DO CORREIO BRAZILIENSE

Um parlamentar disse ao Correio que, nos bastidores, a informação é de que o áudio existe, e Miranda mostrou parte dele a deputados do PP, para mandar um recado a Bolsonaro

ST
Sarah Teófilo
postado em 10/07/2021 06:00
 

 (crédito: Pedro França/Agência Senado)

(crédito: Pedro França/Agência Senado)

O receio da existência de um áudio do presidente Jair Bolsonaro em conversa com o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, continua rondando o Planalto. Ontem, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) publicou em seu Twitter que a gravação “são 50 minutos de muita informação e baixaria”. “Próximos dias prometem!”, escreveu.

Em depoimento à CPI, Luis Miranda afirmou que ele e o irmão relataram a Bolsonaro as suspeitas em relação à negociação da vacina indiana Covaxin. O presidente teria dito, então, que parecia ser “rolo” do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Desde então, esperava-se que o chefe do Executivo desmentisse os irmãos Miranda, mas isso não ocorreu. A falta de ação do presidente, que costuma responder a qualquer citação ao seu nome de forma rápida e dura, levantou suspeitas de senadores da CPI e de deputados de que Bolsonaro tema haver, de fato, o áudio. Luis Miranda nunca confirmou a existência, mas já insinuou que seu irmão pode ter gravado. A assessoria do deputado disse, ontem, desconhecer o assunto.

Um parlamentar disse ao Correio que, nos bastidores, a informação é de que o áudio existe, e Miranda mostrou parte dele a deputados do PP, para mandar um recado a Bolsonaro. Teria havido, inclusive, uma reunião num apartamento em Brasília, quando o parlamentar teria mostrado a gravação. Com o presidente em silêncio há 14 dias sobre o assunto, a suspeita se torna ainda mais forte.

“Mon village englouti…, Charles Trenet: bela e nostalgica canção de Trenet ao seu lugar de origem para embalar o domingo de julho do inverno de 2021 na Cidade da Bahia.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

jul
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 DO CORREIO BRAZILIENSE

Senadora criticou ministro da Defesa, Braga Netto, por ter emitido nota contra Aziz sem tentar resolver o assunto nos bastidores

LC
Luiz Calcagno
ST
Sarah Teófilo
BL
Bruna Lima
 

 

Sob investidas do presidente Jair Bolsonaro e após reação das Forças Armadas às declarações do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), disse, ontem, que o colegiado não teme “intimidações e quarteladas”. A declaração foi feita após comandantes militares reiterarem as ameaças feitas aos parlamentares de que não aceitarão ataques.

“Não vamos investigar instituição militar, longe de nós. Nós temos responsabilidade institucional. Agora, vamos, sim, investigar o que aconteceu nos porões do Ministério da Saúde. E, na medida em que esses fatos forem sendo conhecidos e essas provas foram sendo apresentadas, nós vamos cobrar a punição dos seus responsáveis, sejam eles civis, sejam eles militares. Não importa”, avisou.

Na entrevista que deu ao O Globo, o comandante da Aeronáutica, Carlos Almeida Baptista Junior, disse que a nota das Forças Armadas foi um “alerta” a Aziz sobre os ataques às instituições. Pelo Twitter, o comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos, endossou as declarações. “Nos momentos de festa ou de dor, os militares estarão sempre unidos, em prol do povo brasileiro. Espírito de corpo forte. Corporativismo, jamais!”, postou.

Cautela

Entre os membros da CPI, tanto governistas quanto oposicionistas foram diplomáticos ao avaliarem a crise. A senadora Simone Tebet (MDB-MS), porém, criticou o ministro da Defesa, Braga Netto, por ter emitido nota contra Aziz sem tentar resolver o assunto nos bastidores. “É obvio que ali faltou, não sei se foi intencional, por parte do ministro da Defesa, o que desde a antiguidade se faz na política, que é a arte do diálogo”, frisou.

Parlamentares veem a nota das Forças Armadas que mira Omar Aziz como uma tentativa de intimidar a CPI. As investigações se aproximam de supostas irregularidades na compra de vacinas, que envolvem diretamente militares do alto escalão das Forças Armadas integrantes do governo.

O senador governista Marcos Rogério (DEM-RO) defendeu as Forças. “A fala no ambiente de CPI, sendo transmitida ao vivo para todo o Brasil, tem peso. O Omar (Aziz), em um primeiro momento, errou muito e, no momento seguinte, faz uma correção do que disse, mas disse”, destacou. “E a nota vem em razão do que se falou em um primeiro momento e que foi público. Não cabe a mim fazer juízo de valor se a nota foi mais leve ou mais pesada. Quem sente a dor decide o peso das palavras. A ofensa foi em relação às Forças Armadas. Eles se sentiram assim”, disse.

jul
11
Posted on 11-07-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-07-2021



 

Amarildo, NA

 

jul
11
 DO SITE O ANTAGONISTA
Desde que o governador do Rio Grande do Sul assumiu publicamente ser gay, ele vem sendo atacado pelo presidente da República
Bolsonaro ataca Eduardo Leite: “Aqui é terra de cabra macho”
Foto: Anderson Riedel/PR

Em resposta a um apoiador durante a motociata em Porto Alegre, Jair Bolsonaro voltou a provocar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

Durante o evento político, um apoiador disse na manhã deste sábado ao presidente que “nosso governador não é gaúcho, rapaz”. Em resposta, Bolsonaro afirmou: “Aqui é terra de cabra macho”.

Na semana passada, Leite assumiu publicamente ser gay. Desde então, vem sendo atacado pelo presidente da República.

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