DO CORREIO BRAZILIENSE

Cartório escondeu informações da escritura pública da mansão adquirida no Lago Sul pelo filho do presidente ao custo de R$ 5,97 milhões e ato será avaliado por juiz do tabelionato

Ingrid Soares
 

 (crédito: Reprodução)

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O Conselho Federal do Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF), entidade representativa dos tabeliães de notas do país, emitiu nota, neste sábado (6/3) informando que o tabelião de Brazlândia, que censurou a escritura do imóvel adquirido no Lago Sul, em Brasília, ao custo de R$ 5,97 milhões, submeterá o caso a procedimento administrativo junto ao juiz corregedor permanente do tabelionato.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o 4.º Ofício de Notas do Distrito Federal, onde o senador registrou a compra de uma casa de R$ 6 milhões em Brasília, localizada em Brazlândia, escondeu informações da escritura pública do imóvel, documento com os dados do negócio que deveria ser acessível a qualquer solicitação.

De acordo com a publicação, há 18 trechos com tarjas na cor preta. Foram omitidas informações como os números dos documentos de identidade, CPF e CNPJ de partes envolvidas, bem como a renda de Flávio e da mulher, a dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro.

Após vir a público a compra da luxuosa casa, o parlamentar explicou, por meio de nota, que “a casa foi comprada com recursos próprios, oriundos da venda seu imóvel no Rio de Janeiro e com intermédio de financiamento imobiliário”. O parlamentar, que ainda se disse vítima de especulação por parte da imprensa, pagou R$ 181 em impostos e taxas à vista.

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