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J. Bosco foi publicada em

 

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal protagonizou outro teatro de má qualidade ao declarar a suspeição de Sergio Moro nos processos de Lula. Os três ministros que consideraram o ex-juiz parcial afirmaram que não estavam julgando o habeas corpus da defesa do petista com base nas mensagens roubadas da Lava Jato pelos hackers. Gilmar Mendes as qualificou como “reforços argumentativos”, assim como Ricardo Lewandowski. Cármen Lúcia, que mudou o voto, também disse que elas eram apenas moldura. As causas da suspeição de Moro, de acordo com o trio, teriam sido os elementos elencados pela defesa de Lula, como a condução coercitiva, as interceptações telefônicas de familiares e advogados do petista, a divulgação do áudio da conversa entre Lula e Dilma Rousseff sobre a nomeação dele para a Casa Civil, o levantamento do sigilo da delação premiada de Antonio Palocci e até a nomeação do ex-juiz para o Ministério da Justiça, como retribuição de Jair Bolsonaro pelo condenação de Lula, na versão da defesa do petista. Encenação de má qualidade, repita-se: quase todos esses elementos já constavam da petição inicial da defesa de Lula e foram objeto de recursos sucessivamente negados. O que mudou da condenação no caso do triplex para cá? O aparecimento demiúrgico das mensagens roubadas.

O material criminoso não periciado, o seu uso retórico por certa imprensa e também por Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que permitiu o acesso às mensagens pela defesa de Lula, que passou a vazar convenientemente aquilo que não havia sido divulgado — foi isso, e apenas isso, que serviu de pretexto para a virada de mesa que ocorreu hoje no palco da Segunda Turma, com spoilers aqui e ali desde há muito. Vale ressuscitar Lula para tentar enterrar Bolsonaro, não é?

“Por um segundo”, Nana Caymmi: um jeito único de cantar e emocionar. Simplesmente sensacional. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Presidente do Senado e do Congresso fez a abertura da edição do Correio Talks desta terça-feira, no seminário intitulado ‘Desafios para o Brasil no pós-pandemia’

JV
Jorge Vasconcellos
 

 (crédito: Reprodução/YouTube)

(crédito: Reprodução/YouTube)

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pregou a união do Brasil em torno do enfrentamento da crise gerada pelo novo coronavírus. Segundo ele, resta ao país decidir qual caminho a ser tomado, “o da união nacional ou o do caos nacional”. Pacheco abriu o seminário on-line Correio Talks: “Desafios para o Brasil no pós-pandemia”, realizado, nesta terça-feira (23/3), pelo Correio em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Pacheco defendeu o esforço conjunto da população, da União, dos estados e dos municípios ao falar sobre suas expectativas para a reunião do comitê criado pelo presidente Jair Bolsonaro para debater os rumos no combate à pandemia. O encontro está marcado para esta quarta-feira (24), com as participações, além do chefe do governo, dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, entre outros atores.

“Em relação à pandemia, nós aguardamos muito o pacto de união para que possamos avançar muito rapidamente na solução desse problema no Brasil”, disse o parlamentar. Segundo ele, a criação do comitê é fundamental e um caminho importante para que o país esteja unido no enfrentamento da crise.

“Esses são os caminhos que nós devemos perseguir neste momento, o da união nacional ou do caos nacional, e cabe a nós decidirmos. A minha decisão é de que nós tenhamos que fazer, sim, uma grande união nacional em torno do enfrentamento da pandemia”, afirmou o presidente do Senado.

“A razão não está de um lado só. É muito importante a gente entender que quando se senta à mesa, que vêm posições diferentes, opiniões contrárias às nossas, é preciso depreender e aprender em cada uma dessas falas, para que nós possamos ter um denominador comum, às vezes, mais inteligente do que aquilo que a gente pensava”, disse o senador.

Ele também afastou a possibilidade de divergências entre os Poderes colocarem em risco a estabilidade institucional. “A democracia no Brasil é sólida, e as instituições funcionam. Então, esses valores devem ser sempre ditos, retidos, lembrados para que nós tenhamos um Congresso Nacional que nos ampare. É esse o nosso papel no Congresso Nacional, de defender esses valores nacionais”, disse o presidente do Senado.

Recuperação econômica

O congressista também frisou que o principal desafio do Brasil pós-pandemia é a recuperação econômica do país, “fazer um crescimento econômico que seja sustentável, com bases muito sólidas de responsabilidade fiscal”. Ele citou que nesse sentido foi aprovada a PEC Emergencial, que estabelece um protocolo fiscal para os momentos de crise e autorizou a retomada do pagamento do auxílio emergencial a desempregados e trabalhadores informais.

O parlamentar disse que o crescimento sustentável do país deve se dar sob a lógica de que “o Estado não pode ser um Estado Mínimo, porque nós não podemos nos permitir, no Brasil, de ter um Estado que não alcance as necessidades das pessoas, especialmente em um país que tem um deficit de inclusão, deficits sociais, deficits de educação; mas também não pode ser o Estado máximo, inchado, pesado, que não consiga ser sustentado, ou seja, a lógica de um Estado necessário”.

Ele também defendeu que a reforma administrativa priorize a produtividade no funcionalismo, mas com respeito ao valor dos servidores públicos, que, segundo Pacheco, devem ser respeitados pelo mérito que representam.

“Então, essa vai ser uma mudança grande, talvez um pouco longa, de paradigma no Brasil que vai servir muito para que o Brasil possa ter, a partir dos investidores nacionais e internacionais, uma transmissão de segurança jurídica, de segurança de um modo geral, para que possam haver aqui os investimentos necessários para a geração de emprego e renda no país”, afirmou o presidente do Senado.

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