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DO CORREIO BRAZILIENSE

Petista criticou as ações equivocadas de Jair Bolsonaro durante a pandemia e afirmou que o país “não tem governo”

Israel Medeiros
 

 (crédito: AFP/Miguel SCHINCARIOL)

(crédito: AFP/Miguel SCHINCARIOL)

“Este país não tem governo”. A afirmação foi feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu pronunciamento à imprensa nesta quarta-feira (10/3). Após decisão do ministro do STF, Edson Fachin, que o tornou novamente elegível, Lula criticou criteriosamente os atos do presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia contra o novo coronavírus e disse que as quase 270 mil mortes poderiam ter sido minimizadas se o atual mandatário tivesse feito “o elementar”.

“Muitas das mortes poderiam ser evitadas se o governo tivesse feito o elementar. Governar é a arte de tomar decisão. Um presidente que respeitasse o país teria criado um comitê de crise, envolvendo representantes dos estados, cientistas, e toda semana orientar a sociedade brasileira sobre o que fazer. Era preciso comprar vacinas de qualquer lugar do planeta Terra. A própria Pfizer ofereceu doses e o governo não aceitou. Ficou inventando o uso de cloroquina, dizendo que a covid-19 era uma gripezinha e que ele não seria afetado por ter histórico de atleta”, disparou.

Para o petista, um comitê de crise seria capaz de evitar a falta de oxigênio em Manaus e em outras cidades brasileiras. O erro do governo, segundo ele, deu-se porque Bolsonaro não sabe ser presidente. “A vida inteira ele não foi nada. Era do Exército e se aposentou. Depois disso, não fez mais nada, foi vereador e depois deputado por 32 anos. E conseguiu passar para a sociedade a ideia de que ele não era político”, disse.

Lula também criticou a propagação de fake news — prática que, segundo ele, ajudou a eleger Donald Trump, nos EUA, e o próprio Jair Bolsonaro, no Brasil. Ele revelou que se sentiu aliviado quando ouviu dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, “a verdade”. 

Lula citou, ainda, que enquanto era investigado, um advogado se ofereceu para defender seu caso por R$ 3 milhões — oferta que ele afirmou ter recusado. “Se eu pagasse, confirmaria que sou ladrão. Onde eu ia arrumar esse dinheiro para pagar ao advogado?”

Moro

Quando citou Sérgio Moro, o petista chamou o ex-juiz de “maior mentiroso da história do Brasil” e disse acreditar que o lava-jatista está sofrendo mais agora do que ele sofreu enquanto estava preso. “Ele não pode se tornar o maior mentiroso da história do Brasil e ser considerado herói por alguns. Eu tenho certeza que Moro está sofrendo hoje muito mais do que eu sofri. Porque eles sabem o que fizeram”, pontuou.

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BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

O procurador-geral da República, Augusto Aras, rejeitou o pedido da Câmara dos Deputados para prender o humorista Danilo Gentili, mas opinou por sua “proibição de frequentar redes sociais”, o que inclui o Twitter, onde ele tem mais de 17 milhões de seguidores.

Em manifestação ao Supremo, Aras pediu ainda que Gentili seja investigado no inquérito dos atos antidemocráticos, que mira bolsonaristas que pedem o fechamento do STF e do Congresso.

A Câmara dos Deputados requisitou a prisão do humorista depois que ele publicou no Twitter a seguinte mensagem:

“Só acreditaria que esse País tem jeito se a população entrasse agora na câmara e socasse todo deputado que está nesse momento discutindo PEC de imunidade parlamentar”.

Os deputados acusam Gentili de “grave ameaça ao livre exercício dos Poderes”, crime previsto na Lei de Segurança Nacional.

O mesmo delito foi imputado ao deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), preso após ofender ministros do STF e que também falou em socar uma autoridade, no caso, Edson Fachin.

Aras, porém, disse que, no caso de Gentili, não é necessária prisão porque ele apagou o tuíte e depois se retratou. Pediu a proibição de uso das redes porque são “meios da prática dos crimes ora sob apuração”.

O PGR também quer que o humorista seja proibido de ficar a menos de 1 km da Câmara, assim como de mobilizar, organizar ou integrar manifestações contra qualquer dos poderes e de ausentar-se da comarca de sua residência sem autorização judicial.

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Posted on 11-03-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-03-2021


 

Sponholz, no

 

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Dono do jornal Tribuna da Imprensa, que encerrou circulação em 2008, Hélio foi um dos profissionais perseguidos durante a ditadura militar brasileira

Carinne Souza*
 

 (crédito: Reprodução)

(crédito: Reprodução)

Morreu, aos 100 anos, o jornalista Hélio Fernandes, na madrugada desta quarta-feira (10/3), no Rio de Janeiro. De acordo com os familiares, ele faleceu por volta das 3h, em casa, por causas naturais. Fernandes foi dono do jornal Tribuna da Imprensa (1962-2008) e mantinha um blog.

O jornalista também dirigiu a revista O Cruzeiro e o jornal A Noite. Hélio era perseguido até mesmo antes do golpe militar de 1964 e chegou a ser preso em 1963 por ordem do ministro da Guerra do presidente João Goulart, foi liberado 11 dias depois, após ordem do STF.

Combativo, seu jornal nunca se importou com a censura, o que o levou a sofrer diversas intervenções durante o regime. A sede do jornal chegou, inclusive, a ser alvo de um atentado a bomba, em 1981, mas nem isso impediu a publicação do diário no dia seguinte. Em 2008, o Tribuna da Imprensa encerrou sua circulação.

* Estagiária sob a supervisão de Mariana Niederauer

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