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Posted on 14-02-2021
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Presidente do TRE do Amazonas morre vítima da Covid-19
Foto: Divulgação
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, desembargador Aristóteles Lima Thury, morreu neste domingo vítima da Covid-19.

Diagnosticado com a doença em janeiro, o magistrado, que tinha 71 anos, chegou a ser internado em Manaus e depois foi transferido para São Paulo.

 Thury assumiu a presidência do TRE-AM em maio do ano passado e cumpriria seu mandato até 2022.

 
Ex-mandatário, que governou entre 1989 e 1999, foi a figura mais importante e polêmica da política argentina na década de noventa, quando trouxe a paridade do câmbio e as privatizações
Buenos Aires 
Carlos Menem, em uma imagem de 2003.
Carlos Menem, em uma imagem de 2003.Quique Kierszenbaum / Getty

Carlos Saúl Menem (Anillaco, 1930), presidente da Argentina entre 1989 e 1999, morreu neste domingo, 14 de fevereiro, em Buenos Aires, aos 90 anos, vítima de uma infecção que se agravava com problemas “de base” do coração. Menem sucedeu Raúl Alfonsín no cargo e liderou o retorno do peronismo ao poder após a restauração da democracia. Seu mandato significou moeda forte e corrupção, privatizações e desemprego, dinheiro fácil e pobreza.

  • AME3884. BUENOS AIRES (ARGENTINA), 27/10/2020.- El presidente de Argentina, Alberto Fernández, participa en un homenaje por el décimo aniversario del fallecimiento del expresidente Néstor Kirchner (2003-2007), junto a militantes del peronismo, movimiento político que gobierna Argentina, hoy, en Buenos Aires (Argentina). Se cumple un año desde que Alberto Fernández ganó las elecciones presidenciales de Argentina, unos comicios que, en medio de una grave crisis económica que aún continúa, llevaron al peronismo de vuelta a la Casa Rosada tras los cuatros años de Gobierno del conservador Mauricio Macri. EFE/ Juan Ignacio Roncoroni

Os argentinos lembram Menem com devoção ou desprezo, como o pai de uma grande transformação que liderou com estatura de estadista ou como administrador de uma catástrofe. Quem o defende lembra dos anos sem inflação, do investimento em infraestrutura e da modernização dos serviços públicos por meio da privatização. A paridade do peso com o dólar transformou os argentinos em turistas de primeira classe e produtos importados inundaram o mercado. Eram tempos de “Argentina de primeiro mundo” e de “relações carnais” com os Estados Unidos, já definidas pelo então chanceler Guido Di Tella. “Os anos noventa” logo foram sinônimos de menemismo, movimento que acomodou o peronismo à onda ultraliberal da década.

Seus detratores, por outro lado, veem em Menem o fechamento de milhares de empresas, níveis recordes de pobreza e desemprego e, sobretudo, a introdução da corrupção como forma de política. O “menemismo” era para esse grupo o “menemato”, uma alusão às raízes árabes do presidente. Menem havia vencido as eleições em 1989 como um caudilho do interior que prometia a “revolução produtiva” vestido com um poncho nortenho e com longas costeletas. Mas o caudilho logo raspou as costeletas e trocou o poncho por ternos Armani. E isso desalojou o peronismo.

Fez aliança com os setores mais conservadores do partido e nomeou figuras da tradicional direita para seu governo. O peronismo progressista logo rompeu com ele e travou guerra contra Menem. Mas a bonança econômica parou as revoltas internas. Menem selou um pacto com o radical Raúl Alfonsín para introduzir a reeleição na Constituição e em 1995 repetiu seu mandato.

Seu segundo mandato revelou o esgotamento lento, mas incontrolável do modelo de conversibilidade. Durante o seu governo, Menem privatizou, cedeu ou dissolveu 66 empresas estatais. A venda das “joias da coroa” mais a dívida externa inundou o mercado de dólares. A corrupção foi a marca dos tempos. A frase “roubam, mas fazem” foi cunhada então, em oposição aos radicais, pessoas que os peronistas consideravam honestas, mas sem capacidade de poder. Foram também anos de “pizza com champanhe”, porque o menemismo tinha uma estética própria, filha dos negócios fáceis e da fortuna rápida. A personagem da Casa Rosada compensava com carisma e gestão vertiginosa a sensação de que algo não estava bem. Menem jogava futebol, pilotava aviões, dirigia carros de corrida e se destacou como playboy.

Em uma ocasião, ele mandou que quinhentos quilômetros de rodovia fossem fechados ao trânsito para que pudesse dirigir em alta velocidade uma Ferrari que ele acabava de receber de presente de um jogador. “El Ferrari de Menem” é outra foto indelével na memória popular. A vida pessoal de Menem era uma parte inseparável da política da época. Assim que assumiu o cargo, o presidente expulsou da residência oficial sua esposa Zulema Yoma e seus dois filhos, que choravam diante das câmeras de televisão. Em 15 de março de 1995, outro incidente familiar passou a ser assunto de Estado: seu filho Carlos morreu em um acidente de helicóptero aos 26 anos. Zulema Yoma sempre sustentou que se tratava de um ataque, hipótese que Menem acabou aceitando anos depois.

Foi também durante o menemismo que a Argentina experimentou os dois únicos ataques terroristas de sua história: o que destruiu a embaixada de Israel em 1992 e a Amia Judaica Amia em 1994. A Argentina ainda carrega os fragmentos desses ataques não resolvidos. Em 1998, quando a economia estava em colapso, Menem tentou se candidatar pela terceira vez, mas não conseguiu apoio para alterar novamente a Constituição. O peronismo finalmente perdeu as eleições para uma aliança de radicais, liderada por Fernando de la Rúa, e peronistas de esquerda atrás de Carlos Álvarez. A alquimia não durou muito e tudo acabou na crise de 2002.

Enquanto isso, Menem acumulava problemas jurídicos. Em 2001, um juiz o colocou em prisão domiciliar por contrabando de armas para o Equador e a Croácia, apesar dos embargos da ONU. O ex-presidente ficou preso por cinco meses, acompanhado de sua novíssima esposa, a ex-Miss Universo chilena Cecilia Bolocco. Em 2003, Menem tentou ser presidente mais uma vez, mas perdeu para Néstor Kirchner. Ele se refugiou em sua província natal, La Rioja, que o recompensou com uma cadeira no Senado. Ele flertou com o macrismo e mais tarde apoiou o kirchnerismo no Congresso. Os privilégios de senador evitaram a prisão e ele morreu em liberdade, ocupando sua cadeira até o último dia.

 

Resultado de imagem para Janio Ferreira Soares no Bahia em Pauta

CRÔNICA

 

A bizarra saia da senadora e a prisão de Catatau

Janio Ferreira Soares

 

Quando o fato se deu não percebi, talvez por estar lendo a beleza de carta que o querido Dom Samuel Dantas me escreveu a respeito do que penso sobre a eternidade. Só depois foi que vi o grave delito estético cometido pela senadora Kátia Abreu (PP-TO), que na eleição do presidente do Senado usou uma saia confeccionada a partir de 30 gravatas doadas pelos colegas senadores, todas, diga-se, com o nome das excelências nas pontas, o que ao menos facilitará à identificação dos coautores numa provável investigação sobre o frio assassinato do bom senso.

Com tiras verticais a lhe envolver as ancas tal um fole de uma sanfona gemendo num forró, de início até pensei que poderia ser algum protesto, sei lá, tipo uma lona remendada de um circo chamado Brasil, onde a senadora seria o mastro e nós os velhos palhaços, como àqueles que saíam às ruas perguntando à garotada com as mãos carimbadas pra entrar de graça e trepar no poleiro: “E o palhaço o que é?”, no que eles respondiam: “É ladrão de mulé!”.

Depois, analisando bem, acho que a faceira senadora estava apenas se antecipando ao Carnaval e aí resolveu usar uma fantasia que não faria feio naqueles concursos onde Clóvis Bornay e Evandro de Castro e Lima arrasavam como Rei Salomão ou Tutancâmon, no seu caso com o pomposo título de: “Invisíveis Perdigotos das Múmias do Senado Bamboleiam no Quadril da Cleópatra de Tocantins”.

Falando nisso, desde o meu primeiro texto neste A TARDE, e lá se vão quase 15 anos, jamais pensei que num sábado de “Viva Zé Pereira!” eu estaria aqui escrevendo sobre um não Carnaval, provocado, veja que absurdo, por um vírus que ninguém, absolutamente ninguém, por mais poderoso ou inteligente conseguiu prever, o que só atesta a nossa total, absoluta, completa (e haja sinônimos!) insignificância no mundo.

Pra terminar, contarei novamente um caso ocorrido num Carnaval do Copa (Clube Operário de Paulo Afonso), quando Catatau, figura folclórica que perdera uma das mãos num acidente (e por isso ganhou o apelido de Braço de Radiola), pulou o muro e se misturou aos foliões. Depois de muita procura, um guarda se posicionou no palco e teve a grande sacada de pedir ao maestro Turpim que tocasse o Hino do Bahia. Estranhando o pedido, já que o havia tocado minutos antes, ele obedeceu e assim que a orquestra deu o breque para o grito de guerra da turma tricolor, Catatau se empolgou e se autodedurou com seu cotoco vibrando no ar aos berros de “Baêêêa! Baêêêa! Baêêêa!”.

Que esse episódio sirva, quando nada, de motivação ao péssimo time tricolor, para que nos futuros carnavais neguinho possa socar o ar e gritar com orgulho “Baêêêa! Baêêêa! Baêêêa!”, mesmo correndo o risco de ser flagrado no meio da multidão por um guarda morrendo de rir. Bons tempos.

 

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, no lado baiano do Rio São Francisco

“Amigo é Pra Essas Coisas”, MPB4: !!! ÚNICO, COMO O APREÇO !!!

BOM DOMINGO!!!

(Gilson Nogueira)

DO EL PAÍS

Eleição de presidente da Câmara expõe guerra interna do DEM e PSDB e embaralha xadrez para próxima eleição. Bolsonaro premia Centrão com ministério da Cidadania enquanto PT testa primeiro nome da esquerda à sucessão presidencial

 
Afonso Benites itorado.
Sem lideranças políticas naturais, a direita brasileira está esfacelada em compasso de espera pelas eleições de 2022. E a esquerda também, depois que o PT lançou a candidatura de Fernando Haddad como um balão de ensaio para testar o eleitorado. O presidente Jair Bolsonaro foi incapaz de criar sua própria legenda, a Aliança pelo Brasil, mas alcançou a proeza de embaralhar a miríade das outras composições partidárias que pretendem disputar sua sucessão. Com um cenário de candidaturas diluído, a máquina governamental nas mãos e um apoio na casa dos 30% da população já colocariam o presidente em um segundo turno.

Nesta sexta-feira, Bolsonaro concretizou parte do acordo firmado com o Centrão em troca de seu apoio por Lira. Ele nomeou o deputado federal João Roma, do Republicanos, para o Ministério da Cidadania em substituição a Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que foi deslocado para a Secretaria-Geral da Presidência da República. Roma é amigo e ex-assessor de Antônio Carlos Magalhães Neto, o presidente do Democratas que se aproximou do Planalto rompendo com o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ). Com o movimento, o mandatário começa a pagar a sua fatura em troca de uma base de sustentação legislativa. Ainda restam entre dois e três ministérios a serem entregues ao Centrão, o que deve ocorrer nas próximas semanas.

Os movimentos no xadrez político de Bolsonaro ocorrem a um ano e 8 meses da eleição. Mas, de pronto, já começaram a minar alianças que estavam sendo planejadas pelo campo autodenominado “direita democrática”. A principal delas foi a articulação feita por DEM, MDB, Cidadania e PSDB. As quatro legendas rascunhavam um acordo para seguirem juntas em 2022. Seu candidato seria João Doria (PSDB), o governador paulista que já foi aliado de Bolsonaro, ou Luciano Huck, o apresentador da maior emissora de TV do Brasil, a Globo, que paquerava uma filiação ao DEM ou ao Cidadania.

Implosão do DEM e racha no PSDB

A implosão do DEM afastou Huck dos democratas, mas há ainda a esperança do Cidadania de tê-lo em suas hostes. Além disso, dos 27 deputados do DEM, 6 disseram que apoiarão a reeleição de Bolsonaro, 14 não descartaram apoiá-lo e apenas dois disseram que não se aliarão ao presidente. Os dados foram levantados pelo jornal O Estado de S. Paulo. “O que o DEM tem dito é que não fechará nenhuma porta, nem mesmo a Bolsonaro. Se o presidente se moderar nos próximos dois anos, o DEM consegue se justificar e seguir com ele, caso contrário, pode tomar outro rumo”, avalia e cientista política Lara Mesquita, que é pesquisadora do Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getulio Vargas.

No PSDB, Doria se sentiu forçado a marcar território. Tentou controlar diretamente a Executiva Nacional do partido, atualmente comandada pelo seu então aliado o ex-deputado Bruno Araújo. Mas os figurões da sigla reagiram e estenderam o mandato de Araújo para 2022. De pronto, Doria se enfraqueceu no processo, sinalizou que pode deixar a legenda e viu outro tucano despontar como potencial presidenciável: Eduardo Leite, o governador do Rio Grande do Sul que quer ser uma nova oposição a Bolsonaro. “O Doria é uma liderança de luz própria. Os velhos elefantes do partido não o veem com bons olhos. Ele é uma das pessoas mais pragmáticas da política brasileira. Tanto que se aliou a Bolsonaro para se eleger governador”, diz a cientista política Mariana Borges, pesquisadora em Oxford. 

Outra legenda de centro-direita que está em busca de um nome que agregue outros apoios é o Podemos. Os dirigentes esperam que o ex-juiz da operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, anuncie sua filiação até o início do próximo ano. As conversas estavam adiantadas. Mas, nas últimas semanas, o que menos Moro tem feito é se preocupar com a política partidária, já que corre o risco de ter sua biografia ainda mais manchada, quando o Supremo Tribunal Federal está em vias de invalidar as decisões que ele tomou contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para as duas pesquisadoras consultadas pela reportagem, ainda é cedo para os partidos definirem qualquer cenário. “Tudo ainda depende da economia e de como o Governo vai reagir à pandemia [de coronavírus]. Também tem de ser levado em conta a avaliação da população sobre os processos judiciais contra os filhos do presidente”, diz Lara Mesquita. A narrativa que Bolsonaro empregou na eleição de 2018, de ser um político antissistema também será posta a prova. “Ele está claramente adaptando o seu discurso extremista. Vamos ver até onde isso vai durar”, afirma Mariana Borges.

Balões da esquerda

Da mesma maneira que a direita anti-bolsonaro, a esquerda também enfrenta severas dificuldades de articulação interna. O PT já colocou em prova sua hegemonia nesse campo na última semana, quando o ex-presidente Lula lançou a candidatura do ex-prefeito de São Paulo Haddad e disse para ele percorrer o Brasil em uma espécie de pré-campanha. O PDT se aproxima de uma aliança com o PSB para relançar o ex-governador do Ceará Ciro Gomes. E o PSOL sinaliza que deve seguir com o professor universitário Guilherme Boulos. Ou seja, seria a repetição dos três candidatos que foram derrotados por Bolsonaro na disputa passada. A diferença agora é que Boulos ganhou projeção nacional ao disputar o segundo turno com Bruno Covas pela prefeitura de São Paulo, a maior cidade do Brasil. “Os partidos estão se movimentando porque sabem que se não começarem a se movimentar, eles não terão um candidato do dia para a noite. O Bolsonaro, mesmo, ficou quatro anos fazendo campanha”, diz a pesquisadora Lara Mesquita.

Para Mariana Borges, uma das falhas da esquerda brasileira, especialmente do PT, é manter-se focada no Estado de São Paulo na hora de falar em candidatos, ignorando outras regiões brasileiras. Ela cita que, ao escolher Haddad, Lula deixa de lado lideranças baianas do partido, como o senador Jaques Wagner ou o governador Rui Costa. “Talvez apresentar um nome que não seja tão ligado ao Lula seria a alternativa para atrair os outros partidos de esquerda”, diz.

Outra conta que tem sido feita pelas legendas é a da cláusula de barreira. A partir de 2023, só terá acesso aos fundos públicos eleitoral e partidário quem atingir 2% dos votos válidos para a Câmara em nove Estados ou eleger ao menos 11 deputados. Atualmente, a doação eleitoral privada é proibida no Brasil. E é quase consenso entre os partidos que, sem uma candidatura presidencial como uma vitrine, dificilmente se elegem tantos deputados federais. Como o Brasil tem 33 partidos registrados, sendo que 24 têm representação na Câmara, a tendência é que haja uma disseminação de candidaturas presidenciais.

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Posted on 14-02-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-02-2021


 

Sponholz , NO

 

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14
Posted on 14-02-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-02-2021

 

57 votos a favor e 43 contra para condenar Trump, mas não alcançaram a maioria de dois terços exigida para uma condenação

CB
Correio Braziliense
 

 (crédito: MANDEL NGAN / AFP)

(crédito: MANDEL NGAN / AFP)

O ex-presidente Donald Trump foi absolvido da acusação de “incitamento à insurreição” pelos tumultos durante a invasão do Capitólio. O mundo acompanhava o julgamento desde a última sexta-feira (12/2), quando os advogados do ex-presidente argumentaram a favor de Trump. O processo de impeachment do magnata no Senado norte-americano foi marcado pela divulgação de imagens inéditas dos violentos acontecimentos de 6 de janeiro.

Depois de anunciada a decisão, o ex-presidente republicano, que está banido das redes sociais desde que deixou o poder, em 20 de janeiro, comemorou o resultado e denunciou o processo como “mais uma fase da maior caça às bruxas da história” dos Estados Unidos.

Trump também prometeu ações para o futuro: “Nosso movimento magnífico, histórico e patriótico, Make America Great Again (Faça a América Grande Novamente), acaba de começar”, disse Trump em um comunicado. “Nos próximos meses terei muito a compartilhar com vocês e espero continuar nossa incrível aventura pela grandeza da América” (Estados Unidos), acrescentou.

Este é o segundo julgamento de impeachment contra Trump, que em 2020 também foi absolvido em um processo por abuso de poder.

No entanto, após votar contra a condenação do ex-presidente, McConnell admitiu no plenário que Trump é responsável “moralmente e na prática” por ter causado os incidentes de 6 de janeiro.

O processo durou cinco dias e foi encerrado com um apelo de legisladores democratas, que acusaram o ex-presidente de ter “traído” os Estados Unidos. A defesa, por sua vez, classificou as acusações de “absurdas”.

O advogado de Trump, Michael Van der Veen, disse que, independentemente do horror mostrado nas imagens dos distúrbios no Capitólio e da emoção imbuída nos argumentos, isso “não muda o fato de que Trump é inocente”. “Chegou a hora de acabar com este teatro político inconstitucional”, concluiu.

Os democratas que buscavam uma condenação para em seguida desqualificar politicamente Trump, acusaram o republicano de “abusar de seu poder ao se aliar aos insurgentes”.

O líder da acusação, o congressista democrata Jamie Raskin, disse que está claro que “Trump apoiou as ações da multidão, então ele deve ser condenado”.

David Cicilline, que também participou da argumentação final, acusou Trump de violar seus deveres. “No momento em que mais precisávamos de um presidente para nos proteger e nos defender, o presidente Trump nos traiu deliberadamente”, criticou.

A confusão reinou no Senado por duas horas depois que Raskin indicou que desejava acesso ao testemunho da legisladora republicana Jaime Herrera Beutler e às trocas de mensagens com o líder da minoria republicana na Câmara Baixa, Kevin McCarthy.

Herrera Beutler – uma das poucas republicanas que votou pelo impeachment de Trump na Câmara dos Representantes – disse em um comunicado que McCarthy disse a ela que Trump expressou aprovação para a multidão que invadiu o Capitólio.

A congressista indicou que em 6 de janeiro, quando McCarthy “finalmente” falou com Trump para lhe pedir que falasse publicamente contra os distúrbios, a princípio o presidente repetiu a “mentira” de que foram membros do movimento Antifa que entraram no Capitólio.

“McCarthy rejeitou isso e disse que eram simpatizantes de Trump e então, de acordo com ele, o presidente disse: ‘Bem, Kevin, acho que essas pessoas estão mais chateadas com a eleição do que você'”, disse o legislador.

O senador republicano Ted Cruz alertou que isso poderia abrir “uma caixa de Pandora”. Finalmente, um acordo permitiu que a declaração de Herrera Beutler fosse lida no plenário e incluída na ata.

Tanto democratas quanto republicanos querem encerrar o processo. O presidente democrata Joe Biden quer que o Senado esteja disponível para votar as propostas prioritárias de sua agenda, incluindo o plano de alívio econômico.

*Com informações da Agência France Presse

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