Análise da semana: na CPI da Covid, irmãos Miranda fecham o | Saúde
Irmãos Miranda na CPI da Covid: fortes abalos no governo Bolsonaro.

ARTIGO DA SEMANA

Segredos de Maringá: Xadrez, dinheiro, Centrão e Barros

Vitor Hugo Soares

O escândalo da compra superfaturada da vacina da Covaxim, que explodiu semana passada na CPI da Covid, no Senado, nos depoimentos dos irmãos Miranda, e segue causando estragos – depois de passar por caminhos suspeitos que começam nos labirintos de Nova Delhi, entram por empresas fictícias ou de fachadas, em paraísos fiscais e intermediários cabulosos no Brasil, tomam gabinetes no Ministério da Saúde, até cair no colo do presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto – joga foco também sobre a cidade paranaense de Maringá. O país descobre que o bucólico e progressista burgo sulista é berço político do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, manda chuva nacional do Centrão e pivô de um dos mais maléficos casos de corrupção nos intestinos do Governo Federal, por envolver desvios vultosos de dinheiro da saúde pública, em tempo sombrio de pandemia, que já matou mais de 520 mil brasileiros.

Maringá é bem mais do que se mostra ao visitante em seu tradicional city-tour: A cidade planejada, super arborizada, detentora de um dos melhores índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. Além disso, também é pólo submerso de transações empresariais, políticas e partidárias, de gente que atua nas sombras e opera tenebrosas negociatas, contratos e acordos com a marca do Centrão, principal grupo de sustentação atual do governo. Sempre com antena ligada para captar novos sinais do vento a favor, para aderir ao poderoso da vez em Brasília. É nos desvãos deste espaço cinzento – que se abrem ou se fecham negócios envolvendo o poder público em mistura espúria com interesses privados (a exemplo da compra da vacina da Covaxim) – que atua o chefe maior do grupo, filiado ao PP (uma das “grifes” políticas mais notórias da corrupção nacional nas últimas décadas), o deputado Barros, que todos os sinais e revelações conhecidos até aqui apontam como envolvido até o pescoço nesta escandalosa negociata. Segundo revelou o deputado Luiz Miranda (DEM-DF), que levou dados do malfeito ao presidente em seu gabinete, e ouviu dele: “Isso é coisa do Barros, esse…”.    

O estuário da política e dos negócios de Ricardo Barros, sabe-se agora, é também a cidade onde o líder do governo cuida de seu bunker dos acordos e jogadas. Aí, ele mantém um tabuleiro de xadrez, de pedras em mármore verdes e brancas, cores da bandeira do Paraná, sobre a mesa de reuniões de seu escritório político, no centro histórico de Maringá, principal reduto do parlamentar, que já foi prefeito do lugar,  transformado em feudo de seus familiares, sócios, cabos eleitorais e amigos.

“As peças estão sempre arrumadas como que aguardando o movimento inicial, e servem de testemunhas silenciosas das reuniões deste líder do Centrão com prefeitos, empresários, parlamentares e altos funcionários públicos, como aparece em fotos nas redes sociais”, relata o atento e competente repórter Gil Alessi, em reportagem do jornal espanhol El País. Tem mais, muito mais, mas ficamos por aqui, por enquanto, até por questão de espaço. Semana que vem está marcado o depoimento de Ricardo Barros na CPI, aguardado com grande expectativa de revelações por alguns, e evidente nervosismo e temor por outros, instalados no núcleo do poder federal. Quem sabe a nação ficará sabendo a função e significado de cada peça do tabuleiro,  em Maringá, do líder do governo Bolsonaro. A conferir,

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Severo do Pão” e “O Samba da minha Terra”, Nana, Dori e Danilo: os filhos do mestre genial da música da Bahia, em emocionante apresentação ao vivo no espetáculo “Dorival Caymmi- 90 anos”, de vibrar, cantar e aplaudir de pé. Sem falar na raridade do samba “Severo do Pão”, um presente especial para leitores e ouvintes do Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 DO SITE O ANTAGONISTA
  • Diego Amorim
A pressão sobre o deputado aumentou nas últimas horas nos bastidores de Brasília, principalmente, por parte de integrantes da CPI da Covid
Miranda diz que divulgação de áudio de Bolsonaro, se existir, é altamente desnecessária
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

Como noticiamos há pouco, o deputado Luis Miranda (DEM) está sendo pressionado a divulgar o suposto áudio de uma conversa com Jair Bolsonaro na qual, ao lado do irmão Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, alertou o presidente de possíveis irregularidades no caso Covaxin.

Miranda voltou a não deixar claro se o áudio existe, mas disse que, se existir, “é altamente desnecessária” sua divulgação neste momento.

Para o deputado, Bolsonaro já confirmou o encontro com ele e o irmão, e o silêncio do presidente sobre ter citado Ricardo Barros (PP) — já são sete dias sem desmentir a versão — “é suficiente para quem quiser entender”.

Miranda, sempre colocando a existência do áudio na condicional, argumentou que a divulgação “apenas criaria mais desgastes e não traria resultado prático algum para o objeto da investigação em curso”.

“Nosso objetivo, meu e do meu irmão, é combater a corrupção, não é desgastar quem quer que seja. Apesar da decepção com as atitudes do Palácio do Planalto e da base bolsonarista, isso não é motivo para, se porventura existir o áudio, usá-lo para poder desgastar ainda mais a imagem do presidente.”

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Posted on 03-07-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-07-2021



 

Sid, NO PORTAL DE HUMOR

 

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Apresentadora falou sobre o encontro que o religioso teve com os fiéis e o questionou de estar causando aglomerações sem usar máscara

VO
Victória Olímpio

 (crédito: TV Globo/Reprodução)

(crédito: TV Globo/Reprodução)

Nesta quarta-feira (23/6), a apresentadora Fátima Bernardes criticou o Papa Francisco após encontro dele com fãs sem o uso de máscara. Durante apresentação do Encontro, da TV Globo, ela afirmou que o religioso havia entrado para um dos assuntos mais comentados no Twitter e questionou o fato dele não estar seguindo os protocolos de saúde para evitar a disseminação da covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro, criticado por promover aglomerações e desestimular o uso de máscaras como meio de proteção, compartilhou o vídeo do papa cumprimentando uma multidão de fiéis e sem a proteção facial. Após apoiadores questionarem o motivo do presidente sofrer retaliações e o religioso não, Fátima comparou os dois e afirmou que ambos estão errados.

“É importante dizer que tanto o presidente Jair Bolsonaro, quanto o papa Francisco estão errados e equivocados. Porque a gente não usa a máscara corretamente. Não é só a vacina. Ela é muito importante e vai ajudar demais, mas a gente precisa fazer a nossa parte usando a máscara corretamente. Então, nesse caso, tanto o papa, quanto o presidente Jair Bolsonaro estão equivocados”.

Fátima reforçou ainda sobre a importância das medidas de segurança: “No Japão, 115 pessoas se contaminam por milhão de habitantes. No Brasil, mais de 2.300 se contaminam por milhão de habitantes. E não é porque eles estão vacinando mais. Nós estamos vacinando mais. Porém, nos contaminamos tanto porque não usamos a máscara”.

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