AOS NAVEGANTE, LEITORES E OUVINTES DO BAHIA EM PAUTA:
Texto da escritora, cronista e amiga do peito do Bahia em Pauta, Lucia Leão Jacobina, a propósito de Artigo da Semana no site blog, deste editor. Primor de texto, leveza, inteligência e informação, que publicamos – com prazer e agradecimento -, neste espaço princil de notícias e opinião do site blog.Vivas!!! (Vitor Hugo Soares).  
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Bahia em Pauta » Blog Archive » Lucia Leão Jacobina: “Brasil Vermelho”, um livro crucial para entender a histórica cobiça estrangeira pelas riquezas brasileiras sob disfarce de preservação ambiental
Lucia Jacobina:
Querido Vitor,
Excelente artigo o de sábado último, no BP. Nele você expressa toda sua nostalgia com um acidente geográfico que lhe marcou a infância.
Ainda hoje, o rio é um marco, uma referência no mapa histórico-geográfico de um povo que não valoriza a riqueza de seu patrimônio entregue 
ao vilipêndio dos políticos de plantão.
Embora baiana da chapada, minha cidade também se beneficiou da água, que não é do Velho Chico, mas é cristalina e pura e cuja cidade deve 
seu nome a um grupo de retirantes fugidos da seca que ao se defrontarem com a abundância do líquido precioso, exclamou: -Este é um mundo novo!
Tendo essa história como referência, sempre prestei muita atenção ao São Francisco, também porque, estudante do Colégio Central, no último ano 
do curso médio, numa aula de história com uma professora que adotava o materialismo histórico dialético como método, fui juntamente com toda a classe submetida a uma prova, onde era possível consultar livros. A pergunta era: – Qual a região brasileira que se assemelhava ao Egito e porquê. Para mim, foi fácil lembrar da geografia do 3º ano primário, onde Olga Pereira Mettig explicava que o Egito era um presente do Nilo e que o nosso rio São Francisco pela circunstância de deixar em suas margens, após as enchentes, o humus fertilizante, era conhecido como o Nilo brasileiro. Pronto, fui a única aluna da sala a rememorar essa coincidência e fazer a conexão, tendo merecido nota 10 com louvor e publicidade. Eis porque, tendo sido o rio de sua aldeia o motivo de tantos elogios, lembro-me sempre dele com saudade, orgulho e ultimamente com apreensão.
Vamos esperar por tempos melhores, Vitor e torcer para que a agua não seque.
Um grande abraço para vc e Margarida.
Lúcia Jacobina

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