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Postado em 30-04-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 30-04-2021 00:31

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Alvo do xingamento foi o advogado criminalista Kakay, que participou do programa nesta quarta-feira (28/4)

Douglas Lima – Especial para o Uai
postado em 29/04/2021 14:31
 

 (crédito: Reprodução/TV Cultura)

(crédito: Reprodução/TV Cultura)

O apresentador Diogo Mainardi e o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, o convidado da atração, trocaram farpas ao longo do programa Manhattan Connection, da TV Cultura, na quarta-feira (28/4).

“Essa sua asneira de prisão em segunda instância, pergunta para os meus colegas dos Estados Unidos, é prisão em primeira instância, as tais das mensagens roubadas, você construiu a sua carreira sussurrando na orelha de ministro do STF, do STJ. Que história é essa? Eu até prefiro falar com você sobre outros assuntos porque me vem ânsia de vômito ouvir esse seu discurso”.
Mainardi

“Eu quero te responder, Diogo”, reagiu Kakay e rebateu os comentários e chamou Mainardi de “humorista”.

“Uma vez eu estava conversando com Chico Anysio e ele me disse que quase todo humorista é mal-humorado. Eu não conheço muito a sua vida, mas acho você um humorista. Mas o humorista que é mal-humorado, ele tem que ter uma inteligência rara, e você ‘cou’ só no mau humor. É muito difícil, entendeu? A sua acidez, eu não sei onde ela leva”, afirmou.

O apresentador do Manhattan Connection questionou: “Antonio Carlos você está atrás de cliente aqui no nosso programa”. “Não, não. De vinte clientes que procuram, eu pego um. Meu escritório é um escritório pequeno”, rebateu o convidado.

“Eu nem sei o que você está fazendo nesse programa”, declarou o apresentador da atração que fala sobre política, economia e cultura, além de dicas sobre a cidade Nova Iorque, Estados Unidos.

“Eu estou aqui porque fui convidado”, emendou o advogado. “Não foi por mim”, rebateu Mainardi.

A discussão seguiu e houve um momento em que o apresentador Lucas Mendes precisou pedir que os dois falassem “um de cada vez” para que todos entendessem o que era dito.

Antes de encerrar o Manhattan Connection, Mendes perguntou se Kakay absolveria ou condenaria o programa.

“Eu acho esse programa quase perfeito. Tem três pessoas extremamente preparadas, pessoas que vivem no mundo, e tem um mal-humorado para poder falar, gritar, xingar, isso tudo é alegria, faz parte. Humorista que tem mau humor é tradicional, mas que tem mau humor e não tem inteligência, vocês são muito corajosos”, disse o advogado criminalista.

Pouco depois, Mainardi encerrou sua participação e soltou: “Como diria Olavo de Carvalho, vai tomar no c…”. Antes do fim da edição, Mendes emendou: “Boa noite, sem Olavo de Carvalho”.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 30 Abril, 2021 at 3:08 #

O Mainardi demonstra quem ele é ao usar palavrório do filósofo que não é filósofo, do astrólogo que não é astrólogo, do intelectual que não é, do sujeito que “garante” que a terra é plana (em forma de pataca, então. Se chegar “na beira” cai no espaço). Do sujeito que afirma que vacina só faz mal, só mata.

Cita o “intelectual” (entre aspas, entre aspas) que não deixou as filhas estudarem. Por falar em filhas, uma delas, a Heloisa, bem explica quem é esse que foi citado pelo Mainardi. A explicação está no livro que ela escreveu e cujo título é “Meu Pai, o Guru do Presidente”. Um relato sobre o horror que, na opinião dela, é o “filósofo” (entre aspas, entre aspas).

Falou Mainardi que “Como diria Olavo de Carvalho, vai tomar no c…” Precisava citar o “filósofo” que —descubro agora, é também guru do jornalista— para citar tão “brilhante” frase? Ora, poderia citar o Gerson, o Memeu, o Arlindo, o Doú, o Porrão (pronúncia Purrão), o Solon, o Mau Olhar, ou tantos outros bons moleques de ponta de rua do bairro do Bonfim dos meus tempos de criança e de juventude em Salvador. E olha que esses aí, ou qualquer bom moleque de ponta de rua da Cidade da Bahia tem mais autenticidade, originalidade, credibilidade, que o Olavo em citar a parte final da frase do Mainardi.

Ele Mainardi, ao agredir dessa forma o advogado Kakay, tentou usar um estratagema acreditando, talvez, que assim poderia “Vencer um Debate sem precisar Ter Razão”. Se deu mal. Perdeu.


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