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Posted on 01-06-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-06-2021

Muitas pessoas que não colocaram o nariz para fora de casa nos últimos meses sentiram que precisavam apoiar o ato contra Bolsonaro para dizer que, apesar de tudo, estamos politicamente vivos

Manifestante participa dos atos contra o Governo Bolsonaro em frente ao MASP, em São Paulo, no último sábado, 29 de maio.
Manifestante participa dos atos contra o Governo Bolsonaro em frente ao MASP, em São Paulo, no último sábado, 29 de maio.AMANDA PEROBELLI / Reuters

 

Apesar de muitos esforços de parte da mídia tradicional de minimizar ?ou mesmo esconder? o tamanho e a importância das manifestações deste sábado, o 29M foi um sucesso por muitas razões. Os protestos embaralham a reação dos bolsonaristas e foi possível gerar imagens que mostraram grande adesão, o que é decisivo para produzir encorajamento para que mais pessoas se juntem a futuras manifestações. O 29M não podia ser menor do que o 25M bolsonarista. Seria uma derrota política e um sinal de que estamos perdendo as ruas. Mas isso não ocorreu. Apesar do medo e da cautela dos manifestantes em sair em meio a uma pandemia, o desespero deixou de paralisar e produziu um primeiro grito de ação.

Mais do que qualquer coisa, os atos do dia 29 de maio são uma mensagem de que estamos vivos. Quando escrevo sobre protestos, frequentemente recorro à expressão energia vital. A ideia de que multidões nas ruas são uma forma de vida não é nova. O sociólogo francês Émile Durkheim há mais de um século já descrevia sobre protestos como possibilidades de redirecionamento da vida, o elo reencontro do “eu” com o “coletivo”. Nunca isso fez tanto sentido depois de mais de um ano de isolamento e distanciamento social.

Lendo relatos ou trabalhos acadêmicos sobre manifestações desde 2013, encontrei dezenas de depoimentos de manifestantes que descreviam o ato de se juntar às multidões com frases como “estou vivo!”. Após 14 meses trancados dentro de casa por conta de uma pandemia, definhando mentalmente e vendo o bolsonarismo perverso debochar da nossa cara, o grito estava entalado. É emblemático que os muitos cartazes desse 29M diziam “estamos vivos”, especialmente porque grande parte de quem foi para as ruas foi justamente aquele que se isolou, quem perdeu amigos e familiares sabendo da importância de alguma forma de lockdown. Não foi uma escolha fácil. Muitas pessoas que não colocaram o nariz para fora de casa nos últimos meses sentiram que precisavam apoiar o ato para dizer que, apesar de tudo, estamos politicamente vivos.

O processo político daqui até 2022 é longo, duro e muito menos linear do que se pode imaginar. Ainda que tenhamos previsões otimistas sobre uma possível derrota de Bolsonaro nas eleições, a vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está dada. A grande rejeição ao Bolsonaro demonstrada nas últimas pesquisas pode se reverter facilmente ou, mesmo com rejeição, se transformar em voto contra o PT. A essa altura, sabemos que a repulsa à figura do presidente em nada nos garante alguma estabilidade política. Existem muitos setores, populares e de elites, que estão dispostos a sacrificar valores e continuar votando no repugnante por motivos que estão além de nossa racionalidade democrática.

O que sabemos é que os bolsonaristas possuem hegemonia na disputa das redes e virão com seus métodos mais sujos no ano eleitoral. Também sabemos que setores da mídia tradicional, na hora H, se encolhem desde que o pacto Paulo Guedes permaneça. Portanto, não existe vitória garantida para ninguém.

“Liberdade, Liberdade”, Dominguinhos do Estácio:um dos mais belos e empolgantes sambas de enredo de escola de samba do Riio de Janeiro, em performance sensacional de interpretação do grande compositor e cantor Dominguinhos do Estácio, que ontem partiu mas enquanto houver música jamais será esquecido. R.I.P.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 01-06-2021
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DO CORREIO BRAZILIENSE

O falecimento do cantor foi anunciado nas redes sociais. Dominguinhos estava internado desde 11 de maio

VO
Victória Olímpio
 

 (crédito: Dominguinhos do Estácio/Instagram/Reprodução)

(crédito: Dominguinhos do Estácio/Instagram/Reprodução)

Domingos da Costa Ferreira, o cantor, compositor e intérprete de samba conhecido como Dominguinhos do Estácio faleceu na madrugada desta segunda-feira (31/5), no Rio de Janeiro. O falecimento foi anunciado nas redes sociais do artista: “É com muita tristeza que viemos através dessa rede social comunicar o falecimento do nosso querido mestre, Dominguinhos do Estácio”.

O sambista estava internado desde 11 de maio em hospital de Niterói após passar por uma cirurgia de emergia devido a uma hemorragia cerebral. Até o momento não há informações sobre o velório e o enterro de Dominguinhos.

“Que nossa senhora de Nazaré o receba de braços abertos. Desejamos nossos pêsames a todos os amigos e familiares”, continua o comunicado.

Dominguinhos iniciou a carreira no final dos anos 1960, no carnaval como cantor e compositor na escola Unidos de São Carlos, que, a partir de 1983, passou a se chamar Estácio de Sá. O nome Dominguinhos do Estácio é referência ao bairro onde o intérprete nasceu.

Ele também passou por escolas de samba como a Imperatriz Leopoldinense, interpretando o samba vencedor do carnaval de 1989, Liberdade liberdade, abra as asas sobre nós. Durante a carreira, o artista também chegou a gravar nove discos.

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AF
Augusto Fernandes
 

 (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press)

(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press)

O presidente Jair Bolsonaro menosprezou a quantidade de manifestações no último fim de semana, em todos os estados do país e no Distrito Federal, contra o seu governo. De acordo com ele, os movimentos não tiveram a participação de muitas pessoas. Segundo o presidente, isso aconteceu porque “faltou erva”.

“Você sabe porque teve pouca gente nessa manifestação da esquerda agora no fim de semana? Porque a PF (Polícia Federal) e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) estão apreendendo muita maconha pelo Brasil. Faltou erva para o movimento. E faltou dinheiro”, disse Bolsonaro, aos risos, a apoiadores, nesta segunda-feira (31/5).

Os atos que aconteceram no sábado e no domingo defendiam o impeachment de Bolsonaro, auxílio emergencial de R$ 600, vacinas e mais verbas para a educação, entre outros pontos. Todas as capitais do país registraram manifestações. Em Brasília, o protesto aconteceu na Esplanada dos Ministérios.

Ao falar sobre os movimentos, o presidente citou a presença do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido por Kakay, no ato ocorrido na capital federal. “Nessa manifestação do PT, o Kakay estava falando contra mim. Sinal de que estamos no caminho certo. Para o Kakay estar reclamando… Aquele que entra de bermuda em qualquer lugar”, disse.

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 Sinfrônio, NO PORTAL

 

DO SITE O ANTAGONISTA
Segundo integrantes da CPI, a médica teria participado de pelo menos cinco reuniões com integrantes do Palácio do Planalto
Omar Aziz espera mais detalhes sobre “ministério paralelo” em depoimento de Nise Yamaguchi
 

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), disse que espera obter, ao longo do depoimento da médica Nise Yamaguchi, mais detalhes sobre o funcionamento do “Ministério paralelo da Saúde”. A médica falará na comissão às 9h de amanhã.

Os integrantes da CPI apontam que Nise participou de pelo menos cinco reuniões com integrantes do Palácio do Planalto para discutir ações relacionadas à pandemia de Covid.

“A informação que eu tenho é que ela é uma pessoa que não mente e que teve várias reuniões sobre a Covid. E acho que ela pode contribuir nos dando mais detalhes sobre quem estava no gabinete paralelo”, disse Aziz a O Antagonista.

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