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Posted on 09-07-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-07-2021
 

Intolerância

DO CORREIO BRAZILIENSE

Roberta da Silva teve o corpo queimado por um adolescente enquanto dormia. Ela estava intubada na UTI e já havia passado por duas amputações

TM
Thays Martins
 

 (crédito: Arquivo/ DP)

(crédito: Arquivo/ DP)

Morreu, nesta sexta-feira (9/7), Roberta da Silva, de 32 anos, a mulher trans que teve 40% do corpo queimado por um adolescente no Recife, em 24 de junho. A mulher estava internada no Hospital da Restauração no centro da cidade.

De acordo com o hospital, a morte de Roberta foi confirmada às 9h, por falência respiratória e renal. Mesmo com hemodiálise, ela não reagiu.

Após ter 40% do corpo queimado, Roberta passou por duas amputações. O braço esquerdo teve que ser completamente amputado e depois o direito foi parcialmente amputado. Em 5 de julho, ela foi intubada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o caso era considerado grave. 

O adolescente ateou fogo em Roberta enquanto ela dormia perto de um terminal de ônibus. Ele foi apreendido em flagrante e está em uma instituição para infratores. A Polícia Civil investiga o caso.

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DO EL PAÍS

O torneio pandêmico marcado por gramados ruins, surtos de covid-19 e pouca audiência entregará, em seu último ato, uma final única e inesquecível

Messi e Neymar na última vez que se enfrentaram num jogo oficial de seleções, em 2016.
Messi e Neymar na última vez que se enfrentaram num jogo oficial de seleções, em 2016.ANTONIO LACERDA
São Paulo
 

Sabendo que o duelo entre as duas seleções tradicionais é a melhor atração que seu torneio pode proporcionar, a Conmebol construiu o regulamento da Copa América para ter uma final entre elas. Ao contrário da Eurocopa, onde o equilíbrio e o sorteio permitem um grupo com Alemanha, França e Portugal, o torneio sul-americano começou com dois grupos de cinco seleções cada, onde Argentina integrava o grupo A e o Brasil está no B. São 20 jogos na primeira fase apenas para eliminar duas seleções —Bolívia e Venezuela, no caso, que são as duas piores do continente. Seguiu-se então o mata-mata onde, desde que brasileiros e argentinos tivessem se classificado em primeiro lugar, bastava ganhar quartas e semifinal para se cruzarem na decisão. E foi exatamente o que fizeram.

O esforço da Conmebol em promover o clássico na decisão se justifica pela história que envolve os dois países. Somados, brasileiros e argentinos ganharam sete Copas do Mundo e metade das 46 Copas América disputadas. E, se o torneio ficou banalizado com quatro edições nos últimos seis anos, o clássico como final vai no caminho contrário. Ele aconteceu somente três vezes, em 1937, 2004 e 2007, com uma vitória argentina e duas brasileiras. Uma das duas seleções sempre chega na final, mas dificilmente se encontram nela, o que engrandece a partida de sábado. Afinal, foi com as camisas dessas seleções que Pelé e Maradona despontaram como maiores estrelas da história do esporte, que também vestiram Garrincha, Mario Kempes, Passarella, Zico, Batistuta, Romário, Ronaldo, Riquelme, Ronaldinho, Messi, Neymar e tantos outros craques. Os dois últimos, que se enfrentaram de forma oficial com as suas seleções pela última vez em 2016, farão o primeiro duelo em uma final. “Não podíamos morrer sem ver isso”, como resumiu o argentino Diario Olé.

Morrer sem ver isso estava mais próximo do que imaginávamos, dados os 34 anos de Messi. Um dos melhores jogadores da história está em seus últimos anos em campo e tem uma de suas oportunidades finais de ser campeão com a Argentina. São 28 anos de jejum para os hermanos; ou seja, toda a carreira do camisa 10 que cansou de erguer taças com o Barcelona. Messi perdeu quatro finais pela albiceleste —na última, quando também perdeu um pênalti, disse que se aposentaria da seleção.

Voltou com uma postura mais maradoniana, assumindo o papel de líder dentro e fora de campo. Na semifinal que eliminou a Colômbia, teve a jornada do herói completa: fez a jogada do gol de Lautaro Martínez; levou uma entrada no tornozelo e continuou jogando com uma mancha de sangue no meião; converteu seu pênalti decisivo; provocou o adversário que perdeu sua cobrança; e terminou comemorando a vitória em campo com músicas da hinchada argentina. Messi é o jogador da Copa América 2021 com mais gols, assistências, chances criadas, chutes ao gol e dribles. Sua possível última chance de ganhar com a Argentina, com o desafio de acabar com o jejum do país e homenagear o ídolo Maradona, terá como palco o Maracanã —estádio mais famoso do mundo que, pela primeira vez, recebe um Brasil x Argentina numa final.

Do outro lado, Neymar também busca sua primeira Copa América, apesar de já ter vencido outros títulos com seu país. Em 2019, uma lesão o deixou de fora do Brasil que acabou campeão em casa. Agora, ele é o líder espiritual da equipe, artilheiro e responsável direto pelas melhores jogadas da seleção. Com uma sólida defesa e uma inesperada parceria de sucesso com Lucas Paquetá, Neymar conduziu uma seleção invicta há 13 jogos —a última derrota foi justamente para os argentinos, em 2019— que, apesar de ainda não ter atingido todo o seu potencial, joga num ritmo suficiente para passar por cima dos rivais sul-americanos e chegar como favorita ao bicampeonato em casa. Não há dúvidas, no entanto, de que a decisão será o maior desafio brasileiro antes do Mundial de 2022.

 Tantos fatores históricos e esportivos explicam como uma murcha Copa América conseguirá entregar uma final empolgante. Depois do torneio todo perdendo em audiência na TV aberta para a Globo e na TV fechada para a Eurocopa, a competição sul-americana já fez o SBT assumir a liderança do Ibope em São Paulo na noite desta terça-feira, 6 de julho, com a disputa de pênaltis entre Argentina e Colômbia. O mesmo cenário deve se repetir no sábado. E, se a Copa passou o mês inteiro gerando menos interesse ao brasileiro do que a Euro, agora ela vence o duelo no fim de semana decisivo. O Brasil x Argentina valendo taça no Maracanã, no sábado à noite, é mais atrativo do que a final entre Itália x Inglaterra, no domingo, em Wembley. E tem tudo para ser o fechamento inesquecível de um campeonato inoportuno.

“Tanta Cidade”, Noa Ney: um clássico do samba canção de autoria de Tito Madi em esplêndida interpretação da imortal Nora Ney, para embalar a sexta-feira da semana chuvosa e de frio na cidade mãe do Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Horas antes, os senadores líderes da comissão enviaram uma carta ao presidente, solicitando resposta quanto à denúncia feita pelo deputado Luis Miranda

BL
Bruna Lima
 

 (crédito: Reprodução)

(crédito: Reprodução)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, baixou o nível durante a tradicional live desta quinta-feira (8/7) ao comentar sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. Após receber uma carta assinada pelos três senadores que lideram os trabalhos, o mandatário disse: “Sabe qual a minha resposta? Caguei, caguei para a CPI. Não vou responder nada”.

Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede/AP) e Renan Calheiros (MDB-AL) assinam o documento que pede ao presidente explicações sobre as acusações feitas pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão, o servidor público Luís Ricardo Miranda, que relataram suspeitas de corrupção no contrato de compra da vacina indiana Covaxin.

“Hoje foram Renan, Omar e o saltitante [se referindo a Rondolfe] fazer festa lá embaixo na presidência entregando um documento para eu responder”, disse Bolsonaro, ciente da carta. “Não vou responder nada para esse tipo de gente em hipótese alguma. Não estão preocupados com a verdade, mas em desgastar o governo”, justificou, acrescentando que Calheiros seria “aliadíssimo de Lula” e, por isso, “quer a volta dele a qualquer preço”.

Se furtando de responder qualquer questionamento sobre as denúncias envolvendo as negociações da Covaxin, Bolsonaro continuou o discurso criticando os trabalhos e questionando os resultados e motivações dos senadores. “O que a CPI produziu de bem para o Brasil? O que produziu para reduzir o número de mortes?”, questionou, sustentando que o interesse é apenas desgastar o governo.

A CPI, de fato, mira as ações e omissões do governo federal e, nas últimas semanas, tem encontrado indícios de corrupção envolvendo a alta cúpula do Ministério da Saúde, bem como lobistas e donos de empresas que negociaram vacinas com a pasta. O relato que recai diretamente sobre Bolsonaro é a denúncia feita por Miranda, em 25 de junho, quando revelou ser Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, o responsável por conduzir o “rolo” da vacina, denúncia que Barros nega.

Segundo Miranda, o chefe do Executivo sabia do envolvimento do líder do governo e prometeu acionar a Polícia Federal, o que só foi feito três meses depois, com a revelação feita durante a CPI. Na carta, os senadores pedem explicações a Bolsonaro. “Somente Vossa Excelência pode retirar o peso terrível desta suspeição tão grave dos ombros deste experimentado político, o deputado Ricardo Barros, o qual serve seu governo em uma função proeminente”, diz o documento.

Bolsonaro afirmou, no entanto, que não tem “paciência para ficar ouvindo patifes acusando o governo” e questionou: “Como desmonta essa CPI de picaretas?”. Além de desqualificar os senadores e as investigações, o presidente chegou a atribuir à repercussão da CPI o aumento de preço da gasolina. “De vez em quando tem reverberação [a CPI], mexe na bolsa, faz aumentar o preço do petróleo e do combustível, por tabela”.

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Amarildo, NA

 

 DO CORREIO BRAZILIENSE

Nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (8/7), mostra que 51% da população avalia o governo como ruim ou´péssimo, pior índice desde o início do mandato

BL
Bruna Lima
 

 (crédito: Evaristo Sa/AFP)

(crédito: Evaristo Sa/AFP)

O índice de rejeição ao governo de Jair Bolsonaro bateu recorde desde que ele assumiu o mandato, em 2019. De acordo com a nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (8/7) pelo jornal Folha de S.Paulo, 51% da população brasileira avalia a atual gestão como ruim ou péssima. O percentual é ainda maior no detalhamento dos pontos negativos do mandatário. Pelo menos metade dos entrevistados o considera desonesto, despreparado, incompetente, falso, indeciso, pouco inteligente e autoritário.

Desde o último levantamento, realizado em maio, o nível de rejeição de Bolsonaro cresceu 6 pontos percentuais. A avaliação negativa ocorre enquanto a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 mira as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia, levantando indícios de esquema de corrupção no escopo das negociações de vacina contra o vírus.

É neste contexto que 70% da população considera que existe corrupção no governo Bolsonaro e 56% acredita que as práticas criminosas vão aumentar, enquanto 26% opina que continuará como está e outros 13% consideram que vai diminuir. O restante diz não saber.

 “Caguei para a CPI”

Ao falar sobre o assunto em live da noite desta quinta-feira (8), Bolsonaro atacou os senadores membros da CPI que enviaram carta pedindo ao mandatário que quebrasse o silêncio e explicasse as acusações feitas durante depoimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF). Segundo Miranda, o chefe do Executivo sabia do envolvimento do líder do governo e prometeu acionar a Polícia Federal, o que só foi feito três meses depois, com a revelação feita durante a CPI. “Caguei para a CPI. Não vou responder nada”, disse o presidente, acusando os parlamentares de quererem desmontar o governo.

É fato que a imagem de Bolsonaro tem ficado cada vez mais desgastada, como demonstra o Datafolha. 62% das pessoas consideram o líder despreparado para lidar com o país; 58%, incompetente; 52%, desonesto; 57%, pouco inteligente; 55%, falso; 57%, indeciso; e 66%, autoritário.

A pesquisa foi realizada nesta quarta e quinta-feira (7 e 8/7), ouvindo presencialmente 2.074 pessoas de 146 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Veja o detalhamento dos números

Avaliação do governo:
Ótimo/bom: 24% (eram 24% no levantamento anterior)
Regular: 24% (eram 30%)
Ruim/péssimo: 51% (eram 45%)
Não sabe: 1% (era 1%)

Corrupção no governo Bolsonaro
Existe: 70%
Não existe: 23%
Não sabe: 7%

Expectativa de corrupção
Vai aumentar: 56%
Vai diminuir: 13%
Vai ficar como está: 26%
Não sabe: 5%

Autoritário x democrático
Autoritário: 66%
Democrático: 28%
Não sabe: 6%

Respeita mais os pobres x respeita mais os ricos
Respeita mais os pobres: 17%
Respeita mais os ricos: 66%
Não sabe: 16%

Preparado para liderar o país x despreparado para liderar o país
Preparado para liderar o país: 34%
Despreparado para liderar o país: 62%
Não sabe: 4%

Competente x incompetente
É competente: 36%
Incompetente: 58%
Não sabe: 5%

Muito inteligente x pouco inteligente
Muito inteligente: 39%
Pouco inteligente: 57%
Não sabe: 4%

Decidido x indeciso
Decidido: 41%
Indeciso: 57%
Não sabe: 3%

Confiança nas declarações do presidente
Sempre confia: 15%
Às vezes confia: 28%
Nunca confia: 55%
Não sabe: 1%

Sincero x falso
Sincero: 39%
Falso: 55%
Não sabe: 6%

Honesto x desonesto
É honesto: 38%
Desonesto: 52%
Não sabe: 10%

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