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Posted on 19-03-2021
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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Senador Major Olímpio, do PSL, morre de covid em São Pauloe NunesEconomia

O senador Major Olímpio (PSL-SP), morreu nesta quinta-feira (18/03) por consequências da covid-19. Ele teve morte cerebral e estava internado desde o início do mês no Hospital São Camilo, na Zona Oeste da capital paulista. A família esperará 12 horas para decidir sobre a doação de órgãos do parlamentar. Ele completaria 59 anos no sábado (20/03).

É o terceiro senador vítima da doença. O primeiro a morrer foi Arolde de Oliveira (PSD-RJ), em outubro de 2020, depois, foi José Maranhão (MDB-PB), em fevereiro. O Senado está consternado. E deve aumentar a pressão sobre o governo para o combate ao novo coronavírus. Dois senadores estão internados: Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Lasier Martins (Podemos-RS).

Olímpio estava intubado desde o último dia 6 e um assessor dele, também com covid-19, está com boa parte do pulmão comprometido. O senador foi eleito na onda da nova política, em 2018, na esteira do presidente da República, Jair Bolsonaro. Os dois, no entanto, se tornaram inimigos políticos.

O primeiro suplente do Major Olímpio é o empresário paulista Alexandre Luiz Giordano e, o segundo, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, o astronauta Marcos Pontes.

 

Vários parlamentes lamentaram a morte de Olímpio. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE),  que deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (19) do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, foi um deles. “Muito triste, momento muito duro para cada um de nós. Olímpio morreu lutando na linha de frente, do mesmo jeito guerreiro que sempre viveu. Que Deus console a família. E que o exemplo de coragem arraste. O Brasil está doente e precisa de cada um de nós”, escreveu Vieira nas redes sociais.

O ex-presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), escreveu se solidarizou com a família e amigos do parlamentar paulista. “Infelizmente, o senador é mais uma vítima da Covid-19. O Brasil e o Senado perdem um de seus mais combatentes políticos.”

 

O senador petista Jacques Wagner (BA), também lamentou, nas redes sociais, a “morte prematura” do senador paulista e citou que era um “líder combativo, com muita energia. “Tínhamos divergências, mas um grande respeito e boa convivência. Me solidarizo com seus familiares e reafirmo a urgência de termos vacinas para todos os brasileiros e brasileiras”, acrescentou.

Luto de 24 horas

solenidade do Congresso Nacional com o presidente Jair Bolsonaro para a entrega da Medida Provisória do auxílio emergencial foi cancelada.

 

Em nota, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), lamentou a morte de Olímpio e decretou luto oficial de 24 horas.  O democrata divulgou duas notas. A segunda, lamentando a perda do amigo.

 

Veja a íntegra da  primeira nota de Pacheco:

 

A Presidência do Congresso Nacional lamenta profundamente o falecimento do senador paulista Major Olímpio, aos 59 anos, vítima de complicações causadas pela infecção por Covid-19. Em respeito à sua memória, o Senado Federal decreta luto oficial de 24 horas.

 

Policial Militar do Estado de São Paulo de carreira, Sérgio Olímpio Gomes dedicou-se à corporação por 29 anos. Na carreira política exerceu dois mandatos na Assembleia Legislativa de São Paulo (2007-2015) e um mandato de deputado federal (2015-2019). Foi eleito senador da República em 2019.

 

Major Olímpio foi o terceiro senador que perdeu a vida para o novo coronavírus. O senador paraibano José Maranhão faleceu em fevereiro, e Arolde de Oliveira, senador pelo Rio de Janeiro, morreu em outubro do ano passado.

As sinceras condolências do Parlamento Brasileiro à família, amigos e a todos os paulistas.

 

Rodrigo Pacheco
Presidente Congresso Nacional

 

Veja íntegra da segunda nota de Pacheco

 

Lamento a notícia devastadora sobre o falecimento, nesta tarde (18/03), do senador Major Olímpio, mais uma vítima da Covid-19. Conheci Olímpio na Câmara dos Deputados, quando exercemos mandatos de deputados federais na legislatura passada. Entramos juntos no Senado Federal em 2019, ele de São Paulo e eu de Minas. Brincávamos nos corredores da Casa sobre a política do café-com-leite, momento da história do nosso país vivido em nossos estados. Pensávamos diferente em diversas situações, mas gostávamos e respeitávamos um ao outro.

 

No dia de hoje perdemos todos. Perdemos um companheiro de trabalho, perdemos um trabalhador, perdemos um amigo. Perdemos mais um brasileiro.

Rodrigo Pacheco
Presidente Congresso Nacional

 

“The Look Of Love”, urt Bacharach: YouTube e o BP, com você, em casa!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

 

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

O G1 procurou a assessoria de imprensa do ex-presidente Lula e aguardava retorno até a última atualização desta reportagem.

A decisão de Fachin fez com que Lula deixe de ser réu nos processos e, com isso, permitiu ao ex-presidente recuperar os direitos políticos e voltar a ser elegível. Assim, ele poderia enfrentar Bolsonaro na corrida presidencial de 2022.

Em discurso após a decisão de Fachin, Lula disse que foi “vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de História.”

O ministro do STF justificou a anulação sob o argumento de que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos envolvendo Lula. As condenações foram determinadas pelo juiz pelo ex-juiz Sergio Moro e pela juiíza Gabriela Hardt.

Fachin entendeu que não há relação entre os desvios praticados na Petrobras, investigados na Lava Jato de Curitiba, e as irregularidades atribuídas a Lula, como o custeio da construção e da reforma do tríplex do Guarujá. Por isso, determinou a transferência dos casos para Brasília.

A decisão atinge quatro ações envolvendo o ex-presidente: do triplex do Guarujá; do sítio de Atibaia; e duas ações relacionadas ao Instituto Lula.

Fachin mantém anulação de condenações de Lula e vai levar caso ao plenário do STF

Fachin mantém anulação de condenações de Lula e vai levar caso ao plenário do STF

“Um ministro do Supremo deu elegibilidade para um dos maiores, um dos maiores bandidos que passou pelo Brasil. Alguns falam ‘ah, o Supremo ai’ – foi um ministro, mas falam o Supremo – ‘absolvendo o Lula’. Pessoal, uma coisa apenas. Se os delatores entregaram mais de R$ 2 bilhões de reais é porque eles roubaram. Roubaram de quem? Não foi de uma empresa privada de ninguém, foi de uma empresa pública. Só isso aí é suficiente”, disse Bolsonaro no diálogo transmitido por um canal simpático a ele.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão e Fachin decidiu enviar a discussão ao plenário do STF.

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Amarildo, NA

 

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DO EL PAÍS
A vice-presidenta Kamala Harris em uma sessão virtual com prefeitos afro-americanos em 10 de fevereiro.
A vice-presidenta Kamala Harris em uma sessão virtual com prefeitos afro-americanos em 10 de fevereiro.SAUL LOEB

Quando perguntaram a Kamala Harris qual seria sua prioridade como vice-presidenta dos EUA, em uma entrevista ao site de notícias Axios em seus primeiros dias no cargo, ela respondeu: “Garantir que Joe Biden seja um sucesso”. Em grande medida, essa é a tônica neste mês e meio de mandato: Harris está ao lado de Biden. Nos discursos, nas assinaturas de decretos, nas decisões importantes. Um papel desconhecido para uma mulher acostumada a estar no comando como senadora pela Califórnia e, anteriormente, como procuradora-geral desse Estado. Mas isso não quer dizer que ela não vá construindo, pouco a pouco, seu próprio caminho.

Biden deixou claro que quer que o modelo de relacionamento entre presidente e vice-presidenta seja uma réplica daquele que Barack Obama manteve com ele durante oito anos. Biden gosta de lembrar que disse a Obama, quando este o escolheu como companheiro de chapa, que queria ser “a última pessoa na sala antes que ele tomasse as decisões importantes”.

Durante estas semanas, segundo diferentes relatos de funcionários da Casa Branca, Harris foi a última pessoa na sala. E também a primeira. O presidente e a vice-presidenta passam várias horas por dia juntos. Costumam começar o dia ouvindo juntos no salão Oval o informe presidencial diário, uma avaliação global de riscos e projetos altamente secretos, classificado e elaborado pela CIA. O ex-presidente Donald Trump, rompendo a tradição, não costumava ouvir a sessão informativa diária.

Em meados de fevereiro, Harris também começou a se reunir separadamente com o secretário de Estado Antony Blinken. Ela quer que essas reuniões ocorram regularmente. Como vice-presidente, Biden teve um papel importante na política externa, e nestas primeiras semanas Harris também está fazendo da diplomacia um dos eixos de seu cargo.

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Ela já conversou de forma independente com pelo menos seis líderes estrangeiros, segundo a Casa Branca, um número incomumente alto para um vice-presidente. Despachou sozinha com os líderes do Canadá, França, Dinamarca, República Democrática do Congo, Austrália e Israel. E também com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde. Além disso, Harris participou ativamente da tomada de duas decisões importantes de política externa: a da resposta ao ataque de milícias pró-iranianas no Iraque, e a de não adotar sanções contra o príncipe herdeiro saudita, Mohamed Bin Salman, pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.

As aparições públicas a solo da vice-presidenta foram mais raras, concentradas principalmente no grande tema da pandemia, e relacionadas com sua condição histórica de primeira mulher e primeira pessoa de pele negra a ocupar a vice-presidência. Assim, reuniu-se virtualmente com prefeitos afro-americanos para discutir o pacote de estímulo à economia que o Congresso aprovou na quarta-feira, na primeira grande vitória para sua Administração. Também lançou iniciativas para combater a desconfiança em relação às vacinas entre a população negra, e participou da formação da equipe de trabalho que a Casa Branca criou para combater as desigualdades raciais agravadas pela pandemia.

Nos Estados Unidos, quem ocupa o cargo de vice-presidente exerce também a presidência do Senado, uma honra que para a maioria dos predecessores de Harris foi pouco mais do que litúrgica, mas que, com uma Câmara Alta dividida em 50 senadores de cada partido, ganha uma importância bem real. Assim, é a vice-presidenta que desfaz os eventuais empates nas votações, papel que ela já desempenhou em três ocasiões.

Precisamente como presidenta constitucional do Senado, vários líderes progressistas lhe pediram que interviesse em um assunto delicado. Os juristas da Câmara Alta retiraram do grande plano de resgate uma proposta de aumento do salário mínimo, por considerarem que essa proposta não pode ser tramitada por meio de um projeto que exige apenas maioria simples para ser aprovado. Como presidenta do Senado, argumentaram líderes de esquerda, Harris tinha poder suficiente para rejeitar essa decisão técnica, resgatar o aumento do salário mínimo e se tornar a salvadora de uma classe trabalhadora em dificuldades. Mas isso teria significado enfrentar o presidente.

Esse é o delicado equilíbrio em que a vice-presidenta se move. Muitos progressistas querem ver Harris como sua defensora em uma Casa Branca comandada por um homem branco de 78 anos rodeado de conselheiros veteranos, e isso coloca Harris na posição de construir pontes entre o Governo e uma nova geração de democratas, mais diversificada. Como possível sucessora de um presidente que já sinalizou que talvez não concorra à reeleição em 2024, Harris está presa entre as bases inquietas, cruciais para suas aspirações presidenciais, e o presidente mais cauteloso ao qual ela serve.

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