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Posted on 12-03-2021
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Nêumanne entrevista Joaci Góes – 2019 (13ª) | Estação Nêumanne
ARTIGO/Ponto de vista
O caso da UFBA.
Joaci Góes
Ao polímata e eminente Magistrado Carlos Roberto Santos Araújo!
?Concluímos nosso artigo anterior, prometendo sugerir, neste último da série, “o que deveria ser o papel da outrora respeitada Universidade Federal da Bahia, hoje, em 18º lugar, no Brasil, entre as unidades públicas, abaixo do Ceará, Alagoas e Sergipe”.
?Sem a mínima pretensão de domínio sobre a magna questão, e atento à conveniência de restringir-me a um modo que tanto os doutores quanto os leigos possam compreender, ficarei em três sugestões que, tivessem sido incorporadas pela nossa UFBA, tê-la-iam mantido no plano da utilidade e apreço da sociedade baiana e brasileira que fizeram parte da primeira fase de sua história, agora prejudicada por seu desmedido envolvimento com interesses político-partidários, em postura que caracteriza ostensivo desvio de finalidade, sem qualquer identidade com o espírito da necessária autonomia universitária. As sugestões são:
1) Desenvolvimento do Semiárido;
2) Desenvolvimento de técnicas para a universalização do saneamento básico na Bahia;
3) Aprimoramento da educação baiana nos três níveis: fundamental, básico e universitário.
?1) Dez das 27 unidades federadas brasileiras – Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – encontram-se, no todo ou em parte, no Semiárido, que cobre uma área total de cerca de 1.100.000 km², dos quais 370 mil quilômetros quadrados, na Bahia, que abrigam 226 dos 417 municípios baianos. Quase 70% do território da Bahia, portanto, está no Semiárido, onde vivem cerca de sete milhões de pessoas, 75% das quais em idade de trabalhar. À UFBA, através de algumas de suas unidades, caberia coordenar os estudos já existentes e novos, destinados a aprimorar o desenvolvimento regional em sintonia com suas características autóctones, em lugar do erro histórico da imposição de técnicas divorciadas da vocação ambiental.
A baixa pluviosidade e os elevados níveis de evaporação integram-se para constituir o maior desafio a vencer que já se sabe não residir na irrigação, como tem sido a equivocada tendência histórica, em grande parte como mecanismo de desvio de recursos. Basta mencionar que a evaporação aí chega a ser três e até quatro vezes maior do que a precipitação pluviométrica. Daí dizer-se que, no Semiárido, chove de três a quatro vezes mais de baixo para cima do que de cima para baixo;
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2) Quase dois terços dos baianos vivem e morrem à míngua de um saneamento básico que melhoraria a sua qualidade de vida, sua produtividade, saúde e longevidade. Além do que a ausência desse requisito tão fundamental aumenta os dispêndios com saúde pública que podem chegar a centenas de vezes mais entre comunidades com e sem saneamento básico. A UFBA, através de suas unidades próprias, lideradas pela engenharia, coordenaria o programa de desenvolvimento das técnicas mais adequadas às características e necessidades da região, contribuindo, de modo decisivo para o desenvolvimento econômico e IDH das populações locais. A carência de saneamento básico vem matando, contínua e sistematicamente, mais baianos e brasileiros do que a eventual Covid 19.
?3) A Bahia, tragicamente instalada no último lugar da má educação que se pratica no Brasil, possui um dos piores sistemas de ensino do Planeta. Atenta ao reconhecimento da educação como o fator determinante da prosperidade dos povos, a UFBA, sempre através da ação interativa de suas unidades de ensino e pesquisa, compatíveis com o problema sob análise, em convênio com os municípios e o Executivo estadual, faria diagnósticos regulares, para identificar as medidas mais eficazes para a restauração da pedagogia de que nos afastamos. Uma vez restaurado o compromisso com a Ciência, de que se afastou por motivações ideológicas que nada têm a ver com sua missão, a UFBA, além de resgatar a educação, na Bahia, do patamar de indigência em que se encontra, lideraria o processo de recondução da educação brasileira aos padrões observados nos países mais avançados.
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A abordagem, com mais profundidade, de cada um desses três temas, porém, será o assunto da série de artigos que escreveremos, a partir da próxima semana.
Joaci Góes, escrtor, é ex-presidente da Academia de Letras da Bahia. Texto publicado nesta quinta-feira, 11, na Tribuna da Bahia.

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“Sonho e Saudade”, Tito Madi: o compositor e intérprete que faz uma saudade danada.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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DO CORREIO BRAZILIENSE

O filho do Presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai processar a atriz e o youtuber por “calunia”

SP
Sarah Paes
 

 (crédito: Montagem/ AFP Photo)

(crédito: Montagem/ AFP Photo)

Nas redes sociais, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) anunciou que vai processar a atriz Bruna Marquezine e o youtuber Felipe Neto por “calúnia”. 

Em resposta, Felipe Neto confirmou no Instagram que o registro da queixa-crime ocorreu. “Carlos Bolsonaro abriu queixa-crime contra mim e @brunamarquezine por xingarmos o Presidente. Para divulgar a notícia, ele utilizou uma foto da Bruna nua, num trabalho de dramaturgia, com os seios cobertos po

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 Amarildo, NA

 

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DO EL PAÍS
Duque de Cambridge diz que ainda não conversou com seu irmão depois da polêmica entrevista dos duques de Sussex, embora tenha intenção de fazê-lo
O príncipe William, nesta quinta-feira em Londres.
O príncipe William, nesta quinta-feira em Londres.POOL / Reuters
Londres

A casa real britânica decidiu dar um passo à frente em sua resposta às acusações de racismo vertidas pelos duques de Sussex. “Minha família nem de longe é racista”, afirmou o príncipe William, irmão de Harry e segundo na linha de sucessão ao trono, às câmeras da Sky News, durante um ato oficial nesta quinta-feira na região leste de Londres. O duque de Cambridge disse também que ainda não conversou com seu irmão, mas que tem a intenção de fazê-lo.

Durante o programa de duas horas, exibido primeiro nos Estados Unidos e 24 horas depois no Reino Unido, Markle afirmou que alguém da família real, sem especificar quem — embora depois o casal tenha descartado, através da própria Winfrey, que se tratasse da rainha Elizabeth II ou de seu marido, o príncipe Philip —, tinha expressado preocupação com a cor da pele do bebê que estava sendo gestado pela duquesa de Sussex. Perguntado sobre o assunto na segunda parte da entrevista, à qual se somou, o príncipe Harry insistia em que nunca revelaria os protagonistas ou o conteúdo integral dessa conversa. Mas chegou a afirmar em pelo menos duas ocasiões que o racismo foi um fator importante na decisão do casal de romper os laços com a família real, renunciar às suas responsabilidades oficiais e se mudar para os Estados Unidos.

As acusações de possível racismo e de ter ignorado os problemas de saúde mental que Markle sofreu durante seus anos em Londres causaram uma grave crise na casa real britânica. E dividiram também a sociedade entre os que se recusam a levar a sério as palavras da duquesa de Sussex e os que, em número cada vez maior, consideram que o palácio de Buckingham deve aproveitar a oportunidade para se adaptar ainda mais à realidade e impulsionar um debate sério no Reino Unido sobre seu passado colonialista e escravista e sua atitude em relação ao racismo.

Apesar da reação inicial, na terça-feira passada, do líder da oposição, Keir Starmer, que exigiu que as acusações de racismo proferidas pelo casal fossem levadas “muito a sério”, porque “transcendiam à própria família real”, os políticos britânicos decidiram evitar o espinhoso assunto. O primeiro-ministro Boris Johnson deixou claro desde o começo que não costuma comentar os assuntos de Buckingham, e o próprio Starmer se mostrava satisfeito nesta sexta-feira com o comunicado em que a casa real anunciava que a família discutiria o assunto “de modo privado”.

Apenas um deputado, o conservador David Amess, propôs que a Câmara dos Comuns encontre lugar na agenda para debater o futuro papel da monarquia “e assim deixar claro que nunca é inteligente para uma família expor suas disputas em público, porque todos acabam gravemente machucados”. A resposta partiu do chefe da sua bancada, com a ironia que caracteriza sua forma de fazer política: “Se decidíssemos organizar um debate sobre a senhora nossa soberana, acabaria por esgotar todo o tempo que resta de legislatura”.

 A crise desatada pelas declarações dos duques de Sussex já fizeram uma segunda vítima, depois do popular apresentador Piers Morgan, que deixou o programa matinal do canal ITV por causa dos seus estridentes ataques a Markle e as queixas desatadas na audiência. O diretor da Sociedade de Editores de Jornais, Ian Murray, apresentou sua demissão por causa das numerosas queixas provocadas pelo comunicado de resposta ao príncipe Harry e sua esposa, em que negava qualquer traço de racismo na imprensa sensacionalista britânica.

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