Através de rede social, Rui Costa anunciou que, a partir de hoje (22)segunda-feira, restrição será das 20h às 5h. Além disso, atendimento presencial em bares e restaurantes será até 18h, e transporte metropolitano funcionará até 20h30; Delivery de alimentos pode ser feito até 23h.

Por G1 BA

 


Rui Costa anunciou deste domingo ampliação do toque de recolher na Bahia — Foto: Reprodução/Twitter

Rui Costa anunciou deste domingo ampliação do toque de recolher na Bahia — Foto: Reprodução/Twitter

“Infelizmente, alcançamos a marca de 80% de ocupação dos leitos de UTI na #Bahia e a consequência será a ampliação do horário do toque de recolher. A partir desta segunda, dia 22, a restrição será das 20h às 5h”, afirmou.

Apesar do governador dizer na postagem que as regiões do oeste da Bahia, de Irecê e de Jacobina permanecerão de fora da medida, o governo divulgou nota horas depois do anúncio afirmando que só a região oeste não foi incluída no toque de recolher. Com isso o número de cidades onde passa a valer a medida sobe de 343 para 381. Os nomes dos municípios adicionados, contudo, não foram divulgados.

Além disso, o governador anunciou outras medidas de enfrentamento à Covid-19: “O atendimento presencial em bares e restaurantes será até 18h. O funcionamento do transporte metropolitano até 20h30. Delivery de alimentos até 23h. Medidas visam conter avanço do coronavírus. Estamos vivendo um momento extremamente grave e conto com a compreensão de todos”, escreveu Rui Costa.

 

Conforme o novo decreto, no período das 20h às 5h, é permitido o deslocamento somente para ida a serviços de saúde ou farmácia, para compra de medicamentos, ou situações em que fique comprovada a urgência.

Não são alcançados pelo decreto os serviços de limpeza pública e manutenção urbana; os serviços delivery de farmácia e medicamentos; e as atividades profissionais de transporte privado de passageiros.

Ainda segundo o governo, aqueles que descumprirem a medida podem ser autuados nos artigos 268 (infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa) e 330 (desobedecer a ordem legal de funcionário público) do Código Penal.

A população pode fazer denúncias para a Polícia Militar da Bahia (PMBA), pelo telefone 190 ou (71) 3235-0000, na capital; e pelo 181 no interior do estado. A denúncia é anônima.

“É preciso dizer Adeus”, Tom e Edu:  na abertura da última semana do mês de fevereiro sem Carnaval com o bloco na rua!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Decisão da Câmara de manter preso o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), com uma votação expressiva, é um sinal de que os parlamentares querem uma mudança no tom dos colegas, avaliam analistas e congressistas

Luiz Calcagno
postado em 21/02/2021 06:00 / atualizado em 21/02/2021 15:42
 

 (crédito: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

(crédito: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

O caso do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), preso por incitar o espancamento de um ministro do Supremo Tribunal Federal e por fazer apologia ao AI-5, e que teve a prisão confirmada por 364 votos na Câmara, poderá impor um refinamento do bolsonarismo. Entre os aliados mais próximos do presidente, o discurso já apresenta uma mudança no tom. Há o entendimento por parte de alguns parlamentares de que o abandono de Daniel Silveira e a expressiva votação favorável à Comunicação de Medida Cautelar 1/2021 no plenário serviram de aviso aos radicais: não haverá espaço para a verborragia combativa de extrema-direita.

A depuração acontecerá, porém, nos ciclos mais próximos do presidente, que, ao menos por ora, não tem condições de abandonar o grupo de eleitores mais radicais. Grupo que, inclusive, reclamou do silêncio de Bolsonaro nas redes. Portanto, isso não significa que o presidente vá abandonar as falas polêmicas, embora seja pouco provável que assuma tom parecido com o de Daniel Silveira. A estratégia de maneirar o discurso já separa, inclusive, os parlamentares. Enquanto Julian Medeiros (PSL-PB) andou se queixando do silêncio do presidente, o colega de bancada Bibo Nunes afirma que o presidente “se colocou como representante máximo do Poder Executivo, e ficou fora dessa discussão”.

“O presidente está resguardando a liturgia do cargo, ficando isento na disputa. Não tem nada a ver com Centrão. O presidente está se moldando ao cargo”, disse. Carla Zambelli (PSL-SP) vai na mesma linha. “Nos últimos dois anos, a imprensa e parte do público têm cobrado do presidente para não se manifestar em todos os assuntos. É muito difícil agradar a todos. Quando ele fala, é criticado pelo que fala. Quando ele não fala, criticam. A minha opinião é que ele está agindo corretamente, pois já temos uma situação entre Judiciário e Legislativo. Não seria saudável para o país que o presidente entrasse na disputa”, avaliou.

Desdobramentos

Junto com Bia Kicis, que faz campanha para a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e promete isenção e diálogo com todos os partidos, esses parlamentares fazem parte do grupo que se elegeu agarrado ao discurso de Bolsonaro, mas que detém certo pragmatismo, diferentemente, segundo o analista político da Consultoria Dharma, Creomar de Souza, dos que têm retórica agressiva, que serve para agitar as bases. “Esse pessoal é mais torcida que líder”, explica. Creomar destaca, ainda, que Silveira não valia o preço do desgaste. “É precoce dizer que ele vai ser cassado. Mas, para esse momento, tem uma confusão armada, uma unanimidade do STF. Ele cruzou a linha”, avaliou.

Doutor em ciência política, professor e pesquisador do Departamento de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Ricardo Ismael também vê pragmatismo em Bolsonaro quando o presidente se cala a respeito de Daniel Silveira. Ainda assim, ele alerta que o presidente não abandonará a base eleitoral, pois sabe que o Centrão não o apoiará se não conseguir chegar em 2022 viável para as eleições. Além disso, lembra, o caso de Daniel Silveira ainda não está encerrado. “O bolsonarismo está defendendo Daniel Silveira nas redes. E se ele sobreviver, não for cassado, pode até aumentar a votação em 2022. São contradições que ocorrem”, apontou.

“Tratava-se de um conflito entre Câmara e STF, e sair em defesa de Silveira iria colocar o Bolsonaro no fogo. Bolsonaro, hoje, está criticando a Petrobras. Ele precisa defender os caminhoneiros. Não vai abandonar apoiadores. Nem os militares nem os evangélicos. O Centrão é importante nas reformas, mas se Bolsonaro não mantiver a popularidade, o Centrão vai apoiar outro candidato em 2022. Lira deve ter dito a Bolsonaro que se ele entrasse (na briga) seria prejudicial. A distância de Bolsonaro pode contrariar seguimentos bolsonaristas que gostariam de uma manifestação. Mas, quem pensa um pouco sabe que Bolsonaro não teria nada a ganhar. Ele iria criar uma briga com Lira, e ia voltar ao cenário de 2020, quando estava em conflito com o Supremo, o que ele não quer mais”, lembrou Ricardo Ismael.

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Fred, NO PORTAL DE HUMOR GRÁFICO

 

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Nevasca registrada no Estado sulista provoca cortes de energia por mais de três dias e as autoridades pedem que metade da população ferva a água após rompimento de encanamentos

Voluntário distribui água em Kyle, Texas.
Voluntário distribui água em Kyle, Texas.JOEAEDLE / EL PAÍS
No Texas, quando se fala de frio, o termômetro marca 10 graus. Quando se fala de muito frio, pode chegar até 2. A inusitada tempestade de inverno que açoitou o Estado sulista nesta semana fez com que várias cidades batessem seu recorde de temperatura mínima e em Houston —a cidade mais populosa do Estado e a quarta do país— a sensação térmica chegasse a 20 graus negativos.
Neste sábado as ruas não estavam mais inundadas de neve e as temperaturas subiram, mas a tragédia continua muito presente nas casas. Metade dos 29 milhões de habitantes do Estado tem ordem de ferver a água (para beber, cozinhar ou escovar os dentes) por causa da possível contaminação decorrente do rompimento de encanamentos. Mais de 700 sistemas de abastecimento de água foram afetados. A situação crítica forçou os hospitais a tomar medidas extremas: um estabelecimento de Houston colocou baldes no telhado para coletar gotas de chuva e usar essa água para limpar os vasos sanitários; em outro, em Austin (capital do Texas), parte dos funcionários teve que cobrir as mãos com sacos de lixo para remover as fezes das privadas.

Dada a falta de ações preventivas e a evidente precariedade dos serviços e da infraestrutura, a comunidade texana, ainda incrédula com o que está sofrendo em meio a uma pandemia, exige uma explicação que as autoridades até agora não foram capazes de dar.

A pior nevasca registrada na história do Texas, com temperaturas abaixo de zero no início da semana em todo o seu território (um pouco maior do que o da França), alimentou uma demanda de energia sem precedentes. Quando milhões de casas ligaram a calefação, os geradores, que não estavam preparados para esses níveis de demanda, entraram em colapso. Ao mesmo tempo, o frio extremo causou o congelamento de parte dos equipamentos necessários para o funcionamento da rede elétrica do Estado. Essa combinação fez com que os cortes de 45 minutos, anunciados para se manter a estabilidade da rede elétrica, se estendessem por mais de três dias em algumas residências. Neste sábado, pelo menos 80.000 casas e negócios ainda estavam às escuras.

Enrique Quintero, 50 anos, não tomou banho durante quatro dias. Sem eletricidade nem água, decidiu ficar na loja de móveis em que trabalha, a Gallery Furniture. O conhecido espaço comercial de Houston, de 10.000 metros quadrados, esta semana se tornou um refúgio que recebia mais de 300 pessoas todas as noites em busca de abrigo e comida. As famílias se amontoavam nas camas à venda, algumas por mais de 5.000 dólares (27.000 reais). Outras preferiram dormir nos sofás de couro texano, alguns por 8.000 dólares (43.000 reais). Jim McIngvale, o dono do negócio, uma celebridade da cidade, disse a este jornal na noite de sexta-feira em sua loja que decidiu abrir as portas porque “as pessoas estavam precisando. Muitos idosos estavam sozinhos, no escuro, sem poder carregar seus celulares”. McIngvale não perde a oportunidade: “Vieram aqui pelos bons colchões.”PUBLICIDADE

O governador republicano Greg Abbott fez acusações ao Green New Deal, o plano de combate às mudanças climáticas proposto pela ala esquerda do Partido Democrata, em uma de suas primeiras coletivas de imprensa desde que começou a nevar no Texas. Os fatos “simplesmente revelam que os combustíveis fósseis são necessários”, disse Abbott, aludindo às falhas causadas pela queda de neve nas usinas eólicas. “Isso é o que acontece quando a rede é forçada a depender em parte do vento como fonte de energia”, tuitou o congressista republicano Dan Crenshaw na terça-feira. O Conselho de Confiabilidade Elétrica do Texas (Ercot, na sigla em inglês), órgão supervisor da distribuição de energia elétrica no Estado, esclareceu que as turbinas eólicas congeladas foram o fator “menos significativo” nos apagões.

As centrais elétricas de gás natural geraram 46% da eletricidade do Texas em 2020, de acordo com o Ercot. As eólicas, 23%; as de carvão, 18%; as nucleares, 11%, e apenas 2% veio da energia solar. “Um Estado que se orgulha de sua produção de eletricidade deixou milhões de seus cidadãos congelados na escuridão. Não é só incompetente, é criminoso”, acusou o deputado democrata do Congresso do Texas James Talarico, destacando que a crise não se deveu a um desastre natural, mas a “anos de investimento insuficiente, desregulamentação e negligência”.

Falta de regulamentação

A rede elétrica do Texas opera de forma independente, ao contrário do restante do país. A falta de regulamentação permitiu que o Estado recebesse várias empresas que, em meio a uma competição voraz, chegaram a cobrar pela energia elétrica a metade de outros territórios. No entanto, em uma emergência, o Texas não pode importar energia dos Estados vizinhos, como os demais costumam fazer.

Na Climate Power —uma organização independente que luta contra as mudanças climáticas e pela justiça ambiental— explicam que as autoridades locais se sujeitam “à antiga influência da indústria de petróleo e do gás” e que, embora seja difícil mudar isso, esta crise é uma sacudidela para os eleitores. Esperam que o desastre sirva para dar urgência à discussão sobre como focar a capacidade energética para as próximas décadas, “com uma energia sustentável em que todos possam confiar”.

O ex-governador republicano estadual Rick Perry argumentou que os texanos estão dispostos a ficar sem eletricidade por mais de três dias se for para manter o Governo federal fora da rede elétrica do Estado. Marina Martelli e Ivan Ayma, depois de passar 60 horas sem luz e água, divergem. O casal argentino se mudou para o Texas em 2015, vindo da Carolina do Norte, onde os invernos são rigorosos, mas nunca enfrentou uma situação como esta. “Nunca congelamos como aqui”, explica Martelli, que nos últimos dias dormiu com o marido, o filho de sete anos e seus gatos para gerar o máximo de calor possível dentro de uma casa que não superava zero grau. “Não há razão lógica para o que aconteceu, apenas a disfuncionalidade da Administração do Estado”, se queixa Ayma, incrédula com a falta de resposta das autoridades

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