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Postado em 07-05-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 07-05-2021 01:18

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), a situação configura, no mínimo, uma infração sanitária. Corrobora, contudo, para a tese de obstrução à investigação, na pior das hipóteses

BL
Bruna Lima
IM
Israel Medeiros
 

 (crédito: Reprodução/CB/D.A Press)

(crédito: Reprodução/CB/D.A Press)

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que usou da prerrogativa de força maior para não comparecer ao depoimento na CPI da Covid, se encontrou presencialmente, um dia depois de ter pedido o adiamento, nesta quinta-feira (6/5), com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni. A situação repercutiu negativamente entre o comando da comissão, que debate exigir um teste de infecção para colocar em xeque a versão apresentada pelo depoente de que poderia estar positivado para o vírus.

O vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), criticou a conduta contraditória de Pazuello e chegou a levantar a hipótese de crime por obstrução ao andamento das apurações. “No mínimo é infração à ordem sanitária. No máximo é obstrução à investigação. E, para isso, há as penas conforme a lei, conforme estabelece o Código de Processo Penal”.

Testagem

A partir disso, o parlamentar quer que Pazuello se submeta a uma testagem, para confirmar se ele está ou não contaminado com a covid-19. “Nós podemos requisitar o exame do senhor Eduardo Pazuello. Eu acredito que é uma providência a ser tomada por essa CPI, requisitar o exame e para ele encaminhar com urgência para essa Comissão para que tomemos providências”.

Ainda que o teste venha negativo, não foi discutida a intenção de adiantar a data para o depoimento de Pazuello, remarcado para 19 de maio. Para a próxima semana estão agendadas as oitivas do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, do ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social do Governo Federal do Brasil, Fabio Wajngarten, e do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, além do representante da União Química, responsável pela vacina Sputnik V no Brasil, Fernando de Castro Marques.

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