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Postado em 18-03-2021
Arquivado em (Artigos) por vitor em 18-03-2021 00:31

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

James Levine morreu de “causas naturais” em 9 de março em Palm Springs, Califórnia

Agência France Presse

 (crédito: MIGUEL MEDINA / AFP)

(crédito: MIGUEL MEDINA / AFP)

O maestro James Levine faleceu, aos 77 anos, três anos após um escândalo de abuso sexual que encerrou e manchou sua carreira, marcada por quarenta anos na direção musical da Metropolitan Opera de Nova York.

Nomeado maestro da Metropolitan Opera, popularmente referida como ” Met Opera”, em 1976, reformou a desacreditada instituição até colocá-la entre as grandes óperas do mundo.

Enquanto se deliciava com o repertório dos clássicos, foi incorporando obras contemporâneas e compositores até então menosprezados.

Com seus exuberantes cabelos cacheados, óculos redondos de metal, estilo expressivo e personalidade extrovertida, Levine se estabeleceu como uma das figuras mais reconhecidas no mundo da música clássica.

Em 2016, ele aceitou deixar a direção musical do Met por causa do Parkinson que sofria há anos. Porém, continuou sendo maestro honorário até sua suspensão em dezembro de 2007, após a publicação nos jornais The New York Times e New York Post de relatos que o acusavam de abuso sexual.

Os dois jornais divulgaram o caso de um homem que acusou o maestro de molestá-lo de 1985 – quando tinha apenas 15 anos – até 1993.

Em março de 2018, o Met publicou as descobertas de sua investigação, que confirmaram a existência de “evidência credível” de que o músico efetivamente estava envolvido “em assédio e comportamento sexualmente abusivo”.

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