um pouco mais por conta da pandemia. Vamos torcer para essa pandemia passar logo.”

Como noticiamos, Moro, que se mudou para os Estados Unidos, esteve na semana passada em Brasília e em Curitiba, para resolver pendências pessoais e intensificar conversas políticas.

Ele ainda não decidiu se será ou não candidato ao Planalto em 2022. A decisão será tomada até novembro.

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