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Postado em 06-06-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 06-06-2021 00:33

 

DO JORNAL CORREIO BRAZILIENSE

A proposta do Itaú Cultural é trazer à tona mais olhares sobre quem foi Zuzu Angel. A estilista completaria 100 anos neste sábado (5/6).

CB
Correio Braziliense

O site traz depoimentos e entrevista com a estilista - (crédito: Instituto Zuzu Angel/Divulgação)

O site traz depoimentos e entrevista com a estilista – (crédito: Instituto Zuzu Angel/Divulgação)

Para celebrar o centenário de nascimento da estilista Zuzu Angel (1921-1976), comemorado em 5 de junho, o Itaú Cultural incluiu no site um conteúdo especial nesta sexta-feira (4/6). Além do material da exposição Ocupação Zuzu, de 2014, e no verbete que integra a Enciclopédia Itaú Cultural, há novos conteúdos sobre a estilista, como conversas com Virginia Siqueira Starling, que atualmente prepara uma biografia de Zuzu Angel, e depoimentos do estilista Ronaldo Fraga, que, em 2020, prestou homenagem à estilista no São Paulo Fashion Week, e da jornalista Hildegard Angel, a filha caçula, que traz antigos e novos olhares sobre a mãe.

Nascida na cidade de Curvelo, em Minas Gerais, Zuleika de Souza Netto ficou conhecida nacional e internacionalmente como Zuzu Angel, estilista, figurinista e uma das responsáveis pela criação de um mercado nacional de moda. Em 1971, o seu filho Stuart Angel, 26 anos, foi preso e morto pelo regime  militar. Ela usou o próprio trabalho e o reconhecimento internacional para denunciar a morte e para protestar contra a política e a violência do Estado brasileiro durante a ditadura.

“Zuzu Angel foi a primeira estilista a falar em legitimidade da moda brasileira, o primeiro nome feminino em um universo dominado por homens. Principalmente, se dedicou a este ofício, em uma época em que o Brasil era muito dependente do que era lançado na Europa”, analisa Ronaldo Fraga em um dos depoimentos presentes no site do Itaú Cultural. “Imagina o que era se inspirar em Lampião e Maria Bonita em 1971”, diz.

 
 

A filha Hildegard Angel fala sobre quem foi Zuzu para a cena brasileira e como a moda e o modo de se vestir de cada um são um ato político. A jornalista conta também como definiria quem foi a sua mãe para alguém jovem, que não a conheceu. Ela tenta vislumbrar como Zuzu reagiria e se relacionaria atualmente e faz uma reflexão sobre se é possível pensar o país por meio da moda. Hildegard fala, ainda, sobre o que considera que ainda falta ser dito sobre a estilista, além da atuação pessoal e profissional. No site, o público pode assistir ao depoimento dado por Hildegard para a Ocupação Zuzu.

Comemoração do centenário de Zuzu Angel
No site do Itaú Cultural

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