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Postado em 06-05-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 06-05-2021 00:18

Por Claudio Dantas

BRASÍLIA, DF, 22.04.2020 ? NELSON-TEICH: Ministro da Saúde, Nelson Teich, acompanhado dos ministros do governo, durante coletiva sobre atualizações de ações do Governo Federal no combate ao novo coronavírus (Covid-19), no salão oeste do Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta quarta-feira (22). (Foto: Edu Andrade/Fatopress/Folhapress)
 

Ao comentar a insistência do presidente na defesa do uso da cloroquina, Teich corroborou indiretamente a versão de Mandetta de que Bolsonaro se aconselhava com uma espécie de “gabinete paralelo”, desprezando as diretrizes da Saúde.

A recomendação do uso da cloroquina, aliás, foi a gota d’água para demissão do ministro, que ressaltou o risco de efeitos colaterais graves, além da absoluta inexistência de dados científicos que comprovem qualquer benefício contra a Covid.

Teich, que acolheu a indicação de Eduardo Pazuello como secretário-executivo (por vontade de Bolsonaro), não fez críticas ao general. Disse que ele cumpria sua função, mas não tinha “conhecimento adequado sobre gestão de saúde” para assumir a pasta após sua saída.

As discordâncias com Bolsonaro não se limitaram ao “protocolo da cloroquina”. O ex-ministro falou das regras de distanciamento social, do uso de máscaras, da testagem em massa e da tese bolsonarista da imunidade do rebanho. “A Covid demanda liderança e estratégia. Imunidade de rebanho é um erro. A imunidade vem da vacina e não do contágio.

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